Supremo enfrenta uma grave crise que coloca sua própria credibilidade à prova

Impedimento de Moraes e Mendonça pode obrigar o STF a libertar Vorcaro

'Cargo não confere privilégio', diz Fachin após PF mostrar elo entre Moraes  e Vorcaro

Fachin não conhece o Regimento e cometeu grave erro

Jorge Béja

Após o litígio que Alexandre de Moraes pediu que fosse instaurado contra André Mendonça, o caso “Master-Vorcaro” e outros mais que lhe sejam conexos, todos ficam, obrigatoriamente, paralisados no Supremo Tribunal Federal.

Nada pode seguir adiante, seja investigação, inquérito criminal, ação penal, ou qualquer outro procedimento, nominado e inominado.

EFEITOS LEGAIS – Na forma da lei,essa suspensão do curso dos procedimentos — e enquanto estes durarem —implicará, necessariamente, na libertação de quem estiver preso e no desfazimento de qualquer outra medida coercitiva contra pessoas ou coisas que tenham sido alvos de medidas determinadas pela Corte e/ou um de seus membros no inquérito de Master-Vorcaro.

Não é um detalhe. É consequência de quem conhece e está atento ao que acontece. Isto porque, composto por 11 ministros, o STF desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, passou a ter apenas 10 ministros. E assim, incompleta na sua plenitude, a Corte tem funcionado.

Mas nem todos os 10 ministros estão aptos, livres e desimpedidos para decidirem a respeito do caso “Master-Vorcaro” e as investigações que lhe são conexas.

TRÊS IMPEDIDOS – Vejamos: Dias Toffoli se afastou ou foi rigorosamente afastado. E agora, caso não bastasse o impedimento naturalíssimo e gritante de Moraes, em razão dos contatos e contratos de Vorcaro com ele próprio e do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa do ministro, conforme noticiado e nunca contestado, Moraes decidiu pedir abertura de litígio contra o ministro Mendonça.

E tanto é o suficiente, também, para o afastamento de ambos — Moraes e Mendonça — de qualquer investigação relacionada ao caso “Master-Vorcaro” e outros conexos.

DIZ O REGIMENTO – Assim, com o impedimento de mais dois ministros (Moraes e Mendonça) somado ao afastamento de Toffoli, o plenário da Corte passa a ser composta de sete ministros.

E com apenas sete ministros, o STF fica impossibilitado de se reunir para decidir o que for a respeito do referido caso. Está determinado no Regimento Interno do STF que é exigida a presença de pelo menos 8 (oito) ministros (dois terços de seus membros) para iniciar julgamento de matéria constitucional. Ao passo que no tocante às Turmas, cada uma composta de 5 ministros, o quórum mínimo exigido é de 3 ministros.

Aí está o que não é detalhe, mas fato de suma relevância que certamente os advogados saberão sustentar em benefício de seus constituintes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Nenhum magistrado ou professor de Advocacia pode se vangloriar e dizer que conhece todas as leis. É mentira. Ninguém sabe tudo, embora exista a máxima latina de que “iura novit curia” (o juiz conhece a lei). Para realmente saber, o operador de Direito tem de estudar e ser um eterno aprendiz. É isso que Jorge Béja faz, a ponto de surpreender até os ministros do Supremo. Esta aula que Béja nos oferece vai causar espanto aos membros do STF, especialmente ao presidente Fachin, que deveria ter recusado liminarmente a denúncia descabida de Moraes contra Mendonça. (C.N.)

Após a indecorosa foto de ministros dando gargalhadas, STF cerceia ação da imprensa

Quatro homens vestidos com ternos escuros conversam e sorriem em um ambiente interno com parede clara ao fundo. Três deles estão de frente para a câmera, enquanto um tem as costas voltadas. A iluminação destaca os rostos e expressões de interação entre eles.

Supremo vive sua maior crise, mas o clima de festa continua

Deu na Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) limitou nesta quinta-feira (3) o acesso de fotógrafos à marquise do edifício-sede da corte. O bloqueio ocorre após o flagrante de ministros conversando e rindo às gargalhadas em meio à crise decorrente da revelação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo Alexandre de Moraes.

O fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, registrou o momento ao final da sessão plenária de quarta (2) pela fresta da cortina. O STF foi procurado pela Folha na noite desta quinta, mas não se manifestou. A imagem incluiu Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, de frente, rindo. De costas, o presidente da corte, Luiz Edson Fachin, quase caindo para trás.

BLOQUEIO TOTAL – Durante a tarde desta quinta, seguranças da corte impediram a aproximação de repórteres fotográficos das vidraças, pedindo explicitamente para que não mirassem por meio delas e que se afastassem….

O clima ruim entre os integrantes da corte atingiu o auge nesta quinta-feira, porque Moraes pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).

E o presidente Fachin determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações em até cinco dias sobre o relatório da Polícia Federal a respeito das mensagens enviadas por Vorcaro e que apontam Moraes como interlocutor.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Como dizia o historiador Capistrano de Abreu em sua Constituição de apenas dois artigos, “todo brasileiro deve ter vergonha na cara” e “revogam-se as disposições em contrário”. Afinal, dar gargalhadas num momento de crise tão grave equivale a fazer o mesmo em velório de sumo pontífice. A cena demonstra a que ponto chegou a desfaçatez da Suprema Corte brasileira. (C.N.)

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Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)

Carlos Newton

A avalanche sobre Brasília é pior do que as neves que desabaram sobre o Nepal, porque o fenômeno que arrasa os três Poderes no Brasil está apenas começando e ainda vai durar muito tempo, até ocorrer uma limpeza das instituições. Justamente por isso, já se esperava que, nesta quarta-feira, a reunião do plenário fosse como um velório de madre-superiora, com todos os ministros sofridamente compungidos, sem arriscar comentários sobre a tragédia da corrupção generalizada.

O ainda ministro Alexandre de Moraes não derramou uma só lágrima. Pelo contrário, deu gargalhada na hora do cafezinho, ao conversar com Gilmar, Zanin e Fachin, vejam como essa gente é solidária na impunidade. Na sessão, o presidente Édson Fachin nem tocou no assunto. Ficou quieto, respeitando a estratégia de Moraes, que não aceitou tocar no assunto antes de passar ao ataque, com uma desfaçatez extraordinária, acusando Mendonça de “abuso de autoridade”.

PORCARIADA – A embromação vai continuar. Cedo ou tarde, porém, Fachin terá de colocar em votação o pedido do relator André Mendonça, para abrir investigação sobre Moraes e quem estiver próximo a ele na banca de negócios aberta para atender o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, que emporcalhou os três Poderes, fazendo jus a seu sobrenome.

Em italiano, Vorcaro é uma derivação de Porcaro, que deriva do latim “porcus” com o sufixo “aro”, que indica ocupação, significando “porqueiro” em português.

Assim, cabe ao Supremo limpar inicialmente sua porcariada corporativa, para depois ter condições de conduzir a lavagem do Legislativo e do Executivo, que não ficam a dever em matéria de corrupção e leniência administrativa, nesta deprimente fase da vida pública, que se confunde com a privada.

RÁPÍDO NO GATILHO – O ministro Gilmar Mendes (ele, sempre ele) não conseguiu se conter. Antes mesmo de Moraes revidar, Gilmar foi rápido no gatilho e procurou o presidente Lula da Silva para fazer uma sugestão de caráter emergencial, que a seu ver seria capaz de limpar a barra suja dos três Poderes.

Para começar, disse que a culpa desse chiqueiro é do ministro André Mendonça, que estaria conduzindo o inquérito do Banco Master de tal forma que caberia até impetrar um mandado de segurança contra as decisões dele.

Alegou que Mendonça errara ao colher depoimento de Vorcaro sem a presença da Polícia Federal. Além disso, o relator nem poderia dar prosseguimento ao caso, porque os novos relatórios da PF foram rejeitados pelo procuradoria-geral Paulo Gonet.

