Flávio Dino autoriza terceiro inquérito da PF contra Lulinha

Investigações contra Lulinha se multiplicam

Camila Bomfim
Isabela Camargo
Márcio Falcão
Mariana Laboissière
G1

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e apura a atuação de um grupo de pessoas que teria mantido supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal.

Lulinha já é alvo de outras duas investigações que tramitam no Supremo sobre suspeitas levantadas pela PF. Além desse terceiro inquérito, na mesma ocasião, Dino autorizou uma quarta investigação a pedido da PF: sobre vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.

O QUE DIZ A DEFESA –  A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou receber com tranquilidade a abertura do novo inquérito e disse confiar na condução do caso pelo ministro Flávio Dino. Os advogados sustentam que vão aproveitar a investigação para esclarecer eventuais dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais de Lulinha e reiteram que ele não tem relação com irregularidades.

Ao mesmo tempo, a defesa cobra providências contra o que classifica como vazamentos seletivos e criminosos de informações da investigação e afirma que setores da Polícia Federal estariam sendo instrumentalizados por interesses político-eleitorais, embora reconheça os esforços da direção-geral da corporação para preservar sua autonomia e independência. Segundo os advogados, Lulinha já demonstrou, em outras apurações, não ter participação direta ou indireta em ilícitos.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES –  O novo inquérito é o terceiro pedido de investigação da Polícia Federal envolvendo Lulinha em menos de uma semana. Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde.

Segundo a PF, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria atuado em favor de interesses ligados ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. No dia seguinte, André Mendonça autorizou um segundo inquérito para apurar se Lulinha favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência, a Dataprev, e outros órgãos do governo federal.

Nesse caso, a PF investiga suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações surgiram a partir de elementos colhidos na operação “Sem Desconto”, que apura fraudes em descontos aplicados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF afirma que os novos inquéritos não tratam diretamente das fraudes nos benefícios, mas de eventuais atuações de Lulinha em favor de empresários e lobistas junto a áreas do governo federal.

POSIÇÃO DE LULA –  Segundo o blog do Valdo Cruz, interlocutores do presidente afirmaram que o petista já tem o discurso pronto: não poupa ninguém que tenha culpa no cartório, nem mesmo seu filho. A equipe de Lula diz ainda haver nenhum sinal de que Lulinha teria conseguido vantagens dentro do governo para beneficiar a amiga Roberta Luchsinger.

Os assessores reconhecem que o comando da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República irá explorar o tema, como já está fazendo, mas destacam que Lula já deu recado e seguirá na mesma linha durante todo o período eleitoral.

Brasília mostra que desta vez as eleições podem ser muito explosivas

Facção do Norte movimentou R$ 200 milhões em Brasília, aponta polícia | CNN Brasil

Polícia Civil agiu rapidamente e prender os criminosos

Vicente Limongi Netto

Trailer de terror na vida real, com planos mirabolantes para tumultuar as eleições de outubro. Cenas de pavor estavam programadas em série na capital federal. Os alvos pretendiam explodir bombas em ministérios, no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto.

A polícia civil de Brasília agiu rápido e com firmeza, prendendo membros da surpreendente quadrilha, que já mapeava detalhes das operações, com as facilidades da modernidade oferecidas pela internet.

ÁRDUO TRABALHO – As autoridades  policiais, vigilantes, têm arduo trabalho até outubro. Malucos não faltam. Engomados, também. Eleição é festa democrática. Não é palco para baderneiros e maus brasileiros.

A verdade é que, diante da vexaminosa insegurança que aumenta no país, a vida do cidadão de bem não está valendo nada. Em Brasília não é diferente. A barbárie invadiu a vida da população.  Vivemos sob o manto do medo. Acuados, amedrontados, acovardados e humilhados.

Faz tempo que a paz deu lugar para o pesadelo. Vivemos massacrados, amordaçados, envergonhados, achincalhados e desencantados. Perdemos o direito de ir e vir. Vivemos acossados, atemorizados, agoniados, horrorizados e indignados. Até quando, Santo Deus?

