Fim da picada! Ministério Público libera diárias para promotores assistirem à Copa

Charges da Copa – Junião

Charge do Junião (Arquivo Google)

Carolina Brígido
Estadão

Três promotores de Justiça do Ministério Público do Ceará (MP-CE) obtiveram autorização para acompanharem de perto a Copa do Mundo deste ano, que acontece a partir desta quinta-feira, 11, nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Eles receberam diárias e ajuda de custo que totalizaram R$ 44.409,39.

Segundo a norma do MP-CE, o valor da diária corresponde ao ressarcimento com alimentação, hospedagem e locomoção “assumidos em decorrência do desempenho eventual de atividade funcional ou institucional”. O MP cearense informou que passagens aéreas, hospedagens e ingressos para os jogos serão custeados pelos próprios promotores.

DIÁRIO OFICIAL – Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de 28 de maio o pagamento de seis diárias e ajuda de custo a Déric Funck Leite, titular da 49ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, e a Wander de Almeida Timbó, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Caucaia.

A portaria é datada de 19 de junho e foi assinada pelo subprocurador-geral de justiça de administração Francisco Diassis Alves Leitão.

A dupla acompanhará a Copa de 19 a 25 de junho. Foram pagas diárias de US$ 485 cada. Na conversão, uma diária saiu por R$ 2.453,08, segundo a cotação do Banco Central correspondente ao dia da decisão. Cada um dos promotores também recebeu uma ajuda de custo total no valor de R$ 200. O valor gasto com os dois soma R$ 29.836,98.

MAIS UM TORCEDOR – Em outra frente, uma portaria de 22 de maio, publicada no DOU de 1º de julho, registra o pagamento de R$ 14.572,41 em seis diárias para o procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Gonçalves Santos, que vai a Dallas, nos Estados Unidos, “para participar do evento Preparação da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027”. O encontro acontece entre 1º de julho até o dia 6.

Questionada pelo Estadão, a assessoria de imprensa do MP-CE informou que “a agenda possui caráter institucional e técnico, voltada ao acompanhamento de protocolos de segurança, gestão de multidões, prevenção de conflitos e articulação entre órgãos de segurança e entidades responsáveis pela organização dos eventos esportivos internacionais”.

Ainda segundo a assessoria, “as experiências observadas servirão de subsídio para o planejamento e aperfeiçoamento das ações relacionadas à realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, da qual Fortaleza será uma das cidades-sede”.

“JUSTIFICATIVA” – O MP também informou que haverá visitas técnicas e reuniões com instituições policiais das cidades que serão visitadas, a exemplo do Miami Police Department e do Dallas Police Department.

“O objetivo éconhecer protocolos de segurança, estratégias de prevenção à violência e modelos de atuação integrada empregados em grandes eventos internacionais”, justificam.

O MP-CE ressaltou que “esse tipo de atuação institucional já é realizado de forma regular e frequente por membros do Ministério Público em grandes eventos esportivos promovidos no Brasil, especialmente em ações relacionadas à segurança dos torcedores, prevenção da violência e integração entre instituições públicas responsáveis pela realização das competições”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Como “justificativa”, o Ministério Público do Ceará informou que promotores de outros estados irão à Copa do Mundo deste ano para atuar em nome da Comissão Nacional. É um exemplo da mania brasileira de confundir o interesse público com o privado, para consumir o dinheiro dos impostos. Como dizia o Barão de Itararé, essa gentalha confunde a vida pública com a privada. (C.N.)

Delação não convence, com impasse entre Vorcaro e a estratégia da Polícia Federal

Charge do Aroeira (Metrópoles)

Pedro do Coutto

A segunda rejeição da proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal representa muito mais do que um revés jurídico para o ex-controlador do Banco Master. O episódio expõe uma mudança importante na forma como as autoridades brasileiras vêm tratando acordos de colaboração: declarações sem provas deixaram de ser suficientes para garantir benefícios processuais.

Em um caso que já é apontado como um dos maiores escândalos financeiros da história recente do país, a exigência de evidências concretas tornou-se a condição indispensável para qualquer negociação. A recusa da Polícia Federal, já comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, ocorre em meio às investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

AVALIAÇÃO CONVERGENTE – A Procuradoria-Geral da República continua analisando a proposta, mas os sinais emitidos pelos investigadores apontam para uma avaliação convergente: os relatos apresentados até agora não teriam agregado elementos substancialmente novos às provas já reunidas pela investigação.

