TSE troca o debate presencial pela velocidade do plenário virtual

Nunes Marques destaca celeridade da Corte

Mariana Muniz
O Globo

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmam reservadamente que o julgamento que discutiu a exclusão de postagens falsas contra Flávio Bolsonaro no caso do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida expôs uma estratégia do atual comando da Corte Eleitoral de esvaziar as sessões presenciais.

Segundo essas avaliações, o plenário virtual acaba sendo uma opção para acelerar a análise dos processos, mas evita que temas sensíveis sejam discutidos de forma mais transparente, com a exposição de eventuais divergências e debates entre os integrantes da Corte.

DURAÇÃO – A avaliação é compartilhada por ex-ministros do TSE e advogados que atuam no tribunal, e ganhou força na reta final da campanha. Há ainda reclamações sobre a duração das sessões presenciais e o acúmulo de processos e pedidos que aguardam decisão a poucos dias do primeiro turno.

Na última terça-feira, por exemplo, a sessão do TSE durou apenas 38 minutos. A duração chamou a atenção de integrantes e ex-integrantes da Justiça Eleitoral, que fazem uma comparação com eleições anteriores, quando sessões realizadas na semana anterior à votação avançavam pela noite e, em alguns casos, entravam pela madrugada diante da necessidade de resolver questões urgentes antes da ida dos eleitores às urnas.

Reservadamente, ex-ministros do TSE classificam as atuais sessões como “a jato” e demonstram surpresa com o esvaziamento das discussões presenciais justamente no período mais sensível do calendário eleitoral.

SESSÕES PRESENCIAIS – Eles lembram que, tradicionalmente, temas relevantes da reta final da campanha eram discutidos em sessões presenciais, com apresentação dos votos, divergências e debates entre os integrantes da Corte.

Também há críticas dentro do próprio TSE. Ministros ouvidos pelo O Globo avaliam que houve um represamento de processos e de pedidos que aguardavam decisão às vésperas da eleição. Advogados que atuam na Corte relatam a mesma percepção e apontam a existência de casos urgentes pendentes enquanto as sessões presenciais terminam rapidamente.

O episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida é citado como exemplo desse cenário. Integrantes do tribunal afirmam que o presidente do TSE, Nunes Marques, resistiu inicialmente a submeter ao colegiado a decisão de André Mendonça que determinou a remoção de postagens, apesar de ter sido aconselhado a levar a liminar rapidamente a referendo do plenário.

DISPUTA – O caso acabou provocando uma disputa entre integrantes do STF e do TSE. No domingo, Flávio Dino suspendeu a decisão de Mendonça. Depois, Luiz Fux derrubou a ordem de Dino e restabeleceu a decisão tomada na Justiça Eleitoral. Na terça-feira, Nunes Marques marcou uma sessão virtual extraordinária para que o próprio TSE analisasse a liminar de Mendonça.

Para ministros ouvidos reservadamente, a opção pelo ambiente virtual reforçou a percepção de que a atual direção do tribunal tem evitado levar temas potencialmente controversos ao plenário presencial. Embora o formato permita que os processos sejam julgados sem a necessidade de aguardar uma sessão física, as manifestações são apresentadas por escrito e não há o mesmo espaço para discussões públicas entre os ministros.

CELERIDADE – Na última quinta-feira, Nunes Marques fez uma defesa da atuação da Corte na reta final da campanha e apresentou números para destacar a rapidez na análise das demandas eleitorais. Ao encerrar a sessão da manhã, o presidente do TSE agradeceu aos colegas pelo empenho na apreciação dos processos.

— Gostaria de aproveitar para agradecer os ministros dessa Corte pelo empenho e pela agilidade que vêm conduzindo os trabalhos neste período eleitoral. Temos enfrentado um volume muito expressivo de demandas, muitas delas urgentes, e os ministros têm respondido com enorme dedicação, proferindo as decisões com rapidez e permitindo que os processos tenham o andamento que este momento exige — afirmou.

REFERENDO – Nunes Marques destacou especialmente a análise de representações relacionadas à propaganda eleitoral e o envio de decisões liminares para referendo do plenário. Segundo o presidente do TSE, o colegiado já analisou e referendou mais de 200 representações. Outras cem ainda aguardavam referendo e, de acordo com Nunes Marques, deveriam ser apreciadas até as 23h59 desta sexta-feira.

— São números que demonstram o esforço e o comprometimento de todos para dar respostas rápidas às questões urgentes e, ao mesmo tempo, assegurar a apreciação colegiada desta Corte — disse.

10 thoughts on “TSE troca o debate presencial pela velocidade do plenário virtual”

  1. São tempos tensos e difíceis

    O confronto entre as duas chapas, as duas propostas e os 2 grupos evidencia que o lado democrático assegura a estabilidade, o respeito internacional, a soberania e o fortalecimento das políticas sociais.

