No desespero, Flávio Bolsonaro procura mulheres para esquentar sua chapa

A Ministra Damares Alves e eu na luta por um Brasil melhor. Mulher sofrida e guerreira, tem meu apoio.

Bia Kicis e Damares Alves, na mira do Tariflávio

Vicente Limongi Netto

Imprensa do mundo inteiro revela que o candidato Tariflávio Rachadinha está enlouquecido, a procura de  duas mulheres para compor sua equipe.  Uma para vice-presidente e outra para ministra da Fazenda. Para vice, o candidato achocolatado escolheria bem se convidasse a mulher de 37 anos, Amanda Maria,  que enganou a boa fé e a bondade de muitas famílias se passando por adolescente de 12 anos. 

Como a candidatura do achocolatado Tariflávio é uma oceânica empulhação, a vigária seria vice ideal. Com acolhimento total no Partido Liberal. 

Já para o poderoso Ministério da Fazenda, o impoluto Tariflávio poderia consultar seu papaizinho, que certamente indicaria ao filhote mais velho duas fortes e maravilhosas formosuras – a senadora plastificada Damares Alves, versão tupiniquim da Madre Tereza de Calcutá com gripe, e a deputada espaçosa Bia Kicis, jurista de meia pataca. Equipe perfeita.  

COPA DO MUNDO – A Netflix exibe série sobre a conquista do tri. Erra muito, acerta pouco na edição e na produção. Em artigo, craque Tostão retrucou partes referentes à sua convocação. A série erra feio, também, quando trata João Havelange com infâmias. Atitudes indignas, vindas de canalhas e covardes. 

Por fim, o acadêmico Ignácio de Loyola Brandão mandou mensagem acerca de meu ácido comentário no Facebook sobre os chatos e intoleráveis cavalinhos do Fantástico, também presentes na Copa do Mundo. Pena que não fiquem por lá de vez:

“Vicente, desde que apareceram, tenho pavor destes cavalinhos. Bregas, cafonas, chatos, sem graça, rídículos. A TV Globo desce lentamente. Para onde? Sei lá…

Abraços

Ignácio

Governo faz autocrítica e tenta atrair o centro para evitar isolamento no Congresso

Com 250 mil contratos suspeitos, INSS ignora a dimensão das fraudes do Master

Milhares de contratos foram validados sem biometria suficiente

Vinicius Sassine
Folha

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) afirmou não ter elementos suficientes para dimensionar as fraudes do Banco Master, mesmo com a existência de uma auditoria interna sobre contratos inválidos, de uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) e de um acordo prévio para apuração dos danos e cobrança dos valores em benefício de aposentados e pensionistas.

Esse acordo era costurado no âmbito da Procuradoria da República no Distrito Federal, que instaurou um inquérito civil público para investigar as fraudes do Master no crédito consignado a aposentados e pensionistas. Pelo acerto desenhado na Procuradoria, caberia ao INSS apurar o tamanho do dano, e à DPU (Defensoria Pública da União) cobrar do Master a reparação aos aposentados.

INDEFINIÇÃO – O acordo não é mais objeto de negociação, e há uma indefinição sobre o ressarcimento a aposentados lesados pelo banco de Daniel Vorcaro. Contratos foram assinados mesmo sem validação satisfatória da identidade de beneficiários e sem a entrega de documentos equivalentes ao INSS.

A operação de consignado junto a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) só foi possível em razão da existência de um acordo de cooperação técnica entre Master e INSS, que vigorou entre 2020 e 2025.

Segundo as investigações, há suspeita de descontos indevidos, fraudes em contratos e dúvidas sobre consentimento dos beneficiários. Os casos envolvem empréstimos consignados, especialmente os operados pelo Credcesta, um cartão que incluía benefícios –como desconto em farmácia e auxílio-funeral– e funcionou como carro-chefe do banco de Vorcaro.