Blog do Limongi: Said Barbosa Dib

Said Dib deixou muitas saudades em Brasília

SAUDADES DO SAID – Era uma das figuras mais queridas de Brasília e decidiu pedir as contas cedo. O professor Said Barbosa Dib foi cedo para o outro lado da vida e nos deixou saudosos.

Ele devia deixar um pouco de lado tuas aulas de política filosofia do Oriente Médio que você dá para os anjos e peça a Deus uma folga para bebericar aqui embaixo com a imensa legião de amigos e admiradores que te amam.

Vamos juntos comemorar teus 59 anos de idade. Um quase sexagenário muito charmoso.  Sentimos falta da tua gargalhada, das tuas sacadas inteligentes, das tuas esperanças de dias melhores para os brasileiros, do teu amor a família. Das tuas reflexões corretas sobre a vida política. Do teu copo de conhaque e o cigarro entre os dedos. Da tua voz marcante repleta de bons sentimentos.

Pegue serenas nuvens e venha suave e pronto para bons momentos com todos que sentem tua falta. E beijos na sua alma.

Aos “45 minutos do segundo tempo”, Bolsonaro convenceu Michelle a disputar o Senado

Pixinguinha era assim: criava uma música genial e depois alguém fazia a letra… 

“Pixinguinha pra mim continua sendo o maior de todos os músicos populares brasileiros! Meu querido pai, com quem eu tive o privilégio de fazer música!” (Vinicius de Moraes)., Nesta publicação, temos a ...

Vinicius e Pixinguinha, gênios da MPB

Paulo Peres

Compositor, arranjador, maestro, professor, flautista e saxofonista, Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha (1897-1973), era considerado um gênio. Ele compunha as músicas e não se preocupava com as letras. Depois que as gravava, logo aparecia um poeta genial para fazer a letra.

Foi assim com “Carinhoso”, em 1928, que nove anos depois, ganhou letra de Braguinha (1907/2006) e se tornou um das músicas brasileiras com maior número de gravações (411).

O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta Vinícius de Moraes (1913-1980), fez o mesmo com o choro “Lamento”, também composto por Pixinguinha em 1928, e somente em 1962  ganhou letra feita por Vinícius de Moraes.  Elizeth Cardoso foi a primeira a cantora a gravar “Lamento”, no LP Muito Elizeth, em 1966, pela Copacabana.

LAMENTO
Pixinguinha e Vinícius de Moraes

Morena, tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão te esquecer
Mas olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em prantos, sou tão infeliz
Não há coisa mais triste, meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz

Sozinho, morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem, fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque eu estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda neste mundo
Que o meu carinho por você

Morena, tem pena…

Patrimônio de Jaques Wagner cresce 630% em oito anos em meio à investigação da PF

Mesmo após decisão do PP, Tereza Cristina não descarta vice de Flávio Bolsonaro

PF investiga repasse de empresária ligada a Lulinha para ex-chefe de gabinete presidencial

Ex-assessor diz que valor foi empréstimo pessoal já quitado

Mariana Muniz
O Globo

A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. Ele diz que recebeu os valores, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo, posteriormente quitado.

Roberta é investigada pela PF em casos que envolvem Lulinha, como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primogênito do petista é alvo de três inquéritos abertos desde a semana passada por suspeita de cometer o crime de tráfico de influência.

FORA DO CARGO – O pagamento a Marcola foi revelado pelo Poder360 e confirmado pelo O Globo. Oficialmente, o auxiliar de Lula deixou o cargo no Palácio do Planalto para dedicar-se à campanha à reeleição do petista. Procurada, a defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou.

Lulinha é suspeito de ter atuado com Roberta junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal. O filho do presidente da República e Roberta também mantiveram relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos no contracheque de aposentados.