O ponto central do impasse não está apenas no conteúdo das acusações formuladas por Vorcaro, mas na ausência de documentação capaz de sustentá-las. A lógica de uma colaboração premiada pressupõe que o investigado ofereça informações inéditas, verificáveis e capazes de ampliar o alcance das investigações. Quando isso não acontece, a delação perde sua principal utilidade institucional. Segundo relatos divulgados pela imprensa, investigadores avaliam que parte significativa dos fatos narrados pelo banqueiro já era conhecida a partir do material apreendido pela própria Polícia Federal, incluindo dados extraídos de seus aparelhos celulares.

Essa circunstância produz uma inversão interessante. Tradicionalmente, a delação premiada era vista como instrumento de pressão sobre os investigados. Neste caso, porém, a exigência de provas transformou-se em mecanismo de pressão sobre o próprio colaborador. Ao rejeitar duas vezes a proposta apresentada, a Polícia Federal sinaliza que não está disposta a trocar benefícios penais por acusações genéricas ou narrativas sem lastro documental.

AVANÇO NAS APURAÇÕES – A postura dos investigadores também revela confiança crescente no acervo probatório já reunido. A apreensão de documentos, mensagens e equipamentos eletrônicos parece ter reduzido a dependência em relação ao depoimento do ex-banqueiro. Em outras palavras, as autoridades demonstram acreditar que possuem condições de avançar nas apurações mesmo sem um acordo de colaboração formal.

Isso altera significativamente a posição de negociação de Vorcaro, que passa a ter menos capacidade de influenciar os rumos da investigação por meio de revelações graduais ou informações apresentadas em etapas. Outro aspecto relevante envolve a suspeita de existência de ativos e recursos mantidos no exterior. Entre os elementos que despertam interesse dos investigadores estão eventuais contas, fundos, participações societárias e bens que poderiam estar vinculados ao patrimônio do banqueiro fora do país.

A localização desses recursos pode ser decisiva tanto para a recuperação de valores quanto para a compreensão da estrutura financeira que sustentava as operações investigadas. A percepção de que ainda existam informações patrimoniais relevantes não compartilhadas reforça a cautela demonstrada pelos órgãos responsáveis pela negociação da delação.

REFLEXOS POLÍTICOS – O caso também produz efeitos políticos. A simples possibilidade de uma colaboração abrangente envolvendo agentes públicos, empresários e autoridades gerou apreensão em diversos setores. Contudo, a rejeição sucessiva das propostas mostra que o sistema de Justiça não está disposto a validar acusações apenas pelo potencial impacto político que possam produzir. A credibilidade das informações tornou-se requisito tão importante quanto o conteúdo das revelações.

Nesse contexto, a situação de Vorcaro torna-se cada vez mais delicada. Sem acordo homologado, sem benefícios assegurados e sem provas suficientes para convencer os investigadores, o banqueiro permanece preso enquanto as investigações avançam por caminhos próprios. A estratégia de ganhar tempo, caso essa tenha sido sua intenção, parece aproximar-se do esgotamento.

ELEMENTOS CONCRETOS – O episódio deixa uma lição institucional importante. Após anos em que colaborações premiadas ocuparam o centro das grandes investigações nacionais, os órgãos de controle parecem reforçar uma mensagem simples: delações continuam sendo instrumentos valiosos, mas somente quando acompanhadas de elementos concretos de comprovação. No Brasil de hoje, acusações sem evidências já não garantem a mesma força que tiveram no passado.

Por isso, a segunda rejeição da proposta de Daniel Vorcaro pode acabar sendo lembrada não apenas como um capítulo de um grande escândalo financeiro, mas como um marco da crescente exigência de rigor probatório nas negociações entre investigados e o Estado. Em uma investigação que movimenta cifras bilionárias e envolve potenciais conexões políticas e empresariais, a busca por provas parece ter assumido definitivamente o protagonismo.

