Ao visitar Parintins, Flávio pode até ser abraçado por algum jacaré-açu

Jacaré gigante para o trânsito e impressiona motoristas; assista ao vídeo

O jacaré-açu pode chegar a 7 metros de comprimento

Vicente Limongi Netto  

O senador Tariflávio Bolsonaro revela que pretende ir, em julho, ao Festival de Parintins. Será recebido com afagos. O amazonense é atencioso com visitantes. Nada como uma eleição na porta para Flávio Rachadinha finalmente descobrir que o Amazonas existe.

Uma sugestão: Flávio Achocolatado marcaria gol de placa agendando primeiro a bucólica cidade de Tefé. Ficaria encantado vendo de perto a maior atração da cidade, as centenas de jacaré-açu, o maior predador aquático do mundo.

SÃO MASCOTES – O jacaré-açu pode chegar a 7 metros de comprimento. São tantos que já viraram mascotes dos moradores. Na região habitam 4 das 8 espécies de jacarés do mundo.

Outra sugestão: o fogoso Tariflávio poderá dar um mergulho no rio-mar, para suavizar o forte calor amazônico. Também pode fazer pesca submarina. Com toda tranquilidade. Sob olhares atentos de vigilantes salva-vidas.

O jacaré-açu tem sono pesado, dizem, e gosta de ser fotografado pelos visitantes eleitorais.

O acordo entre Estados Unidos e Irã redefine o equilíbrio de forças no Oriente Médio

Irã emerge em posição relativamente fortalecida.

Pedro do Coutto

O anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para interromper as hostilidades por 60 dias representa um dos acontecimentos geopolíticos mais relevantes dos últimos anos. Mais do que uma simples trégua militar, o entendimento sinaliza uma tentativa de reorganizar o equilíbrio de poder no Oriente Médio após meses de tensão, confrontos e impactos severos sobre a economia mundial.

O memorando estabelece a suspensão dos ataques norte-americanos contra alvos iranianos e a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela fundamental do comércio global de petróleo e gás. O período de 60 dias servirá como uma fase de negociações destinadas à construção de um acordo permanente envolvendo questões nucleares, sanções econômicas e segurança regional.

ROTA IMPORTANTE – O significado econômico do acordo é imediato. O Estreito de Ormuz constitui uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, responsável pelo escoamento de aproximadamente um quinto do petróleo consumido no mundo e parcela expressiva do gás natural liquefeito comercializado internacionalmente.

Seu fechamento provocou turbulências nos mercados energéticos, pressionando preços e alimentando preocupações sobre inflação e desaceleração econômica em diversas regiões. A decisão de reabrir a passagem reduz o risco de interrupções no abastecimento e tende a aliviar as pressões sobre os mercados internacionais de energia.

Sob a ótica política, o acordo produz interpretações distintas. Em Washington, a Casa Branca apresenta o entendimento como uma vitória diplomática capaz de restaurar a estabilidade regional e evitar uma guerra prolongada de custos imprevisíveis. A administração de Donald Trump também busca demonstrar capacidade de liderança internacional em um momento em que os efeitos econômicos do conflito começavam a gerar desgaste político interno.

POSIÇÃO FORTALECIDA – Entretanto, sob outro ângulo, é impossível ignorar que o Irã emerge deste primeiro momento em posição relativamente fortalecida. Embora tenha enfrentado a maior potência militar e econômica do mundo, Teerã conseguiu levar Washington à mesa de negociações sem sofrer uma rendição incondicional.

A reabertura de Ormuz ocorre dentro de um entendimento mais amplo que inclui discussões sobre o levantamento de sanções e a normalização gradual de sua inserção econômica internacional. Para a liderança iraniana, o simples fato de negociar em condições de relativa igualdade com os Estados Unidos já possui forte valor simbólico e político.

Essa percepção de fortalecimento iraniano não significa necessariamente uma derrota americana. Na realidade, ambos os lados parecem ter concluído que os custos da continuidade do conflito superavam os ganhos potenciais. O Irã precisava aliviar o isolamento econômico e evitar uma escalada militar ainda mais destrutiva.

INSTABILIDADE ENERGÉTICA – Os Estados Unidos, por sua vez, necessitavam reduzir a instabilidade energética global e impedir que a crise se transformasse em um conflito regional de grandes proporções. Nesse sentido, o acordo reflete menos uma vitória absoluta de um dos lados e mais um reconhecimento mútuo dos limites do poder militar como instrumento para alcançar objetivos políticos duradouros.

O verdadeiro teste, contudo, começará agora. Os próximos 60 dias serão decisivos para verificar se a trégua temporária poderá se converter em paz duradoura. Permanecem sobre a mesa temas extremamente sensíveis, como o programa nuclear iraniano, os mecanismos de fiscalização internacional, o futuro das sanções econômicas e as garantias de segurança exigidas por ambos os países. O histórico de desconfiança acumulado ao longo de décadas recomenda cautela diante de qualquer excesso de otimismo.

Ainda assim, o acordo representa uma rara oportunidade de distensão em uma das regiões mais instáveis do planeta. Se as negociações avançarem, o entendimento poderá inaugurar uma nova fase nas relações entre Washington e Teerã, com impactos que ultrapassam o Oriente Médio e alcançam a economia global. Caso fracasse, a atual trégua será lembrada apenas como uma pausa temporária em um conflito que continua a moldar a geopolítica do século XXI.

Antes da campanha esquentar, a democracia está diante do espelho digital

Carlo Ancelotti não tem saída e agora terá de escalar os melhores jogadores

Endrick celebra gol pela Seleção Brasileira: "dar a vida pela minha nação"

Endrick mostra que tem futebol e garra para entrar em campo 

 

Roberto Nascimento

O jogo Brasil e Haiti, nesta sexta-feira, será um divisor de águas para a seleção canarinho.Tem que ter atitude e jogar no ataque o tempo todo, sem firulas e jogadas de calcanhar. O objetivo principal é bola nas redes do adversário, como faz a Alemanha, que goleou Curaçau por 7 a 1. Tinha que ser esse placar vergonhoso, que nos lembra de um passado cruel para a seleção verde-amarelo? Bem, são coisas do futebol.

