O adeus do poeta Paulo Leminski, que viveu intensamente e morreu antes da hora

frases paulo leminski I - Só SergipePaulo Peres
Poemas & Canções

O crítico literário, tradutor, professor, escritor e poeta paranaense Paulo Leminski Filho (1944-1989) morreu cedo, aos 45 anos, quando já era um dos poetas contemporâneos mais conhecidos do país, e deixou a um poema de despedida a todos nós.

ADEUS
Paulo Leminski

Adeus, coisas que nunca tive,
dívidas externas, vaidades terrenas,
lupas de detetive, adeus.
Adeus, plenitudes inesperadas,
sustos, ímpetos e espetáculos, adeus.
Adeus, que lá se vão meus ais.
Um dia, quem sabe, sejam seus,
como um dia foram dos meus pais.

Adeus, mamãe, adeus, papai, adeus,
adeus, meus filhos, quem sabe um dia
todos os filhos serão meus.
Adeus, mundo cruel, fábula de papel,
sopro de vento, torre de babel,
adeus, coisas ao léu, adeus.

Chegou a hora da virada e Caiado já consegue ganhar de Lula no 2º turno

Iniciativa digna de aplauso”, diz Caiado sobre reunião com Lula

Ronaldo Caiado começa a se consolidar como a terceira via

Carlos Newton

Conforme informamos nesta segunda-feira, dia 20, a espantosa subida nas menções positivas a Ronaldo Caiado (PSD) nas redes sociais, com alta de 446,3, segundo levantamento do Instituto AP Exata, já começa a ser confirmada nas pesquisas eleitorais.  

Divulgado nesta terça-feira, dia 21, o novo levantamento do Instituto Real Time Big Data mostra que o ex-governador de Goiás já surge numericamente à frente do presidente Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

NA FRENTE – Na pesquisa, Caiado  aparece pela primeira vez na frente, com 44% das intenções de voto, enquanto Lula cai para 43%.

Pela margem de erro, os possíveis adversários estariam tecnicamente empatados, mas o resultado é altamente animador para Caiado, pois a campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, já que somente é iniciada a 15 de agosto, com horário eleitoral no rádio e na televisão a partir de 26 de agosto, quando a disputa começa para valer

O instituto também testou eventuais embates entre o atual presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão).

OUTROS CENÁRIOS – Contra Flávio Bolsonaro, do PL, o presidente Lula ainda tem vantagem numérica, mas há empate técnico. Já contra Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, o petista venceria com facilidade.

Num eventual segundo turno, Lula tem 45% das intenções de voto e Flávio fica em 42%. Já em um cenário com o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), Lula registra 44% das intenções de voto, contra 38% do político mineiro. Contra Renan Santos, a vantagem de Lula aumenta para 44% a 35%.

O número de eleitores que declaram voto em branco ou nulo soma 11%, e os indecisos representam 7%.

P.S. – Em tradução simultânea, se insistirem na candidatura de Flávio Bolsonaro, Lula continua mais quatro anos no poder. Porém, se abrirem espaço para Ronaldo Caiado, a tendência é de que ele vença a eleição, porque sua campanha está em viés de alta e a de Lula demonstra viés de baixa. O resto é folclore, como dizia Sebastião Nery. (C.N.)

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes para liberar visitas de Flávio ao pai

Advogados sustentam que a proibição é “desproporcional”

Pepita Ortega
O Globo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes que reconsidere a decisão de barrar visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias. Os advogados sustentam que a proibição é “desproporcional” e “excessiva” por limitar o “convívio familiar” do ex-chefe do Executivo e ainda “impedir” o contato entre o ex-presidente e um de seus advogados. Flávio é listado como integrante da equipe que representa o pai perante ao STF.

Em petição assinada nesta segunda, a defesa de Bolsonaro voltou a afirmar que o ex-presidente “jamais teve ciência” de que o filho iria divulgar a carta que escreveu “aos brasileiros”. Além disso, os advogados recorreram a um outro episódio para argumentar que Bolsonaro não via a redação de uma carta como descumprimento de sua prisão domiciliar.

