Decisão da Itália amplia o desgaste do Supremo e reforça as críticas a Moraes

PL destina meio milhão a núcleo ligado a Bolsonaro em apenas quatro meses

Nova rejeição da delação de Vorcaro abre impasse e coloca volta à Papuda no radar

Defesa tenta adiar ação contra Eduardo devido ao risco de quórum reduzido

Reação de Flávio à operação contra Ciro Nogueira abre crise no bloco da direita

PEC da maioridade penal ameaça abrir nova frente de desgaste para Lula

“Eu sonhei que tu estavas tão linda, numa festa de raro esplendor…”

ISTO É LAMARTINE - Discografia Brasileira

Lamartine Babo, um compositor realmente genial

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado e compositor carioca Lamartine de Azeredo Babo (1904-1963) e seu parceiro Francisco Mattoso, na letra de “Eu sonhei que tu estavas tão linda”, relembram os um sonho romântico de belos momentos. A valsa foi gravada por Carlos Galhardo em 1941, pela RCA Victor, e fez enorme sucesso. 

EU SONHEI QUE TU ESTAVAS TÃO LINDA
Francisco Mattoso e Lamartine Babo

Eu sonhei . . .que tu estavas tão linda . . .
Numa festa de raro esplendor,
Teu vestido de baile . . . lembro ainda:
Era branco, todo branco, meu amor ! . . .

A orquestra tocou umas valsas dolentes,
Tomei-te aos braços, fomos dançando, ambos silentes . .
E os pares que rodeavam entre nós,
Diziam coisas, trocavam juras a meia voz . . .

Violinos enchiam o ar de emoções
E de desejos uma centena de corações . . .
Pra despertar teu ciúme, tentei flertar alguém,
Mas tu não flertaste ninguém ! . . .
Olhavas só para mim,
Vitórias de amor cantei,
Mas foi tudo um sonho . . . acordei ! . . .

Ancelotti armou uma seleção confusa, que deixou cabisbaixos os torcedores

Convocação da seleção brasileira: Ancelotti vai conseguir consertar o time? - BBC News Brasil

Ancelotti ainda precisa definir o time e treinar o conjunto

Vicente Limongi Netto

O sofrido empate com Marrocos teve sabor de vitória para o Brasil. Exibição medíocre, para quem disputa a Copa sonhando com o hexa. Deixou o torcedor cabisbaixo. Seleção confusa, sem criatividade, errando passes infantis.  Sem liderança em campo.

Algum jogador tem que motivar o time, dar bronca, xingar, levantar o astral. Futebol não é esporte para mudos. Ao contrário da maioria das outras seleções, o Brasil não tem conjunto. Bons amistosos são escassos.  Jogadores se conhecem no hall do hotel. 

É ESTREANTE – Atuações medonhas de alguns jogadores do Brasil contra o Marrocos mostram que Ancelotti, treinando pela primeira vez uma seleção, precisa falar grosso com os atletas. Dispõe de uma semana para consertar os erros.

Neymar é peça fundamental para que a seleção melhore.  A amarelinha é coisa séria. Copa é guerra. Vacilou, cai fora. O Brasil tem de evoluir muito e os jogadores precisam honrar a camisa. 

Copa do mundo de futebol é guerra de 8 jogos. É vencer ou vencer, exortava o eterno presidente do Fluminense, Francisco Horta. Torcedores jogam juntos.

COPA DURÍSSIMA – Todas as seleções evoluíram.   A brasileira parou no tempo. É hora da recuperação. Criar uma base do time, definir os titulares e trabalhar duro para a seleção ter conjunto. Unir mais os atletas.

O técnico marroquino elogiou o Brasil, mas ressalvou que não tem medo. Todos os técnicos de outras seleções fortes pensam igual. Nossa safra é mediana. Raros atletas da atual seleção já jogaram uma Copa do Mundo.

Os nervos tremem. É preciso saber controlar o ímpeto do adversário.

POSSE DE BOLA – É preciso saber manter o controle da partida. Com passes certos. Atrasar a bola e começar tudo de novo não é vergonhoso. Feio e perigoso são passes errados no meio de campo. Onde tudo começa a acontecer na partida. 