PROPOSTA INDECENTE – Segundo a jornalista Rossean Kennedy, do Estadão, a quem Gilmar mandou vazar a notícia, Lula perguntou o que fazer e Gilmar então propôs uma ação institucional conjunta, a ser orquestrada pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. com o presidente do STF, Edson Fachin, tendo participação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e também do procurador Paulo Gonet, é claro, que nem chegou a ser citado, mas está dentro do esquema, porque chegou à PGR por indicação de Gilmar, de quem foi colega e sócio na Faculdade de Direito que os dois criaram.

Trata-se, é claro, de uma solução ditatorial, que simplesmente afronta o Estado de Direito, num golpe pior do que aquele que Jair Bolsonaro planejou fazer, mas acabou desistindo, e mesmo assim foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Bem, amigos,  quando nem mesmo Gilmar Mendes consegue uma solução cabível, é porque essa possibilidade não existe, está sendo criada no momento, inteiramente ao arrepio da lei.

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P.S.
– O fato concreto é que o ministro André Mendonça tornou-se uma espécie de Davi enfrentando Golias. Terrivelmente religioso, formado em Teologia e atuando como ministro presbiteriano, sem receber pagamentos, ele demonstra impressionante coragem e está enfrentando a corja dos três Poderes, para passar o país a limpo. Mas precisará ter o apoio dos homens de boa vontade, para conseguir vencer os cavaleiros do Apocalipse, que se apoderaram do Brasil. Depois voltaremos ao assunto, para analisar como Mendonça está atuando. (C.N.)

No desespero, Moraes tenta acusar Mendonça por “abuso de autoridade”

Moraes admite erro e autoriza parte de campanha do governo - Revista Oeste

Apanhado em flagrante, Moraes não sabe mais o que fazer

Luísa Martins e Ana Pompeu
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).

O despacho foi assinado no âmbito do inquérito das fake news e encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, para providências. Moraes afirma que Mendonça agiu para direcionar as investigações, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”.

MOTIVOS PESSOAIS – De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares” a serem apresentadas pela Polícia Federal. Esses alvos seriam o próprio Moraes e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A medida é tomada por Moraes dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta o colega como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar Moraes. Procurado após o pedido de Moraes a Fachin, Mendonça ainda não se manifestou.

NULIDADES – Fachin decidiu abrir um procedimento para esclarecer as nulidades alegadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), solicitando a todos os envolvidos, inclusive a Moraes e Mendonça, manifestações em até cinco dias úteis.

Segundo Moraes, há por parte de Mendonça “indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial, manifestados em direcionamento temático de intensidade progressiva quanto a linha investigativa determinada”, além de “quebra da cadeia de custódia das provas apreendidas”.

Moraes afirmou que, no curso da investigação, Mendonça ameaçou afastar do cargo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet — este último por “proximidade com o ministro Gilmar Mendes que o tornaria indigno de confiança”.

DIZ MORAES – Para justificar a decisão no âmbito do inquérito das fake news, Moraes diz que constatou “a existência de notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo, de seus membros e familiares”.

O ministro diz que relatórios de inteligência registrados nos sistemas da PF apontam para a imputação falsa de crimes em relação a Rodrigues, Gonet, Moraes e Gilmar, com citações também aos ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Os relatórios de inteligência, de acordo com Moraes, dizem que Mendonça teria determinado medidas que prejudicaram a cadeia de custódia das provas, atropelando as competências das autoridades policiais, o que acabou gerando tratamento assimétrico entre investigados, com prazos variados a depender do alvo.

RELATÓRIO DA PF – “O juízo relator vem exercendo poderes típicos de presidência da investigação, e não de supervisão judicial”, diz o relatório da PF, citando como exemplo a ordem de Mendonça para ter acesso ao material bruto da investigação.

A PF conclui que o resultado prático da atuação de Mendonça “é a atuação do julgador como investigador”, pois o ministro estava apto a explorar direta e irrestritamente todo o acervo de provas, algo que não é franqueado, por exemplo, às defesas dos investigados.