IRREGULARIDADES – Uma auditoria sigilosa da CGU chegou a precisar a quantidade de contratos com indícios de irregularidades. O documento foi usado nas investigações da CPI Mista do INSS, encerrada em março no Congresso. Conforme a CGU, 96,6 mil contratos de empréstimo consignado foram validados pelo Master sem reconhecimento biométrico suficiente para confirmar a identidade dos beneficiários, entre 2023 e 2025. Isso equivale a 62,4% dos contratos assinados no período.

No mesmo relatório, a CGU afirmou que 155,1 mil operações do Master, entre 2021 e 2023, foram efetivadas sem o envio necessário dos documentos ao INSS, o equivalente a 84,3% das operações feitas no período. O problema persistiu em 2024 e em 2025.

O próprio INSS apontou falhas graves em mais de 250 mil contratos de crédito consignado entre o Master e aposentados e pensionistas do regime geral de previdência.

DIMENSÃO – No último dia 18, o órgão federal afirmou em um documento enviado ao MPF que não tem elementos suficientes para dimensionar “a existência, a extensão e a liquidez” de créditos de aposentados vítimas de fraudes perpetradas pelo Master na área de consignados, como mostrou a Folha em reportagem veiculada no dia 28. Essa limitação é ainda pior, conforme o documento, no caso dos contratos do Credcesta, o principal produto ofertado na área pelo banco de Vorcaro.

O INSS disse que não tem competência para fazer a representação legal de beneficiários lesados nem para atuar com “cobrança de valores em nome de terceiros”, e que não buscará a habilitação de créditos concursais ou extraconcursais em nome de aposentados, no âmbito da liquidação do Master, decretada pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025.

A habilitação de créditos extraconcursais, em nome de vítimas de fraudes, colocaria esses beneficiários no topo das prioridades de pagamentos pelos liquidantes do banco. A Procuradoria da República no DF fez uma recomendação nesse sentido, em fevereiro.

PARCERIA – Em nota, o INSS afirmou que não existe registro de acordo com MPF e DPU para busca por reparação a aposentados. “Contudo, o INSS segue trabalhando em parceria com o MPF e a DPU dentro das competências legais da instituição.” Uma apuração interna avalia a quantidade de operações irregulares, com respeito ao direito ao contraditório e à ampla defesa, disse o órgão. “O INSS segue avaliando todos os indícios de irregularidades apontados pela CGU. O processo ainda não foi finalizado.”

A DPU afirmou, em nota, que beneficiários que se sentirem prejudicados podem procurar o órgão para tratamento individual junto a instituições financeiras. “A Defensoria atua desde 2024 para melhorias no sistema de concessão de empréstimos consignados para aposentados. O objetivo é evitar fraudes, especialmente para a população vulnerável.”

Uma ação civil pública e uma recomendação ao INSS cobram responsabilização por práticas lesivas, disse a DPU. A defesa de Vorcaro diz que o banco respeitou normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS. O acordo que vinha sendo desenhado para reparação a aposentados e pensionistas envolveu a PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão), que funciona no âmbito da PGR (Procuradoria-Geral da República).

SEM REPARAÇÃO – Entre os participantes das tratativas existe o entendimento de que, sem um acordo, beneficiários podem ficar na mão, sem reparação por fraudes do Master. Também há um risco de a União ter de arcar com esses prejuízos, segundo o mesmo entendimento, uma vez que o INSS pode ser acusado de não ter fiscalizado a execução do acordo de cooperação nem ter exigido cópias dos contratos.

A base de dados usada pelo INSS registra uma explosão da quantidade de contratos do Credcesta via Master, de 104,8 mil contratos em 2022 para 2,75 milhões em 2024, um aumento de mais de 2.500%. O próprio órgão descreve em documentos um “padrão de desconformidades” e riscos aos beneficiários com esses créditos.