Entrada de Neymar no time dará mais ânimo e segurança ao elenco. Adversários sabem que Neymar pode desequilibrar a partida.

Craque não desaprende. Com Neymar jogando, o Brasil tem mais chances de conquistar o sonhado hexa. Aliás, foi ele que nos trouxe o ansiado ouro na Olimpíada, lembram?

Aliados de Lula travam disputa pelo comando da estratégia da campanha digital

PT se prepara para batalha nas redes

Jeniffer Gularte
O Globo

Enquanto o PT tenta ampliar a presença nas redes sociais para divulgar ações do governo e promover o embate com o bolsonarismo, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizam, nos bastidores, uma disputa por influência no comando da estratégia digital da campanha. A queda de braço se dá em torno de quem terá a palavra final sobre o posicionamento de Lula nas plataformas, um dos principais campos de batalha da disputa presidencial e onde o bolsonarismo se movimenta com mais desenvoltura.

De um lado está o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que escalou Raul Rabelo, seu sócio, para comandar o plano de publicidade voltado para TV e rádio. De outro, a jornalista Nicole Briones e o fotógrafo Ricardo Stuckert, que irão gerenciar juntos o Instagram de Lula — Briones é também responsável pelas redes do PT. Apesar de ter forte influência junto a Lula, Sidônio não terá o comando do perfil presidente, que reúne 14,7 milhões de seguidores e é a principal forma de comunicação do petista no ambiente digital.

ATITUDE MAIS AGRESSIVA– Stuckert e Briones defendem uma atitude mais agressiva no embate político nas redes sociais, como a que já vem sendo adotada nos perfis do PT nos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na corrida presidencial. Essa ala argumenta que a eleição de 2026 precisará de uma abordagem de confronto maior do que a desenvolvida quatro anos atrás e está em sintonia com o presidente do PT, Edinho Silva, que defendeu internamente que a relação do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, fosse explorada.

Já o grupo de Sidônio, que comanda as redes oficiais do governo, busca uma linha mais voltada para valorizar a soberania, o orgulho nacional, as festas de São João e outros temas mais leves. Desde que chegou ao Planalto, o ministro ampliou o número de seguidores e o engajamento das redes institucionais da gestão petista, buscando uma linguagem mais acessível para divulgar a administração federal. A Secom administra as contas do perfil @govbr no Instagram, Linkedin, Kwai, TikTok e Facebook e segue limites jurídicos para atuação, já que as contas são institucionais.

A situação fez Sidônio tentar emplacar a secretária de Estratégia e Redes, Mariah Queiroz, para comandar a estratégia de redes da campanha, mas o plano não foi adiante. Pelo menos por enquanto, ela segue no governo. A secretária chegou a fazer uma consulta à Comissão de Ética Pública na qual indicou a pretensão de abrir uma empresa para prestar serviços a agências especializadas em marketing político e comunicação estratégica, em uma eventual saída do cargo.

RECLAMAÇÃO  – Lula, no entanto, optou por não replicar nas suas redes pessoais o mesmo modelo da conta oficial do governo, administrada por Mariah desde janeiro de 2025. Como mostrou O Globo, o presidente reclamou com o ministro do uso de gatinhos e capivaras nas redes institucionais, por considerar que isso infantilizava a comunicação. A estratégia, no entanto, foi mantida após Lula ser convencido do alcance das postagens. Procurada, Mariah não se manifestou.

Como contraponto, o grupo ligado a Sidônio na campanha contratou o jornalista Giácomo Degani para também contribuir com estratégias digitais. Ele vai comandar uma nova conta, mostrando a mobilização da campanha país afora. O jornalista trabalhou na campanha de 2018, quando o ex-ministro Fernando Haddad foi o candidato do PT à Presidência e é próximo de Sidônio.

