
Charge do Caio Gomez (Correio Braziliense)
Carlos Newton
Esgotado pelo corre-corre da campanha eleitoral, que exige permanente e extenuante deslocamento pelo país, com efeito jet lag e tudo o mais, o presidente Lula da Silva (PT) está obrigado a pronunciar discursos diários e dar longas entrevistas chatíssimas, com a voz cada vez mais baixa e rouca, numa rotina que leva o petista a dizer cada vez mais bobagens e a seguir estratégias equivocadas.
Seu maior erro foi assumir a defesa dos envolvidos no caso do Master, atribuindo todos os problemas ao governo anterior de Bolsonaro, embora o banco, que realmente começou a funcionar em 2021, tenha se expandido e aplicado golpes na praça somente durante os anos iniciais do atual governo Lula.
DE FININHO… – O presidente deveria sair de fininho e se fazer de desentendido, para se livrar de qualquer relação com os envolvidos no caso Master, notadamente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, mas somente agora Lula começou a se descolar deles.
Porém, é tarde demais. No início de agosto, com a campanha eleitoral já em andamento, Lula adotou uma atitude verdadeiramente suicida, ao comparecer à mansão de Alexandre de Moraes, para se reunir num jantar com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
Naquela altura do campeonato, Moraes já estava completamente desmoralizado, por ter vendido “proteção” a Vorcaro. Portanto, Lula jamais deveria ter-se aproximado dele. No entanto, o petista fez pior, porque usou Moraes para fazer um novo conluio com Alcolumbre e Motta, em meio a um tremendo comes e bebes, como se dizia antigamente.
NOVA POSTURA – Com o agravamento da crise no Supremo, agora Lula resolveu mudar de postura e passou a criticar as relações atribuídas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
“Ninguém está defendendo o contrato que o Alexandre Moraes fez com o Banco Master. Ninguém está defendendo o Toffoli, que fez acordo com o Banco Master”, assinalou Lula, criticando dois ministros do Supremo que sempre desfrutaram de sua intimidade.
O petista também disse que “quem quiser ir para a Suprema Corte não pode querer ser rico” e revelou que ainda existem informações do caso que não vieram a público.
DEMOROU DEMAIS – Lula tinha certeza da vitória, pois acreditava nas pesquisas que eram divulgadas e lhe davam vantagem cômoda contra o adversário Flávio Bolsonaro, que tem um passado tenebroso, enriquecido ilicitamente por rachadinhas e negócios imobiliários com dinheiro vivo, com lavagem de dinheiro em loja de chocolates.
Cheio de si, Lula demorou demais a cair na real e somente agora tenta se descolar dos ministros do STF que o apoiam claramente. Essa mudança de estratégia ocorre justamente quando seu maior aliado, Gilmar Mendes, perde as estribeiras com as notícias sobre seus relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, mantidas através de seu ex-cunhado Chico Feitosa, de seu ex-sócio Paulo Gonet e da advogada Dalide Corrêa, ex-diretora de seu Instituto IDP.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Lula é esperto e tenta escapar de fininho. Mas é tarde demais. Suas ligações com os corruptos não podem ser esquecidas da noite para o dia. A eleição se aproxima e agora os institutos de pesquisa têm de apresentar números menos manipulados, para não perderem a boca livre política que ocorre a cada dois anos. Nesse clima, ainda é possível que Lula ganhe a eleição, mas os astros parecem estar contra ele. (C.N.)
Que fiquem bem próximos, coisa ruim se atraem
Estamos detonando o robô Jaco, porque não sabe dialogar sem ofender os outros
Carlos Newton
Na vida tudo tem limites, inclusive minha paciência para aturar desaforos. Aqui no Blog, temos poucas regras. Não aceitamos palavrões nem ofensas a ninguém, inclusive aos articulistas e comentaristas. Assim, é fácil conviver por aqui.
Mas há quem não aceite opiniões contrárias e ofenda os demais participantes que não comunguem as mesmas ideias e teses.
DISSE JACO – O comentarista que se assina Jaco é um robô do PT que passou os limites e ofendeu justamente o editor do blog, na seguinte postagem:
Qualquer pessoa com o mínimo de informação,sabe quem são os aliados do Flávio Bolsonaro. Nem vou perder meu tempo.
O CN, no RJ, apoia essa rapaziada….gente de bem…que paga em dinheiro e faz o bem protegendo as pessoas… mediante a pagamento é claro. Ninguém é de ferro.
CN é um pessoa de bem,temente a Deus e desapegado.
Quase uma Madre Teresa de Calcutá.
DESCARTÁVEL – Essas coisas as pessoas como Jaco falam de longe, fica fácil. Não ligo a mínima para idiotas como ele, que não me conhece e não sabe que sou mais perverso do que Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, somados.
Então, com um prazer quase sexual, estou deletando do blog esse imbecil, que é um robô pago pelo PT para passar o dia inteiro lendo a Tribuna, é um reles viciado em opinar e vai ter de arranjar outro espaço para vomitar suas depressões.
E vamos em frente, sempre respeitando a opinião dos outros.
Nada sobre o Kássio.
Dobra número de ‘moradores de rua’ no governo Lula: agora são quase 400 mil
Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC).
Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil.
Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.
Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.
Lorota oficial. O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.
Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.
Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.
Diário do Poder, Opinião, 21/09/2026 0:03 Por Cláudio Humberto