Fachin reage à Justiça italiana e sai em defesa de Moraes e do STF no caso Zambelli

Fachin diz que STF atuou com  imparcialidade

Pepita Ortega
O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, rebateu nesta sexta-feira, a Corte de Cassação da Itália e afirmou que o STF atuou com “independência e imparcialidade” no processo que levou à condenação da ex-deputada Carla Zambelli. A declaração ocorreu após o Tribunal italiano alegar suposta “parcialidade” do ministro Alexandre de Moraes para negar o pedido de extradição da ex-parlamentar.

“O processo e seus atos transcorreram em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro”, frisou o ministro em nota divulgada nesta tarde.

PREOCUPAÇÃO – Fachin se disse preocupado com a decisão da Corte italiana, que equivale ao STF no país europeu, considerando a cooperação jurídica entre os países. O ministro frisou que o Supremo tem atuado “com marcante deferência” aos demais países quando examina pedidos de extradição.

O presidente do STF ainda destacou as etapas do processo que resultou na condenação de Zambelli, lembrando, por exemplo, que as decisões individuais dadas por Moraes na ação foram referendadas pela Primeira Turma da Corte. Nessa linha, Fachin lembrou que o próprio colegiado afastou as alegações de suposta suspeição de Moraes.

A Corte de Cassação da Itália decidiu, há duas semanas, negar a extradição de Zambelli. O Tribunal revogou decisão do Tribunal de Roma que havia dado autorização para os procedimentos relacionados ao retorno da ex-parlamentar ao Brasil. Horas depois, no dia 22 de maio, a bolsonarista deixou a penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, onde estava custodiada.

“DIVERSOS ELEMENTOS” – Agora, o Tribunal italiano divulgou os fundamentos que levaram à negativa de extradição de Zambelli. A Corte citou, em documento, “diversos elementos” que poderiam gerar dúvidas sobre a imparcialidade da Corte e do ministro brasileiro. O texto aponta que Moraes atuava simultaneamente como “vítima, testemunha e juiz executor” em processos judiciais.

Zambelli foi condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal. A primeira sentença imposta à ex-deputada tem relação direta com o pedido de extradição negado e foi proferida no caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ex-deputada foi sentenciada a dez anos de prisão. A ex-parlamentar ainda foi sentenciada porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

JULGAMENTO NA ITÁLIA – A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, passando pelos Estados Unidos antes de se mudar para o país europeu. Dois meses depois, ela foi presa e afirmou que queria ser julgada na Itália.

Em dezembro, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de Zambelli, em uma tentativa de preservar seu mandato. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, anulou a votação promovida pelos parlamentares, decretando diretamente a cassação em razão da condenação da bolsonarista à prisão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É patética essa tentativa de Fachin defender o ministro Moraes. O presidente do Supremo deveria adotar uma atitude mais cautelosa, porque Moraes extrapolou em sua competência interna (que é muita) e externa (que é quase nenhuma, nos termos do Direito Internacional). Por abuso de poder, Moraes está sendo investigado pelo Parlamento dos EUA e processado por duas empresas, uma deles de propriedade do presidente Trump. Todas as suas determinações internacionais fracassaram não só nos EUA, mas também na Espanha (caso Eustáquio) e na Itália (caso Zambelli). Fachin está sendo claramente usado por Moraes. Apenas isso. (C.N.) 

Atuação de Alcolumbre contra o Planalto é perigosa, porque ameaça a governabilidade

Em matéria de combate à criminalidade, o Japão pode dar aulas magnas ao Brasil

Saiba como é a prisão no Japão

Guarda usa máscara e preso não pode levantar a cabeça

Carlos Newton

Tenho um amigo, meu vizinho aqui no Edifício Zacatecas, que é grande admirador do Japão e da sabedoria de seu povo. Todo ano, o jornalista e escritor Arthur Dapieve faz a longa viagem para passar as férias do outro lado do mundo. Sempre penso nele quando escrevo sobre o Japão, um país verdadeiramente admirável e que deveria servir de exemplo ao Brasil.

Arrasado pelos longos anos da Segunda Guerra e atingido por duas bombas atômicas, o país que inventou os mísseis humanos kamikazes teve de se render. E o mais importnte foi que os Estados Unidos tiveram a grandeza de comandar a reconstrução do inimigo.

MACARTHUR – Na condição de comandante supremo das Forças Aliadas, o general Douglas MacArthur liderou a ocupação entre 1945 e 1951, transformando o país numa democracia monárquica parlamentar, com voto universal.

