Em forma de poesia, as reflexões de Millôr Fernandes sobre suas reflexões

Millôr: o humor como forma de indignação | Curso Enem Play | Guia do EstudantePaulo Peres
Poemas & Canções

O desenhista, humorista, dramaturgo, tradutor, escritor, jornalista e poeta carioca Milton Viola Fernandes (1923-2012), mais conhecido como Millôr Fernandes, no poema “Reflexão Sobre a Reflexão”, fala de suas decisões relacionadas ao ato de pensar.

REFLEXÃO SOBRE A REFLEXÃO
Millôr Fernandes

Terrível é o pensar.
Eu penso tanto
E me canso tanto
Com o meu pensamento
Que às vezes penso
em não pensar jamais.
Mas isto requer
ser bem pensado
Pois se penso demais
Acabo despensando
tudo que pensava antes
E se não penso
Fico pensando
nisso o tempo todo.

Entre Trump e o Pix, Lula está encontrando a bandeira que faltava para 2026

PF vê nova delação de Vorcaro como insuficiente e mantém resistência a acordo

Sidônio Palmeira enfrenta o desafio de transformar um governo em narrativa

Palmeira ocupa posição delicada no governo

Pedro do Coutto

A política contemporânea tornou a comunicação um dos principais centros de poder dentro dos governos. Em um ambiente marcado pela velocidade das redes sociais, pela fragmentação da atenção pública e pela disputa permanente de narrativas, governar já não basta. É preciso comunicar. E é justamente nesse ponto que cresce a relevância — e também a controvérsia — em torno do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira.

Em extensa reportagem publicada por O Globo, a jornalista Jennifer Gularte descreve o fortalecimento da influência de Sidônio dentro do governo ao mesmo tempo em que aumentam as resistências à sua atuação nos corredores do Palácio do Planalto.

POSIÇÃO DELICADA – O fenômeno não é exatamente surpreendente. Em qualquer administração, especialmente em períodos pré-eleitorais, o responsável pela comunicação ocupa uma posição delicada: precisa converter ações administrativas em mensagens capazes de alcançar a população, mas depende inteiramente da qualidade, da velocidade e da coordenação das informações produzidas pelos ministérios e pelas empresas estatais.

Essa relação cria uma dinâmica inevitável. Quanto maior a necessidade de coordenar discursos e organizar mensagens, maior tende a ser a influência do comunicador. Ao mesmo tempo, cresce o desconforto daqueles que passam a ver a comunicação como um centro de poder concorrente.

A trajetória de Sidônio ajuda a compreender esse protagonismo. Publicitário responsável pela campanha presidencial vitoriosa de Lula em 2022, ele chegou ao governo com a missão explícita de reformular a comunicação oficial, após críticas recorrentes do presidente à dificuldade de fazer as realizações da gestão chegarem ao conhecimento da população. Sua nomeação para a Secom, em janeiro de 2025, representou justamente a tentativa de aproximar a comunicação institucional da lógica das campanhas eleitorais, incorporando estratégias de marketing político e monitoramento permanente da opinião pública.

AMPLO ESPAÇO – O papel desempenhado por Sidônio, porém, ultrapassa a simples produção de campanhas publicitárias. Relatos da imprensa mostram que ele participa de reuniões estratégicas, acompanha pesquisas de opinião, monitora tendências nas redes sociais e oferece sugestões que alcançam áreas tradicionalmente reservadas à articulação política. Essa ampliação de espaço gera desconforto entre aliados que consideram excessiva a influência de um ministro originalmente encarregado da comunicação.

O fenômeno é compreensível. Em governos que enfrentam desafios de popularidade, a comunicação deixa de ser uma atividade acessória para se tornar instrumento central da estratégia política. Afinal, não existe política pública capaz de produzir dividendos eleitorais se a população não perceber seus resultados. A comunicação, nesse contexto, deixa de ser apenas um canal de divulgação para se transformar em uma ponte entre gestão e percepção pública.