A Procuradoria da República pediu que a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana, apresente “a lista definitiva e pormenorizada contendo a identificação dos beneficiários e os respectivos contratos reconhecidos como inválidos”. Ela assumiu o cargo em abril, em substituição ao procurador federal Gilberto Waller Júnior, que exerceu o cargo por 11 meses.

Lula conquista eleitorado decisivo e abre frente entre os independentes, diz Quaest

Indecisão em Minas expõe fragilidade dos palanques de Lula e Flávio Bolsonaro

Copa do Mundo começa sob críticas à interferência e à xenofobia da Casa Branca

Governo Trump humilha visitantes e Fifa se cala

Bernardo Mello Franco
O Globo

A bola ainda não rolou, mas o governo de Donald Trump já criou os primeiros embaraços para a Copa do Mundo. Na segunda-feira, o árbitro somali Omar Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Ontem o Irã informou que os ingressos destinados a seus torcedores foram cancelados.

Artan era um dos três árbitros africanos escalados para apitar na Copa. Eleito o melhor do continente em 2025, viu seu “maior sonho” ruir no aeroporto de Miami. Detido por 11 horas, foi obrigado a embarcar de volta para a Turquia, onde havia retirado o visto.

SEM TORCIDA – O chefe da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, Andrew Giuliani, disse que a deportação foi “correta”. Ele é filho de Rudy Giuliani, preso por ajudar Trump na tentativa de roubar a eleição de 2020. O caso do Irã é ainda mais espantoso. O país deve ser o único dos 48 participantes da Copa a jogar sem torcida. Sua cota de ingressos foi cancelada às vésperas da estreia. Quem comprou os bilhetes com antecedência será impedido de entrar no estádio, mesmo que tenha visto americano.

A seleção iraniana já havia sido submetida a outras humilhações. A equipe jogará em Los Angeles e Seattle na primeira fase, mas recebeu ordens para se hospedar no México. Os atletas terão que entrar e sair dos EUA a cada partida, correndo o risco de novas duras no caminho.

No sábado, o atacante Aymen Hussein, herói da classificação do Iraque, já havia levado uma prensa de sete horas no aeroporto de Chicago. O fotógrafo da seleção, Talel Salah, teve que embarcar de volta para casa.

XENOFOBIA – Trump é um xenófobo convicto. Desde a primeira campanha, dedica-se a insultar e destilar racismo contra imigrantes de países que considera inferiores. No ano passado, chamou os somalis de “lixo”. Inflamados pelo discurso de ódio do presidente, os guardas da esquina fazem o resto do serviço.

Todo país é livre para estabelecer sua política migratória, mas quem não quer receber visitantes não deveria se candidatar a sediar a Copa. É perda de tempo esperar uma reação da Fifa. Comandada por um notório lambe-botas de Trump, a entidade tem lavado as mãos a cada caso de abuso. Questionada sobre a deportação de Artan, alegou “não se envolver nos processos de imigração dos países-sede”.

Fragilidade defensiva pelos lados pode ser o maior problema para a seleção

Wesley chorando após se machucar no jogo.

Contusão de Wesley está enfraquecendo a defesa e o ataque

Tostão
Folha

Quem vai ganhar o Mundial? Tudo é incerto. “Tudo parece fácil e concatenado quando ganhamos; tudo parece disperso e difícil quando perdemos. No entanto, é por tão pouco que se ganha ou se perde. O apito final estabiliza violentamente aquilo que, no transcorrer do jogo, parece um rio catastrófico de mil possibilidades, a nos arrastar com ele”, escreveu o filósofo e artista plástico Nuno Ramos.

Qual será a escalação e a estratégia que Ancelotti vai usar na estreia? No jogo contra o Egito, além da eficiente marcação por pressão, Bruno Guimarães, Paquetá e Raphinha, amparados por Casemiro, trocaram belíssimos passes e deram ótimas enfiadas de bolas para os atacantes Vinicius Junior e Igor Thiago. O centroavante enrolou-se com a bola e perdeu duas claras chances de gols. Vini também finalizou mal.