SEM QUESTIONAMENTO – O episódio em questão remonta a dezembro do ano passado, quando o ex-chefe do Executivo escreveu uma carta, posteriormente tornada pública por Flávio, na qual referendava o filho como seu escolhido à pré-candidatura para a Presidência. Segundo os advogados, não houve qualquer questionamento sobre o tema.

Sob esse argumento, a defesa argumenta que a divulgação pública de uma carta anteriormente redigida por Bolsonaro não foi entendida como violação às medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Por essa razão, o ex-chefe do Executivo não pensou que seria incompatível, com a domiciliar, a escrita de uma nova carta, alegam os representantes de Bolsonaro.

O pedido é para que Moraes reconsidere sua decisão ou então que envie a solicitação para a Primeira Turma do STF, para que o colegiado decida se libera ou não as visitas de Flávio ao pai.

RESTRIÇÕES – A vedação de visitas do senador, por 90 dias, consta de despacho que Moraes assinou na sexta-feira, mantendo a domiciliar humanitária do ex-chefe do Executivo, mas endurecendo as restrições impostas ao cumprimento da pena após a conclusão de que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de seu filho.

Na ocasião, Moraes também vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado. Segundo o ministro, a medida decorre do fato de o ex-presidente estar com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal definitiva.

VERSÃO INCOMPATÍVEL – O ministro rejeitou a alegação da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria divulgada publicamente. Para o ministro, a versão é incompatível com o próprio conteúdo do documento, dirigido “aos brasileiros”, no qual o ex-presidente apresenta Flávio Bolsonaro como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura presidencial.

O relator lembrou ainda que, desde julho de 2025, Bolsonaro já estava submetido à proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, e que o Supremo havia esclarecido, à época, que também seria vedada a utilização de “material pré-fabricado” destinado à divulgação por terceiros. Segundo Moraes, tanto Bolsonaro quanto Flávio tinham pleno conhecimento da extensão da restrição e das consequências de seu descumprimento.

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Mestre do jornalismo, Joel Silveira achava que Brasília destruiu a política brasileira

Joel Silveira retrata a Segunda Guerra como devastação - 17/01/2026 -  Ilustrada - Folha

Joel Silveira era considerado o maior jornalista brasileiro

Roberto Nascimento

No governo de José Sarney, que foi o primeiro civil a presidir o país após o regime militar, o jornalista Joel Silveira, considerado um dos maiores nomes da imprensa, resolveu ir a Brasília para colher dados e escrever uma reportagem denominada “O outro lado da capital”.

Procurou um amigo, que deu a ele uma panorâmica do poder no governo Sarney, quem mandava, quem fingia mandar etc. Silveira procurou também outro famoso jornalista, Carlos Castelo Branco, que o recebeu na sua casa ofereceu do seu melhor uísque, a bebida que Silveira preferia.

JANTAR NO GAF – Castelinho disse que o político que mais conhecia os bastidores do poder na capital, por dentro e por fora, era o deputado Talhes Ramalho (PMDB-PE).

”Quero conhecê-lo”. disse Joel Silveira. “Então vai conhecer”, replicou Castelinho, que pegou o telefone e ligou para Thales Ramalho: “Está aqui comigo o Joel Silveira, quer conhecer coisas de Brasília.

Thales Ramalho, deputado federal por cinco mandatos consecutivos, era respeitado por todas correntes políticas, e marcou o jantar para o dia seguinte no sofisticado restaurante Gaf.

POESIA FRANCESA – No jantar, uma surpresa – Thales Ramalho era um grande intelectual e só queria falar de literatura, embora Joel Silveira só estivesse interessado na política e no poder. O parlamentar começou falando dos poetas malditos franceses. E de Rimbaud passou para Verlaine, depois Baudelaire e por fim, Mallarmé.