TAREFA ESPECÍFICA – Apesar de a chegada de Degani ter sido interpretada como um movimento de reação ao domínio de Stuckert e Briones da conta pessoal de Lula durante a campanha, Sidônio afirmou a interlocutores que está focado no governo, negou que haja disputa por influência e reforçou que cada integrante da equipe de comunicação terá uma tarefa específica, mas todos sob o comando de Raul Rabelo. Procurados, Sidônio e Rabelo não se manifestaram.

Não está definido ainda se o ministro permanecerá no Planalto ou se vai se dedicar formalmente à campanha — a definição depende de uma conversa com Lula. Caso deixe o governo, a tendência é que leve parte da equipe da Secom junto com ele.

Já Stuckert, fotógrafo de Lula desde 2002 e responsável pela imagem do presidente, deve deixar o cargo de Secretário de Audiovisual até o final de junho. Quando se juntar à campanha, ele vai dividir as tarefas com Briones, que é funcionária do PT e já participa da rotina da tentativa de reeleição.

SEM DISPUTA – A jornalista cuidou das redes de Lula no período em que ele esteve preso em Curitiba, até a pré-campanha de 2022. Ela já tem uma passagem anterior pelo governo, quando trabalhou na EBC. Procurado, Stuckert não se manifestou. “Não tem disputa. Fui contratada pelo PT para fazer o reposicionamento digital das redes do partido. E é o que estou fazendo. Quem define a gestão das redes pessoais é o presidente Lula”, disse Briones.

O comando das redes de Lula já foi alvo de disputa em outras campanhas. Mesmo sem celular nem familiaridade com as plataformas, o presidente dá a palavra final sobre o tema e tem escolhido pessoas de seu círculo mais próximo para ser sua voz no ambiente digital. Apesar da influência direta de Sidônio, o modelo de comando da comunicação da campanha será fragmentado, com Raul Rabelo, Stuckert, Briones e Paulo Okamoto, responsável por gerir perfis de esquerda que defendem o petista.

Em paralelo às disputas, o PT lançou uma plataforma que busca organizar a militância nas redes. Apoiadores vão receber conteúdos para divulgação, além de tarefas específicas para serem cumpridas. Na largada, vão ser explorados temas ligados à Copa do Mundo, com o uso do verde e amarelo, seguindo orientações já apresentadas pelo próprio presidente.

Procurador que ganhou R$ 147 mil alega que não consegue “pagar as contas”

Luiz Roberto Cicogna Faggioni diz que seu salário caiu de R$ 54 mil para R$ 30 mil e que o contracheque de abril (R$ 147 mil) foi exceção porque recebeu dinheiro de férias

Procurador Faggioni organiza um protesto contra o STF

Fausto Macedo e Felipe de Paula
Estadão

O procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luiz Roberto Cicogna Faggioni, se diz indignado com as mudanças na remuneração determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  

Em março, os ministros decidiram que os chamados “penduricalhos” não podem ultrapassar 35% do teto constitucional de R$ 46,3 mil. Em mensagens e áudio enviados a colegas que atuam perante a segunda instância do MP paulista, Faggioni critica enfaticamente a medida.

XINGAMENTOS –  “Ministro ladrão, roubou meu pão”, escreveu, sem citar nomes. Em outra mensagem, afirmou que “não é possível cortarem de abrupto 50% do salário e a gente ficar quieto”. Ele prega. “Ordem ilegal que nos mata, não se cumpre.”

Luiz Roberto Cicogna Faggioni diz que seu salário caiu de R$ 54 mil para R$ 30 mil e que o contracheque de abril (R$ 147 mil) foi exceção porque recebeu dinheiro de férias.

Faggioni é conhecido na instituição como um procurador ‘eloquente’, defensor dos direitos e prerrogativas da classe. Ainda como promotor de Justiça ele atuou na área criminal e na Promotoria de Direitos Humanos. Hoje, atua na Procuradoria de Justiça Cível e integra o Órgão Especial, colegiado de cúpula do MP.

FAZER PROTESTO – Em seu protesto, Faggioni não cita o nome de nenhum ministro, de nenhum tribunal superior. Ele convocou os procuradores de sua patente para fazerem um protesto na sede do Ministério Público paulista, o velho prédio encravado no Centro, na rua Riachuelo.

