Pai de Vorcaro mandou matar “Sicário”? O chefe da quadrilha é o pai ou o filho?

Família Vorcaro usava bicheiros, milicianos e policiais para intimidar  adversários | Brasil Paralelo

Surgem mais dúvidas sobre a quadrilha da família Vorcaro

Roberto Nascimento

Henrique Vorcaro, pai do banqueiro fraudados que criou o grupo Master, preso na semana passada pela Polícia Federal, por ordem do ministro-relator André Mendonça, era o homem que comandava a “Turma” (milícia de aluguel), na qual atuava o capanga Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, título de uma série na TV sobre um criminoso sanguinário.

O patriarca Henrique Vorcaro era assessorado por três policiais da PF – dois agentes e uma delegada federal. Além disso, o empresário também comandava os pagamentos pelos serviços prestados à gangue pelos “Meninos”, grupo de hackers que acessavam investigações da PF e da Procuradoria-Geral da República.  

GRANDES DÚVIDAS – A prisão de Henrique Vorcaro e a divulgação de suas atividades criminosas levantam importantes dúvidas sobre o rumoroso caso. Logo de cara, reforçam a possibilidade de Sicário ter sido morto mando de Henrique Vorcaro na Superintendência da PF em Belo Horizonte, porque jamais foram divulgadas as imagens do suposto suicídio dele, e o superintendente da PF em Minas, delegado Richard Murad, garantiu publicamente que a gravação do vídeo não tinha “pontos cegos”.

Outra dúvida que surge é sobre a organização criminosa. O chefe era o filho, Daniel Vorcaro, ou o próprio país? De uma forma ou de outra, ambos são cúmplices.

Esses mafiosos da pior espécie não podem ficar impunes, porque em liberdade se tornarão um perigo ainda maior para a sociedade, porque costumam eliminar aqueles que entram no seu caminho.

CORREM RISCO – Tanto o pai quanto o filho precisam ser vigiados e protegidos em prisões de segurança máxima, porque correm risco de serem eliminados pelos poderosos corruptos que receberam milhões da sua rede de empresas e fundos especializados em lavagem de dinheiro.

Qualquer informação que se refira ao caso Master é sempre muito estranha e complicada, envolvendo grandes autoridades da República, como os ministro Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Não é de se estranhar, portanto, que estejam demorando tanto a se concretizar as delações premiadas de Daniel Vorcaro, de seu cunhado e operador Fernando Zettel e do ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa. Eles sabem que não podem falar demais, porque correm risco de vida, junto com suas famílias e seus amigos.

Bolsonaro imita Lula e também quer ser “descondenado” e libertado pelo STF

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Carlos Newton

Recordar é viver. Em dezembro, quando o julgamento de Bolsonaro chegava ao fim, seus advogados apresentaram o derradeiro recurso – agravo regimental, após recusa de embargos infringentes. Ao fazê-lo, os renomados criminalistas Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser, além de outros seis advogados coadjuvantes, demonstraram surpreendente despreparo.

Erraram duplamente. De início, ao encaminhar equivocadamente o agravo regimental ao relator Alexandre de Moraes. E, por fim, ao requerer que o recurso de Bolsonaro fosse julgado pelo Plenário, o que não era cabível. Ou seja, esqueceram de conferir o Regimento do Supremo, nenhum dos nove causídicos se preocupou em estudar o rito processual.

MORAES APROVEITOU – A defesa de Bolsonaro deveria ter dirigido o agravo ao presidente do STF, requerendo que fosse encaminhado ao ministro-relator da Segunda Turma, ainda a ser escolhido, nos termos dos artigos 76 e 77. Mas o recurso foi enviado equivocadamente ao relator da Primeira Turma, Alexandre de Moraes, que já deveria estar afastado do processo. Foi um erro fatal.

Na forma da lei, Moraes tinha de devolver o recurso ao presidente do STF, Edson Fachin, para ser sorteado o novo relator na Segunda Turma. Mas não o fez. Fingiu-se de desentendido e despachou ilegalmente, arquivando o agravo regimental a pretexto de que o processo já estaria extinto desde a recusa dos embargos infringentes, o que é outra barbaridade processual, pois não se pode encerrar nenhuma ação enquanto houver cabimento de recurso. E assim Bolsonaro passou a cumprir 27 anos e três meses de prisão.

Na época, apenas o editor da Tribuna da Internet protestou contra a ilegalidade, denunciando que Moraes e o Supremo estavam descumprindo o próprio Regimento. Esperava-se intensa repercussão da notícia. Mas não aconteceu nada.