“Thales recitava, os poemas num francês impecável com sotaque nordestino, enquanto eu bebia o solene conhaque Armagnac, devagar, no magnífico jantar. Já não nos sentíamos à beira de um vulcão como é Brasília, sempre prestes a entrar em erupção”.

Bem, depois das citações dos poetas franceses, Talhes Ramalho enfim passou a contar para Joel, tudo o que sabia sobre a podridão da política em Brasília.

AH, BRASÍLIA! – Na semana seguinte, Joel Silveira assim fechou, em conclusão, sua coluna na “Revista Nacional”, do saudoso Jornal do Commercio de 19/06/1999:

”Ah, Brasília! Clarice Lispector, que também amava Rimbaud, tem razão. Todo um lado de frieza humana que eu tenho, encontro em mim aqui em Brasília, e ele floresce gélido, potente, força gelada da natureza.”.

“Ah, Brasília! Valhacouto de espiões e viveiro de neuróticos, burocratas e tecnocratas, estufas de efêmeras glórias, depósito de sonâmbulos, intrigantes, trambiqueiros e meliantes de crachás, perversa e irreal capital do Pânico e da Avidez, da Dúvida e do Pesadelo, quase sem ar na sua rarefação de deserto, base lunar onde não existe um lugarzinho sequer para os ingênuos e os puros, e onde os gatos, com todos os seus sete fôlegos, não chegam a viver metade da vida a que tem direito.”

MUITAS SAUDADES – Quem tem amigo não morre pagão, e só os amigos podem proporcionar uma conversa desse quilate no jantar.

Quantas saudades dos políticos como Thales Ramalho, Ulysses Guimarães, Ruy Barbosa, Afonso Arinos e tantos outros, detentores do notável saber da Literatura, da História, da Filosofia e da Política. O que temos hoje são políticos de emendas parlamentares, sem compromisso com a nação, só interessados na próxima eleição, onde vicejam os Vorcaros da vida.

E o que diriam, Joel, Thales e Clarice sobre o Inferno de Dante em que se transformou o Rio de Janeiro que eles tanto amaram?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Um grande texto de Roberto Nascimento, que quase mata de saudades o editor-chefe da Tribuna da Internet e o colunista Paulo Peres, ao lembrar a Revista Nacional e Joel Silveira. A convite de Mauritônio Meira, fui o criador desta revista, que circulava aos domingos, encartada em jornais de todo o país. Nossa tiragem chegava a 800 mil exemplares, superava qualquer outro jornal ou revista no Brasil. Nossas atrações eram, além de Joel Silveira, nomes como Rubem Braga, Sebastião Nery, Niva Chavs, Roberto Paulino, Mister Eco, Nássara, Paulo Peres, Willy, Alberto Nunes e muitos outros. Todos já se foram, o chargista Willy Oliveira se aposentou, e só restam eu e Paulo Peres, entrincheirados aqui na Tribuna da Imprensa. (C.N.)

Ex-deputado paulista tenta derrubar portaria ilegal que criou as apostas “bets”

Cartuns - Mobile TimeCarlos Newton

A jogatina das bets, que explora e exaure as camadas mais pobres de população, deu motivo a uma importantíssima ação popular que tramita em Brasília e acaba de ser arquivada por decisão do juiz Arthur Pinheiro Chaves, da 18ª Vara Federal Cível, que não se sensibilizou com a flagrante ilegalidade do jogo de azar nem tampouco com o drama social causado pelas bets.

A ação popular foi apresentada pelo ex-deputado Afanasio Jazadji, cuja defesa entrou imediatamente com uma apelação visando a reverter a sentença da 18ª Vara e possibilitar a proibição dessas aposta chamadas bets, que são feitas por celular.

INCONSTITUCIONAL – Apresentada pelo advogado Luiz Nogueira, que representa o ex-deputado paulista, a apelação argumenta que foi absolutamente inconstitucional a implantação dessa nova modalidade de jogo de azar no País, ao arrepio da Lei das Contravenções Penais em vigor, numa iniciativa altamente lesiva à população e à saúde pública.