“Como é que a gente pode aceitar uma coisa dessas sem reagir, pessoal? Nós estamos aceitando que nos vilipendiem na imprensa o tempo todo, xingando a gente de peculatário. E nem a administração, nem a APMP (Associação Paulista do Ministério Público) reage. Pelo amor de Deus, a gente tem que gritar numa situação dessa”, instou Faggioni.

O contracheque de Faggioni em abril, conforme o Portal da Transparência do Ministério Público de São Paulo, bateu em R$ 147 mil líquido – 4,5 vezes acima do teto constitucional (R$ 35 mil líquido).

SEM SALÁRIO? – Nas mensagens que endereçou a seus pares, ele diz que está “três meses sem salário” e que “não se mexe com nossa dignidade sem reação”.

 

Ainda de acordo com o Portal da Transparência, em janeiro o procurador recebeu R$ 72 mil; em fevereiro, R$ 52 mil; em março, R$ 83 mi; e em abril, R$ 147 mil, sempre em valores líquidos.

SUBTETO DO STF – Em março, o plenário do STF determinou a extinção de 15 penduricalhos do funcionalismo público, manteve oito verbas indenizatórias e fixou que a soma dessas parcelas não poderá ultrapassar 35% do subsídio dos ministros da Corte, atualmente em R$ 46.366,19, em valores brutos.

Na prática, a decisão criou um subteto de cerca de R$ 71 mil para membros da magistratura e do MP. As normas compõem um regime de transição que valerá até que o Congresso edite uma lei para estabelecer quais parcelas indenizatórias serão cabíveis para as carreiras de Estado.

A decisão passou a valer a partir do mês-base de abril de 2026, ou seja, já produz efeito nos salários pagos em maio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Enviada pelo comentarista José Perez, a importante matéria de Fausto Macedo e Felipe de Paula mostra que no Brasil os operadores de Direito perderam a noção de dinheiro, a dignidade, o senso do ridículo e a vergonha na cara, como dizia o grande historiador Capristrano de Abreu. É lamentável. (C.N.)

Lula desembarca no G7 sob pressão de Trump e tenta abrir canal para evitar novo tarifaço

A inflação volta ao centro do debate econômico e político antes da eleição

Charge do Nado Motta (Brasil 247)

Pedro do Coutto

A divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio trouxe de volta ao centro das atenções uma preocupação que parecia gradualmente perder força no imaginário coletivo dos brasileiros: a inflação. O índice mensal registrou alta de 0,58%, elevando a inflação acumulada em doze meses para 4,72%, acima da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central. Embora o resultado represente uma desaceleração em relação a alguns meses anteriores, os números revelam que o desafio inflacionário permanece longe de ser superado.

O dado chama atenção não apenas pelo percentual registrado, mas pelo fato de representar o maior IPCA para um mês de maio desde 2021. Mais uma vez, a principal pressão veio dos alimentos, um componente particularmente sensível da economia por afetar diretamente o cotidiano das famílias. Quando os preços da alimentação sobem, especialmente daqueles produtos presentes diariamente na mesa dos brasileiros, a percepção da inflação tende a ser mais intensa do que os índices oficiais conseguem expressar.

CUSTO DA ALIMENTAÇÃO – Os números ilustram bem essa realidade. A alimentação consumida dentro dos domicílios apresentou alta de 1,65% apenas em maio, o maior avanço para o mês em dezoito anos. Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento destacam-se a batata inglesa, que registrou elevação de 44%, o tomate, com alta de 20,6%, e a cebola, que subiu 16,8%. São alimentos básicos, consumidos por milhões de famílias e cuja variação de preço possui impacto imediato sobre o orçamento doméstico.

As razões para essa escalada são múltiplas. As condições climáticas adversas observadas nos últimos meses comprometeram parte da produção agrícola, reduzindo a oferta de determinados produtos. Ao mesmo tempo, fatores externos continuam exercendo influência sobre a economia brasileira. As tensões geopolíticas no Oriente Médio, por exemplo, contribuíram para a instabilidade dos preços internacionais do petróleo, afetando custos logísticos e pressionando diversos segmentos produtivos. Ainda assim, parte dos economistas avalia que o fenômeno recente está mais associado a questões específicas da oferta de alimentos do que propriamente aos conflitos internacionais.