ORIGEM E FINALIDADE – Os investigadores buscam esclarecer a origem e a finalidade dos recursos transferidos por Roberta. A empresária é apontada pela PF como uma pessoa responsável por prospectar contratos governamentais. Em depoimento prestado em um dos casos nos quais é investigada, Roberta afirmou que nunca repassou recursos ao filho do presidente e negou qualquer irregularidade em sua atuação profissional.

Em nota publicada pela coluna de Lauro Jardim, do O Globo, Marcola confirmou ter recebido um empréstimo e alegou que a operação não teve relação com suas funções no governo. “Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, diz a nota.

NOVO INQUÉRITO – Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito contra Lulinha após a PF fazer citações ao gabinete presidencial. Lulinha nega qualquer irregularidade, enquanto o seu pai, o presidente da República, afirmou que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”. A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio.

A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, também faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. Lulinha começou a ser investigado a partir do avanço da Operação Sem Desconto, escândalo que gera grande preocupação no governo desde o ano passado.

Lula busca encontrar realizações para ampliar seu legado além do Bolsa Família

Flávio termina convenções sem vice e com aliados resistentes à sua candidatura

No Brasil, todo projeto destina-se ao fracasso, porque o país ficou inviável

Charges - UM BRASIL

Charge do Galhardo (Um Brasil)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Diante do pânico europeu e americano com a possibilidade de que o mundo melhor, tal como se pensou nas últimas décadas e séculos, venha a ruir, nós, brasileiros, temos uma grande vantagem adaptativa: sempre soubemos que o mundo nunca deu certo porque o Brasil nunca deu certo e nunca dará.

Um projeto de país aqui não passa de um tique nervoso, quando não apenas um nicho de mercado, entre outros.

VANGUARDA DO BEM – Alguns de nós, principalmente os bonzinhos, bonitinhos e inteligentinhos, fingem que não sabem como nós, brasileiros comuns, que o Brasil nunca deu certo e nunca dará. Protegidos pelos seus lobbies e seus bancos, têm o luxo de se vender como a vanguarda do bem no país.

O Carnaval no Brasil, quanto mais cresce como festa “popular”, mais se revela como uma celebração orgiástica do fim do mundo, regada a cachaça, fezes e urina. Pode-se exceder em tudo porque, na verdade, nunca houve Quarta-Feira de Cinzas aqui, já que entre nós a “consciência do pecado” nunca pegou —não há pecado abaixo do Equador, lembra?

Como diz um amigo meu esquisito, se Jesus Cristo viesse ao Brasil, se corromperia e entraria no esquema do Master, apesar de, ao mesmo tempo, posar de crítico da desigualdade e defender a democracia.

MORAL CORROÍDA – Este caráter corrosivo da moral tem sido o eixo dinâmico da nossa cultura. Onde, em terras alheias, se dá, muitas vezes, um combate constante entre Deus e o Diabo, cá, em nossas terras, nem o Diabo consegue cavar raízes, se dele tivermos a imagem de alguma coerência em sua atitude.

 Cá, a coerência seria uma fraqueza, na melhor das hipóteses, uma farsa barata. A “vida ética”, tão decantada na filosofia, cá se faz comportamento não adaptativo. Entre nós, a “vida ética” se fez puro marketing de causa.

Sabe-se muito bem que o patriotismo, ou nacionalismo — que não nos cansem com as diferenças conceituais entre um e outro — é o último reduto dos canalhas. Em 2022, patriotas eram os que pediam intervenção militar diante da derrota do Bolsonaro. Hoje, o mesmo adjetivo é aplicado àqueles que elegem a soberania nacional como eixo da sua campanha para presidência pela enésima vez — o Lula.

FALSA SOBERANIA -Toda vez que você ouvir alguém falar, com glória, a palavra “soberania” nos tempos vindouros, saiba que você está diante de um mentiroso. Dessa vez, pouco se dirá acerca dessa retórica falsa lulista, afora os bolsonaristas que viram seu máximo valor —a pátria— roubado deles.

Há que se reconhecer que, na boca dos bolsonaristas, este suposto valor sempre soou como a palavra de um bufão. Todavia, o Lula não deve se preocupar, porque para ele sempre se passará pano.