Ao mesmo tempo, extinguiu o exército japonês e baniu o país de travar guerras, implantou a reforma agrária,  distribuiu terras aos camponeses e desfez os grandes monopólios comerciais (zaibatsu).

A disciplina e os costumes orientais ajudaram muito, é claro, e o Japão foi se modernizando e investindo na industrialização do país, e passou a produzir cópias de produtos tão perfeitas que chegavam a suplantar os originais do Ocidente.

UMA POTÊNCIA – O resultado da obra iniciada por MacArthur é impressionante. Embora seja um país insular, com território de apenas 378 mil km², com a 12ª maior população, o Japão tornou-se a quarta potência econômica mundial.

Deveria servir de exemplo ao Brasil, em todos os sentidos, sobretudo em segurança. Para enfrentar o crime organizada da Yakuza, o Japão reformou as leis penais, reestruturou os presídios e passou a tratar os criminosos  com muita severidade.

Nas penitenciárias, todos os funcionários e guardas usam máscaras cirúrgicas para não serem reconhecidos e evitar pressões/cooptações pelas facções criminosas. Por isso, os presos não podem olhar para cima, se o fizerem, pegam solitária. Nas ruas, também é comum os policiais usarem máscaras cirúrgicas, 

NÃO HÁ GORDOS – Detalhe interessante: no Japão, não existem cantinas nas prisões e não há obesidade nos presos, porque a alimentação deles é calculada para que se mantenham saudáveis, a dieta não passa disso.

Enquanto isso, no Brasil, a maioria das prisões estaduais tem cantina, entrega por delivery, refeições a la carte, salas de televisão e até motéis improvisados, como acontecia no Rio de Janeiro com o preso Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos, mas logo solto para aproveitar o resto da fortuna amealhada.

Portanto, Arthur Dapieve tem razão. Há muitos motivos para admirarmos o Japão, que gosta de samba e de bossa-nova. Por exemplo, lá não existem penduricalhos no Judiciário. Pelo contrário. Os salários dos magistrados são tão baixos que os Tribunais mantêm alojamentos (tipo quitinete) para hospedar os juízes mais necessitados.

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P.S. 1
– As diferenças para o Brasil são enormes. Lá não é preciso fazer o curso de Direito para ser advogado. Basta passar no exame da Ordem, que é muito rigoroso. Se for aprovado, o não-acadêmico pode tornar-se também promotor ou juiz, e fazer carreira na magistratura até a Suprema Corte.

P.S. 2 – Detalhe final: é muito difícil um réu criminal ser absolvido na Justiça japonesa. O índice de condenação é de 99,9%, acredite se quiser. O motivo desse exagero é que os promotores só processam os suspeitos se houver provas contundentes de culpa. Quando a Polícia não apresenta essas provas cabais, o promotor prefere arquivar o caso, para que não ocorra erro judiciário. Enquanto isso no Brasil… (C.N.)

PL da Bahia impõe condição a ACM Neto: apoio passa por Flávio Bolsonaro

ACM Neto optou por estar junto a Caiado na disputa

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Integrantes do PL baiano resistem à possibilidade de fazer campanha por ACM Neto (União) na corrida pelo governo estadual. O grupo argumenta que não deve pedir voto ao ex-prefeito de Salvador por não haver apoio dele ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Planalto. O representante do carlismo optou por estar junto a Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.

Nos bastidores, há um acordo entre a equipe de ACM e os dirigentes do PL sobre a eleição baiana. Foi decidido que ACM apoiaria Caiado em um primeiro turno, mas haveria a possibilidade de uma união com Flávio no caso de um segundo turno do senador contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT tem o atual governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição — pesquisas recentes mostram um cenário de empate técnico entre o petista e o ex-prefeito de Salvador.

PRESSÃO – Há, no entanto, uma ala no partido que ainda pressiona o ex-prefeito a apoiar Flávio neste primeiro turno. O grupo contraria um pedido feito pela própria família Bolsonaro. Em maio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou apoio a ACM Neto e disse que não adiantaria “torcer o nariz” para a decisão. Nesta semana, Flávio foi a um evento do agronegócio no estado, onde busca um crescimento nas intenções de voto.