Essa interpretação é compartilhada por diversos analistas do mercado financeiro. Para eles, o comportamento dos preços dos alimentos fora da sazonalidade habitual sugere uma deterioração do quadro inflacionário em relação às expectativas formuladas no início do ano. Em outras palavras, embora o cenário não seja de descontrole, tampouco permite afirmar que a inflação esteja definitivamente sob domínio das autoridades monetárias.

DESAFIO ADICIONAL – A situação impõe um desafio adicional ao Banco Central. Atualmente, a taxa Selic permanece em patamar elevado, em 13,75% ao ano, uma das maiores taxas reais de juros do mundo. As projeções indicam que ela poderá encerrar o ano próxima de 13%, dependendo da evolução dos preços e das expectativas inflacionárias. A lógica é conhecida: juros elevados reduzem o consumo e o crédito, ajudando a conter a inflação. No entanto, também aumentam o custo do financiamento público, ampliam o peso da dívida governamental e limitam o ritmo de crescimento econômico.

O dilema torna-se ainda mais complexo porque outros fatores de risco permanecem presentes no horizonte. O mercado de trabalho continua relativamente aquecido, o que tende a pressionar o setor de serviços. Há estimativas apontando para inflação próxima de 5,9% nesse segmento, refletindo reajustes salariais e aumento da demanda. Além disso, persistem incertezas relacionadas ao comércio internacional, às políticas tarifárias adotadas por grandes economias e às oscilações do mercado energético global.

Apesar disso, a influência política imediata da inflação parece limitada. Historicamente, o comportamento eleitoral costuma responder com maior intensidade a choques econômicos persistentes e generalizados. No caso atual, grande parte da pressão inflacionária está concentrada em itens específicos da alimentação. Além disso, houve reajustes salariais em diversos setores da economia, o que reduz parcialmente a sensação de perda de renda para uma parcela dos trabalhadores.

QUALIDADE DE VIDA – Isso não significa, porém, que o problema seja irrelevante do ponto de vista político. A inflação continua sendo um dos indicadores mais observados pela população porque afeta diretamente a qualidade de vida. Mesmo quando os índices oficiais apontam variações moderadas, a experiência concreta do consumidor diante do carrinho de supermercado pode produzir uma percepção diferente da realidade econômica apresentada pelos relatórios técnicos.

Essa diferença de percepção ajuda a explicar parte do debate entre correntes econômicas de orientação mais conservadora e setores identificados com perspectivas desenvolvimentistas ou progressistas. Enquanto uns defendem a manutenção de uma política monetária rigorosa para garantir a estabilidade dos preços, outros argumentam que o combate à inflação não pode ocorrer às custas da estagnação econômica e da perda de capacidade de investimento do Estado.

AVANÇO E VULNERABILIDADE – O fato é que os números de maio revelam uma economia que continua navegando entre avanços e vulnerabilidades. A inflação não está fora de controle, mas permanece acima da meta. O mercado de trabalho mostra resiliência, mas os preços dos serviços seguem pressionados. Os juros ajudam a conter a demanda, mas impõem custos elevados ao crescimento. Nesse cenário, o desafio das autoridades econômicas não é apenas reduzir os índices inflacionários, mas fazê-lo sem comprometer a atividade econômica e o poder de compra da população.

Mais do que um debate técnico, a inflação continua sendo uma questão profundamente social. Ela determina quanto custa alimentar uma família, abastecer um veículo, pagar uma conta ou planejar o futuro. Por isso, mesmo quando os números parecem modestos nas estatísticas, seus efeitos permanecem presentes na vida real dos brasileiros — e, inevitavelmente, também no ambiente político.