QUARTETO – Durante a partida, ao ver o quarteto formado por Casemiro, Bruno, Paquetá e Raphinha, lembrei-me de outro excepcional quarteto, o da Copa de 1982, com Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates. Não havia também pontas abertos, pois Eder pela esquerda e Paulo Izidoro pela direita se deslocavam muito para o centro.

Por outro lado, ainda mais depois da contusão de Wesley, o Brasil, contra o Egito, não teve alguém pela direita para defender e atacar, nem um jogador pela esquerda que voltasse para marcar, pois Vini e Raphinha atuaram próximos e no ataque.

A fragilidade defensiva pelos lados pode ser um grande problema na estreia. Marrocos é muito forte pelas pontas.

ALTERNATIVAS – Uma opção seria retornar à estratégia dos jogos anteriores, com Matheus Cunha mais recuado e marcando pela esquerda, além de um ponta pela direita (Rayan ou Luiz Henrique). Sairia o centroavante Igor Thiago e Vini e Raphinha fariam a dupla de ataque.

Nessa formação, Raphinha não foi bem contra o Panamá, muito centralizado e de costas para o gol. Uma alternativa será a formação de um trio no meio campo, com Casemiro pelo centro, Bruno Guimarães de um lado e Paquetá de outro.

Um leitor, ao lembrar o personagem Zé da Galera, criado por Jô Soares durante a Copa de 1982, que ligava para o técnico Telê Santana de um orelhão para reclamar, “Bota ponta, Telê!”, me disse que queria fazer algo parecido, telefonar para o técnico e falar: Ancelotti, coloca o Endrick!

MUITA CHANCE – O Brasil é um dos candidatos ao título porque possui alguns jogadores que estão entre os melhores da posição do mundo e porque tem um técnico excelente e experiente. Não é por causa do penta nem por ser conhecido como um país que joga um futebol bonito.

Antes da estreia da seleção brasileira na Copa de 1970, Pelé e todos os jogadores, sem relação comercial, usavam, por ser a melhor, a mesma chuteira de uma marca de material esportivo. Aí surgiu um grande problema. Pelé fez um contrato com outra empresa, que tinha uma chuteira que não era tão confortável quanto a outra.

O roupeiro da seleção encontrou uma ótima solução: tirou a marca que identificava a chuteira que Pelé costumava usar e colocou a marca da empresa com a qual ele tinha feito o contrato. Todos gostaram. Pelé e todos nós jogamos com a chuteira que preferíamos, o Brasil foi campeão e as duas empresas ficaram satisfeitas.

A busca da felicidade que supomos, na visão poética de Vicente de Carvalho

Veredas da Língua: Vicente de Carvalho - PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, jornalista, político, abolicionista, magistrado, contista e poeta paulista Vicente Augusto de Carvalho (1866-1924), no soneto ‘Velho Tema”, um dos mais conhecidos de sua obra,  com uma sensibilidade muito profunda, penetra com agudeza no mundo interior do homem e daí procura exprimir os anseios incontidos da alma humana.

Mas tudo isso sem recorrer a devaneios e com apuro de forma, de acordo com os moldes do parnasianismo, em que esses sentimentos subiam à tona com objetividade e realismo — “às claras”, como ele mesmo preconizava no “Velho Tema”.

VELHO TEMA
Vicente de Carvalho

Só a leve esperança em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada,
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada,
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos,
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim, mas nós não a alcançamos,
Por que está sempre apenas onde a pomos,
E nunca a pomos onde nós estamos.

Decisão sobre pesquisa leva TSE a um dos primeiros testes da corrida presidencial

Caixa 2 de R$ 20 milhões: delação do Banco Master cita ministro de Lula

Quaest: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro e vence por 44% a 38% no 2º turno

Maioria avalia que relação de Flávio e Vorcaro levanta suspeita

Arthur Guimarães de Oliveira
Folha

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno e venceria o rival por 44% a 38% dos votos.