    O lado de Flávio Rachadinha representa a vitória da milícia, do preconceito, da volta da fome, da desesperança e da vassalagem, com o Brasil sendo entregue aos EUA em troca de um apoio à não prisão dos milicianos.

    Embora vivamos um momento extremamente delicado, em que o grupo de direita sequestrou o debate democrático, destilando fake news e fanatismo, a decisão ainda está nas mãos do povo.

    São tempos tensos e difíceis. O grupo bolsonarista está literalmente entre a cruz e a espada. Não é só uma disputa eleitoral. Se ganharem, eles entregam, com alegria e satisfação, o país à milícia, em parte, e as riquezas aos EUA.

    Se perderem, não só o ex-mito continuará presidiário, como também grande parte da família e o grupo mais próximo terão de prestar contas dos inúmeros crimes que brotam na imprensa com força avassaladora.

    Ninguém poderia imaginar os tentáculos que essa verdadeira organização criminosa tinha em praticamente todas as áreas.

    Deixaram de punir as rachadinhas, os 51 imóveis comprados com dinheiro vivo, o apoio ostensivo à milícia e a matadores profissionais e agora tudo isso virou juizado de pequenas causas.

    Como chegaram ao poder com a vitória à Presidência em 2018, mudaram o patamar das maquinações criminosas.

    Agora, os R$ 61 milhões que receberam de Vorcaro para financiar falsamente um filme fajuto começam a parecer pequenos perto dos valores bilionários dos interesses envolvidos.

    Preparem-se para um tempo de horror se esse grupo chegar ao poder. Depende de cada um de nós impedir essa tragédia.

    Fonte: Poder360, Opinião, 2.out.2026 – 5h57 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.

  2. Fim da escala 6×1: qual foi a mágica de Lula?

    Será que foi apenas por causa da descoberta de petróleo na costa do Amapá que Alcolumbre aceitou pautar a PEC do fim da escala 6×1 para a próxima terça-feira (06/10), ou os dois fecharam um acordo?

    A grande dúvida é se Alcolumbre prometeu apenas dar andamento ao projeto ou se a aprovação da PEC da jornada de trabalho também já está garantida.

    Com a eventual aprovação da PEC de cinco dias de trabalho e dois de descanso, Lula já poderá se considerar reeleito para mais quatro anos de mandato.

  3. Metrópoles Política
    há 4 horas4h
    ·
    Shield · Sam Marshall
    ·
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (2/10) a divulgação de um documentário sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Intitulada “Perigo – Assista antes de votar”, a produção será publicada às 20h nas redes sociais do petista.
    A imagem de divulgação do documentário apresenta Flávio ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Logo acima aparecem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o miliciano Adriano da Nóbrega.
    O anúncio foi publicado por Lula em todas as suas páginas oficiais nas redes sociais. Na legenda, o presidente afirmou que “é a vida dos brasileiros que está em jogo” e disse que a produção apresenta “a história de Flávio Bolsonaro como você nunca viu”.
    Flávio aparece como principal rival de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. O primeiro turno das eleições será realizado neste domingo (4/10), e a campanha entra, nesta sexta-feira (2/10), nos dois últimos dias antes da votação.
    ➡️ Leia mais no metropoles.com

  4. Senhor Gessé , lembra-se dos sucessivos ” perdões e anistias ” ao longo do governo de Jair Messias Bolsonaro , alto concedidas pela dita bancada evangélica política no congresso nacional , por terem descontados nos salários de seus funcionários e se apropriados dos valores da ” Previdência Social Pública e do FGTS ” , não repassando-os a quem de direito , ou seja , aos órgãos governamentais responsáveis por geri-los , com o agravante de que além de sonegarem os poucos impostos obrigatórios , ainda se alto concederam isenção de total de impostos , através do congresso nacional , ou seja , a tendência é agravar-se caso o miliciano e meliante Flavio Bolsonaro seja eleito presidente .

  5. Senhor Gessé , lembra-se dos sucessivos ” perdões e anistias ” ao longo do governo de Jair Messias Bolsonaro , alto concedidas pela dita bancada evangélica política no congresso nacional , por terem descontados nos salários de seus funcionários e se apropriados dos valores da ” Previdência Social Pública e do FGTS ” , valores esses superando a cifra dos bilhões de reais , não repassando-os a quem de direito , ou seja , aos órgãos governamentais responsáveis por geri-los , com o agravante de que além de sonegarem os poucos impostos obrigatórios , ainda se alto concederam isenção de total de impostos , através do congresso nacional , ou seja , a tendência é agravar-se caso o miliciano e meliante Flavio Bolsonaro seja eleito presidente .

  6. Segundo a imunda esquerda, Pelé foi traficante de drogas, pois seu filho foi.

    Segundo a mesma imunda, todo filho de algum transgressor da lei – condenado ou não – deve ser eternamente vigiado porque “pode cometer também – pelo menos – alguma transgressão”.

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