Bilhões sob sigilo! Judiciário resiste a abrir dados sobre depósitos judiciais

Produtora revela custo de R$ 75 milhões e deve adiar lançamento de ‘Dark Horse’

Moraes e Supremo conseguiram desonrar a Justiça brasileira perante o mundo

Tribuna da Internet | Ministros do Supremo festejaram seu pior Natal de todo os temposCarlos Newton

Demorou, mas enfim o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal conseguiram desmoralizar inteiramente Justiça brasileira perante o resto do mundo dito civilizado. O ato final e definitivo foi a decisão da Justiça Italiana, reconhecendo que a então deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi cassada e condenada em julgamento imparcial conduzido pelo ministro Moraes.

A decisão foi tomada pelo Tribunal de Cassação da Itália, que funciona como Suprema Corte do país europeu. Com isso, fica sepultado o pedido de extradição feito pelo STF contra a ex-parlamentar. E a Câmara Federal também fica mal no episódio, porque autorizou a cassação da deputada, evidenciando a esculhambação que reina hoje nos três Poderes do Brasil.

DESMORALIZAÇÃO – O Brasil já foi considerado uma nação avançada em termos de Direito. Em alguns setores, chegava ficar à frente dos demais países, como no caso das leis ambientais, por ter criado o Código Florestal mais moderno e rigoroso do mundo.  

Mas tudo isso caiu por terra a partir da primeira decisão meramente política tomada pelo STF em 2019. Para permitir a libertação do ex-presidente Lula da Silva, o Supremo transformou o Brasil no único país da ONU que não prende criminoso condenado em segunda instância (TFR) nem em terceira instância (STJ), uma situação absolutamente vexaminosa.

Depois, em 2021, para possibilitar a candidatura de Lula, o STF voltou a delinquir, ao desconhecer o Código Civil e inventar uma “incompetência territorial absoluta”, norma também inexistente em todos os demais países da ONU.

8 DE JANEIRO – No chamado 8 de Janeiro, houve vexames jurídicos sucessivos, como a duplicação de crimes e outras ilegalidades que aumentaram absurdamente as penas do manifestantes e também da chamada trama golpista, que ocorreu, mas era inimputável, por não ter havia tentativa concreta de golpe, apenas planejamento.

O rigor das penas foi estarrecedor, chegando ao ponto de condenar a 14 anos um pequeno empresário que deu R$ 500 numa vaquinha para alugar um ônibus e conduzir manifestantes a Brasília, sem falar na pena terrorista do batom.

No Brasil, inicialmente a reação a essa ditadura do STF foi apenas dos bolsonaristas. Depois, parte da imprensa passou a entender que o rigor fora demasiado. E agora é a Justiça de outros países que exibe a desmoralização da Suprema Corte brasileira.

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P.S.
Nos EUA, na Itália, na Argentina e na Espanha vão se acumulando as derrotas do STF, acusado de abuso de poder, imparcialidade, criação de censura no exterior, perseguição política, restrição à livre expressão de pensamento, e por aí vai. Nesse clima, o presidente do Supremo, Edson Fachin, ao invés de tomar providências para repor o STF no caminha da legalidade e recuperar sua imagem no exterior, prefere apoiar as ilegalidades cometidas e até já “autorizou” a Advocacia-Geral da União a defender Moraes nos Estados Unidos, como se a AGU fosse subordinada ao STF.

P.S. 2 – Tudo isso confirma que está faltando nomear juristas de notório saber e reputação ilibada, para dignificar novamente a Suprema Corte brasileira. Mas quem se interessa? (C.N.)

Sob risco de perder a patente, Bolsonaro culpa parcialidade de ministro do STM

STM analisará recurso do ex-presidente no dia 24 de junho

Eduardo Gonçalves
O Globo

O Superior Tribunal Militar (STM) agendou para o dia 24 de junho o julgamento de um recurso pedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para impedir um ministro da Corte de avaliar se ele é indigno de manter a patente militar.

A defesa de Bolsonaro moveu uma ação para afastar o ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente Camelo de participar do julgamento que pode determinar a expulsão do ex-mandatário das Forças Armadas. O pedido foi inicialmente rejeitado pela presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, mas os advogados recorreram ao plenário da Corte, que agora vai analisar o recurso.