É justamente essa a principal missão de Sidônio Palmeira. Seu trabalho consiste em reunir permanentemente duas dimensões distintas, mas inseparáveis: aquilo que o governo efetivamente realiza e a forma como essas realizações são percebidas pelos cidadãos. O desafio é ainda maior porque o calendário político já aponta para a disputa presidencial de 2026. Embora o governo insista em diferenciar gestão e campanha, a realidade política demonstra que a construção da imagem presidencial ocorre diariamente, muito antes do início formal do processo eleitoral.

LIMITE –  Existe, contudo, um limite que nenhum marqueteiro consegue ultrapassar. A comunicação pode amplificar resultados, organizar mensagens e reduzir ruídos. Mas não consegue substituir entregas concretas. A experiência brasileira mostra que governos costumam fracassar quando acreditam que problemas de avaliação pública decorrem exclusivamente de falhas comunicacionais. Em muitos casos, a comunicação apenas reflete dificuldades mais profundas relacionadas à economia, aos serviços públicos ou às expectativas da sociedade.

Por isso, o crescimento da influência de Sidônio Palmeira revela algo mais amplo do que a ascensão de um ministro. Ele simboliza uma transformação estrutural da política moderna, na qual a disputa pela interpretação dos fatos passou a ser tão importante quanto os próprios fatos. Em um cenário de hiperconectividade e polarização permanente, o poder de construir narrativas tornou-se um ativo estratégico de primeira grandeza.

A questão que permanece em aberto é se a crescente centralidade da comunicação será suficiente para fortalecer a imagem do governo Lula diante do eleitorado. A resposta dependerá menos da habilidade do marqueteiro e mais da capacidade do governo de produzir resultados que possam ser convertidos em narrativas convincentes. Afinal, comunicação eficiente pode potencializar conquistas. Mas somente as conquistas são capazes de sustentar, no longo prazo, uma narrativa política vencedora.

STF volta do recesso sob clima de guerra interna e pressão do caso Master

Verdades indiscretas de um implicante que preferia mil vezes o Lula de antigamente…

Artigo: O sonho esmorece, em um dia triste, por Ancelmo Gois - Jornal O  Globo

Lula era um homem simples, carregando seu isopor de cervejas

 

Pedro Rogério Moreira
Metrópoles

Tomei emprestado para batizar este artigo o título de um livro de ensaios do mineiro Antônio Torres (1885-1934). Ele era vigário em Diamantina, deixou a paróquia por implicância ao bispo, e foi ser padre no Rio de Janeiro, onde implicou com o arce

bispo Arcoverde e acabou largando a batina. Virou jornalista implicante. Depois, diplomata no exterior, implicou com seu chefe em Hamburgo. Era um implicante profissional. Implicou até com o uso de barba pelos oficiais do Exército na Primeira República.

Cada qual com a sua implicância. O autor deste artigo implica com as leguminosas subterrâneas que infestam a horta política nacional.

ÚLTIMO REFÚGIO – O sábio Samuel Johnson disse há três séculos que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas. A máxima política serviu a Jair Bolsonaro para sequestrar a camiseta da Seleção Brasileira e fazer do manto sagrado do nosso futebol o seu escudo para a trama golpista.

No ano da Copa do Mundo, milhares de torcedores envergonhados não a vestirão, para não serem confundidos com a canalha que manchava a camisa na porta dos quartéis.

Uma pena, porque nesse setor somos milhares de otimistas e damos força à boa estrela de Ancelotti antes de pôr fé nos jogadores que dão o melhor de si em seus clubes europeus do que vestindo o uniforme verde-amarelo. Argh!

LEGUMINOSAS – Assistindo à TV Senado, porém, vem a implicância com alguns tipos distintos de leguminosas unidas pela admiração ao Bolsonaro pai e agora carregando o andor do Bolsonaro filho.

O estropiado cantor de pagode gospel Magno Malta, o bizantino Mourão (em quem tanto, quando passou à Reserva, nutria-se uma esperança que se revelou vã) sempre ao lado de uma pastinha de burocrata onde guarda papéis inúteis, e o caladão Rogério Marinho fazendo um papel pedestre que não condiz com o nome de seu avô, o notável Djalma Marinho.