O técnico Ancelloti ficou visivelmente incomodado com as perguntas dos repórteres ao final do primeiro jogo, sinal de que entendeu suas falhas na escalação.

SEM SAÍDA – Agora, o treinador italiano não tem mais saída. Ou muda, escalando os melhores atletas. ou vem para casa mais cedo. A escolha está nas mãos dele.

Com a escalação que foi a campo contra o Marrocos, o Brasil não vai avançar até às quartas de final. Primeiro, é preciso trocar o Alisson, que não transmite confiança. O goleiro de Cabo Verde defendeu mais no jogo de segunda-feira do que o Alisson em três copas. Everton. como titular traz mais segurança ao time.
Para o Brasil vencer, Ancelloti precisa ousar, escalando o seguinte time: Everton;
Danilo, Marquinhos, Leo Pereira e Alex Sandro;
Fabinho, Danilo Santos e Matheus Cunha;
Endrick, Vini Jr. e Luiz Henrique.

ALTA VELOCIDADE – Os jogos estão numa velocidade máxima, pegados, de muita marcação e jogadas pelas laterais com pontas ofensivos cruzando na área para os atacantes finalizarem.

Jogadores menos velozes, como Casemiro, Paquetá e Gabriel Magalhães, no meio de campo, mesmo sendo excelentes, darão espaço para contra-ataques diretos dos adversários.

E o que tenho observado até aqui. Os laterais Danilo e Alex Sandro não podem ficar no banco. O zagueiro Gabriel Magalhães jogou muito mal ao lado do Marquinhos. Leo Pereira é mais jogador.

PONTAS OFENSIVOS – No ataque, como todos os times nessa Copa, precisamos de dois pontas ofensivos fustigando as defesas, Vini Jr. e Luiz Henrique são escalações que se impõem.

Matheus Cunha e Endrick ou Rafinha completariam o meio do ataque à área adversária.

Mas parece que o treinador Ancelotti vai preferir escalar os amigos que jogam na Europa do que vencer os jogos. E o pior é que ele já tem emprego milionário até a Copa de 2030…

Ao tentar “defender” Moraes nos EUA, a AGU está expondo o Brasil ao ridículo

Moraes estaria “aparentemente irritado e chateado” com acusação de agir  contra Messias - Revista Fórum

Messias dá uma aula de amadorismo, ao defender Moraes

Carlos Newton

É uma Piada do Ano atrás da outra, envolvendo o ainda ministro Alexandre de Moraes, que já deveria ter renunciado ao cargo desde revelado o valor do contrato de sua mulher com o banqueiro Daniel Vorcaro, no módico total de R$ 129,6 milhões, para serviços jamais prestados.

No entanto, Moraes é resistente e está suportando o escândalo, fingindo-se de desentendido até mesmo quando vazou o diálogo dele ao celular com Vorcaro, no dia da intervenção extrajudicial no Banco Master, que termina com o criminoso perguntando ao ministro: “Bloqueou?”.

SEM ALVEJANTE – A imagem de Vorcaro está totalmente encardida e não existe alvejante que dê jeito. Mas ele continua lá no STF, fazendo olhar de paisagem, sob a proteção acintosa do ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal.

Na semana passada, com o maior descaramento, Fachin teve a audácia de “autorizar” a Advocacia-Geral da União (AGU) a defender Moraes no processo movido contra ele nos Estados Unidos pela plataforma Rumble e pela empresa Trump Media, que pertence ao presidente dos EUA.

O magistrado brasileiro é protestado por ter emitido ordens para as redes sociais americanas removerem conteúdos e proibir determinadas pessoas de publicarem mensagens nos EUA, e essas “ordens” emitidas por Moraes para serem cumpridas na matriz USA foram consideradas lesivas à liberdade de expressão, com agravante de constituir censura prévia.

CRIMES ACINTOSOS – Em tradução simultânea, as decisões judiciais de Moraes foram consideradas infrações à Primeira Emenda pelo Comitê de Assuntos Jurídicos da Câmara, e as empresas Rumble e Trump Media recorreram à Justiça na Flórida.

Durante meses o ministro Moraes se recusou a ser intimado, proibindo o acesso do oficial de justiça ao STF e a sua residência. Dia 22 de maio, porém, foi autorizada a citação por e-mail e começou a contar o prazo para defesa.

Nessa segunda-feira, dia 15, a pretexto de defender Moraes, a AGU encaminhou à Justiça da Flórida uma solicitação para se habilitar no processo.

PEDIDO INFANTIL – A petição é absolutamente inócua, sem o menor cabimento, porque a ação foi proposta apenas contra o ministro Alexandre de Moraes. Mesmo se a Justiça da Flórida aceitar a habilitação da AGU, será apenas como “terceiro interessado”, que pode acompanhar o julgamento, mas sem direito a intervir ou opinar.

Como não há informação de que Moraes contratou advogado, tudo indica que o prazo para contestação estará extinto e ele será julgado à revelia e condenado sumariamente.

Tudo isso representa enorme vergonha para a Justiça brasileira, sem a menor dúvida. A AGU, em sua empáfia,    alega que “o  Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”.

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P.S.
Chega a ser inacreditável essa alegação feita AGU, comandada pelo ministro Jorge Messias. A Justiça americana está pouco ligando se o Brasil “não consentiu nem consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país”. O Brasil, representado pela AGU, exibe um vexaminoso amadorismo diplomático e jurídico, além de uma estarrecedora falta de conhecimento de Direito Internacional. Dá até pena. (C.N.)