IMPARCIALIDADE – A defesa alega que Joseli não teria imparcialidade para analisar o caso devido a entrevistas que ele deu em 2023. Na ocasião, ele defendeu a “pacificação do país” e prometeu punição aos militares envolvidos no ato de 8 de janeiro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento numa trama golpista para mantê-lo no poder após as eleições de 2022. A sentença foi dada pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

INDIGNIDADE – Na condição de militar condenado a mais de dois anos, Bolsonaro e os outros militares condenados no processo serão julgados pela Corte militar por “indignidade ao oficialato”. Em fevereiro, o Ministério Público Militar (MPM) apontou 8 transgressões do ex-presidente para pedir a expulsão dele do Exército, entre elas o não acatamento às autoridades civis e o dever de probidade.

Indicado ao STM por Dilma Rousseff em 2025, Joseli foi secretário de Coordenação e Acompanhamento de Assuntos Militares do Planalto e pilotou aviões presidenciais durante os dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O STM é constituído por 15 ministros, dos quais 10 são militares, como Joseli, e outros cinco são civis, entre eles Maria Elizabeth.

Ancelotti escalou mal o time e ficou óbvio que Neymar faz muita falta

Com Neymar, Ancelotti anuncia os convocados para a Copa do Mundo - Estação da notícia

Sem Neymar, o técnico Ancelotti quase perdeu na estreia

Carlos Newton

Com o esmerado preparo físico se sobrepondo à técnica, não tem jogo fácil na Copa. O Marrocos apresenta um  time razoável e bem treinado, que correu enlouquecidamente e dominou a maior parte do primeiro tempo contra o time improvisado que o Brasil botou em campo.

O técnico Carlo Ancelotti decidiu inventar e escalou onze jogadores que sequer treinaram juntos na fase preparatória. O resultado, portanto, não poderia ser positivo.

ZAGA FRACA – Manteve na zaga Marquinhos, aquele que atrasa bola para o adversário com perfeição, ao lado do Gabriel Magalhães, que não conseguiu parar o ponteiro marroquino, na correria do 1 a 0. A zaga foi uma excrescência em campo.

Depois do gol, o Brasil teve de avançar e equilibrou o jogo, mas de forma tumultuada. O time foi um festival de nulidades na defesa, no meio e no ataque, à exceção de Vini Jr., sempre perigoso e criativo, e Lucas Paquetá, o melhor em campo, jogando na defesa, no meio e no ataque e que quase desempatou o jogo numa finalização que o consagraria para todo o sempre.

MUDANÇAS – No intervalo, Ancelotti tirou os fraquíssimos Casemiro e Ibanez, substituídos por Fabinho a Danilo. Cá entre nós, trocou seis por meia dúzia. Aos 15 minutos, a grande surpresa negativa do destrambelhado técnico – tirou Lucas Paquetá, o melhor jogador em campo.

O time do Marrocos estava visivelmente cansado, mas o Brasil não soube aproveitar. O jogo caiu na pasmaceira, dois times fracos se enfrentando, com poucos craques e muitos jogadores esforçados, mas sem talento nem nada. No segundo tempo, o destaque no Brasil foi Luiz Henrique, sempre perigoso e criativo. O resto nem merece menção.

Qualquer um poderia ter ganho, mas não mereceria. O empate estava em bom tamanho para o futebol que |Brasil e Marrocos apresentaram ao mundo.

FALTA NEYMAR – Constatação óbvia: Neymar tem vaga nesse tipo de peladeiros. Vamos rezar para que se recupere logo, a tempo de entrar no terceiro jogo, como está previsto. Sua participação deve ser decisiva.

Se Neymar entrar no meio do segundo tempo, com o time adversário cansado da correria que caracteriza o futebol moderno, vai dar show de bola, ninguém pode ter dúvida.

Quanto a Ancelotti, precisa fazer como João Saldanha e anunciar os titulares, que devem ser os melhores e não seus amiguinhos do futebol europeu, como Danilo, reserva no Flamengo e que não fez nada em campo contra o Marrocos. (C.N.)