O Brasil desmoraliza qualquer iniciativa supostamente ética em política ou no que quer que seja. Por exemplo, a premissa republicana de que deva existir uma independência entre os três poderes — executivo, legislativo e judiciário — a fim de preservarmos a mecânica dos freios e contrapesos que um oferece aos demais, e vice-versa, se dissolve numa convergência canalha à luz do dia.

PODRES PODERES – O conluio babilônico em Brasília entre os integrantes dos três Poderes é regra geral de comportamento pessoal e institucional. Só os fracos não repetem essa compulsão à corrupção do caráter. O país pratica o niilismo em escala nacional. Se o Brasil é, de fato, o país do futuro, o é por conta do fracasso humano de se elevar acima das suas concupiscências mais comezinhas.

Até o mito do progresso entre nós se revela ainda mais na sua condição de mito. Se a corrupção de caráter sempre nos devastou, hoje ela se fez um sistema racional de conduta, abarcando instituições responsáveis pela civilização, assim como carreiras profissionais aspiracionais.

A impressão é de que, diferente do rei Midas —que transformava tudo que tocava em ouro, devido ao seu anseio patológico por riqueza—, cá, tudo que a esmagadora maioria daqueles que têm alguma forma de poder toca, transforma-se em nada. Daí o niilismo como inconsciente nacional.

HOMEM NIILISTA – Se um dia se disse que o brasileiro era o homem cordial, hoje o brasileiro se fez homem niilista. Com um sorriso na face, que vai de amargo ao cínico — no sentido do senso comum e não da filosofia grega — seguimos o dia a dia nos defendendo do poder em larga escala.

Se os grandes gregos, como diz o rei Agamemnon na tragédia maravilhosa e tocante de Eurípedes “Ifigênia em Aulis”, deveriam invejar os humildes, nascidos entre os obscuros do mundo, porque eles não eram obrigados a enxergar o real tal como ele é; cá só os cegos verão o futuro. No Brasil, há que se preservar as virtudes mais primevas, como a coragem, a humildade e a vergonha.

OEA vai apurar venda de emissora de TV a Roberto Marinho por apenas 35 dólares

Roberto Marinho comprou a TV Globo de São Paulo por 35 dólares. Com documentação falsa. E o STJ confirmou a transação

Marinho declarou à Justiça ter comprado a TV por 35 dólares

Carlos Newton;

Herdeiros dos antigos controladores da TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, canal 5), estão encaminhando representação à Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), pedindo que analise e julgue a documentação da transferência dos direitos dos acionistas fundadores daquela emissora, em favor do empresário Roberto Marinho, numa negociação que teria sido concretizada pelo valor equivalente a apenas 35 dólares.

Eram 673 acionistas, que jamais receberam qualquer pagamento pela suposta venda, promovida com documentação falsa usada para dar ares de legalidade a atos absolutamente ilícitos, com o explícito apoio da ditadura militar, e que agora, com suporte em parecer do Ministério das Comunicações, acabam de ser declarados oficialmente legais.

UM CLARO CONLUIO – O parecer ministerial demonstra claramente a existência de um conluio entre a Globo e o governo Lula. Na opinião dos diretores técnicos do Ministério das Comunicações, “à época da prática dos atos narrados, houve cumprimento das exigências legais e administrativas então vigentes, com o aval do órgão de Consultoria Jurídica”.  E acentuam:

“Da análise dos fundamentos jurídicos apresentados pelo peticionário, verifica-se que a discussão cinge-se aos atos ilícitos supostamente praticados pelo jornalista Roberto Marinho para aquisição de ações da Rádio Televisão Paulista S/A, atual TV Globo de São Paulo. Esses fatos dizem respeito ao direito dos acionistas da concessionária que teriam sido lesados pela conduta ilícita imputada ao jornalista. Eventual irregularidade não tem o condão de macular a outorga do serviço, pois não foi relatada qualquer ilicitude no processo de concessão ou de renovação da outorga”.