Raíssa Soares, que disputou o Senado em 2022 e é pré-candidata à Câmara neste ano, afirma que o apoio da direita a ACM Neto “não é automático”. Conhecida pela defesa do tratamento precoce durante a pandemia da Covid-19, a médica defende que a “libertação” da Bahia dos governos petistas “está a um diálogo de distância”.

“A vinda de Flávio Bolsonaro à Bahia mostrou que existe uma direita viva, mobilizada e pronta para entrar nessa batalha. Se ACM Neto quer o nosso apoio, precisa entender que apoio não é automático e que essa base não vai entrar numa campanha sem diálogo”, afirma Soares.

“RECADO” – Já o deputado estadual Diego Castro (PL) avalia que a agenda de Flávio no estado nesta semana “deixou o recado” de que “existe uma direita organizada no Nordeste, com força nas ruas e disposição para enfrentar o PT”. “Acredito que ACM Neto tenha observado o quanto essa base está empenhada em vencer o nosso adversário comum”, defende.

Por outro lado, o apoio à candidatura do ex-prefeito de Salvador, na atual configuração, é defendido pelo presidente estadual do PL, João Roma. O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro integra a chapa de ACM Neto, disputando uma das cadeiras do Senado.

AGENDA NA BAHIA –  Na terça-feira, Flávio participou do Bahia Farm Show. O evento agrícola na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), um dos maiores produtores nacionais de soja, milho e algodão, não contou com a presença de ACM Neto.

O senador utilizou o evento para criticar o governo Lula, ao afirmar que a gestão petista trata o agronegócio como “fascistas” e “bandidos”. “Vocês carregam esse Brasil nas costas e não merecem ter um presidente que trata o agro como se fossem fascistas, como se fossem bandidos. Isso tem dia e hora para acabar”, afirmou Flávio, em seu discurso.

Campanha de Flávio Bolsonaro pressiona caixa do PL e preocupa bancada federal

Mendonça consulta PGR sobre transferência de Vorcaro após revés na delação

PF abre mais de 7,6 mil inquéritos e expõe mercado ilegal de compra de votos

Eduardo Bolsonaro entra na disputa pela vice e defende Júlia Zanatta na chapa de Flávio

Sob pressão, Nunes Marques tenta uma saída negociada para impasse sobre pesquisa

No Dia dos Namorados, beije muito aquela pessoa que embeleza sua vida

O dia dos Namorados para mim é todo... Carlos Drummond de Andrade - PensadorCarlos Newton

O advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor, letrista e poeta carioca Paulo Roberto Peres homenageia o dia de hoje através deste “Soneto dos Namorados” e festeja seu amor à bela Cristina.

Em seguida, lembremos um dos preferidos de Paulo Peres, Mario de Miranda Quintana (1906/1994), poeta, tradutor e jornalista gaúcho, considerado um dos principais expoentes da segunda geração do modernismo brasileiro. Conhecido como “o poeta das coisas simples”, sua obra é marcada pela abordagem de temas cotidianos e reflexivos. 

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SONETO DOS NAMORADOS
Paulo Peres

Dia dos Namorados.
Corações iluminados,
Beijos, abraços, amores,
Poemas, canções e flores.

Nos salões dos sentimentos
Sob luz de velas e violinos,
Casais eternizam momentos,
Sonhos reais, cristalinos.

O namorar é o vital sabor
Da idade, descoberta e valor,
Cuja beleza maior está na grandeza modesta.

Invoco à bênção futura
Cultivar do passado a ternura
Aos hoje namorados em festa.

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BILHETE
Mario Quintana

Se tu me amas, ama-me baixinho,
Não o grites de cima dos telhados.
Deixa em paz os passarinhos,
Deixa em paz a mim!

Se me queres, enfim,
Tem de ser bem devagarinho, Amada,
Que a vida é breve,
E o amor mais breve ainda…

Senadores “lulistas” recebem três vezes mais emendas do que os “bolsonaristas”

Proposta de delação de Vorcaro cita propina a Davi Alcolumbre, diz Veja

Tribuna da Internet | Sob o signo da Liberdade

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Deu no Estadão

A segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro teria, segundo relato da revista Veja, uma acusação de pagamento de propina ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Um dos temas que o dono do Banco Master teria oferecido aos investigadores para fechar o acordo menciona uso de conta no exterior para repassar recursos ao senador do Amapá.