Se o ex-presidente lhes devotasse reconhecimento, haveria de tê-los convocado como auxiliares na trama golpista. Foram relegados, não porque fossem legalistas convictos, mas porque Bolsonaro não lhes dava a menor bola. Ao vice-presidente Mourão nem dava bom dia.

TRÊS MINISTROS – Magno Malta desejava, como um guri a um Kibon, ser ministro, que fosse das Relações Exteriores (como pediu), e ficou chupando o dedo. O Marinho, quando ministro, ainda guardava um quê de respeito à memória política do mestre Djalma; perdeu-o na derrota eleitoral do golpista.

Nem vou citar o masteriano Ciro Nogueira, famoso de outros carnavais, quaisquer, importando que estivesse no corso ao lado do Momo endinheirado ou poderoso do momento.

Para eles, ainda bem que mereceram o desdém de Bolsonaro, Deus seja louvado, ficaram de fora da bem aplicada Papudinha do Moraes, o mesmo Moraes que finge não ter nada a ver com nada da inacreditável revelação da implicante repórter Malu Gaspar de que a patroa ganhava um dinheirão do Vorcaro.

E O MORO? – Esqueci de implicar com alguém? Sim, esqueci do Moro! Ofendido e humilhado publicamente pelo Jair, no único momento alto de sua passagem pelo Ministério da Justiça, no desgoverno que maltratou o Brasil por quatro anos, Moro agora faz cara de paisagem no plenário azul das nulidades.

Esse legume ainda tem muito a purgar no inquérito do fim do mundo antes que o nosso mundo, o nosso Tayayá, acabe de vez.

Este implicante amador preferia mil vezes o Lula dos tempos de dona Marisa. Lembram-se? Ele carregava na cacunda o isopor de cerveja e camarão seco para enfrentar o domingo de classe média numa praia baiana, ela com a sobriedade e leveza de esposa de operário. Não tinha cara de não-me-toques de quem atingiu pela sorte da intimidade a culminância de primeira-dama. Dona Marisa caminhava junto, mas cedendo a primazia da dianteira ao marido. Isso é fotografia na parede. Fui.

ÁGUA DE BARRELA – Lula quis se tornar líder mundial, ora direis ouvir estrelas. Vive viajando para fora, numa gastação extraordinária de dinheiro e de energias, promove até conferências custosas em Belém do Pará sobre as águas do mundo, para tudo dar em água de barrela.

Queima querosene da FAB e exaure o seu dinamismo pessoal, quando bem que poderia arregaçar as mangas no quintal de casa, metendo pesticidas nas larvas que corroem a lavoura e faz brotar as pragas de Master, INSS et caterva, e de leguminosas subterrâneas, duras de roer, como as espécies alcolumbres e mottas.

Pode uma coisa dessas, o Lula metido a ombrear-se com os maiorais da Europa e da Ásia? Pode sim, uai, o uai para implicar com o nosso João das Regras da fonética nacional, o luso-brasileiro Gilmar Mendes. MONOGLOTA – Um crítico implicará: não pode não, nem falar inglês o analfabeto sabe. E daí? A defesa dos oprimidos tem idioma universal: é a palavra verdadeira, sincera, às vezes proferida em tom de revolta procedente. Lula sabe fazer isso, às vezes tropeçando, mas sabe.

Mas não precisava exagerar tanto, como nos últimos três anos, ao ponto de o sucesso nos palcos mundiais subir-lhe à cabeça e desejar até um topa-tudo com Stalone Trump. Tudo por causa da besta quadrada do outro filho do Jair que fugiu para ir futricar nos Estados Unidos em vez de vender hambúrgueres.

Ainda bem que existem craques no Itamaraty e no empresariado nacional para consertar o estrago do fujão traidor e do próprio Lula, esse querendo engavetar o dólar e dar vez ao yuan chinês.

BOM DE SELA – Mas Lula acha que é bom de sela. Não é, a alimária alucinada pelas esporadas recebidas de Lula mostrou há dias no rodeio do Senado que é capaz de atirar ao chão quem lhe monte sem dar um afago.