“O formato exigido é, em si, um indicativo: destina-se a consulta e análise de teor”, diz a PF, sinalizando que a partir disso Mendonça poderia selecionar, suprimir ou manipular as documentações que embasam os inquéritos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Moraes está completamente desesperado, porque as mensagens entre ele e o banqueiro Vorcaro falam por si, nem é preciso acusá-lo de nada, porque o próprio ministro se incriminou por advocacia administrativa e outras graves infrações, emporcalhando a toga do Supremo, que é o manto sagrado da magistratura. Agora, na undécima hora, Moraes tenta transformar Mendonça em criminoso e ele próprio em vítima. Mas a verdade está tão clara e cristalina que não dá mais para ocultá-la. Moraes já era. Apenas isso. (C.N.)

PGR fecha delação de operador que detalhou repasses de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro

André Mendonça agiria com igual rigor se os investigados fossem bolsonaristas?

Nani Humor: ANDRÉ MENDONÇA

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

A pena brilhante do jornalista Cláudio Magnavita (Correio da Manhã de 03/09) abriu as portas do céu para o imaculado ministro André Mendonça. O próximo passo seria junto ao Vaticano, para canonizar o santo Mendonça e mandar Alexandre de Moraes arder no inferno. Porém, Mendonça não é católico e, portanto, não pode ser santificado

Santificado ou não, de qualquer forma, o Judiciário brasileiro estará finalmente salvo do mar de injúrias e infâmias. Fica a pergunta, azucrinando os ouvidos, a paciência e corações dos patriotas brasileiros:

André Mendonça agiria da mesma forma, autorizando vazamentos de inquéritos sigilosos, se tivesse sido nomeado para o STF por Lula e não pelo golpista, condenado e preso, Jair Bolsonaro, que por acaso tem um filho disputando a Presidência da República? 

HORÁRIO ELEITORAL – A maioria esmagadora dos candidatos bem situados nas pesquisas em Brasília para deputado distrital e federal, estranhamente, aparecem pouco ou raramente na propaganda eleitoral na televisão.

Candidatos bem avaliados para as duas casas legislativas, como mostra o Correio Braziliense do dia 3, estão disputando a reeleição. Nomes que o eleitor conhece bem e confia neles. Como Alberto Fraga, Rodrigo Rolemberg, Chico Vigilante e Fábio Linhares, indicando que vai retribuir, nas urnas de outubro, o trabalho e os esforços que dedicam a população.

Na propaganda na televisão, porém, desfila um monte de candidatos exóticos, berrando, com promessas mirabolantes, que não atraem nem cativam o eleitorado. Fiquei espantado e triste, vendo na televisão um eterno craque, da seleção e do Fluminense, Washington  “Coração de Leão”, pedindo votos para deputado federal. Ao que tudo indica, sem êxito.

Chamada de pilantra por Lula, lobista amiga de Lulinha vira ameaça de curto-circuito

Roberta não gostou de Lula dizer que não a conhecia

Malu Gaspar
O Globo

Desde que o presidente Lula (PT) chamou a lobista Roberta Luchsinger de pilantra durante a sabatina da TV Globo, na semana passada, o clima nos bastidores da campanha petista é de tensão. Como informou a colunista Bela Megale, aliados do presidente têm procurado contê-la para que não revide o ataque publicamente, especialmente dando entrevistas.

Mas segundo pessoas próximas da lobista, a principal razão pela qual ela ficou possessa não foi ser chamada de “pilantra”. O que mais causou indignação e mágoa foi Lula ter dito que não a conhecia e que não eram próximos. “Eu não conheço essa moça (Roberta Luchsinger), nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, afirmou ele.

“ROLEZEIRA” – “Estão querendo dar a impressão de que ela era uma rolezeira em Brasília, se infiltrando nos bastidores do poder, mas ela era do convívio dessas pessoas – e isso não é de agora. Mais do que rifar ela, Lula a menosprezou”, diz uma fonte que acompanha de perto os desdobramentos da crise.