EM DÓLARES – De acordo com a revista, o banqueiro teria feito um pagamento de US$ 30 milhões, o equivalente hoje a cerca de R$ 153,5 milhões. A cifra fora depositada numa conta secreta e repassada a Alcolumbre em troca de apoio para assuntos de interesse de Vorcaro. A revista Veja diz que a operação financeira foi feita por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Em nota, o presidente do Senado afirmou que as alegações são “absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza”.

“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz o texto da nota. “A verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados”.

DELAÇÃO REJEITADA – Nesta quinta-feira, a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal manifestação informando ter rejeitado a proposta de delação de Vorcaro. O conteúdo da proposta de acordo do banqueiro ainda está em análise na Procuradoria Geral da República. O procurador-geral, Paulo Gonet, orientou à sua equipe analisar o material com cautela e não tem um prazo definido para finalizar essa análise.

Outro capítulo do acordo de delação, conforme divulgado pela revista, seria destinado a falar sobre negócios do Master com integrantes do governo da Bahia.

O citado é o ex-ministro e ex-governador baiano Rui Costa. Não há referência sobre pagamento de propina, mas haveria promessa de relato do banqueiro sobre como ele manteve em funcionamento um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Importante matéria, enviada de Brasília por José Perez, sempre atento ao lance. Mostra que Vorcaro insiste em fazer uma delação meia-sola ou meia-bomba, como afirmamos aqui na Tribuna, quando ele foi preso. A primeira proposta apresentada por Vorcaro havia sido rejeitada em 20 de maio. Na ocasião, a PF recusou o material, mas a Procuradoria-Geral quis dar prosseguimento às negociações, infrutiferamente. È melhor abrir logo o processo e tocar o barco, porque os celulares têm provas contra muita gente, inclusive Alcolumbre. (C.N.)

Pesquisa Alfa já traz Caiado e Zema com 14% e boas possibilidades de vitória

Qual a chance de uma chapa Caiado-Zema para presidente

Zema e Caiado, juntos, podem se tornar a terceira via

Carlos Newton

Ao que tudo indica, as pesquisas eleitorais foram criadas por inspiração do radialista pernambucano Abelardo Barbosa, o famoso Chacrinha, porque surgiram para confundir e não para explicar, como ele se autodefinia. Nos anos eleitorais, os institutos, como gostam de ser chamados, faturam milhões, porque não faltam clientes a serem agradados.

A mais recente pesquisa Alfa Inteligência, divulgada nesta sexta-feira, é como as demais, que colocam na frente Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), ao gosto do freguês. A única diferença é que a chapa Caiado/Zema (ou vice-versa) pela primeira vez aparece com 14 pontos, mostrando que está em tendência de alta e pode configurar a tão ansiada terceira via.

PRIMEIRO TURNO – O Levantamento, que ouviu 1.400 pessoas entre os dias 5 e 10 de junho; tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e afirma garantir nível de confiança de 95%

No primeiro turno, Lula aparece com 40%, e Flávio, 31%, enquanto os ex-governadores de Goiás e de Minas, Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), que vão disputar em chapa única, registram 7% das intenções de voto cada, perfazendo 14% e demonstrando a viabilidade da terceira via.

O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC) aparece com 3%, enquanto o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), tem 2%. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) soma 1%, mesmo percentual registrado por outros candidatos que não chegaram a pontuar sozinhos.

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P.S. –
Além disso, 1% dos entrevistados se declarou indeciso, enquanto 7% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não votar. Vamos aguardar as próximas pesquisas, para conferir se os tais institutos terão coragem de continuar colocando Caiado e Zema atrás de Renan Santos, que ninguém conhece e até pensei que fosse parente do Renan Calheiros... (C.N.)

O que a nova Quaest revela sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Charge do Clayton (O Povo)

Pedro do Coutto

A corrida presidencial de 2026 começa a entrar numa fase em que os movimentos das pesquisas deixam de ser simples oscilações estatísticas e passam a indicar tendências políticas mais consistentes. A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta semana, sugere justamente isso: pela primeira vez em meses, o presidnete Lula da Silva não apenas recupera terreno, mas abre uma vantagem relativamente confortável sobre o senador Flávio Bolsonaro, consolidando uma mudança de humor no eleitorado que merece atenção.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Trata-se da maior diferença registrada entre os dois desde o início do ano. O dado ganha relevância porque rompe uma sequência de pesquisas marcadas por empates técnicos ou por disputas extremamente apertadas. Em abril, os dois apareciam virtualmente empatados. Em maio, a diferença era de apenas um ponto percentual. Agora, a distância chega a seis pontos, sinalizando uma inflexão importante na dinâmica eleitoral.