FORA DA LEI – Ao contrário do que diz o parecer, as graves ilegalidades, cometidas a partir de 1964, e que se arrastaram por anos, estão bem à vista nos autos dos processos administrativos abertos e só foram toleradas por conveniente omissão dos golpistas de 1964, que agradeciam assim a explícita colaboração de Roberto Marinho aos militares, a ponto de seus três filhos terem publicado em 31 de gosto de 2013 um editorial dizendo que o apoio do pai ao regime militar foi um erro.

O editorial na primeira página de O Globo, em 31 de agosto de 2013, porém, deixou de assinalar que esse erro enriqueceu a família ilicitamente, a ponto de colocar os três filhos entre os empresários mais bem sucedidos do mundo, segundo a revista Forbes.

Mas os herdeiros dos controladores da TV Paulista, que foram prejudicados por Marinho, jamais se conformaram a abriram diversos processo contra ele e a Rede Globo.

AÇÃO “IMPROCEDENTE” – Na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, tramitou a Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, proposta pela família Ortiz Monteiro, mas julgada improcedente, sob alegação de que a TV Paulista teria sido adquirida da família Ortiz Monteiro pelo sr. Roberto Marinho, em 5 de dezembro de 1964, por Cr$ 60.396,00 (equivalentes a 35 dólares).

A sentença, transitada em julgado, contrariou reiterada afirmação do próprio Roberto Marinho nos autos processuais de 5.000 páginas, ao revelar que “jamais houve negócio de compra e venda de ações entre ele e Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro, e desse modo sequer poderia a julgadora declarar o vício de um negócio que jamais existiu”.

A controvérsia deriva do fato de que, dois meses antes, Roberto Marinho tinha firmado um contrato de gaveta, não levado ao conhecimento dos governantes da época, e segundo o qual o empresário Victor Costa Júnior, não acionista da emissora, já lhe teria vendido o capital majoritário da emissora, supostamente recebido por herança, o que se provou impossível, visto que seu pai, falecido em 1959, segundo o próprio Ministério das Comunicações, jamais possuiu ações majoritárias da emissora que viria a ser a mais importante do Grupo Globo.

FALSO “USUCAPIÃO” – Preocupada com as falsidades documentais usadas para fundamentar o apossamento da outorga e do controle societário da empresa, a defesa de Roberto Marinho não titubeou e chegou ao requinte de argumentar que, na pior das hipóteses, o empresário deveria ser considerado legítimo proprietário da concessão e da outorga da emissora por “usucapião”, pois já tinha a TV Paulista sob seu domínio há muitos anos, embora seja impossível transmitir concessão pública por simples ocupação.

A fraude cometida em 1965 por Roberto Marinho é mais do que flagrante e agora caberá à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA avaliar se o governo brasileiro, no caso em tela, feriu direitos humanos e de propriedade, ao chancelar entendimento absolutamente equivocado do Ministério das Comunicações de que, no caso da transferência do controle da Rádio Televisão Paulista S/A para o sr. Roberto Marinho, entre 1964 e 1977, todas as exigências legais e administrativas foram cumpridas, uma vez que as operações autorizadas pelo Ministério se deram de forma regular e seguindo os ditames legais necessários, acompanhados dos pareceres do competente órgão jurídico e dos atos obrigatórios à sua regularidade”.

MISSÃO IMPOSSÍVEL – Não vai ser fácil provar que é regular e legal um pedido de transferência de outorga de concessão e de controle de emissora de televisão, lastreado em Assembleia-Geral Extraordinária,  sem a presença de acionistas reais, com a presença de acionistas já mortos há anos e “representados” por um falso outorgado, titular de apenas duas ações num total de 30.000, e signatário exclusivo do viciado ato assemblear, posteriormente, aprovado pela presidência da República na época e agora reavaliado como “regular”.