Julgamento de Eduardo Bolsonaro pode servir de recado do STF a Trump e aliados

Nunes Marques segurou ação contra deputados do PP por mais de um ano no TSE

Nunes Marques é alvo de questionamentos

Vinícius Valfré
Estadão

O ministro Kassio Nunes Marques manteve engavetado por quase um ano e meio, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um processo que poderia cassar três deputados estaduais do PP de Goiás. Ao ser empossado presidente da Corte Eleitoral, ele decidiu que permanecerá com ele o caso que tem parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral desde fevereiro de 2025. Todos eram do PP e, atualmente, apenas um deles permanece no partido.

Alessandro Moreira (que agora é do PRD) e Jamil Calife (PP) já declararam publicamente que pretendem disputar a reeleição para a Assembleia goiana. Já Vivian Naves (agora no Republicanos) ainda não declarou se vai entrar na disputa em outubro deste ano.

RELATORIA – Em nota, Nunes Marques afirmou que “a seleção dos casos que manterá sob sua relatoria é uma praxe de todos os presidentes que assumem”, mas não respondeu a perguntas sobre o prazo de tramitação nem detalhou os critérios que o fizeram levar o processo para a presidência. No fim de semana, após ser questionado pelo Estadão sobre a demora em destravar o processo, Nunes Marques decidiu pautá-lo para esta terça-feira, 16.

A praxe quando um ministro assume a presidência da Corte Eleitoral é a redistribuição automática dos processos que tramitam sob seus cuidados e ainda não começaram a ser julgados, para que ele possa se dedicar às atribuições administrativas da nova função. Uma portaria do TSE, de 2010, instituiu a “redistribuição automatizada de processos, sempre que ocorrer o afastamento definitivo do relator ou caso seja eleito presidente”.

Mas Nunes Marques manteve o caso de PP de Goiás consigo citando uma regra dos tribunais superiores que prevê a permanência do presidente com um processo quando já fez o relatório ou garantiu ter “aposto o seu visto”, termo que significa que o juiz está a par de todo o caso e pronto para votar.

CONTROLE SOBRE O PROCESSO – Segundo advogados com atuação no TSE consultados pela reportagem, o dispositivo, na prática, permite que ministros mantenham o controle sobre processos nos quais pretendem, por qualquer razão, seguir como relatores.

A comunicação da remessa do caso do gabinete para a presidência foi anexada no processo no dia 13 de maio, dia seguinte à posse dele como presidente da Corte Eleitoral. O processo chegou ao TSE por meio de dois recursos, em outubro de 2024, quando Nunes Marques foi escolhido relator. A Procuradoria-Geral Eleitoral emitiu parecer – contra o PP – ainda no início de fevereiro de 2025.

Desde então, portanto há um ano e quatro meses, não há qualquer decisão do ministro Nunes Marques nem previsão de quando ele vai liberar o processo para julgamento no plenário. O caso está relacionado a uma denúncia do PL e do DC em Goiás que apontou que o PP lançou mulheres como candidatas fantasmas na eleição a deputado estadual em 2022 para fraudar a cota de gênero.

RECURSOS – O artifício possibilitou o lançamento de mais candidatos homens competitivos e ampliou as chances de vitória de candidatos da chapa. O Ministério Público Eleitoral de Goiás passou a defender a ação e é o autor de um dos recursos que chegaram ao TSE. Com o fim desta legislatura, o caso perde o objeto.

No Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, a ação foi julgada improcedente, por 4 votos a 3, após o relator ser superado pela maioria. A tese levada ao TSE sustenta que o tribunal local reconheceu indícios de que uma das candidatas era fantasma, e isso seria o suficiente para caracterizar fraude à cota de gênero, conforme precedentes do TSE.

O PP discorda e diz que o caso isolado manteve o partido matematicamente acima do percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas após a exclusão daquela candidata.

INDÍCIOS – Os recursos sob análise do gabinete de Nunes Marques insistem que há indícios para reconhecer quatro candidatas laranjas na chapa. As provas testemunhais e documentais apontaram que mulheres não participaram da convenção do partido que definiu candidaturas, não fizeram campanha, tiveram poucos materiais publicitários, obtiveram votações extremamente baixas, não prestaram contas e desconheciam informações básicas sobre o grupo político.

Para a Procuradoria-Geral Eleitoral, o entendimento do TRE-GO não está amparado na jurisprudência do TSE e as provas mostram que não houve apenas uma candidata laranja. O parecer é de 3 de fevereiro de 2025.

“O reconhecimento de uma única candidatura como fictícia, ainda que mantido o percentual mínimo de 30% de mulheres, é suficiente para a caracterização da fraude à cota de gênero. Entendimento em sentido contrário não só esvaziaria o papel da Justiça Eleitoral no combate à fraude, como também incentivaria a perpetuação desse tipo de conduta”, diz o parecer.

BASE ALIADA – O PP faz parte da base aliada do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na Assembleia Legislativa. Ele renunciou ao mandato para concorrer à Presidência da República. A advogada Anna Vitória Gomes Caiado, filha do político, atua na defesa do PP no caso.

O ministro Nunes Marques foi escolhido para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). A opção pelo piauiense foi sugestão de políticos do Centrão liderados pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), conterrâneo e presidente nacional do PP.

OBJETO DE PEDIDO – A relação “íntima e notória” entre ambos já foi objeto de pedido de congressistas para que Nunes Marques deixasse a relatoria da ação que pedia a abertura de uma CPI para investigar o caso do Banco Master. Ciro Nogueira está na mira da investigação da Polícia Federal em virtude de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O presidente do PP em Goiás é Alexandre Baldy, ex-ministro das Cidades no governo Bolsonaro por indicação de Ciro Nogueira. Atualmente, também tem o cargo de vice-presidente da BYD no Brasil. Baldy presidiu a Agência de Habitação (Agehab) do governo de de Caiado até abril, quando deixou a função dentro do prazo exigido pela Justiça Eleitoral para estar apto a disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

NOTA –  Em nota ao Estadão, o TSE informou que “tradicionalmente” os ministros podem manter casos que “estejam próximos de conclusão ou de julgamento” e que “não há prazos legais para julgamento de casos”, de forma que cada situação tem a sua complexidade.

