Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros teme agressões por posição política

Charge do Jônatas (Política Dinâmica)

Samuel Lima
O Globo

O nível de preocupação dos brasileiros com a violência política não reduziu de forma significativa desde a eleição presidencial passada, aponta pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha.

A cinco meses de exercerem novamente o direito ao voto, 60% dos brasileiros dizem ter medo de sofrer agressões físicas em razão das suas escolhas políticas ou partidárias. A taxa era similar, de 68%, há quatro anos.

POLARIZAÇÃO – O relatório aponta que essa preocupação se manteve elevada no período, mesmo quando comparada a um cenário desolador em 2022, com uma “eleição presidencial altamente polarizada, marcada por episódios de violência política, discursos de confronto e dúvidas lançadas sobre o próprio processo eleitoral”. De acordo com a organização, “esse ambiente tende a elevar a percepção de risco para além da experiência objetiva imediata”.

A pesquisa aponta ainda que 2,2% dos entrevistados disseram ter sofrido violência política nos últimos 12 meses. Apesar de estatisticamente menos frequente do que outros crimes, é possível estimar, a partir desses números, que algo entre 2,6 milhões e 4,7 milhões de brasileiros passaram pela situação no espaço de apenas um ano, considerando a margem de erro do levantamento.

O medo de ser agredido por razões políticas é mais frequente entre as mulheres — público em que alcança 65%, contra 53% dos homens. As classes mais pobres (D e E) também apresentam maior prevalência nesse cenário (64%) em comparação com a classe média, ou C (59%), e principalmente em relação ao eleitorado mais rico, das classes A e B (55%).

INFLUÊNCIA DO CRIME – Outro indicador relevante passa pela influência do avanço do crime organizado pelo território. Dentre os 41% dos entrevistados que relatam a presença de grupos ligados ao tráfico de drogas e milícias nos bairros onde moram, mais da metade (59%) respondeu que procura evitar se manifestar politicamente por receio de contrariar esses grupos e sofrer algum tipo de represália ou punição.

— De certa forma, virou um tabu, porque muitas vezes as facções e as milícias tentam influenciar os resultados eleitorais — afirma o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV, Renato Sérgio de Lima, que se refere a essa prática como mais um exemplo de “governança criminal” estabelecida de modo direto ou indireto nas localidades.

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha através de entrevistas presenciais em pontos de fluxo, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, distribuídas em 137 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, com nível de confiança na amostra de 95%.

2 thoughts on “Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros teme agressões por posição política

  1. Todo o crime organizado vai votar em peso nos conservadores.
    A direita vai nadar de braçada e quem não gostar vai cair na porrada, rabo de arraia e coices de mula, os mais recalcitrantes vão ser carbonizados num micro-ondas de pneus Firestone, novos.

    • Tudo isso para enorme desgosto dos ‘nossos’ esquerdistas fundados aqui na Tribuna.
      Fico imaginando o desgosto que vão sentir os escribas Spectro e Jaco.
      Atenção não confundir esse Jaco com aquele bíblico, aquele que se escrevia com b mudo ou acento agudo no ó.
      Hehehehe

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