Com base nas doutrinas e nos princípios universais do Direito, a OEA terá de se posicionar-se ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, em acórdãosobre a questão, salientou que “não pode ter subsistência um negócio jurídico cujo proprietário da coisa objeto do negócio sequer participou dacogitada alienação. A entender-se de outra forma estar-se-ia proclamando a legalidade do enriquecimento ilícito, o que não é possível sancionar-se, irrefutavelmente”.

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P.S. 1A OEA deverá levar em consideração o fato de que as instalações da TV Paulista, em São Paulo, foram 
consumidas por um incêndio em 1969, e o seguro rendeu a Marinho cerca de US$ 7 milhões. que corresponderiam hoje a US$ 63 milhões. 

P.S. 2A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, se quiser, poderá ter acesso a um documentário de 85 minutos que descreve todo o portfólio de ilegalidades criadas e implementadas pelos novos donos da emissora, sem nenhuma reação das autoridades.

P.S. 3 – Para pressionar a família Ortiz Monteiro a desistir da ação, a Globo, na condição de ré, fez uso de um expediente devastador: deu à causa em 2001 o valor de R$ 70 milhões certa de que levaria os verdadeiros donos da emissora a desistirem da batalha judicia. Aplicando-se IPCA, entre 2001 e 2026, mais juros mensais de apenas meio por cento, chegaríamos ao total de cerca de R$600 milhões. Mas o Tribunal de Justiça do Rio, por unanimidade, indeferiu essa pretensão da família Marinho. O processo está disponível no portal do TJ-RJ. Vale a pena acessá-lo. (C.N.)

MP Eleitoral pede ao TRE-SP que barre candidatura de Ricardo Salles ao Senado

Governo do RN tira R$ 25,7 milhões da Educação para bancar penduricalhos na Justiça

Mercadante contesta Flávio e diz que governo Lula investiu 80% mais em São Paulo

PF pede terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Flávio diz que aceitará o resultado, mas volta a questionar as urnas eletrônicas

Flávio não citou quais seriam as vulnerabilidades da urnas

Deu no G1

O senador Flávio Bolsonaro (PL-DF), candidato à Presidência da República, afirmou que aceitará o resultado das eleições de outubro e disse que acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, atuará de forma imparcial no pleito.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, após ser questionado sobre críticas às urnas eletrônicas e dúvidas que levantou em relação ao sistema eletrônico de votação. “Eu vou aceitar. Vou concorrer com essas regras e eu tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, afirmou Flávio.

DÚVIDAS – Ao longo da entrevista, Flávio levantou dúvidas sobre a segurança do sistema eletrônico de votação do Brasil e defendeu o aumento de mecanismos de segurança e transparência no processo eleitoral, sem citar quais seriam as vulnerabilidades das urnas.

Segundo Flávio, seu posicionamento não representa um ataque às urnas eletrônicas, mas uma cobrança por aprimoramentos no sistema. “O que eu sempre pedi, e foi o que o Bolsonaro sempre pediu, foi mais segurança e transparência. Mais nada além disso”, disse.

REUNIÃO COM DIPLOMATAS – O candidato também comentou a repercussão de uma reunião com diplomatas estrangeiros, na qual afirmou que as urnas brasileiras seriam fabricadas pela empresa Smartmatic, que teria atuado de forma fraudulenta nas eleições da Venezuela, segundo Flávio.

“Essa parte eu me equivoquei, não produziu. Mas eu estou pedindo apenas isso [aumento da segurança das urnas]. Qual é a dificuldade de você botar uma camada a mais em segurança, mais transparência?”, afirmou.

Flávio disse que a negativa de visto a dois integrantes do governo dos Estados Unidos que viriam ao Brasil – citados em reportagem do jornal “The Washington Post” como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro – “passa a impressão que está escondendo alguma coisa”.