A reportagem enviou uma série de perguntas sobre critérios para a remessa do caso à presidência e para não ter sido redistribuído, uma vez que ainda não existe relatório. Também quis saber se o gabinete considera razoável o prazo desde o parecer da Procuradoria.

Em vez de respostas específicas, a equipe do ministro enviou a seguinte manifestação: “Tradicionalmente, os ministros que assumem a Presidência podem manter a relatoria de casos que estejam próximos de conclusão ou de julgamento. A seleção dos casos que manterá sob sua relatoria é uma praxe de todos os presidentes que assumem. Não há prazos legais para julgamento de casos, e cada situação depende da complexidade do processo. A ação mencionada é pública, e a movimentação pode ser acompanhada pelo andamento processual.”

PGR rejeita segunda delação de Vorcaro e banqueiro pode deixar cela especial da PF

PF já havia se manifestado de forma contrária ao acordo

Pepita Ortega
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com a Polícia Federal já posicionada contra o acordo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir ainda nesta semana o futuro das negociações e a situação prisional do investigado.

Segundo um integrante do Ministério Público, não há elementos novos, mas sim relatos de Vorcaro de que “ouviu dizer” sobre fatos relevantes. O banqueiro, segundo este integrante, também não se comprometeu efetivamente com a devolução de valores.

REJEIÇÃO – A Polícia Federal já havia formalizado a rejeição da segunda proposta de delação apresentada pelo banqueiro e encaminhou ao ministro um pedido para que ele deixe a cela especial da Superintendência da corporação e seja transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Para os investigadores, as informações apresentadas pela defesa não trouxeram fatos suficientemente inéditos nem elementos de corroboração capazes de justificar a continuidade das tratativas.

Como O Globo mostrou nos últimos dias, a PGR manteve a proposta sob análise mesmo após a manifestação da PF e vinha realizando uma avaliação mais aprofundada do material apresentado pela defesa.

MEIOS DE PROVA – A avaliação predominante também na PGR foi que as informações apresentadas pela defesa carecem de meios de prova e não contribuem de forma relevante para o avanço das investigações. Mendonça já indicou a interlocutores que considera desejável uma posição convergente entre a PF e a PGR sobre o caso.

A situação difere da primeira tentativa de delação, rejeitada em maio, quando a PF abandonou as negociações enquanto a Procuradoria manteve as tratativas abertas. O ministro também já sinalizou que a colaboração só deverá avançar caso apresente fatos efetivamente inéditos e relevantes para as investigações.

Integrantes envolvidos no caso afirmam que a Procuradoria examinou a consistência dos relatos, a possibilidade de comprovação dos fatos narrados e a utilidade prática das informações para o avanço das investigações.

TROCA DE DEFESA –  Desde março, Vorcaro ocupa uma cela especial na Superintendência da PF em razão das negociações para um acordo de colaboração. Após firmar um termo de confidencialidade, ele passou a receber diariamente seus advogados, das 9h às 17h, para discutir os termos da proposta. A segunda versão da delação foi apresentada após a rejeição da primeira tentativa e depois de uma troca na equipe de defesa.

A PF sustenta que o banqueiro tem dificuldade para apresentar documentos capazes de corroborar seus relatos porque já não possui controle sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.

Investigadores afirmam que as informações apresentadas pela defesa não trouxeram fatos suficientemente inéditos nem elementos independentes de comprovação capazes de justificar a celebração de um acordo de colaboração.

JUSTIFICATIVAS – Outro fator que pesou contra a proposta foi a avaliação de que Vorcaro concentrou esforços em apresentar sua versão dos fatos e justificar relações mantidas com integrantes da classe política, em vez de admitir crimes, apontar a participação de terceiros ou abrir novas frentes de investigação. Na percepção de investigadores, o material entregue tem caráter predominantemente defensivo e não atende ao objetivo esperado de uma delação premiada.

Também existe entre integrantes da corporação a avaliação de que o banqueiro ainda não demonstrou disposição efetiva para cooperar com as investigações. Nos bastidores, investigadores afirmam que as sucessivas complementações da proposta não alteraram substancialmente o conteúdo inicialmente apresentado e reforçaram a percepção de que a estratégia estaria voltada mais a prolongar as negociações do que a fornecer informações inéditas às autoridades.

A rejeição da primeira proposta de Vorcaro ocorreu em maio e levou a uma mudança na equipe de defesa. Na ocasião, o advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, deixou o caso, que passou a ser conduzido pelo criminalista Sérgio Leonardo.

RESISTÊNCIA – Interlocutores da defesa, por sua vez, sustentam que o material apresentado contém relatos inéditos e informações relevantes para as investigações. Na visão deles, há resistência de investigadores em prosseguir com as negociações, apesar dos complementos feitos à proposta ao longo das últimas semanas.

Vorcaro é suspeito de comandar um esquema de fraudes financeiras que teria causado prejuízos bilionários a investidores e correntistas do Banco Master, incluindo fundos de previdência de estados e municípios. As investigações também apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial, intimidação de adversários, monitoramento ilegal de autoridades e tentativas de interferência em órgãos de fiscalização.

O colapso do Banco Master provocou um impacto estimado em mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar depósitos e aplicações de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Entre os investidores atingidos estão fundos de previdência estaduais e municipais, como o Rioprevidência.

CONFISSÃO – Um acordo de colaboração premiada é um meio de obtenção de provas e prevê, entre outros pontos, a confissão de crimes e o pagamento de multa. Em troca, o investigado obtém benefícios, como redução de pena e progressão de regime, entre outros.

Caso a delação seja definitivamente rejeitada, a tendência é que Mendonça determine a transferência de Vorcaro para uma unidade prisional comum, encerrando o regime diferenciado que permitiu as negociações com a PF e a PGR nos últimos meses. Além disso, o conteúdo apresentado durante as tratativas não poderá ser utilizado pelas autoridades nas investigações.