O levantamento é o primeiro do instituto a ser publicado após o caso Dark Horse. Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%. Indecisos são 4%. Em maio, na rodada anterior, o atual presidente aparecia com 42%, enquanto o congressista do PL tinha 41%, situação que configurava um empate na margem de erro. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar eram 14%, e indecisos, 3%.

MARGEM DE ERRO – A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 5 a 8 de junho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07661/2026.

Na simulação de primeiro turno, saíram Aldo Rebelo, expulso do DC, e Hertz Dias (PSTU), e foram testados pela primeira vez os nomes de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB). Também nesse cenário Lula mantém a liderança, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%.

O desempenho é aferido após a divulgação do áudio de uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro em que o senador pedia dinheiro para o financiamento do filme “Dark Horse”, uma autobiografia do pai, Jair. O ex-banqueiro chegou a transferir R$ 61 milhões.

BAIXA PONTUAÇÃO – Os outros nomes aventados não chegaram aos dois dígitos. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%. Aécio e Romeu Zema (Novo) têm 2%, e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.

O levantamento também testou os nomes de Renan, Zema e Caiado em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista bate o pré-candidato do partido do MBL com 45% a 31%, e Zema e Caiado, por 45% a 35%

CASO MASTER –  O instituto também questionou os entrevistados sobre o caso do Banco Master. Uma parcela de 60% disse que, pelo que ouviram ou ficaram sabendo, as conversas entre Flávio e Vorcaro levantaram suspeitas sobre atitudes ilegais, contra 19% que responderam que o diálogo foi normal.

Na opinião de 17%, o senador acertou ao pedir financiamento para o filme sobre o pai, não há nada de mais. Outros 65%, por outro lado, afirmaram que o filho 01 errou e deveria ter evitado a conversa.

REJEIÇÃO –  Lula e Flávio continuam a acumular o maior percentual de rejeição. A pesquisa aponta que 53% dizem que conhecem e não votariam no pré-candidato do PT. No caso do filho do ex-presidente, são 56%. Os índices são similares aos registrados em maio.

Já Aécio tem rejeição de 54%, Zema, de 29%, Caiado, de 32%, e Renan, de 20%, e Joaquim Barbosa, 17%. Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa, com 9%; Heró Bezerra, com 10%; Hertz Dias, com 8%, e Samara Martins, 10%.

Para 38%, o presidente Lula está fazendo um governo ruim ou péssimo, enquanto 34% dizem que o trabalho é bom ou ótimo. Avaliam a gestão como regular 26%, e 2% não souberam ou não responderam. Os índices permanecem estáveis em relação a maio.

Pesquisa sob suspeita ou informação sob tutela? — eis a nova questão eleitoral

Mais de 70% do Congresso apoiam apuração do Master e pressionam Alcolumbre

Delação de ex-chefe do BRB perde força e enfrenta resistência da PGR

É preciso ser muito otário para acreditar em pesquisas neste início de campanha

Arquivo de A hora da Justiça Eleitoral - Jornal Opção

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Carlos Newton

O acordo entre Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) pra formação de chapa única mudou expressivamente o panorama visto da ponte que nos conduz às eleições presidenciais. Ainda faltam quase quatro meses para as eleições presidenciais, e muitos votos vão passar por essa ponte. Mas os efeitos desse entendimento entre os dois pré-candidatos provocaram imediatas reações.

Chega a ser comovente o esforço da imprensa para demolir a terceira via, pois há um considerável grau de dificuldades para os ataques, já que tanto Caiado quanto Zema têm ficha limpa e estão entre os ex-governadores que não se deixaram corromper pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro.

Além disso, seus governos em Goiás e Minas foram muito bem avaliados pelos eleitores, e ambos foram reeleitos e deixaram o poder com baixos índices de rejeição.

ARMADILHA – Diante dessa realidade, a imprensa tenta encontrar argumentos e procura dividir a direita, usando as relações entre o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o dono do Banco Master. O presidenciável Romeu Zema caiu na armadilha, dizendo que isso foi uma tapa no rosto dos eleitores. Porém, Caiado é mais experiente e escapou do assédio, dizendo que Flávio Bolsonaro tem o direito de se defender e está na mesma posição do filho de Lula, Fábio Luís, acusado de envolvimento no escândalo do INSS.

Essa declaração de Zema favoreceu Caiado, que agora tem mais chances de atrair eleitores de Flávio Bolsonaro que estejam descontentes com o comportamento dele em relação a Vorcaro.

TERCEIRA VIA – A perspectiva de uma chapa realmente viável de terceira via é ansiada por considerável parcela do eleitorado, mas depende de uma série de circunstâncias.

Caiado sabe que Lula é um candidato fortíssimo. Por isso, defende a união da direita, de forma incondicional, o que significa apoiar Flávio Bolsonaro, caso ele consiga manter a polarização.

E o acordo com Zema continua de pé; Assim, o candidato a presidente será quem estiver melhor posicionado nas pesquisas no início de agosto – dentro de dois meses, portanto.

###
P.S. 1 –
Não acredite em pesquisas nesta fase. A manipulação não tem limites. Tanto assim é que o instituto Atlasintel dá Lula vencendo o segundo turno, como seis pontos de frente, enquanto o Gerp indica o contrário, com Flávio Bolsonaro vitorioso, com 5,7 pontos de frente. Somando as diferenças, dá um total de quase 12 pontos, e isso non ecziste, diria o Padre Quevedo, que não aceitava empulhações.

P. S. 2 – Aqui no Brasil, a campanha nem começou. Só vai ser iniciada depois da Copa do Mundo, como sempre acontece. Entre futebol e política, o brasileiro sempre prefere aquilo que realmente interessa. (C.N.)

Delação do ex-presidente do BRB emperra e fica tudo em compasso de espera

Ex-presidente do BRB escreve delação na Papudinha

Malu Gaspar
Johanns Eller
O Globo

Enquanto Daniel Vorcaro já está em sua segunda negociação para um acordo de delação premiada, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso preventivamente desde 16 de abril, tem escrito os anexos de sua proposta de colaboração na cadeia sem nem mesmo saber se vai ou não poder começar a falar.

Duas semanas depois de apresentar uma proposta inicial para que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidissem se assinam ou não um termo de confidencialidade para começar a negociar uma delação, Costa e sua defesa ainda esperam uma resposta dos investigadores sobre se há interesse ou não em seu relato.

TRANSFERÊNCIA – O ex-presidente do BRB foi transferido no início de maio da Penitenciária da Papuda para a Papudinha, reservada para oficiais e com melhores condições para os presos, com a perspectiva de fazer uma delação.

Acusado de comprar carteiras fraudulentas do Banco Master no valor de R$ 12,2 bilhões e de ter negociado em troca imóveis no valor de R$ 146 milhões, ele correu para propor um acordo, uma vez que naquele momento a primeira proposta de colaboração de Vorcaro já estava para ser rejeitada formalmente. A ideia era oferecer aos delegados e procuradores informações que eles ainda não tivessem, antes que Vorcaro pudesse tentar novamente.

Aparentemente, contudo, a proposta não empolgou e as conversas não avançaram. Nesse meio tempo, Vorcaro voltou à mesa de negociação. E na quarta-feira passada (3), o advogado do executivo, Davi Tangerino, enviou um ofício aos investigadores da PF e da PGR cobrando uma resposta. Lembrou, no documento, que a indefinição sobre o acordo de confidencialidade contraria a lei que regulamenta as delações premiadas.

SEM RESPOSTA – Tangerino alega que, caso não haja interesse dos órgãos em fechar uma colaboração, as instituições devem formalizar a negativa de forma fundamentada. Ou, se não houver nenhum obstáculo, destravar a negociação. Até agora, não houve resposta.

Na decisão que autorizou a prisão preventiva do ex-presidente do BRB há quase dois meses, o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que Paulo Henrique Costa foi “peça essencial” na compra de títulos podres do Master.

A contrapartida seria o pagamento de seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146 milhões. Foi Mendonça quem autorizou a transferência de Costa para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha.

EXPECTATIVA – Além de esclarecer as circunstâncias do esquema de fraudes na tentativa de compra do Master pelo BRB, vetada pelo Banco Central (BC) em setembro de 2025, há grande expectativa sobre o teor de uma eventual colaboração premiada de Costa às vésperas do período eleitoral.

Isso porque o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha – que até segunda ordem ainda é pré-candidato ao Senado Federal pelo MDB – é dado como protagonista obrigatório de uma delação. Também há possibilidade da colaboração respingar em lideranças do PP e do União Brasil, que formaram uma federação partidária neste ano.

A transferência de Costa para a Papudinha, inclusive, foi motivada por temores de escutas ambientais ou demais interferências no processo de discussão dos anexos da delação. Ele estava preso na Penitenciária da Papuda, que fica no mesmo complexo.

PREOCUPAÇÃO – A preocupação dos advogados à época era o fato de a Papuda ser administrada pelo governo do Distrito Federal, sob influência de Ibaneis e Celina Leão (PP), atual governadora, embora isso não tenha sido admitido abertamente.

Nos autos, a defesa argumentou que a Papuda não permitia “discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente” e nem “manusear fontes de prova” durante a negociação do acordo. Já a Papudinha, administrada pela PM, seria mais adequada. Como Costa é oficial da reserva das Forças Armadas, a transferência acabou autorizada por Mendonça.

Caso o acordo de confidencialidade não seja assinado, PH Costa ficará sujeito à versão de Vorcaro sobre o escândalo contada à Justiça. Isso, claro, se a delação do ex-banqueiro não for rejeitada novamente pela PF e pela PGR.

Nunes Marques é aliado dos Bolsonaro, mas a pesquisa está devendo explicações

Charge do Zé Dassilva: censura nas pesquisas - NSC Total

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Ao suspender a última pesquisa AtlasIntel sobre a eleição presidencial, o ministro do Supremo Nunes Marques, atual presidente do STF, nos deixa entre uma tese, ou princípio, e uma questão direta, pontual. Em tese, a ingerência numa pesquisa legal e registrada é condenável. No caso em foco, há margem para dúvidas.

A família Bolsonaro ataca pesquisas e institutos desde as eleições de 2018 e 2022, quando também fez dura campanha contra as urnas eletrônicas e, por fim, negou os próprios resultados. Aliás, Jair Bolsonaro talvez seja o único vitorioso a acusar de fraude a eleição que ele próprio venceu. É inédito, incompreensível.

INDO E VINDO – De outro lado, o ministro Nunes Marques, bastante polêmico, foi indicado para o Supremo pelo então presidente Bolsonaro e é apontado como o mais bolsonarista da Corte, apesar de, nos seus votos e decisões, ir e vir de acordo com os ventos.

Se for por aí, a suspensão da atual pesquisa é preocupante, até suspeita, principalmente porque ela confirmou a queda de seis pontos, de abril para maio, de Flávio Bolsonaro para o presidente Lula num eventual segundo turno. Uma velha implicância com pesquisas amplificada por um resultado negativo? Se a pesquisa é boa para o candidato, vale; se não, não vale?

Há, porém, questionamentos não só na petição dos advogados do PL, partido de Flávio e na liminar de Nunes Marques, a ser submetida ao plenário do TSE, como também na explicação técnica e na metodologia usada pela AtlasIntel na pesquisa em foco.

DIRECIONAMENTO – Uma das perguntas da pesquisa foi se, “diante das informações divulgadas”, Flávio deveria manter a candidatura presidencial ou desistir e apoiar outro nome. À primeira vista, parece uma questão legítima, relevante, aliás, usada por outros institutos, mas o PL não acha.

O partido acusa o instituto de usar nos formulários expressões como “escândalo” e “evidências de envolvimento direto” ao se referir ao áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao dono do Master, Daniel Vorcaro, para um filme sobre o pai.

Para a defesa, isso influenciou as respostas dos entrevistados sobre intenção de voto, imagem e rejeição do senador.

DIZ O INSTITUTO – Alega o AtlasIntel que o questionário principal da pesquisa foi concluído antes de os entrevistados serem redirecionados para “uma página completamente separada do questionário”, com o áudio de Flávio com Vorcaro, para suas reações serem registradas, numa segunda etapa, sem possibilidade de alterações nas respostas já formalizadas.

Em resumo, o PL acusa a pesquisa de associar Flávio ao escândalo Master, Nunes Marques entende que há “suspeitas de indução ao eleitor” e a AtlasIntel nega “contaminação metodológica”, argumentando, por exemplo, que captou a mesma tendência de queda de Flávio que as demais pesquisas. Logo, dentro da realidade.

Difícil apoiar incisivamente uma das três posições, sem o bom e saudável debate entre os ministros do TSE e os entendidos na área, mas uma coisa é certa: essa guerra de versões e troca de acusações vai ser, ou já é, o forte da campanha. Nem as pesquisas e a mídia passam ou passarão incólumes, com as redes sociais armadas de robôs e fake news até os dentes.

Justiça manda apreender jatinho de R$ 100 milhões do pai de Daniel Vorcaro

Lula avalia encontro com Trump para tentar conter impacto de novas tarifas

Após recuo de Pacheco, PSB mantém plano de disputar o governo de Minas

Pacheco anunciou que não disputará o governo estadual

Rafaela Gama
O Globo

O PSB sustenta que terá candidato ao governo de Minas Gerais, mesmo após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciar que não concorrerá ao comando do estado em outubro. Na fim do último mês, o parlamentar informou o encerramento de seu ciclo na política, após ser cotado ao longo dos últimos meses pelo PT como a principal aposta para um palanque em Minas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da negativa de Pacheco, o PSB sinalizou que terá uma candidatura própria ao governo mineiro, de acordo com Otacílio Costa Neto, presidente estadual da sigla e prefeito de Conceição do Mato Dentro (MG). Há quatro nomes sendo considerados para a vaga. Entre eles, estão o ex-procurador-geral de Justiça do estado Jarbas Soares e o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente de Lula nos dois primeiros mandatos. Ambos já foram citados pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, como opções a serem consideradas.

PRÉVIAS – A sigla também coloca sobre a mesa os nomes do ex-presidente da AMM (Associação Mineira de Municípios) Julvan Lacerda e do ex-senador e ex-vice-governador de Minas Gerais Clésio Andrade. A partir de agora e até julho, o partido entrará em um processo de realização de prévias para a definição dos nomes que disputarão o governo estadual e o Senado.

O PT ainda considera uma composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem resistido à possibilidade. A sigla também abriu diálogo nesta semana com Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal da capital, que se reuniu com Edinho e o deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB.

INDEFINIÇÃO – Já a direita mineira também enfrenta um momento de indefinição de um palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesta semana, o parlamentar sinalizou que planeja a construção de uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), depois de descartar a hipótese de uma composição junto ao atual governador Matheus Simões (PSD), escolhido como sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo).

Em paralelo, caso a aliança com Cleitinho não avance, o PL planeja o lançamento de uma candidatura própria e analisa os nomes de Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), e de Vittorio Mediolli (PL), ex-prefeito de Betim (MG).