VÍDEO DE MICHELLE – Flávio Bolsonaro foi questionado sobre o motivo que levou a ex-primeira-dama a gravar e tornar público um vídeo em que disse ter sido maltratada e humilhada por Flávio, o filho de Bolsonaro afirmou que não poderia dizer “o que se passa na cabeça” de Michelle. “Acho que ela estava insegura com relação a minha candidatura e agiu dessa forma”, disse Flávio.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre uma possível anistia para os envolvidos na trama golpista de 2022, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio afirmou que, se eleito, tentará aprovar a anistia no Congresso Nacional na transição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o próximo mandato.

Vexame! Gonet tentou barrar apreensão de relógios e dinheiro com Jaques Wagner

Na minha opinião, ainda existe muita diferença entre a direita e a esquerda

Tribuna da Internet | Datafolha: direita ultrapassa esquerda pela primeira  vez em mais de uma década

Charge do Zé Dassilva (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Não se pode fugir à realidade – esquerda e direita distinguem as linhas políticas que cada político e que cada eleitor segue. A direita defende diminuir custos no lombo dos mais pobres e não taxar os milionários, dizem que é aumentar impostos.

A esquerda defende que diminuir custo só ocorre se acabar com as desonerações fiscais e taxar os mais ricos;  

MAIS DIFERENÇAS – A direita defende a venda das empresas estatais estratégicas a preço de banana à iniciativa privada, que não tem compromisso com o problema social nem com o país. Já a esquerda defende que o governo deve ter em mãos as empresas estratégicas de base e de utilidade pública para regular o mercado e alavancar a economia

A direita defende o Brasil ser subserviente à potência estrangeira, os EUA, fragilizando nossa soberania, para se tornar fundo de quintal da potência estrangeira; a esquerda defende a soberania nacional, o desenvolvimento e o humanismo; A direita usa o discurso de ódio, é adepta de golpes e é elitista;

A esquerda defende a democracia, o progressismo e humanismo. Todos os golpes e tentativas de golpes no Brasil foram dados pela direita.

NOVENTA ANOS – O escritor, cronista e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, da Academia Brasileira de Letras, acaba de entrar em campo como noventão e  mostra sua inabalável fibra, nesta mensagem ao colunista da Tribuna: 

Vicente,

Envolvido por abraços e afagos de amigos (agora)  como você e outros da imprensa (estou nela desde 1952), vivo meu terceiro dia como noventão.  

Sobrevivo graças a Marcia, minha mulher há 44 anos, aos filhos, netos, os amigos como você, e também os leitores. E claro, também aos que não gostam de mim, porque, sem eles, como sobreviver sem ter um tanto de raiva? No entanto, descubro que há mais pessoas que gostam do que desgostam. 

Importante é lutar a cada momento para se superar. Mas esta é a vida, é divertido estar atento e lutar a cada momento para se afirmar. Muita confiança, certeza e “me acho” levam ao fundo do poço.

Baita abraço do Ignácio

Amiga de Lulinha fez 41 visitas fora da agenda a órgãos do governo, aponta investigação

Tom Jobim e a canção que terminou sua amizade com Ronaldo Bôscoli

Ary Barroso, Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra numa imagem que sintetiza o surgimento da bossa nova, abençoada pela geração anterior - Rio de Janeiro, RJ / 1960. Em 1960, a

Ary Barroso, Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra

Paulo Peres
Poemas & Canções

O maestro, instrumentista, arranjador, cantor e compositor carioca Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994) é considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira e um dos criadores do movimento da bossa nova.

A letra da música “Luiza” é impregnada de amor e sexo. Tom estava com dificuldade para terminar a letra e pediu ajuda a Ronaldo Bôscoli, que concebeu um encerramento genial: “E um raio de sol/ Nos teus cabelos/ Como um brilhante que partindo a luz/ Explode em sete cores/ Revelando então os sete mil amores/ Que eu guardei somente pra te dar, Luiza“.

Tom esqueceu de dar a coautoria a Bôscoli, que ficou decepcionado e pôs fim à amizade que os dois tinham.

Esta música faz parte do LP Elis & Tom, gravado, em 1974, pela Philips.

LUIZA
Tom Jobim

Rua
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve
mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar, Luiza
Luiza
Luiza