Piada do Ano! AGU diz que processo contra Moraes nos EUA “agride” soberania

Tribuna da Internet | Apanhado em flagrante, Moraes derrete como picolé exposto ao sol do meio-dia

Charge reproduzida da revista Fórum

Weslley Galzo
Estadão

A Advocacia-Geral da União (AGU) vai requerer nesta segunda-feira, 15, a intervenção do Brasil na ação judicial movida pelas empresas Rumble Inc e Trump Media & Technology Group Corp, dona da rede social Truth Social, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um tribunal da Flórida (EUA).

O magistrado é alvo das empresas americanas, dentre elas a que tem Donald Trump como dono, por causa das suas ordens para remoção de conteúdo nessas redes sociais. As plataformas acusam Moraes de violar a soberania americana. O mesmo argumento é replicado pela AGU ao requerer a intervenção brasileira no caso em curso nos Estados Unidos.

EMPÁFIA – “O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”, escreveu a AGU em nota à imprensa.

A AGU afirma que o objetivo da intervenção é que o processo seja extinto. “Trata-se, em última análise, de uma tentativa de ofensa à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário brasileiro”, completou.

A pasta vai requerer ao tribunal da Flórida a habilitação do Estado brasileiro nos autos do processo. A ação movida pelas empresas tem como alvo apenas Moraes, mas o Brasil passará a intervir a favor do ministro na ação  por compreender que uma autoridade brasileira não pode ser submetida à jurisdição de tribunais estrangeiros.

ALEGAÇÃO – “A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte de nosso país não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”, explicou a AGU.

“A submissão de atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes de outros países implica grave ofensa à imunidade de jurisdição, princípio consagrado no Direito Internacional e reconhecido também pelas leis dos Estados Unidos”, prosseguiu na nota.

No dia 22 de maio, a Justiça dos Estados Unidos autorizou a Rumble a Trump Media a citarem Moraes por email. A Corte americana aguarda a manifestação de Moraes na ação ou eventual pedido de mais prazo. Se não houver resposta, as empresas poderão pedir o registro de revelia, o que pode abrir caminho para novas medidas no processo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A iniciativa da AGU é inócua, porque não é parte na ação judicial nem representa o réu. O processo é movido contra a pessoa de Moraes, nada tem a ver com o Estado brasileiro. Essa patética atitude da AGU aqui na filial Brazil vai provocar boas gargalhadas lá na matriz USA. (C.N.)

Confuso e indeciso, Ancelotti conseguiu passar sua insegurança para os jogadores

Ancelotti explica ausências e novidades na Seleção Brasileira

A verdade é que nem Ancelotti sabia quem seria escalado

Carlos Newton

Foram dois erros – o primeiro, da Confederação Brasileira de Futebol, por haver optado por um técnico estrangeiro, conforme está em moda no Brasil, e o segundo erro foi o treinador Carlo Ancelotti ter aceitado uma missão para a qual não estava preparado.

Há muita diferença entre ser treinador de time e de seleção. Nos clubes (ou empresas), o atleta se esforça por dinheiro, em benefício próprio; nas seleções, isso não existe, ele joga pelo amor à camisa.

CONFIANÇA TOTAL – Em Copa do Mundo, não pode haver insegurança e indecisão. O técnico precisa transmitir confiança. Aqui no Brasil, o maior exemplo foi João Saldanha, que o amigo Nelson Rodrigues apelidou de “João Sem Medo”. No mesmo dia que assumiu, chamou a imprensa e anunciou a escalação titular.

Mas João brigou com o presidente Médici, que pediu a convocação de Dadá Maravilha, e deixou a seleção. Zagallo assumiu o posto e não mudou quase nada. Aceitou convocar Dadá, no lugar de Dirceu Lopes, e substituiu  o ponta esquerda Edu pelo genial meia Rivelino, que não podia ser reserva em nenhum time do mundo. Assim, Zagallo praticamente manteve as “Feras do Saldanha” e voltou com a Taça Jules Rimet.

Agora, é tudo ao contrário. O Brasil tem um time excelente. Talvez seja o melhor elenco. Mas não adianta. Reina a insegurança, nenhum jogador sabe se é titular. Eles têm talento, mas não formam um conjunto.

AINDA HÁ TEMPO -Esse enganador Ancelotti ainda tem tempo para se recuperar. Basta escalar os melhores, entre os quais não estão Igor Thiago, Ibanez, Douglas Santos e Gabriel Magalhães, desculpem a franqueza.

Se escalar os melhores como titulares, o time logo ganhará conjunto e confiança, as coisas podem melhorar, vencendo Haiti e Escócia, para se classificar em primeiro lugar no grupo.

Se realmente queria surpreender na estreia contra o Marrocos, Ancelotti deveria ter escalado Endrick no lugar do Igor Thiago, que nem viu a cor da bola, mas continuou em campo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os jogadores brasileiros estão entre os melhores do mundo, não há a menor dúvida. Os torcedores sabem disso e não perdem a esperança. Por isso, o treinador tem de ajudar, ao invés de atrapalhar. (C.N.)

Kassab libera palanques do PSD para evitar que Caiado cause problemas nos Estados

“Candidatos a governos têm autonomia”, diz Kassab

Fábio Zanini
Folha

O PSD dará liberdade a seus candidatos a governos de ignorarem a presença do presidenciável do partido, Ronaldo Caiado, em agendas em seus estados, se quiserem.

“O PSD nacional estará fazendo a campanha de Caiado em todos os lugares, mas os candidatos a governos têm autonomia para definirem o que acharem mais apropriado, isso foi deixado claro desde o começo”, diz o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.

APROXIMAÇÃO COM LULA – Um exemplo ocorrerá em Pernambuco, onde a governadora Raquel Lyra aproximou-se do presidente Lula (PT) nos últimos meses. Ela concorre com o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) em um estado fortemente lulista.