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BALANÇO DO BLOG EM JUNHO
  – Como sempre fazemos, vamos publicar agora a relação das contribuições recebidas em maio, agradecendo muito às amigas e aos amigos que se juntam a nós para manter esse espaço independente na web, que persegue a utopia de se manter distante de ideologias e defender com mais liberdade os interesses coletivos.

Na conta da Caixa Econômica Federal, recebemos os seguintes depósitos:

DIA   REGISTRO  OPERAÇÃO        VALOR
02     211000      DEP LOTERIA……200,00
12     121121      DEP LOTERIA……230,00
12     121557      DEP LOTERIA……200,00
15     151735      DEP LOTERIA……100,00
22     221620      DEP LOTERIA……100,00
25     491000      TED J. VIDAL………40,00
26     261528      DEP LOTERIA……230,00
26     261238      DEP LOTERIA……200,00

Na conta do Banco Itaú, foram feitos os seguintes depósitos:

04     PIX TRANSF JOSE FR…………..150,00
04    PIX TRANSF PAULO R…………..100,00
05    TED 001.5977.JOSE APJ……….355,05
15   TED 001.4416.MARIO ACR…….300,00
29    TED 033.3591.ROBER SD……..200,00

Agradecendo muitíssimo a todos que colaboram para manter a Tribuna da Internet no ar, 365 dias ao ano, vamos em frente, sempre juntos, em busca dessa utopia de manter na internet um blog verdadeiramente livre. (C.N.)

Hugo Motta acelera fim da escala 6×1 e pressiona Senado por votação imediata

Motta quer votar proposta do governo na próxima semana

Emilly Behnke
Lorenzo Santiago
CNN

Com a intenção de destravar a pauta da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acelerou o projeto do governo sobre o fim da escala 6×1. Na quinta-feira (11), ele anunciou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta e sinalizou que deve pautar o projeto já na próxima semana.

Desde o dia 30 de maio, o projeto de lei está travando a pauta da Câmara por tramitar em regime de urgência. Nessas condições, o plenário da Casa só pode votar PECs (propostas de emenda à Constituição), PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) e requerimentos de regime de urgência.

ARTICULAÇÃO – Prates foi o relator da PEC, já aprovada pela Câmara, que reduz a jornada de trabalho do país. O parlamentar foi responsável por costurar o texto que espera aval do Senado para seguir tramitando no Legislativo.

O projeto do Executivo foi enviado pelo governo ainda em abril, com objetivo de pressionar o Congresso pelo avanço da PEC que trata do mesmo assunto. Depois, por acordo entre Hugo e o Palácio do Planalto, ficou definido que o texto seria usado para tratar das mudanças nas jornadas de diferentes categorias. Agora, o detalhamento dos regimes diferenciados de determinados profissionais deve ficar para outra proposta.

Prates já iniciou conversas com a equipe técnica para encontrar uma costura possível para o projeto de lei. A ideia é que o texto seja votado na semana que vem para agilizar a tramitação e aumentar a pressão sobre o Senado, que passará a ter duas propostas recém-analisadas pelos deputados sobre a redução da jornada de trabalho.

BANDEIRA DE CAMPANHA – A Casa Alta tem travado o avanço da PEC do fim da 6×1 desde que a proposta foi despachada pela Câmara. A meta do governo era votar o texto ainda no primeiro semestre para usar como uma das principais bandeiras para a campanha eleitoral. A intenção de Hugo é aprovar o projeto do governo nos mesmos termos da PEC que já recebeu o aval dos deputados no fim de maio.

A PEC aprovada na Câmara estabelece a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas com dois dias de descanso. O texto propõe uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários. A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda.

Além das negociações em torno da escala 6×1, a apreciação do projeto resolve dois focos de Hugo para esse primeiro semestre: liberar a pauta da Casa para acelerar o PL que regulamenta a IA (Inteligência Artificial) no Brasil e a proposta para um reajuste no teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).

Nunes Marques frustra ofensiva de aliados de Lula contra filme sobre Bolsonaro

Camisa da Seleção vira motivo de confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro