PF vê influência de Vorcaro no Congresso e mira projetos que renderiam bilhões

Tic-tac político: avanço da PF contra Ciro Nogueira abala articulação bolsonarista para 2026

Relógio conta as horas para Ciro

Míriam Leitão
O Globo

O senador Ciro Nogueira quando era ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, naquela administração que preparava um golpe de Estado, começou a postar nas redes sociais uma mensagem enigmática imitando o som de um relógio.

Tic, tac, tic, tac. Não se sabe tudo o que ele queria dizer com essa contagem do tempo. Agora, o relógio corre contra ele. Os indícios apresentados pela Polícia Federal, retirados do celular de Daniel Vorcaro, são robustos o suficiente para sustentar que Ciro recebeu vantagens indevidas e em troca usou seu mandato para lançar uma “bomba atômica” a favor do banqueiro.

SALVAÇÃO DO MASTER – O projeto do político do PP do Piauí marcava a diferença entre vida e morte do banco de Vorcaro. Não era apenas uma ajuda nos negócios. O texto, se aprovado, salvaria o Master da aguda crise de liquidez na qual se afundava. O centro do modelo de negócios do empresário era ter ativos de altíssimo risco e captar com produtos que pagavam alta rentabilidade.

Os poupadores eram atraídos pela taxa de remuneração, mas evidentemente tinham o temor de que os títulos não fossem honrados. Aí entrava o uso do Fundo Garantidor de Créditos como o argumento final. Se o banco quebrar, o Fundo paga. Mas paga quanto? Até R$ 250 mil. Esse limite encurtava o horizonte das loucuras bancárias de Daniel Vorcaro. Subir para R$ 1 milhão de garantia dava a ele muito mais capacidade de captação.

O amigo da vida fez a proposta redentora. O deputado Filipe Barros (PL-PR) também apresentou projeto com o mesmo teor. No caso do senador, os indícios mostram que, mais do que defender um projeto do interesse do encrencado banqueiro, Ciro aceitou receber um texto feito por ele. “Saiu exatamente como mandei”, escreveu Vorcaro. Se a emenda 11 fosse aceita e aprovada, a vantagem para o dono do Master estaria na Constituição.

LEALDADE – Ciro Nogueira foi leal a Jair Bolsonaro, atestou Flávio Bolsonaro, quando afirmou que gostaria de tê-lo como vice em sua chapa. “Tem todas as credenciais para ser o Ciro. O perfil do Ciro é nordestino, de um partido grande e forte. Tem ali a lealdade que ele sempre teve ao presidente Bolsonaro no ministério dele. Portanto, sem dúvida, hoje é um nome que está colocado”.

A quinta fase da Operação Compliance Zero é demolidora para o senador. Pelo que a Polícia Federal trouxe aos autos, a amizade dele com o controlador do banco liquidado era irrigada por muitas vantagens. Segundo a PF, Ciro comprou por R$ 1 milhão uma fatia de empresa de Vorcaro que valia R$ 13 milhões, e teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil.

ALTO PADRÃO – Ficou em Nova York em hotéis caros pagos por cartão do ex-dono do Master. Tinha uma firma sem funcionários com a qual fazia transações financeiras com empresas e fundos ligados ao banqueiro. Morava gratuitamente em imóvel de alto padrão.

Os diálogos são inequívocos. Leo Serrano, um operador de Vorcaro: “Só uma pergunta rápida: eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes Ciro/Flávia até sábado?”. Vorcaro: “Sim. Depois leva meu cartão para St.Barths”. O primo do banqueiro, atualmente preso, Felipe Vorcaro: “Oi, Daniel, é para seguir com o pagamento de 300 k para o pessoal que investiu na BRGD”. Vorcaro: “Sim”.

A BRGD é a empresa de Vorcaro na qual Ciro adquiriu participação. Essa pergunta foi feita outras vezes por Felipe. Daniel Vorcaro sempre disse sim: “tem que enviar, é muito importante”. Vorcaro, em novembro de 2025: “Caro eu no meio dessa guerra atrasou dois meses Ciro?”. Felipe Vorcaro: “Vou ver se dou um jeito aqui. Vamos continuar com os 500k ou pode ser os 300k?”.

EXPLICAÇÕES – Ciro Nogueira tem muito a explicar: diálogos no celular, documentos que confirmam a investigação, provas de que ele retribuiu com a “instrumentalização do seu mandato parlamentar”, como diz a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a busca e apreensão nos endereços do senador.

Há consequências concretas desta fase da Compliance Zero. Ficam afastadas as dúvidas sobre foro, com o senador investigado o assunto é mesmo da alçada do Supremo Tribunal Federal. O impacto do caso Master sobre a extrema direita é direto. A delação premiada de Vorcaro pode não ser homologada.

Investigadores dizem que o atual cenário é de não aceitação, porque até agora ele não trouxe “nada de produtivo para o processo”, como me foi dito. A chapa dos sonhos de Flávio Bolsonaro não vai se materializar. O relógio continuará contando as horas, mas contra o senador Ciro Nogueira.

Moraes vira alvo central da direita após barrar a redução de penas do 8 de Janeiro

STF julgará se Bolsonaro poderia bloquear cidadãos em perfis oficiais da Presidência

STF enfrenta teste sobre poder presidencial nas redes sociais

Maria Magnabosco
Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 20 de maio o julgamento de duas ações que discutem se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia bloquear cidadãos de suas redes sociais oficiais enquanto ainda ocupava o cargo de presidente da República. Os casos são relatados pela ministra Cármen Lúcia e pelo ministro André Mendonça.

Um dos mandados de segurança analisa se Bolsonaro poderia bloquear um cidadão em sua conta no Twitter (agora, X) sem violar direitos fundamentais. O caso foi apresentado ao STF pelo jornalista William de Luca Martinez em 2020, que pediu à Corte o desbloqueio de seu perfil, alegando que a medida representou censura e abuso de poder.

LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO – O jornalista afirmou que “a participação popular não se esgota no exercício do sufrágio, mas, sim, na prática cotidiana de acompanhar os passos que o governo está dando, fiscalizá-lo, criticá-lo ou sugerir quais medidas devem ser tomadas”. “O que só é possível no exercício pleno dos direitos ao acesso à informação, à liberdade de manifestação do pensamento, à liberdade de expressão de comunicação, para se informar e informar, mediante atividade jornalística”, disse.

A defesa do ex-presidente justificou, na época, que Bolsonaro, assim como qualquer outro cidadão, teria o direito assegurado “de ter uma conta particular na rede social que lhe aprouver, bem como expressar sua opinião, compartilhar postagens, entre outros, decidindo acerca de seus contatos e seguidores”.

Já o segundo caso foi apresentado pelo advogado Leonardo Medeiros Magalhães, também em 2020. Ele pediu na ação o desbloqueio de sua conta no Instagram e o reconhecimento de seu direito de interagir com o perfil de Bolsonaro, que era o presidente da República.

BLOQUEIO – O advogado sustentou que o bloqueio é uma “afronta constitucional ao mais caro direito fundamental do cidadão, a livre manifestação do pensamento”. Para Leonardo, o Tribunal deveria julgar “procedente todos os termos desta ação mandamental, sob pena de vivenciarmos uma ditadura virtual, o que custaria muito caro para o nosso recém-nascido Estado democrático”.

Bolsonaro em sua defesa replicou o argumento de que sua conta no Instagram é de natureza privada, e que, como qualquer cidadão, tem o direito de decidir quem pode segui-lo ou interagir com suas publicações.

“O pedido do impetrante viola o princípio da legalidade, não sendo o impetrado obrigado a fazer o requerido pelo impetrante, diante de ausência de normativo legal que obrigue qualquer cidadão a ter contato em rede social com quem não queria”, disse a defesa do ex-presidente.

Disputa entre Congresso e STF pelas penas do 8 de Janeiro agrava crise institucional

Moraes suspendeu os efeitos da chamada Lei da Dosimetria

Pedro do Coutto

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender os efeitos da chamada Lei da Dosimetria abriu um novo capítulo da disputa entre Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal em torno dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A medida veio logo após a derrubada, pelo Congresso, do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que reduzia penas e alterava critérios de execução penal para condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

O episódio revela mais do que uma divergência jurídica. Expõe uma disputa política profunda sobre memória institucional, responsabilização democrática e os limites da atuação dos Poderes da República. O Congresso decidiu flexibilizar punições aplicadas a parte dos condenados, sob o argumento de que houve excessos nas dosimetrias impostas pelo STF. Já Moraes sustentou que a aplicação imediata da nova lei poderia gerar insegurança jurídica enquanto ações que questionam sua constitucionalidade ainda aguardam julgamento definitivo da Corte.

REVISÃO DAS PENAS – A controvérsia gira em torno de um ponto central: até que ponto o Parlamento pode rever, por via legislativa, as consequências penais de uma tentativa de ruptura institucional ainda tão recente e traumática para a democracia brasileira? A resposta divide juristas, políticos e a própria sociedade.

Os defensores da nova legislação alegam que parte dos condenados recebeu penas desproporcionais, especialmente aqueles sem papel de liderança ou financiamento dos atos. A lei aprovada pelo Congresso criou mecanismos de redução de pena para participantes que atuaram em “contexto de multidão”, além de modificar critérios de progressão de regime.

Por outro lado, críticos enxergam na medida uma espécie de anistia disfarçada, construída gradualmente para aliviar punições de envolvidos nos ataques antidemocráticos e, politicamente, beneficiar figuras ligadas ao bolsonarismo. A federação formada por PT, PCdoB e PV, além de outras entidades, ingressou no STF argumentando que a norma afronta princípios constitucionais e enfraquece a proteção ao Estado Democrático de Direito.

SINALIZAÇÃO – A reação de Moraes foi rápida e carregada de simbolismo político. Ao suspender os primeiros pedidos de aplicação da lei, o ministro sinalizou que o Supremo não aceitará passivamente uma mudança legislativa capaz de alterar, de forma ampla, o tratamento jurídico dado aos atos de 8 de janeiro. A decisão reforça o protagonismo que o STF assumiu desde os ataques de 2023, quando a Corte passou a atuar não apenas como intérprete constitucional, mas também como eixo de contenção institucional diante de ameaças à democracia.

O problema é que essa expansão do protagonismo judicial também alimenta reações políticas cada vez mais intensas. Parte significativa do Congresso — sobretudo setores da direita e do Centrão — passou a enxergar o STF como um Poder excessivamente interventor. A derrubada do veto presidencial mostrou justamente isso: havia maioria política suficiente para impor uma derrota simultânea ao governo Lula e ao entendimento predominante dentro do Supremo.

O episódio também evidencia um cálculo eleitoral evidente. A pauta das penas do 8 de Janeiro tornou-se um ativo político importante para a oposição conservadora, que busca transformar condenados em símbolos de perseguição judicial. Ao mesmo tempo, o governo e setores do Judiciário trabalham para impedir qualquer narrativa que relativize a gravidade institucional daqueles acontecimentos.

DISPUTA DE NARRATIVAS – No fundo, o embate atual não é apenas sobre dosimetria penal. É uma disputa sobre narrativa histórica. O Congresso tenta reposicionar politicamente parte dos envolvidos nos ataques; o STF procura consolidar o entendimento de que houve uma tentativa organizada de ruptura democrática que exigia resposta firme do Estado.

A decisão final do Supremo terá impacto muito além dos processos individuais. Ela poderá redefinir os limites da relação entre Legislativo e Judiciário em temas sensíveis ligados à democracia, ao direito penal e à separação entre os Poderes. E, sobretudo, servirá como termômetro sobre como as instituições brasileiras pretendem lidar, daqui para frente, com ameaças ao regime democrático. O que está em jogo não é apenas o tamanho das penas. É o peso político e histórico que o Brasil dará ao 8 de Janeiro.

Condenado e isolado, Collor simboliza fim de um ciclo sem herdeiros políticos

Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões antes de apresentar emenda que favorecia Master

”Bolsonaro pode ser solto por liminar”, diz Jorge Béja, ao analisar a anarquia jurídica

Condenado por tentativa de golpe, Bolsonaro é preso preventivamente pela PF | Brasil de Fato

Bolsonaro será julgado pela Segunda Turma e tudo pode mudar

Carlos Newton

Não há qualquer dúvida de que o Brasil vive a maior crise do Poder Judiciário na História Republicana. Realmente, jamais se viu nada igual, porque as leis passaram a não valer mais nada. A única coisa que interessa é a “reinterpretação” que o Supremo Tribunal Federal resolve fazer, de acordo com as momentâneas conveniências de seus minitros, de quem se espera demonstrar notório saber e reputação ilibada.

Basta citar as barbaridades jurídicas cometidas nos julgamentos do 8 de Janeiro e da trama golpista, que agora os condenados tentam reverter, por meio de ações de revisão criminal, a última alternativa jurídica que lhes resta, apresentada ao STF na sexta-feira, dia 8, pelos novos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

PEDIDO DE LIMINAR – “Neste mundo jurídico anárquico, tudo é possível. Até mesmo que seja pedida a antecipação da tutela, ou seja, a expedição de liminar para que o ex-presidente seja posto em liberdade até o desate final da Ação Revisional. E não será surpreendente que o novo ministro-relator conceda a liminar. Os anais da jurisprudência criminal registram antecedentes de concessão da tutela antecipada em ações revisionais de condenação penal”, informa o jurista Jorge Béja, em comentário enviado à Tribuna da Internet.