Sobre a proximidade com Roberta, Lula foi desmentido quase em tempo real. Minutos após a fala, espalharam-se pelas redes sociais fotos de Lula com Roberta em diferentes situações, inclusive beijando a mão dele e o abraçando junto com a primeira-dama Janja.

Nas mensagens de Roberta captadas pela Polícia Federal no celular apreendido em dezembro de 2025, a lobista diz: “eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”. De acordo com as investigações, a frase demonstra que ela tinha “aparente autorização” para atuar em nome de Lulinha.

SOCIEDADE INFORMAL – As suspeitas da PF, descritas nas representações que baseiam os inquéritos já abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar tráfico de influência e corrupção, é de que Roberta tivesse uma sociedade informal com Lulinha e o ex-chefe de gabinete do presidente da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, para trabalhar pelos interesses de empresas e governos junto ao Palácio do Planalto, vendendo acesso e fechando contratos.

Um desses contratos é o do canabidiol, com a empresa World Cannabis. Outro, da 3Sytructre. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, ela também atuou com Lulinha para marcar reuniões para o governador do Maranhão, Carlos Brandão, com o presidente Lula no Planalto.

Só pelo o que já se sabe até agora, portanto, Roberta tem material para causar bastante estrago na campanha de Lula. Por enquanto, ao que parece, ela ainda não decidiu se dará esse passo. Mas a mera ameaça já provoca curto circuito no lulismo.

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Vorcaro quer “falar muito mais”, porém a dercrença nele envazia nova tentativa de delação

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Gilmar pede que Lula bloqueie Mendonça e manipule a apuração da Polícia Federal

Lula se encontra com Gilmar em meio à crise envolvendo Moraes

Gilmar tenta convencer Lula a intervir na Polícia Federal

Roseann Kennedy
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para orientá-lo sobre a crise entre a Corte e a Polícia Federal (PF). No encontro, segundo apurou a Coluna do Estadão, ele defendeu que a corporação reaja a determinações do ministro André Mendonça quando as considerar excessivas ou ilegais.

O magistrado traçou caminhos para os passos futuros do governo diante das decisões do relator dos casos Master e do INSS, que envolve investigações sobre um dos filhos do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).

FREAR MENDONÇA – Na avaliação de Gilmar Mendes, compartilhada com Lula, o governo falhou ao não cobrar um freio nas medidas de André Mendonça desde o início. A mesma crítica foi dirigida ao Ministério da Justiça e à própria Polícia Federal.

O magistrado citou episódios específicos para ilustrar a situação. Um deles foi a decisão que impediu o acesso de investigadores da PF a parte do material apurado. O outro foi a ordem que determinou a remessa de todas as ações e processos para o gabinete do relator.

O impasse envolve também episódios anteriores de bastidores. Em julho, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chegou a solicitar ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que questionasse essas decisões de André Mendonça.

MESSIAS RECUOU – No entanto, Messias se recusou a adotar qualquer medida, argumentando que a atuação da AGU em uma causa criminal seria inédita e poderia suscitar acusação de tentativa de obstrução de justiça.

Diante desse cenário, Gilmar sustentou uma posição firme para a direção da Polícia Federal. Para ele, o diretor-geral pode declarar que ordens ilegais não serão cumpridas, recorrendo diretamente ao próprio Judiciário para que haja uma suspensão sobre a determinação.

O ministro ponderou que, em uma situação extrema, caberia até impetrar um mandado de segurança contra as decisões de André Mendonça. No entanto, ele indicou não acreditar que seja necessário chegar a esse ponto.

DENTRO DA LEI – A recomendação principal é buscar uma solução por vias institucionais. Para fundamentar essa reação, o magistrado indicou pontos já levantados no caso.

Um deles envolve os novos relatórios da PF, que foram rejeitados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O outro diz respeito ao depoimento do empresário Daniel Vorcaro prestado a Mendonça, no qual o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, é citado.