CRESCIMENTO DE LULA – A interpretação mais imediata seria atribuir o crescimento de Lula exclusivamente à queda de Flávio Bolsonaro. Mas a realidade parece mais complexa. Há dois fenômenos distintos ocorrendo simultaneamente. De um lado, o presidente recupera parte da capacidade de atração junto aos eleitores moderados. De outro, o candidato bolsonarista enfrenta dificuldades para ampliar sua base para além do núcleo ideológico mais fiel.

O episódio envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro parece ter desempenhado papel relevante nesse processo. A revelação de diálogos e das relações entre Flávio Bolsonaro e o empresário produziu desgaste político não necessariamente entre os apoiadores mais convictos do bolsonarismo, mas entre os eleitores independentes e os setores menos ideológicos do eleitorado. A controvérsia acabou reforçando uma percepção negativa justamente no segmento que costuma decidir eleições presidenciais no Brasil.

Esse ponto é particularmente importante porque as eleições brasileiras raramente são decididas pelos extremos. Tanto o lulismo quanto o bolsonarismo possuem bases eleitorais sólidas, altamente mobilizadas e relativamente estáveis. O que define o resultado final costuma ser o comportamento dos eleitores sem identificação partidária forte, aqueles que transitam entre candidatos conforme a conjuntura econômica, política e institucional.

INDEPENDENTES – Os números divulgados pela Quaest indicam que Lula vem obtendo ganhos justamente nesse grupo. Os chamados independentes representam aproximadamente um terço do eleitorado pesquisado e passaram a demonstrar preferência mais clara pelo atual presidente. Trata-se de um movimento que pode ter impacto decisivo nos meses finais da campanha, sobretudo porque esse segmento costuma ser mais sensível a escândalos, crises econômicas e percepções de estabilidade institucional.

Também chama atenção o cenário de primeiro turno. Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%. Os demais candidatos permanecem muito distantes, com Ronaldo Caiado e Romeu Zema alcançando índices modestos. A pesquisa reforça uma tendência que vem sendo observada há meses: a chamada direita não bolsonarista ainda não conseguiu apresentar uma alternativa competitiva capaz de ameaçar a polarização entre lulismo e bolsonarismo.

Para Caiado e Zema, o desafio é particularmente difícil. Ambos tentam ocupar um espaço político que existe teoricamente, mas que continua sem tradução eleitoral significativa. O eleitor conservador permanece amplamente concentrado em torno da família Bolsonaro, enquanto o eleitor moderado ainda não vê nesses nomes uma candidatura nacional capaz de disputar o segundo turno.

ERROS DA OPOSIÇÃO – Outro elemento relevante da pesquisa é que a melhora de Lula nas intenções de voto não foi acompanhada por uma explosão equivalente na aprovação do governo. Isso sugere que parte do crescimento do presidente decorre menos de um entusiasmo renovado com sua administração e mais das dificuldades enfrentadas por seus adversários. Em outras palavras, Lula parece estar sendo beneficiado tanto por méritos próprios quanto pelos erros do campo oposicionista.

Essa distinção é importante porque aponta para uma disputa ainda aberta. Se a vantagem atual representa uma mudança de tendência, ela não significa uma eleição definida. Faltam vários meses para o pleito, e a história recente da política brasileira mostra que campanhas presidenciais podem sofrer mudanças bruscas de rumo diante de fatos novos.

CAMINHO MAIS SEGURO – Ainda assim, o levantamento oferece um sinal claro para os estrategistas dos dois lados. Para Lula, a mensagem é que a reconquista do eleitorado independente pode ser o caminho mais seguro para a reeleição. Para Flávio Bolsonaro, o alerta é ainda mais contundente: manter a fidelidade do núcleo bolsonarista talvez não seja suficiente para vencer uma eleição nacional. Será necessário convencer um eleitorado mais amplo, menos ideológico e mais atento a questões de credibilidade e confiança.