Tenho suspeição para falar sobre Jorge Béja, porque sou amigo e admirador dele há décadas e costumo compará-lo a Sobral Pinto, outro grande jurista que conheci com intimidade, pois era nosso vizinho nas Laranjeiras, onde sua família continua morando, incluindo as belíssimas bisnetas.

Além do notabilíssimo saber jurídico, da reputação ilibada e da forte religiosidade, Sobral e Béja têm outra coisa em comum – nenhum dos dois jamais cobrou nada a seus clientes na advocacia. Apenas recebiam os chamados ônus de sucumbência, que a Justiça determina que o réu condenado pague à defesa do adversário.

BÉJA TEM RAZÃO – O desabafo do grande jurista é mais do que justificado. Nos casos em questão – o tumulto do 8 de Janeiro e a trama golpista – o Supremo perdeu totalmente a noção do Direito, deixando-se manobrar por um relator sem notável saber jurídico, que ilegalmente duplicou crimes excludentes, para forçar um aumento absurdo das penas.

Moraes perdeu totalmente o rumo e conduziu a erro a maioria do Supremo, incluindo Luiz Fux, atualmente o maior processualista brasileiro, que coonestou os abusos jurídicos de Moraes e somente mudou de ideia na undécima hora, no julgamento do próprio Bolsonaro, em dezembro.

O maior erro de Moraes foi desconhecer que o Direito Universal não pune planejamento de crime. Para abrir processo, é preciso haver “tentativa”. A Lei 1.079/1950, que regulamenta crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, é claríssima a respeito.

CRIMES DE BOLSONARO – Na verdade, Jair Bolsonaro praticou crimes de responsabilidade na trama golpista e deveria ser processado, mas pelo Congresso Nacional, na forma da Constituição. E seus crimes estão previstos no artigo 85, incisos 5 e 8:

5 – servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua.

8 – provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis.

Esses dois crimes de responsabilidade foram praticados, Bolsonaro deveria ser julgado por eles e decretada a suspensão permanente de seus direitos políticos, pois o prazo desta pena cabe ao Congresso estabelecer.  E também deveriam ser processados por crimes de responsabilidade os ministros civis e militares envolvidos na trama. Mas o mandato de Bolsonaro e os ministros já havia terminado, existe uma carência legal que causa a impunidade, o Congresso não pode julgá-los, e relator Moraes desconheceu a Constituição para criar suas próprias leis e inventar punições duplas.

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P.S. 1
– Se Moraes tivesse obedecido à Constituição,  não existiria essa interminável crise político-institucional.
 Agora, Bolsonaro e os outros serão novamente julgados, desta vez em revisão criminal, pela Segunda Turma do STF, com amplas chances de serem inocentados, devido aos erros grotescos cometidos por Moraes e pela Primeira Turma. E como adverte o jurista Jorge Béja, nada impede que seja concedida uma liminar para libertar Bolsonaro, que ficaria sub judice e poderia participar livremente da campanha do filho Zero Um.

P.S. 3 – No caso, não adiantou nada o ministro Moraes ter suspendido a Lei da Dosimetria, porque a defesa de Bolsonaro não precisa dela. Para os novos advogados, basta esgrimir com maestria a Constituição. E o resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

Uma emocionante mensagem de esperança e fé para vencer os grandes desafios da vida

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Reprodução do Arquivo Google

Edjailson Xavier Correia

Parabéns, José Guilherme Schossland, por suas críticas aos aborteiros. Estão fora das leis. Sou pai de um filho que nasceu prematuro extremo numa gestação de menos de 5 meses pela placenta prévia de minha esposa com  infecção generalizada.

Isso em 1994, e com a informação dos profissionais de Medicina que iriam tentar salvar minha esposa e a criança e me pediram para assinar que estava ciente dessa dor que poderia passar, com fé em Deus e por orientação, também da minha irmã, profissional de saúde federal.

HORA DO PARTO – Assinei o documento e minha esposa foi para o parto. Ela e meu filho, com a Graça de Deus, saíram vivos da sala de parto, mas, com uma notícia de luta para sobreviver diante do quadro de septicemia dela, e de meu filho ter nascido com 360 gramas (Índice de Apgar 1), necessitando de cuidados imediatos e reanimação.

A história é longa e conhecida pela Medicina de Pernambuco. Minha esposa saiu do coma, mas nosso filho ficou por 90 dias na UTI Neonatal, lutando para sobreviver.  E com as Graças de Deus, depois de 28 transfusões de Sangue, três cirurgias, seis paradas cardíacas, saiu vitorioso pesando um quilo, para continuar o tratamento em casa.

Pelas mãos de Deus fomos orientados por uma das maiores juntas de profissionais médicos neonatais, comandados pelo grande mestre da Medicina de Pernambuco, Dr. Celso Brandt , a quem sou extremamente grato, a ele e a todos esses profissionais que eu minha família amamos e respeitamos.

ABORTEIROS – Parabenizo José Guilherme Schossland por combater esses “aborteiros” dentro dos poderes e de partidos clepto-esquerdopatas, porque sei o que é uma criança e um feto no ventre de uma mãe, é a vida plena se formando e  jamais poderá ser destruída por mentes doentias com ou sem toga.

Não posso me alongar, meu filho é autista, autodidata, com QI de gênio examinado e confirmado por Juntas de Profissionais de Medicina. Todo seu tratamento, uma parte em plano de saúde e a outra particular, nos deram uma dimensão de que Deus é grandioso e que colocou seus Santos e Anjos em nossa volta para que meu Filho fosse uma vitória do ser humano gerado em um ventre abençoado por Deus.

Muito obrigado por defender o Direito de Nascer, meu filho é um milagre de Deus dentro da Medicina. Hoje, quando posso, vou a UTIs neonatais e luto para que os pais não desistam de seus filhos, mesmo com dificuldades que eu e minha esposa passamos para criar o João Pedro.

E hoje agradeço e Deus por tão grande vitória e lição para Humanidade.

DOAÇÃO DE LEITE – Com a permissão do Carlos Newton, faço um pedido neste Dia das Mães a todas as mães do Brasil que têm excesso de leite materno, para que procurem as Unidades de Banco de Leite Materno em sua cidade  e façam a doação, porque nas UTIs Neonatais do Brasil sempre vão existir crianças precisando de leite materno.

Meu filho, pelas infecções de minha esposa, que não teve leite materno, foi presenteado por muitas mães para que hoje estivesse vivo.

Encerro contando um milagre dos tantos que já passei em meu viver. No dia seguinte do nascimento de meu filho, com todas as informações de que ele não suportaria 24 horas e a mãe não tinha leite e o estoque estava baixo, fiquei em frente a janela de vidro da UTI olhando aquele pedaço de ser humano lindo, respirando com dificuldades, e pensava em minha esposa, como íamos lutar para salvar a vida de João Pedro. De repente, uma mão me toca no ombro.

SURGE A DOADORA – Era uma mulher grávida, que me abraça e diz que dentro de poucos instantes daria à luz, mas, junto com seu esposo, afirmou que veio me procurar porque, quando saiu às pressas de casa, uma mulher linda e com roupa simples segurou-a pelo braço e disse que procurasse na maternidade para onde ia um homem com uma roupa azul, pai de uma criança prematura e que o filho dele precisava de leite materno, e ofertasse de presente a ele o leite de um de seus seios para salvar a vida dele, e ela procurou as enfermeiras para fazer a doação.

O casal me abraçou e o marido dela, católico como eu, me disse no ouvido que tinha certeza de que era Nossa Senhora que estava me protegendo junto com minha família e os enviou para aquela missão.

E tenho essa certeza de que nossa Mãe Santíssima não nos abandona nunca, junto com Jesus. Precisamos viver com Fé, Amor e Esperança, Digam NÃO aos abortistas!

Cargos comissionados avançam nos MPs e já superam concursados em parte dos estados

STF endurece contra “dribles” e mira nova farra dos supersalários no Judiciário

Charge do Jean Galvão (Folha)

Luísa Martins
Folha

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fizeram um novo alerta conjunto sobre o que consideram “drible” à decisão da corte que limitou os penduricalhos salariais. Entre as burlas está a reclassificação de comarcas como “de difícil acesso”, que costumam gerar uma indenização.

Os quatro despachos publicados na última sexta-feira (8), idênticos, também proíbem o recebimento de valores em mais de um contracheque. De acordo com interlocutores dos ministros Gilmar e Dino, um holerite para o salário e outro para as gratificações é uma prática considerada comum nas carreiras jurídicas, o que dificulta a devida transparência.

TRANSPARENTE E FIEL – “Ficam vedados pagamentos registrados em mais de um contracheque, e este único contracheque deve ser transparente e fiel ao efetivamente depositado nas contas bancárias dos integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Advocacia Pública, da Defensoria Pública e dos Tribunais de Contas”, dizem as novas decisões.

Ficam proibidas também “as revisões, reclassificações ou reestruturações de comarcas, ofícios, unidades funcionais, cargos e funções”, o que inclui “benefícios assistenciais e de saúde”. Eles relembram que, no julgamento, ficou estabelecido que “as verbas indenizatórias submetem-se ao princípio da legalidade”.

CRIAÇÃO DE PENDURICALHOS – Como mostrou a Folha, 14 iniciativas em tribunais e Ministérios Públicos de ao menos oito estados regulamentaram ou discutem criar penduricalhos depois da decisão que limitou o pagamento de verbas extras. Entre os adicionais estão previstas gratificações por atuação em locais de difícil provimento.

Os ministros dizem que, desde o julgamento do tema pelo plenário da corte, em 25 de março, “não produzem efeitos nova classificação de comarcas como ‘de difícil provimento’, desdobramentos de ofícios, novas normas sobre plantões funcionais, gratificações de acúmulo, entre outros caminhos de drible ao cumprimento legal e respeitoso da decisão do STF”.

Segundo os magistrados, ficou definido que a atribuição para regulamentar as verbas indenizatórias é compartilhada apenas entre o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), não sendo viável a delegação dessa prerrogativa a quaisquer outros órgãos, inclusive tribunais superiores. “O modelo definido pelo Supremo busca impedir a reprodução de práticas fundadas em comparações remuneratórias entre órgãos distintos, com sucessivas pretensões de equiparação, incompatíveis com a responsabilidade fiscal e com o cumprimento uniforme das decisões desta corte”, dizem os ministros.

NOVA DELIBERAÇÃO – les afirmam que, quando estiverem concluídas todas as adaptações e revisões determinadas pelo STF, “haverá nova deliberação sobre reestruturações, reclassificações e similares”. O recado final é de que “tudo deve ser adequadamente publicado nos Portais de Transparência, sob pena de responsabilidade”.

Um alerta já havia sido feito na quarta (6), quando Moraes, Zanin, Dino e Gilmar declararam que estão “absolutamente vedados” a criação e o pagamento de penduricalhos que não estejam autorizados pela tese da corte sobre supersalários.

Na decisão de março, o STF autorizou o pagamento de valores acima do teto constitucional até que o Congresso Nacional aprove uma legislação sobre o tema, mas estabelece um limite que até então não existia. O teto constitucional segue como R$ 46.366, mas os adicionais podem superar esse valor, a depender do caso.

LIMITE -A tese do Supremo estabeleceu que as verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público deverão ser submetidas a um limite de 70% do salário dos servidores. O julgamento do tribunal sobre supersalários ocorreu em meio a uma crise de imagem do STF, alavancada pelas controvérsias na investigação do caso do Banco Master.

A criação de um código de ética passou a ser defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. Mas há resistência interna de parte de ministros. Em abril, Fachin assinou uma resolução conjunta do CNJ que visava regulamentar os penduricalhos conforme a decisão do Supremo, mas que, na prática, abriu brecha para também criar outros tipos de benefícios. A resolução foi na contramão da decisão do STF.

TSE arma cerco jurídico contra milícias e testa limites da democracia eleitoral

PT teme vazamentos políticos caso delação de Daniel Vorcaro seja rejeitada pela PGR

Flávio Bolsonaro fala em governo de até oito anos e recua após repercussão

Relatório conclui que JK foi morto pelo regime militar, e não vítima de acidente

Vorcaro será destruído pelas delações de seu cunhado e do ex-presidente do BRB

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. # vorcaro #danielvorcaro #bancomaster #toffoli #stf #chargejc  #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas  #chargethiagolucasjc *digital

Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Roberto Nascimento

Daniel Vorcaro é um mafioso, um homem perigoso, e sua tática da delação premiada é uma farsa, um engodo para ganhar tempo, enquanto aguarda um socorro tipo VAR, vindo daquelas personalidades a que Vorcaro pagou para ter proteção, e uma delas é o atual alvo da PF, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por participação na rede de Vorcaro.

Vorcaro jamais incluirá Ciro, Alcolumbre e Arthur Lira na sua delação. Ministros togados, nem pensar, fora de cogitação, porque se o fizer o mundo vai cair sob seus pés. Está mais do que claro que só bagrinhos vão aparecer na lista do banqueiro fraudador: Cláudio Castro, Ibaneis Rocha, Celina Leão, Paulo Roberto Costa e outros menos votados.

GANHAR TEMPO – Tudo isso e inútil e só funciona para ganhar tempo. Não há salvação para Vorcaro, porque o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, vai fazer delação e acaba de ser transferido para uma prisão mais confortável, a chamada Papudinha. Além disso, o próprio cunhado e operador, Fernando Zettel, também se ofereceu para delatar.

Portanto, se continuar mitigando a delação, provavelmente Vorcaro terá que voltar para a prisão na Papuda, o pior dos mundos para ele, porque o quadro se agravou com a descoberta de suas ligações com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira.

Meses atrás, respondendo a repórter da CNN sobre seu envolvimento com Vorcaro, Ciro fez um desafio: ” Se encontraram algum ilícito meu envolvendo o Banco Master, renunciarei ao meu mandato”.

NOGUEIRA NA PIOR – Com certeza, essa promessa do senador Ciro Nogueira foi parar no brejo. Ele se comportava como dono do Partido Progressista e foi quem indicou o corrupto Paulo Henrique Costa para a presidência do BRB. Como se sabe, o governador Ibaneis Rocha, do MDB, aceitou o pedido do amigo do Centrão, e  se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão, nas palavras do general Augusto Heleno.

A atual governadora de Brasília, Celina Leão, do PP, é muito grata a Ciro Nogueira, de quem se considera afilhada, porque entrou na chapa de Ibaneis atendendo a um pedido dele. Agora, Celina Leão está em pânico.

Brasília é uma cidade de muro baixo, isso significa que nada escapa aos fofoqueiros de plantão. As narrativas começam a pipocar, porque os advogados dos envolvidos já falam em perseguição política e Ilações tiradas fora de contexto. Mas é tudo um jogo de cartas marcadas. Se Vorcaro não fizer a delação correta, entregando seus protetores nos três Poderes, vai se dar mal, porque as delações de Paulo Henrique Costa e Fernando Zettel serão suficientes para deixá-lo envelhecer na cadeia.

Há quase 70 anos, uma canção se tornava um verdadeiro Hino do Dia das Mães

Ângela Maria: Disco De Ouro – Música Brasileira

Ângela Maria cravou esta canção em 1956

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, escritor e letrista David Nasser (1917-1980), nascido em Jaú (SP), é autor de diversos clássicos do nosso cancioneiro popular, entre os quais “Mamãe” em parceria com Herivelto Martins, a canção que passou a ser considerada como o hino do Dia das Mães. A música foi gravada por Ângela Maria, em 1956, pela Copacabana.

MAMÃE
Herivelto Martins e David Nasser

Ela é a dona de tudo
Ela é a rainha do lar
Ela vale mais para mim
Que o céu, que a terra, que o mar

Ela é a palavra mais linda
Que um dia o poeta escreveu
Ela é o tesouro que o pobre
Das mãos do Senhor recebeu

Mamãe, mamãe, mamãe
Tu és a razão dos meus dias
Tu és feita de amor e de esperança
Ai, ai, ai, mamãe
Eu cresci, o caminho perdi
Volto a ti e me sinto criança

Mamãe, mamãe, mamãe
Eu te lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo
Se eu pudesse
Eu queria, outra vez, mamãe
Começar tudo, tudo de novo

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O advogado, jornalista, analista jurídico do Tribunal de Justiça do RJ, letrista e poeta Paulo Peres, também se inspirou nessa data tão importante para  todos.

DIA DA MÃES
Paulo Peres

Entre a razão e a emoção
existe um ponto de interrogação
chamado Humana Renovação:
ventre bendito – coração MÃE, 
obra suprema do Criador.

MÃE, 
neste dia dedicado a VOCÊ, 
quero parabenizá-la e pedir-lhe
que continue a ser esta
MÃE MARAVILHOSA

STF chega a sete meses desfalcado, com dez ministros e risco de impasses em casos sensíveis

Senado impõe sigilo sobre entradas de nomes ligados ao escândalo do Banco Master

Entre escândalos, eleições e guerras: a política sob pressão no Brasil e no mundo

Flávio tenta diminuir proximidade com Ciro Nogueira

Pedro do Coutto

A política raramente oferece terreno firme. Em períodos eleitorais, então, alianças mudam rapidamente, antigos parceiros se tornam pesos incômodos e fatos inesperados podem alterar estratégias cuidadosamente planejadas. O cenário atual brasileiro parece confirmar essa lógica de maneira contundente. A movimentação do senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível presidenciável do PL para 2026, revela exatamente esse ambiente de instabilidade.

Nos bastidores de Brasília, tornou-se perceptível um esforço para reduzir a proximidade política com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. O motivo é evidente: as investigações envolvendo operações financeiras ligadas ao Banco Master e suspeitas levantadas pela Polícia Federal criaram um ambiente tóxico para qualquer projeto eleitoral que dependa do discurso anticorrupção.

DESGASTE MORAL – Na política moderna, sobretudo em tempos de redes sociais e exposição permanente, desgaste moral produz efeitos imediatos. Não importa apenas a existência de culpa comprovada ou condenação judicial. A percepção pública passou a ter peso devastador. Quando um aliado estratégico se transforma em personagem frequente de manchetes negativas, o custo político se torna elevado demais.

É justamente esse cálculo que parece orientar setores do bolsonarismo neste momento. Durante anos, Ciro Nogueira foi peça importante na sustentação política do governo de Jair Bolsonaro. Experiente articulador do Centrão, ajudou a construir pontes institucionais fundamentais para a sobrevivência do governo no Congresso.

Entretanto, em um ambiente eleitoral polarizado, qualquer associação com suspeitas de corrupção pode corroer narrativas construídas com dificuldade ao longo dos últimos anos. O bolsonarismo sabe que sua força eleitoral depende, em grande medida, da preservação de uma imagem ligada à defesa da moralidade pública e do combate aos privilégios do sistema político tradicional. Quando aparecem investigações envolvendo personagens centrais desse campo político, abre-se uma fissura delicada na narrativa.

REFLEXOS – A oposição certamente explorará esse desgaste nas eleições de outubro. E não apenas por razões eleitorais naturais, mas porque a corrupção continua sendo um tema altamente sensível para o eleitor brasileiro. Escândalos financeiros produzem indignação transversal, atingindo desde eleitores conservadores até setores mais moderados da sociedade.

Enquanto isso, o presidente Lula da Silva tenta ocupar outro espaço político: o da projeção internacional. O recente encontro com Donald Trump na Casa Branca teve forte simbolismo diplomático e repercussão global. Para Lula, a reunião serviu como demonstração de relevância internacional em um momento de instabilidade geopolítica crescente. Para Trump, o encontro também representou oportunidade estratégica em meio às tensões internacionais que cercam sua política externa.

Mas o contexto americano é extremamente delicado. O avanço da crise envolvendo o Irã e o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio começam a produzir impactos internos nos Estados Unidos, especialmente no aumento do preço dos combustíveis e na insegurança econômica. Em sociedades altamente dependentes de energia, guerras externas rapidamente se transformam em problemas domésticos.

TRAUMA DO VIETNÃ – Além disso, existe um fator emocional profundo na memória coletiva americana: o trauma do Vietnã. A simples possibilidade de um envolvimento militar mais amplo desperta temores históricos em parte significativa da população. Famílias americanas ainda associam guerras prolongadas a perdas humanas, desgaste político e erosão da imagem internacional dos Estados Unidos.

A lembrança da derrota no Vietnã permanece viva justamente porque simboliza os limites do poder militar diante de conflitos complexos e prolongados. O receio atual é que o Oriente Médio se transforme novamente em um cenário de desgaste contínuo, capaz de consumir recursos financeiros gigantescos e produzir consequências imprevisíveis.

Nesse contexto, o Estreito de Ormuz talvez represente hoje um dos pontos mais sensíveis do planeta. Qualquer instabilidade naquela região pode comprometer o fluxo mundial de petróleo e provocar impactos econômicos em escala global. Não se trata apenas de um conflito regional entre Irã e Israel, mas de uma disputa com potencial de envolver grandes potências e alterar o equilíbrio internacional.

ATORES – Ao redor desse tabuleiro estão atores explosivos: Estados Unidos, Israel, Hezbollah, além da permanente tensão envolvendo a Coreia do Norte. Qualquer erro de cálculo pode ampliar dramaticamente o conflito.

No fim das contas, política e guerra continuam ligadas por uma lógica brutal de poder. A diferença é que, na democracia, a disputa deveria ocorrer sem destruição física, sem mortes e sem cidades arrasadas. Quando conflitos escapam do campo político e se transformam em confrontos armados, o custo humano se torna irreparável.

TURBULÊNCIAS – O Brasil observa esse cenário em meio às suas próprias turbulências internas. De um lado, disputas judiciais e escândalos políticos moldam o ambiente eleitoral. De outro, crises internacionais ameaçam impactar diretamente a economia, os combustíveis e a estabilidade global.

Num tempo marcado por polarização, investigações, guerras e incertezas econômicas, a única certeza parece ser a imprevisibilidade. E talvez seja justamente essa a essência mais permanente da política: a capacidade de surpreender até aqueles que acreditam controlar o jogo.