A articulação proposta prevê uma ação institucional conjunta. Ela pode ocorrer por meio do ministro da Justiça com o presidente do STF, Edson Fachin, ou em um diálogo direto entre Andrei e Fachin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Em tradução simultânea, Gilmar Mendes simplesmente propôs que o presidente Lula e apoie a consolidação definitiva da Ditadura do Supremo, que já vinha sendo emboçada por Alexandre de Moraes desde a criação ilegal do Inquérito do Fim do Mundo, aquele que não acaba nunca. Como Lula é analfabeto trilateral (de pai, mãe e vizinhança), não entendeu nada que Gilmar dizia e deu uma desculpa, dizendo que ia pensar no assunto. No desespero, Gilmar vazou a conversa para a imprensa, tentando sensibilizar Lula e levá-lo para o caminho de um golpe branco, pior do que o aquele que Bolsonaro não conseguiu dar. (C.N.)

Áudios revelam que Nikolas Ferreira buscou Vorcaro para ajuda em liberação de minério

Uma desesperada canção de amor, bem ao estilo do genial Antonio Maria 

Antônio Maria | Autores | Portal da Crônica Brasileira

Antonio Maria era um poeta extraordinário

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, cronista e compositor pernambucano Antonio Maria Araújo de Morais (1921-1964), em parceria com o cantor e compositor paraense Ismael de Araújo Silva Netto (1925-1956), escreveu um clássico do repertório da MPB: “Canção da Volta”, que retrata o arrependimento de quem tenta retomar um amor que abandonou.

Este samba-canção foi gravado por Dolores Duran, em 1954, pela Copacabana, e fez grande sucesso.

CANÇÃO DA VOLTA!
Antonio Maria e Ismael Netto

Nunca mais vou fazer
O que o meu coração pedir.
Nunca mais vou ouvir
O que o meu coração mandar.
O coração fala muito
E não sabe ajudar.
Sem refletir,
Qualquer um vai errar, penar,

Eu fiz mal em fugir,
Eu fiz mal em sair
Do que eu tinha em você.
E errei em dizer
Que não voltava mais, 
Nunca mais

Hoje eu volto vencida
A pedir pra ficar aqui.
Meu lugar é aqui,
Faz de conta que eu não saí

Depoimento de Vorcaro fora da PF levanta suspeitas e aumenta pressão sobre Mendonça

Investigadores questionam oitiva de Vorcaro

Bela Megale
O Globo

Não foi só para a Polícia Federal que Daniel Vorcaro prestou depoimento na semana passada. O banqueiro, que está preso desde março, também foi ouvido pelo gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso que investiga as fraudes do Banco Master.

O depoimento do banqueiro foi colhido por um juiz auxiliar do gabinete, sem a participação da Polícia Federal. Um representante do Ministério Público Federal participou da oitiva. Entre os nomes citados no depoimento, estava o do chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

SUSPEITAS – O fato de o depoimento ter sido realizado sem a presença da PF, que preside o inquérito sobre as fraudes do Master, levantou suspeitas entre investigadores. Há a desconfiança de que Mendonça poderia estar negociando diretamente com Vorcaro uma nova tentativa de delação premiada.

Procurado, o advogado Daniel Bialski, que é um dos representantes de Vorcaro, não respondeu aos contatos da coluna. O gabinete de Mendonça disse que “o depoimento foi realizado por requerimento expresso da defesa” de Vorcaro e que os advogados pediram a oitiva sob o argumento de que o banqueiro “relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”. O gabinete do ministro afirmou que não comentaria o conteúdo da audiência, que “é resguardado por sigilo legal”.

“A presença de representante do Ministério Público em audiências dessa natureza é exigência legal, e foi observada. Quanto à Polícia Federal, as normas do Conselho Nacional de Justiça consagram, como garantia de incolumidade física e psicológica do depoente, o afastamento da equipe policial responsável pela investigação nos atos em que ele é ouvido. Tratando-se de depoimento motivado por relato de graves intimidações, a não convocação de agentes policiais seguiu essa mesma diretriz de proteção, e não qualquer escolha de conveniência do gabinete”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

Após ser preterido para o STF, Pacheco conquista vaga vitalícia no TCU com aval do Congresso

Lula prepara fala sobre Moraes para impedir que crise no STF contamine sua campanha