ENFIM, A VERDADE – Nenhum ministro do Supremo tocou no assunto, assim como nenhum jurista de renome – como Miguel Reale Jr., Ives Gandra Martins ou Modesto Carvalhosa – se manifestou a respeito. Todos se calaram, mas foi um silêncio respeitoso, porque ninguém teve coragem de contestar a afirmação do editor da Tribuna.

Quase seis meses depois, a verdade veio à tona e os novos advogados de Bolsonaro – Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury – seguem exatamente o caminho apontado em dezembro e janeiro pelo editor da Tribuna e apresentam a ação de revisão criminal. Desta vez, porém, enviaram acertadamente a petição ao presidente do Supremo, com pedido de sorteio do relator na Segunda Turma, que fará um novo julgamento de Jair Bolsonaro.

O grupo de ministros liderado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes imediatamente armou um lobby, plantando notícias de que não adianta Bolsonaro ser inocentado na Segunda Turma, porque depois teria de ser julgado pelo Plenário, onde a condenação é certa.

LOBBY INÓCUO – A imprensa amestrada então saiu desmentindo a Tribuna, com matérias em O Globo, nos sites jurídicos Migalhas e Conjur, na CNN etc. e tal, mas as “informações” do lobby não têm a menor sustentação no Regimento. Já houve época em que o julgamento final de casos criminais cabia ao Plenário. Por isso, há réus do 8 de Janeiro que ainda estão sendo julgados em primeira instância pelo Plenário, enquanto outros são julgados na Primeira Turma, como ocorreu com Bolsonato.

Isso aconteceu porque, ao analisar o caso de Bolsonaro em 2025, o próprio Supremo confirmou as mudanças nas regras, ocorridas em 2020 e 2023, e desde então o Plenário somente pode julgar autoridades máximas (presidente, vice, ministros, parlamentares, magistrados de tribunais superiores etc.) em casos criminais e se ainda estiverem no exercício do cargo.

É justamente por isso que Jair Bolsonaro, condenado na Primeira Turma, só poderia mover ação de revisão criminal na outra Segunda Turma, sem direito a recorrer ao Plenário, ao contrário do que alega absurdamente o lobby dos ministros do STF, que chegou ao cúmulo de plantar notícia falsa no próprio site da Suprema Corte, conforme já denunciamos à Ouvidoria.

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P.S. 1 –
Na semana passada, mais 20 réus do 8 de Janeiro foram julgados no Plenário, porque os processos tinham começado antes da modificação do Regimento, em 2025. Perderam de 7 a 3. Votaram pela absolvição Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. Justamente os três ministros que formam maioria na Segunda Turma e vão fazer Bolsonaro ser “descondenado” igual a Lula, mas com uma diferença. O petista foi beneficiado por uma manobra jurídica claramente ilegal, enquanto a absolvição de Bolsonaro será rigorosamente dentro da lei.  

P.S. 2Vamos ver como reagirá o lobby dos ministros do STF ligados a Lula. Amanhã, iremos analisar a longa petição (90 páginas) apresentada pelos novos advogados de Bolsonaro. (C.N.)

Zema baixa o tom contra Flávio após se desgastar com os aliados do Novo

Neymar pode ser fundamental e decidir as partidas mais complicadas da seleção

A reação do público ao nome de Neymar na Seleção Brasileira | VEJA

Se não chamasse Neymar, na certa Ancelotti seria vaiado

Vicente Limongi Netto

Enquanto a lista de Ancelotti não era divulgada, na festa organizada pela CBF no poético Museu do Amanhã, fomos reféns de um festival de bobagens e script medonho. Recordações de outras copas feitas com amadorismo oceânico. Sem graça. Público sonolento.

Entrou no palco o presidente da CBF, o jovem e sorridente Samir Xaud. Emocionado e otimista com o futuro da seleção. Com a melhoria das arbitragens e certo de que a seleção feminina também vai brilhar na copa do mundo em 2027, que será no Brasil.

PALAVRÓRIO – E o público estava impaciente. Cansado de palavrório.  Mais interessado na lista dos guerreiros do mister Carlo Ancelotti, nos nomes dos astros que irão a copa.  

Mestre de cerimônia, o experiente repórter Tino Marcos. Com blazer e gravata fora do tom. Melhor seria se tivesse ido de jeans e camisa da seleção. Brilhando no placo a presença bonita, sorridente e elegante da atriz Érica Januza. Um colírio para os olhos dos marmanjos. 

É claro que Neymar figuraria na lista do exigente Ancelotti. Sempre defendi a convocação dele. Mesmo que comece na reserva, Neymar tem técnica apurada para decidir o jogo em circunstâncias difíceis.  Com uma jogada muda o resultado do jogo. 