No fundo, a pesquisa da Quaest revela algo que vai além dos números da semana. Ela mostra que a disputa presidencial de 2026 pode estar sendo decidida não nos redutos históricos da esquerda ou da direita, mas naquele vasto espaço político ocupado pelos brasileiros que não se identificam integralmente com nenhum dos dois campos. E, ao menos neste momento, são esses eleitores que parecem estar empurrando a balança em favor de Lula.

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Piada do Ano! Fachin diz que os EUA deviam cumprir as ordens de Moraes…

Fachin em carreira solo - Blog da Denise

Charge do Cau Gomez (Correio Braziliense)

Carlos Newton

Todo ano é a mesma coisa. Sempre aparece alguma personalidade importante dos Três Poderes da República que decide fazer o possível e o impossível para ganhar o cobiçado troféu da Piada do Ano. Agora é o presidente do Supremo, Edson Fachin, com uma piada atrás da outra, tentando acumular pontos desde o primeiro semestre.

Fachin é um ilustre apoiador da então candidata Dilma Rousseff, que em 2010 abandonou seus trabalhos na Procuradoria do Paraná para se integrar à campanha petista. O ministro sabe o valor da Piada do Ano e quer repetir a dose, porque hoje poucos lembram que ele ganhou o concurso em 2019.

RECAÍDA PETISTA – Recordar é viver. Como relator da Lava Jato, Fachin saiu-se admiravelmente, durante anos deu um show em termos de imparcialidade. Em 2019, porém, quando o destrambelhado Jair Bolsonaro passou a exercer o poder pateticamente, Fachin teve uma recaída petista e tirou Lula da cadeia.

Com uma coragem inacreditável, o relator Fachin aceitou a tese de que Lula não poderia ter sido julgado em Curitiba e instituiu a “incompetência territorial absoluta” para anular as condenações do petista, que estava preso há 580 dias.

Com isso, o Brasil se tornou o único país do mundo em que existe essa “incompetência territorial absoluta”, uma possibilidade juridicamente abominável, mas quem se interessa? E assim Fachin ganhou a Piada do Ano de 2019.

VOLTA AO PALCO – Sete anos depois, o presidente do Supremo aproveita seu palco iluminado na Praça dos Três Poderes para fazer sucessivas piadas, todas de altíssimo nível, a começar pelo manual de boas condutas, realmente impagável, só faltou ensinar os ministros a não extorquir banqueiros.

Daí em diante, Fachin desembestou, como se diz no Nordeste. Primeiro, apoiou Dias Toffoli no caso Master, dizendo que ele seria um relator imparcial, todos riram da piada, menos a Polícia Federal, que em seguida obrigou Toffoli a se declarar impedido, digamos assim.

Depois, o presidente do STF tentou convencer Alexandre de Moraes a pôr fim ao inquérito do fim do mundo, mas Xandão não achou graça e Fachin teve mudar o roteiro, perdendo a piada para não perder o amigo, e até colocou a Advocacia-Geral da União na defesa de Moraes, que é investigado pelo Congresso dos EUA e processado na Flórida pela plataforma Rumble e pela Media Trump, empresa do presidente americano.

PIADA DO SÉCULO – Para não perder a amizade de Moraes, esta semana Fachin resolveu lançar logo a Piada do Século, dizendo que os Estados Unidos têm obrigação de seguir as ordens judiciais que Moraes tentou ver obedecidas pela Justiça americana.

Sob aplausos entusiásticos, criticou a filial USA por não cumprir nenhuma determinação de Moraes, aqui da filial Brazil, e argumentou que “cooperação judicial entre países não pode ser confundida com ingerência”.

A piada foi feita durante apresentação solo de Fachin no lançamento do Anuário da revista Consultor Jurídico, levando a plateia ao delírio, com arrancos de soberania e de civismo.

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P.S. –
Sem citar diretamente os Estados Unidos ou casos específicos, o ministro Fachin avisou que a resistência em obedecer às ordens judiciais brasileiras pode gerar “consequências que ultrapassam fronteiras”, deixando o presidente Donald Trump na expectativa de retaliações da filial Brazil, caso os processos contra Moraes não sejam logo arquivados na matriz USA. (C.N.)

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