Os dados oficiais são chocantes. Somente no ano de 2025 as bets causaram prejuízos de cerca de R$ 35 bilhões ao SUS e a hospitais públicos, segundo levantamento da Faculdade de Medicina de São Paulo (USP). 

Na ação judicial fica demonstrado que a jogatina das bets foi autorizada ilegalmente pelo ministro Fernando Haddad, com respaldo total do presidente Lula, em portaria de 2024, que  autorizou a  modalidade de apostas de quota fixa, por meio de pessoas jurídicas internacionais em sociedade com empresas nacionais com participação minoritária, “à vista do interesse nacional e da proteção dos interesses da coletividade”, uma tremenda Piada do Ano.

DECISÃO POLÊMICA – Apesar de reconhecer a veracidade e gravidade dos fatos relatados, o juiz Arthur Pinheiro Chaves em poucas linhas indeferiu o pedido e extinguiu o processo, deixando de analisar a liminar impetrada diante dos inegáveis efeitos negativos da manutenção da jogatina que explora as camadas mais pobres da população. 

Nesta ação popular está sendo processada a União, incluindo o presidente Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seu sucessor Dario Durigan, e Frederico Siqueira Filho, ministro das Comunicações, que são defendidos pela AGU (Advocacia-Geral da União).

A ação também alcança a Globo Comunicação e Participações S/A e seus acionistas controladores João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu Marinho, na condição de sócios  da Bet MGM, ligada à MGM International Resorts, localizada nos Estados Unidos e também operadora na modalidade de apostas de quota fixa.

DADOS ASSUSTADORES – Segundo dados do Banco Central e da Confederação Nacional do Comércio, os brasileiros destinaram cerca de R$240 bilhões às plataformas de apostas em 2024 – valor equivalente ao orçamento anual do Ministério da Saúde, projetado em R$246 bilhões para 2025.

Estima-se que 1,8 milhão de brasileiros tenham entrado em inadimplência por conta das bets apenas no último ano. O varejo brasileiro perdeu vendas de R$ 103 bilhões em 2024 – dinheiro que deixou de circular em supermercados, farmácias e comércio local para alimentar algoritmos de cassinos digitais. Números tristes, mas previsíveis e que aumentaram expressivamente em 2025 e está crescendo também em 2026.

O vício em jogo já é a terceira dependência mais frequente no Brasil, perdendo apenas para o álcool e o tabaco. E diferentemente do álcool, que ao menos carrega o estigma social do excesso, as apostas são vendidas como estratégia, inteligência, brincadeira e até investimento.

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P.S. – Os anúncios que “vendem” as bets na televisão divulgam vantagens mentirosas que seduzem principalmente os mais jovens e enriquecem as emissoras, especialmente a TV Globo, que domina o mercado e tem sociedade com
o grupo norte-americano MGM operador no Brasil da Bet MGM, neste ponto ferindo os preceitos a serem observados pelos concessionários de emissoras de televisão “no concernente aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”. Diante de tudo isso, espera-se que as bets sejam proibidas o mais rápido possível. Mas quem se interessa? (C.N.)                                   

Campanhas entram na era da IA e transformam jingles em armas da batalha política

TCU libera salários acima do teto e propõe aumento de 40% em penduricalhos

Flávio Dino pressiona Hugo Motta e os partidos por explicações sobre emendas

Charge do Nado Motta (Brasil 247)

Fernanda Fonseca
CNN

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda nesta semana explicações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de dirigentes de partidos políticos sobre a distribuição de emendas parlamentares. As cobranças foram feitas pelo ministro em duas decisões relacionadas à apuração sobre a influência do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na destinação de recursos.

Motta deverá apresentar ao Supremo todos os documentos relativos à tramitação de 21 emendas investigadas pela Polícia Federal. Os registros devem ser entregues de forma individualizada e organizados por indicação. A Câmara também terá de informar quais providências adotou para suspender a execução dos recursos, que somam aproximadamente R$ 119 milhões.