ALEGRIA ALHEIA – Neymar fora da copa faria a alegria dos adversários. Agora é hora de torcer. Gostemos ou não da lista dos meninos de Ancelotti. É o que temos. A safra é ruim. Sempre fui contra a vinda de técnico estrangeiro.  Sem necessidade. Temos bons profissionais.

Ancelotti ainda não ganhou nada. Mas já renovaram o contrato dele. Inacreditável. O italiano “mister” virou super homem. Tem uma missão difícil. Tomara que faça jus ao milionário salário, já renovado até copa de 2030.

A CBF, como sempre, oferece todo o conforto e segurança aos atletas convocados. São tratados a pão de ló. Hotéis exclusivos e maravilhosos, com centros de treinamento. Médicos, massagistas, fisioterapeutas, alimentação de primeiro mundo. Com todo este rosário de delícias, os torcedores esperam que os jogadores honrem a amarelinha. Joguem bem. Com fibra e personalidade. Tragam o hexa. Deixarão o povo feliz e agradecido. 

BAIXARIA – Tudo que a jornalista Ana Dubeux escreve é relevante. De interesse público. Na edição 17/05 a diretora de redação do Correio Braziliense observou, lamentando, “Se a pré-campanha está assim…”. 

Dubeux tem razão. A baixaria política começou cedo. Perturba nossos ouvidos. Agressões sustentam o noticiário. Candidatos preferem vociferar do que raciocinar. Navegam na estupidez. A jornalista acentua que “espero ouvir propostas reais e não apenas um palavrório repetitivo que não chega a lugar nenhum”.

Jovens estarão votando pela primeira vez nas eleições de outubro. Dubeux aconselha, enfatizando: “Precisamos depurar nosso olhar político, estudar as opções, buscar a verdade sempre, questionar, entender, de uma vez por todas, que o voto é o elo fundamental entre nós e o país que queremos”. 

Michelle Bolsonaro segura definições da campanha ao Senado até agosto

Cuidados com Bolsonaro tem inviabilizado agenda pública

Gabriela Echenique
Folha

A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), tem confidenciado aos aliados que só vai definir as estratégias de campanha incluindo a definição do seu suplente ao Senado, em agosto. Isso porque ela tem concentrado os cuidados ao ex-presidente Jair Bolsonaro após ele passar por uma cirurgia no ombro.

Integrantes do PL afirmam que Michelle está sobrecarregada e que isso tem inviabilizado a agenda pública da pré-candidata ao Senado. O nome dela está posto, mas não tem feito campanha nas ruas. Mesmo assim, a avaliação interna no partido é que ela não precisa usar o período da pré-campanha porque já tem um nome viável.

ATIVO POLÍTICO – Além disso, postagens da ex-primeira-dama nas redes sobre os cuidados ao marido são usadas como ativo político e eleitoral, principalmente de olho na eleitora conservadora.

O PL, no entanto, aposta na entrada mais rápida de Michelle na campanha para impulsionar o segundo voto ao Senado na deputada Bia Kicis (PL-DF). O cenário, para ela, é mais difícil, mas a direita aposta na aliança com a ex-primeira dama para garantir as duas cadeiras do Distrito Federal na Casa.

Matérias plantadas sobre nova indicação de Messias são desmentidas no Estadão

Disputa entre aliados atrapalha definição de palanques para Lula

Lula pensou (?) que poderia indicar Messias ainda neste ano

José Carlos Werneck

“O Estado de São Paulo” publica, nesta segunda-feira, que um ato de 2010 veda a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado, desmentindo as matérias sobre a intenção do presidente Lula, que pretenderia reenviar o nome de Messias após derrota histórica no mês passado.

A matéria destaca que o referido ato, publicado em 2010 pela Secretaria de Gestão de Informação e Documentação, regulamentou a apreciação pelo plenário e a comunicação do resultado sobre a escolha de uma autoridade.

VEDAÇÃO – O quinto artigo diz que “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”. Sessão legislativa é o período anual em que o parlamento se reúne para trabalhar.

No dia 29 de abril, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo, rejeitando Messias por 42 votos a 34. Com o resultado, o presidente Lula rompeu uma aliança que tinha com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como artífice do episódio.

Lula e os líderes de sua bancada no Senado desconheciam esse impedimento e o presidente Lula disse a aliados que estaria disposto a mandar a indicação de Messias novamente, mas isso seria um erro grotesco.

Após escândalo do filme “Dark Horse”, PL reúne bancada para alinhar discurso

Convocação da seleção se transforma num espetáculo grotesco e patético

Convocação da Seleção Brasileira muda horários na programação da Globo

Everaldo Marques foi um dos apresentadores da patuscada

Carlos Newton

Desta vez, a Copa do Mundo é nossa. Nenhum país conseguirá produzir um espetáculo tão ridículo e deprimente quanto o show preparado pela TV Globo e pela Confederação Brasileira de Futebol para a anunciar os 26 jogadores convocados para a competição.

É triste constatar que a TV Globo, depois de se tornar uma das mais respeitadas emissoras do mundo, tenha sido capaz de apresentar um programa tão deplorável e ridículo. Foi uma produção milionária em custo para a CBF, ainda não se sabe quanto a Globo cobrou, mas o resultado foi pífio, estúpido e entediante.

DEU SAUDADE – Os brasileiros têm saudade dos tempos em que a Globo era dirigida por executivos brilhantes, como Walter Clark e Boni de Oliveira. Hoje, a emissora é gerida por um neto de Roberto Marinho, que está conseguindo destruir um trabalho admirável do ponto de vista técnico, embora deplorável do ponto de vista político.

E a importância da tão esperada lista de convocados se perdeu em meio a um espetáculo marcado pela mediocridade e falta de imaginação criativa. Foi lamentável.

A única coisa positiva foi a convocação de Neymar. Se entrar em campo para jogar os últimos 30 minutos de cada jogo, vai fazer a diferença. Já foi campeão olímpico, pode ser campeão mundial.

Escândalo do Banco Master provoca recuo de aliados e isola Flávio nos estados

Lula acelera medidas populares enquanto caso Master atinge núcleo da oposição

Flávio corre à Faria Lima para conter a crise e resgatar a própria candidatura

Datafolha: 70% veem mais confronto do que colaboração entre Lula e Congresso

Os olhos da amada de Antonio Maria, numa desesperada canção romântica

Antonio Maria, com Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Isaac Zuckman e Paulo Mendes Campos

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, radialista e compositor pernambucano Antônio Maria Araújo de Morais (1921-1964), diante do sofrimento que uma separação amorosa acarreta, fez a letra de “A Canção dos Seus Olhos”, em parceria com o violonista João Pernambuco, e o samba-canção  foi gravado por Elizeth Cardoso no LP Sax-Voz, em 1960, pela Copacabana.

A CANÇÃO DOS SEUS OLHOS
Pernambuco e Antônio Maria

Ai, você foi embora,
Era hora de ir.
Depois quem sabe
Que tristeza haveria?
Ai, foi bom separar
Os meus sonhos dos seus
No meu olhar,
O poder do seu olhar.

Ai, não faz mal a distância
Ai, não faz mal a saudade.
Hoje é melhor eu saber
Que você não sofreu,
Se eu sofri não faz mal

Ai, nasceu no sofrimento
Na esperança e no amor,
Nasceu de mim
A canção dos seus olhos

Ex-CEO de agência diz que Vorcaro tentou montar conglomerado de mídia antes da queda do Master

Ex-presidente do BRB prepara delação que destruirá Vorcaro. Ibaneis & Cia.

Paulo Henrique  deve assinar termo de confidencialidade

Sarah Teófilo
O Globo

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso na investigação envolvendo fraudes do Banco Master, deve entregar os anexos de seu acordo de delação em junho. Pessoas a par das negociações feitas na Procuradoria-Geral da República (PGR), com participação também da Polícia Federal (PF), apontam que um acordo de confidencialidade que precede a entrega da delação já deve ser assinado nesta semana, e que em meados de junho os anexos da delação devem ser entregues.

Um acordo de colaboração premiada é um meio de obtenção de prova e deve prever, dente outros pontos, a confissão de crime por parte do investigado, além do pagamento de multa. Em troca da ajuda, a pena imposta é reduzida. Após a entrega dos anexos, as informações fornecidas por Paulo Henrique ainda passarão por checagem dos investigadores. Somente depois dessa etapa o acordo poderá ser homologado, caso os dados apresentados sejam considerados relevantes.

AVANÇO NAS APURAÇÕES – Investigadores têm ressaltado que as apurações estão avançadas e que figuras interessadas em colaboração, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, deverão entregar informações novas que de fato colaborem com o trabalho da polícia, como a indicação de recursos no exterior.

No caso de Paulo Henrique, conversas preliminares assinalam que ele deve indicar o “caminho do dinheiro” no Brasil e no exterior. A investigação aponta para a existência e uma organização criminosa concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB.

Conforme apuração, uma operação financeira de R$ 12,2 bilhões arquitetada pelo banco público e o Master ocorreu por “pura camaradagem” como “tentativa de abafar a fiscalização” feita pelo Banco Central (BC). Paulo Henrique, na condição de presidente do BRB, também poderia ter informações sobre as figuras envolvidas na tentativa de compra do Master pelo banco público. Espera-se que o ex-presidente do BRB entregue informações relevantes envolvendo grandes autoridades do Distrito Federal.

TRANSFERÊNCIA – Após início das conversas envolvendo uma delação premiada, Costa foi transferido do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, prisão conhecida como “Papudinha”. A área é tradicionalmente reservada para policiais e militares condenados e outras autoridades. As celas do local são maiores e as regras são mais flexíveis. Vorcaro está na superintendência da PF no DF.

Na Papudinha, Paulo Henrique tem estudado o seu processo e escrito com muita frequência. Antes de ser preso, ele costumava andar para cima e para baixo em Brasília com uma pasta de couro, recheada de documentos, e já vinha se preparando para prestar um novo depoimento à PF. Ele dizia que não tinha o que delatar, porque era apenas uma peça de uma engrenagem maior, mas que estava disposto a colaborar com os investigadores.

Para ajudar os delegados da PF, o ex-presidente do BRB estava até desenvolvendo um programa de Inteligência Artificial (IA) para localizar, por temas e personagens, todas as mensagens que guardava em seu celular. As conversas de WhatsApp variavam desde contatos com diretores do Banco Central até trocas com Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-governador Ibaneis Rocha.

Lula dobra aposta no STF e transforma derrota de Messias em guerra contra o Senado

O desgaste que ameaça engolir a candidatura de Flávio Bolsonaro

Ancelotti será entrevistado por dois estranhos ao futebol – Cesar Tralha e Renata Vasconcelos

Antes de estreia no JN, Cesar Tralli mostra presente de Renata Vasconcellos - Zoeira - Diário do Nordeste

Renata e Tralha, preparados para entrevistar Carlo Ancelotti

Vicente Limongi Netto

Clima de Copa do Mundo no Brasil. Nação dividida. Confiança no hexa e desconfiança no hexa. A TV Globo e o SporTV, como sempre, monopolizam os espaços e entrevistas.

No SporTV o preferido da vez é Denilson, campeão do mundo. Quem jogou com ele na copa ou nos clubes, tem vez e espaço garantido  nos programas.
SEM PANELINHA – Agiria bem, com sabedoria, se também tivesse a grandeza de entrevistar notáveis campeões do mundo, como Gerson, Rivelino, Clodoaldo, PC Caju, Tostão e Jairzinho. Deixar um pouco o apreço exagerado pela mesquinha panelinha.
A não ser que Denilson, que foi apenas um jogador razoável, pense(vá lá, vá lá) que monstros sagrados da seleção de 70, a mais expressiva e qualificada de todas, não estejam à altura de merecer serem chamados para entrevistas no impoluto SporTV.  Seria honroso para a emissora e para Denilson. Pena que não pensem assim.
ENTREVISTA – Outra mancada oceânica do grupo Globo já ecoa pelo planeta terra. Parou o mundo. A ansiedade é geral. Corações dos torcedores batendo mais forte. Cesar Tralha e Renata Vasconcelos entrevistarão, com toda pompa, com exclusividade, na TV Globo,  o treinador Carlo Ancelotti.
Não creio que o pomposo e falante Tralha entenda de futebol. Aliás, não sei de que Tralha entende. Se já jogou pelo menos pedra em mangueira ou pedra em vidraça ou se já foi goleiro das peladas de ruas.  Duvido se já colocou chuteiras nos pés.
Renata Vasconcelos  também é mistério. Não é do ramo. A produção certamente vai socorre-la com boas perguntas ao ilustre convidado. Renata no máximo jogou dama no colégio ou voleibol na praia.

SERIA MELHOR… – Tralha e Renata são os menos indicados para a missão gloriosa de entrevistar Carlo Ancelotti, que ainda não fez nada, porém já teve seu contrato renovado até a próxima Copa, em 2030.O correto seria o badalado italiano, que pela primeira vez tem a responsabilidade de treinar uma seleção, e logo a do Brasil, penta campeã do mundo, ser entrevistado por ex-jogadores, muitos deles comentaristas, alguns bons outros patéticos, da própria Globo e do Sportv.

Como Júnior, Carlos Mansur,  Ricardinho, Paulo Cesar Vasconcelos, Paulo Nunes e Felipe Mello. Pelo menos não precisariam levar cola para entrevistar Ancelotti

Escândalos, prisões e delações mergulham aliados de Bolsonaro em colapso político

Crise de Flávio acelera disputa na direita e fortalece alternativas a Bolsonaro