“A Raquel tem liberdade para escolher o melhor caminho. As pesquisas têm mostrado a aprovação do seu governo cada vez maior. Ela precisa ter todos os instrumentos necessários para seguir fazendo um bom trabalho à frente do estado de Pernambuco. O PSD nacional tem essa compreensão”, diz Kassab. Pesquisas recentes mostraram Lyra à frente de Campos na eleição pernambucana.

Algo semelhante, diz o dirigente, ocorrerá em outros estados. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes também apoiará Lula, enquanto em Minas Gerais, Mateus Simões é aliado de Romeu Zema (Novo). Nenhum deles está obrigado a participar de eventos ao lado de Caiado. Já em São Paulo o PSD está na coligação de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoia Flávio Bolsonaro (PL) para presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Kassab é esperto e não quer problemas. Seu objetivo é fortalecer o PSD e deixar rolar o primeiro turno. Na pesquisa mais recente, do Instituto Alfa, Caiado e Zema já somam 14% no primeiro turno. Se a chapa despontar, tudo bem para Kassab. Se não prosperar, nada muda para Kassab, porque ele prontamente se aliará ao vencedor, seja Lula ou Flávio Bolsonaro. (C.N.)

 

Após recusa da PF, a Procuradoria caminha para negar delação de Daniel Vorcaro

Manifestações serão enviadas ao STF

Camila Bomfim
G1

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai enviar até esta quarta-feira (17) duas manifestações decisivas sobre Daniel Vorcaro. A PGR vai se manifestar sobre a delação – que deve ser negada – e também sobre o local da prisão do banqueiro.

O segundo parecer deve ser bem técnico, sem apontar o melhor local da prisão. A previsão é que a PGR indique que concorda com o local que for considerado o melhor pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

CALENDÁRIO – Existe a possibilidade de a PGR enviar as manifestações ainda nesta segunda (15) mas, por receio de não dar tempo – já que são dois pareceres a serem elaborados – internamente, a equipe trabalha com o calendário de envio até quarta. O destino de Daniel Vorcaro após as negativas da PF para sua delação premiada e a possível iminente recusa da PGR não será uma decisão fácil.

A PF quer que ele vá pro complexo da Papuda, em Brasília. Se ficar em cela comum, há risco de segurança, questões sobre sua integridade física; se for para a Papudinha, já há um outro investigado lá: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

O local é pequeno e os investigados não podem ter contato. Prisão domiciliar é um desejo da defesa, mas pedidos anteriores de outros investigados têm sido negados por André Mendonça.

Eduardo Bolsonaro defende rompimento com o Novo após críticas de Zema

Deputado cassado publicou mensagem em rede social

Deu no G1

O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e irmão do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), publicou uma mensagem em rede social neste fim de semana em que sugeriu um “rompimento geral” com o partido Novo.

A mensagem de Eduardo ocorreu em resposta a uma publicação de um internauta com um vídeo em que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema — que também é pré-candidato à Presidência pelo Novo — aparece reforçando as críticas que fez a Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

INDIGNAÇÃO – Na entrevista ao canal “Brasil Paralelo”, Zema diz: “Então, eu fiquei indignado e expressei a minha indignação e não mudo em nada. Para mim, quem anda com bandido tem que ser visto com cautela”, afirmou. Ao ser questionado sobre doação de Vorcaro ao Novo, Zema justificou: “Essa doação aconteceu em 2022, foi para o partido Novo que ele doou, num momento em que não havia nenhuma suspeita. E pelo que eu tenho conhecimento, ele doou valores muito maiores para outros partidos. Até devido ao partido Novo ser pequeno, ele acabou doando só R$ 1 milhão. Deveria ter doado mais.”

Em outro momento da entrevista, Zema reforçou acreditar que Vorcaro deveria ter doado mais ao partido e pontuou que a doação não teve contrapartida do Novo.

Em resposta ao vídeo, Eduardo escreveu: “E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro? E qual era a contrapartida que o Flávio poderia oferecer em 2024, além de sofrer perseguição?”, questionou. “Que postura vagabunda, critica Flávio Bolsonaro penas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Partido Novo”, prosseguiu a mensagem.

DESGASTE –  O relacionamento entre Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, que já foi de proximidade no campo da direita e chegou a envolver especulações sobre alianças eleitorais, se desgastou após a divulgação de mensagens e áudios que mostraram o senador pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme“Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Na ocasião, Zema classificou como “imperdoável” o conteúdo das conversas e afirmou que o episódio representava “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. O atrito aumentou quando Flávio Bolsonaro admitiu que manteve contato com Vorcaro, incluindo encontros após a primeira prisão do empresário.

CRÍTICAS – Zema afirmou que integrantes do Novo foram surpreendidos e disse que o partido havia sido “traído”, por não ter sido informado sobre a relação. Após um momento inicial em que tentou minimizar o episódio, o ex-governador voltou a endurecer o discurso em entrevistas posteriores, reiterando críticas à proximidade entre o senador e o banqueiro e afirmando que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”.

O caso marcou uma mudança no tom entre os dois e aprofundou o distanciamento político, em meio à disputa por espaço no campo da direita para a eleição presidencial.

Um poema autobiográfico de Rubem Braga, retratando sua imagem refletida no espelho

RUBEM BRAGA – FaciletrandoPaulo Peres
Poemas & Canções

Considerado o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, o capixaba Rubem Braga (1913–1990), sempre amou a poesia. Durante muitos anos escreveu colunas em jornais e revistas, nas quais publicava suas crônicas sempre acompanhadas de algum poema, sob o título “A Poesia É Necessária”.

Durante anos, trabalhei com ele na Revista Nacional, criada por Mauritônio Meira e dirigida por Carlos Newton. Foi assim, sob as asas de Braga, que consolidei meu amor à poesia.

Era um grande poeta, ao mesmo tempo romântico e realista, como se declara no autobiográfico soneto “Ao Espelho”.

AO ESPELHO
Rubem Braga

Tu, que não foste belo nem perfeito,
Ora te vejo (e tu me vês) com tédio
E vã melancolia, contrafeito,
Como a um condenado sem remédio.

Evitas meu olhar inquiridor
Fugindo, aos meus dois olhos vermelhos,
Porque já te falece algum valor
Para enfrentar o tédio dos espelhos.

Ontem bebeste em demasia, certo,
Mas não foi, convenhamos, a primeira
Nem a milésima vez que hás bebido.

Volta portanto a cara, vê de perto
A cara, tua cara verdadeira,
Oh! Braga envelhecido, envilecido.

Bolsa Família amplia vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa

Ancelotti precisa ouvir os craques brasileiros que estão acompanhando a Copa

DAVA PRA COLOCAR ELES? 👀 Kaká, Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos tem vaga  nesse time? 🇧🇷 #CopaDoMundo #FutebolBrasileiro #SeleçãoBrasileira #Brasil

Kaká, Roberto Carlos e Ronaldo podem dar boas dicas

 Vicente Limongi Netto

Tomara que o desespero não bata no travesseiro do mister Ancelotti. Estreou mal, mas o Brasil continua na rinha. Hora da recuperação. Debutando como técnico de seleção, Ancelotti tem dúvidas. Escalou time ruim contra Marrocos. Que tire lições das falhas.

Que tal chamar, então, para uma oportuna resenha, campeões do mundo que estão curtindo a Copa, flanando nos Estados Unidos. Sintam a pressão do timaço pronto para socorrer Ancelotti: Kaká, Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Romário, Bebeto, Cafu e Ricardinho, excelente meia, a meu ver, o melhor analista da Globo.

Com ponderações desses professores de futebol, Ancelotti parte para encarar Haiti e Escócia mais motivado, confiante e contente.

PRIMO DO CORRUPTO? – O bisonho jogador Ibanez, da seleção brasileira, que não deveria nem ter sido convocado, por acaso é parente do corrupto também medonho Ibaneis, ex-governador que desgraçou Brasília e o BRB? Está explicada a ruindade? Ou apenas forte coincidência?

Por fim, a família Bolsonaro é comprovadamente formada de pés frios. Bastou o rachadinha pisar feio na bola e dizer que a camisa amarela era do pai dele, para o Brasil sofrer e quase perder para o Marrocos.

Flávio busca o antipetismo, porque a sucessão continua girando em torno de Lula

O antipetismo não basta para derrotar Lula

Pedro do Coutto

A disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda está longe de apresentar um cenário consolidado. Enquanto o presidente Lula da Silva avança na construção de sua narrativa de continuidade administrativa, a oposição enfrenta o desafio de transformar rejeição ao PT em um projeto político capaz de dialogar com parcelas mais amplas do eleitorado.

Nesse contexto, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro surge como a principal aposta do campo bolsonarista, embora carregue limitações que já despertam questionamentos entre analistas e observadores da cena política.

“CANDIDATO PESADO” – A avaliação do jornalista Elio Gaspari de que Flávio Bolsonaro é um “candidato pesado” sintetiza uma percepção que vem se consolidando nos bastidores de Brasília e nas pesquisas eleitorais. O senador herda o capital político do sobrenome Bolsonaro, mas também absorve os desgastes acumulados pela família ao longo dos últimos anos.

Sua principal credencial eleitoral continua sendo a identificação com o eleitorado antipetista, uma base relevante e mobilizada, porém insuficiente para garantir vitória em uma eleição nacional marcada pela busca de votos no centro político.

SEM RESULTADOS – O desafio para Flávio é que a simples oposição a Lula já não parece produzir os mesmos resultados observados em pleitos anteriores. A polarização permanece viva, mas parte do eleitorado demonstra sinais de fadiga diante do confronto permanente entre petismo e bolsonarismo.

Nesse ambiente, candidatos que pretendiam ocupar uma terceira via, como os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ainda não conseguiram romper a barreira da visibilidade nacional nem converter suas gestões estaduais em musculatura eleitoral suficiente para ameaçar os dois polos dominantes da disputa.

TERCEIRA VIA – Paradoxalmente, a dificuldade de Zema e Caiado em conquistar espaço acaba beneficiando tanto Lula quanto Flávio. O presidente mantém sua posição como principal referência da esquerda e continua apresentando capacidade de mobilização política e eleitoral. Já Flávio concentra praticamente todo o eleitorado identificado com o legado de Jair Bolsonaro, transformando-se no depositário natural do voto conservador mais ideológico. O problema é que essa concentração também impõe limites ao seu crescimento.

Pesquisas divulgadas nos últimos meses indicam que Lula continua competitivo e aparece liderando diversos cenários de primeiro turno. Em alguns levantamentos, a vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro chegou a crescer, especialmente após episódios que produziram desgaste para o senador e para setores de sua base política. O dado mais relevante, porém, talvez não seja a distância entre os dois líderes, mas a dificuldade dos demais concorrentes em emergir como alternativa viável.

Essa realidade ajuda a explicar por que a sucessão presidencial continua sendo, em grande medida, uma disputa definida pelos movimentos de Lula. Embora enfrente desafios econômicos, críticas à gestão e índices de aprovação sujeitos às oscilações naturais do governo, o presidente permanece no centro do debate político nacional. Seus adversários ainda precisam demonstrar que possuem uma agenda capaz de dialogar não apenas com seus eleitores tradicionais, mas também com os independentes e os moderados que frequentemente decidem eleições.

ALÉM DO LEGADO – Para Flávio Bolsonaro, a missão é ainda mais complexa. Diferentemente de Jair Bolsonaro em 2018, que encarnava a ideia de ruptura com o sistema político tradicional, o senador precisa convencer o eleitorado de que representa algo além da continuidade de um legado familiar. Até agora, sua campanha tem encontrado mais facilidade em atacar o PT do que em apresentar um projeto próprio para o país.

A eleição de 2026, portanto, caminha para um cenário no qual o antipetismo permanece relevante, mas talvez já não seja suficiente como proposta política autônoma. O eleitor brasileiro parece exigir mais do que slogans ideológicos e disputas identitárias. Busca respostas para problemas concretos, como crescimento econômico, segurança pública, custo de vida e qualidade dos serviços públicos.

Nesse contexto, a sucessão presidencial ainda está aberta, mas um aspecto já se mostra evidente: enquanto a oposição procura encontrar uma narrativa capaz de ampliar seu alcance, Lula segue ocupando o centro do tabuleiro político. E, por enquanto, todos os demais jogadores continuam reagindo aos movimentos do presidente.

Quaest: Rejeição a Trump cresce no Brasil e amplia o desafio a Flávio Bolsonaro

PT aposta em mulheres evangélicas para tentar romper resistência ao lulismo

Piada do Ano! Na falsa delação, Vorcaro iria “inocentar” Moraes e a mulher dele

Quem vai rodar? Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira  (23). #meio #newsletter #charge #delacao #vorcaro

Charge de João Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

Não é sem motivos que a Justiça brasileira esteja sendo alvo de tamanhas críticas, investigações e até processos, como ocorre nos Estados Unidos, na Itália, na Espanha e na Argentina. Realmente, não têm a menor justificativa jurídica os erros da Suprema Corte, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes a partir de 2019, no início do “Inquérito do Fim do Mundo”, na expressão realista e jocosa do ministro aposentado Marco Aurélio Mello

O que houve desde então foi uma extrapolação do rigor da Justiça, a pretexto de punir um golpe de estado que realmente foi planejado e poderia ter ocorrido. Porém, não foi tentado e, por esse motivo, seus autores nem podiam ser processados .

LEMBRANDO GETÚLIO – Como todos sabem, o golpe não existiu. Bolsonaro, Braga Netto & Cia. se acovardaram e desistiram na chamada undécima hora. Diante dessa realidade, tornaram-se inimputáveis, pois no Brasil e nos demais países do mundo o ato de “planejar” não caracteriza crime, que só acontece se existir “tentativa”.

Esse episódio cívico-jurídico nos faz lembrar o presidente Getúlio Vargas, após a Intentona Comunista de 1935, que obteve maior resultado no Rio Grande do Norte, onde o governador Rafael Fernandes teve de se asilar no consulado do Chile. O estado ficou por três dias com os revolucionários no poder. No golpe, houve quatro mortes em Natal e outras mais no interior, com cerca de 20 vítimas fatais.

Na hora de punir os revoltosos, o ditador Vargas fez exatamente o contrário do que aconteceu agora no Supremo, neste governo do socialista refinado Lula da Silva.

CLEMÊNCIA – Vargas convocou seu maior aliado no Rio Grande do Norte e pediu que indicasse um advogado que tivesse dignidade e clemência ao julgar os comunistas. Alegou que os juízes federais iam querer agradá-lo, impondo penas rigorosas, mas ele queria o contrário, seu objetivo era pacificar o país.

O político da base aliada disse que só havia um grande advogado com esse perfil em Natal, chamado Manuel Quirino de Azevedo Maia. Mas tinha um problema – ele era antigetulista.

Mesmo assim, o ditador aceitou. Nomeou como juiz federal o Dr. Quirino Maia, como era conhecido, e ele foi piedoso com os comunistas, mas continuou fazendo comícios contra Getúlio, que decidiu “exilá-lo”, digamos assim, mandando transferi-lo para o então território do Acre, que pertencera à Bolívia e ainda estava sendo colonizado pelos brasileiros, em clima de faroeste caboclo.

TUDO AO CONTRÁRIO – Quase 100 anos depois, Lula fez o contrário de Getúlio e aplaudiu o rigor da absurda condenação dos manifestantes do 8 de Janeiro, que mereciam ser processados, mas dentro da lei e sem o rigor do Supremo petista.

Portanto, tudo mudou. Hoje, a Justiça está emporcalhada, o Supremo inteiramente desacreditado, e surge a notícia de que a delação do banqueiro Daniel Vorcaro poupa o ministro Moraes, alegando que ele não tomou qualquer iniciativa para defender o Banco Master.

Em O Globo, o jornalista Lauro Jardim informa que Vorcaro admite que o contrato de R$ 129,6 milhões com Viviane Barci, mulher de Moraes, tinha como objetivo se aproximar do ministro, mas ressalva que Moraes não chegou a agir a seu favor.

COMPROMETEDOR – “Pode ser”, diz o colunista Lauro Jardim, arremetendo: “O que compromete, no entanto, é um contrato assumidamente feito com o objetivo de criar boa relação com uma autoridade. E, pior, com um valor exorbitante e injustificável”

No mesmo embalo, a jornalista Malu Gaspar, também em O Globo, informa que Vorcaro, poucos dias antes de ser preso, iria assinar novo contrato com a mulher de Moraes. Ele já havia entregue R$ 80,2 milhões ao escritório dela e aceitava pagar os restantes R$ 50,4 milhões à vista, para perfazer os R$ 129,6 milhões, caso o Master fosse vendido ao BRB.

Em suma: a família Moraes tem goela grande, tipo avestruz, e julga que pode “vender proteção” a um criminoso bilionário e escapar ilesa.

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P.S. 1
As provas contra Moraes já existem. São o primeiro contrato, de R$ 129,6 milhões, para não prestar qualquer serviço, exceto a “proteção”, e o telefonema de Vorcaro a Moraes, no dia da intervenção no Master, perguntando: “Bloqueou?”. Em qualquer país minimamente sério, Moraes já estaria sendo processado, como está ocorrendo na matriz Estados Unidos. Enquanto isso, aqui na filial Brazil, a Justiça se comporta como se não estivesse acontecendo nada.

P.S. 2 – Por fim, o trabalho de Lauro Jardim e Malu Gaspar mostra que ainda há jornalistas na imprensa amestrada, e isso é fundamental para garantir uma democracia minimalista neste país. (C.N.)