INDICAÇÃO – Segundo a PF, as emendas teriam sido indicadas por Valdemar, embora ele não exerça mandato parlamentar. Deputados teriam sido registrados formalmente como solicitantes dos recursos para ocultar a atuação do dirigente partidário. A investigação apura suspeitas de peculato, desvio e associação criminosa. O caso surgiu a partir da análise de materiais apreendidos na Operação Transparência, que investiga a distribuição de emendas de comissão na Câmara.

Para a PF, servidores e assessores da Casa teriam atuado na elaboração de planilhas, no cadastramento das indicações e no encaminhamento dos recursos conforme orientações atribuídas a Valdemar.

Dino determinou a suspensão imediata da execução das 21 emendas, estejam elas nas fases de empenho, liquidação ou pagamento. O ministro também ordenou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL. Na decisão, Dino afirmou que há indícios de que Valdemar, mesmo sem mandato, teria atuado como responsável pelo direcionamento de valores.

EXPLICAÇÕES DOS PARTIDOS – Dino também determinou que os presidentes de 21 partidos com representação no Congresso esclareçam se participam da definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares. Os dirigentes devem informar se possuem cotas, reservas ou algum outro mecanismo próprio de alocação de recursos. Caso a prática exista, terão de explicar sua finalidade, abrangência, base jurídica e forma de autorização.

O ministro também pediu detalhes sobre os instrumentos usados para formalizar as indicações, como normas internas, atas ou documentos semelhantes. A determinação foi tomada após Valdemar afirmar, em uma entrevista, que presidentes de partidos também participam da indicação de emendas parlamentares.

Pela legislação, porém, a apresentação e a deliberação sobre esses recursos são prerrogativas de deputados e senadores no exercício do mandato. Foram intimados os presidentes de Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.

RESPEITO ÀS REGRAS –  presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já encaminhou sua resposta ao Supremo. Ele afirmou que “jamais” indicou emendas ou participou de decisões sobre a destinação dos recursos na condição de dirigente partidário. Kassab disse ainda que não possui cotas ou reservas de emendas e que a orientação do PSD é pelo respeito às regras regimentais do Congresso.

As informações prestadas pela Câmara e pelos partidos serão usadas pelo STF para avaliar eventuais novas providências destinadas a ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares.

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“Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração…”

Orquestra Ouro Preto: live para Milton e Brant - Blima Bracher

Fernando Brant e Milton, amigos desde sempre

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor Milton Nascimento, em parceria com  poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Canção da América”, lembra uma amizade que fez nos Estados Unidos no final da década de 1970.

A letra original foi escrita em inglês, intitulada “Unencounter” (que significa desencontro), e surgiu como uma homenagem músico sul-africano Ricky Fataar, que Milton conheceu em Los Angeles, quando gravava o álbum Journey To Dawn. Durante esse período, ele ficou muito amigo de Fataar (ex-baterista dos Beach Boys).

Tempos depois, Milton retornou a Los Angeles e, ao tentar reencontrar seu amigo na cidade, não conseguiu localizá-lo. Sentindo-se solitário e reflexivo, compôs a melodia e a letra inteiramente em inglês, retratando a falta do amigo.

Ao retornar ao Brasil, Milton mostrou a composição a seu parceiro Fernando Brant, que fez a versão em português. Esta música foi gravada por Milton Nascimento, em 1980, no LP Sentinela, pela Ariola. E deve ser cantada sempre, como se fosse um hino do Dia do Amigo, que se comemora hoje, 20 de julho.

CANÇÃO DA AMÉRICA
Milton Nascimento e Fernando Brant

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi

Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

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DIA DO AMIGO
Paulo Peres

Não existe palavra
Que possa definir
O real significado,
A bênção divina
E a felicidade infinda
De tê-lo como amigo.

Lula destrava Minas, enquanto Flávio ainda enfrenta impasses para fechar palanques