Não bastam as emendas secretas, as leguminosas subterrâneas não têm limites para sugar o esterco da pecúnia. Sobrou para o pobre coitado do Bessias, aquele mesmo leitor da Bíblia que assinava o besteirol da incompente (de mãos limpas) afastada pelo golpe parlamentar do Eduardo Cunha, esse mesmo que agora aguarda, confiante, a desmemória do eleitorado mineiro para voltar ao rodeio da Câmara dos Deputados.

Todo animal gosta de afago. Ora, custava colocar a pachecal figura no STF? Essa mesma figura saída de um velho volume do Eça, aquela figura que tem medo de enfrentar o energúmeno Zema, outra espécie de leguminosa que viceja na política, o candidato que deseja a legalização do trabalho infanto-juvenil, isto é, deseja que a molecada pobre abandone a escola para trabalhar nas vendas de beira de estrada de que é proprietário em Minas.

MEDO DAS URNAS – A pachecal figura teme detetizar a leguminosa tipo zema num prélio eleitoral, mas não teme sentar-se na cadeira que um dia foi de gente intimorata como seus conterrâneos Sepúlveda Pertence, Adauto Lúcio Cardoso, Victor Nunes Leal.

Lula podia até melhorar muito a indicação, oferecendo outro nome crescido no Senado, o Bruno Dantas, soprado pelos experientes próceres do MDB.

Sem falar que Lula poderia mirar no campo feminino, agora o dono da voz de comando. Voz que chega a cravar: tem de ser mulher e negra, ponto final, como disse outro dia a magister dixit Miriam Leitão.  E da próxima vez, será mulher e dos “povos originários”, como dizem afetadamente os apresentadores de TVs. Proibido dizer índio, indígena – silvícola então nem pensar!

PERDENDO TEMPO… – Não sei se há tempo de Lula corrigir o rumo que agradaria aos lulistas não-petistas, como o implicante leitor de Antônio Torres. O presidente poderia ter agido desde muito antes, se percebesse a Verdade Biden, que estava na cara.

Não que o homem esteja ruim da cabeça, a radioterapia ele vai tirar de letra. No campo político, está com dificuldade nos pés. Não chuta mais com os dois, como a imprensa mostrava que ele fazia nas peladas do Alvorada regadas a pinga e cerveja, no primeiro governo aplaudido, apesar do Mensalão.

A saída teria sido seguir o exemplo da figura paradigmática de todos os democratas sul-americanos, o uruguaio Pepe Mojica. Com esse não dá para implicar! Lula o amava sinceramente. Mas, com essa viajação para o estrangeiro, Lula o esqueceu.

SEM SUCESSOR – Ah, se tivesse trabalhado para fazer um sucessor ou sucessora! Ah, se lá atrás tivesse escalado um moço carismático como esse Camilo Santana, que sabe falar à juventude, ou deixar de ser prisioneiro do PT e apontado o dedo para outro jovem radiante de energias como o prefeito de Recife, João Campos, ou dado espaço e força a uma ministra de seu governo ou a um coroa experimentado nos coices da vida como o lúcido dono da palavra de fogo, Flávio Dino, mas para este agora é tarde.

O implicante está jogando a toalha? De maneira alguma, está só implicando, pois permanece o sonho de reconquistar a sequestrada camisa verde-amarela da Seleção, com ou sem a panturrilha do Neymar. Argh! Neymar? Melhor reler Antônio Torres.

Moraes precisa entender que a ação de Trump é contra ele e não contra o Brasil

Moraes prorroga investigação da PF sobre bloqueios em rodovias

Moraes insiste em envolver o Brasil no processo contra ele

Carlos Newton

Os estudiosos do Direito Internacional estão muito curiosos a respeito do processo movido nos EUA contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, por violações à famosa Primeira Emenda da Constituição, que em 1791 foi fundamental para consolidar no mundo a democracia, nos critérios sugeridos quatro décadas antes pelo Barão de Montesquieu,  filósofo iluminista francês, consolidador da moderna Ciência Política.

Como não foram revelados os termos do processo apresentado à Justiça Federal da Flórida pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media, empresa do presidente Donald Trump, ainda não há informações concretas sobre as penas que estão sendo pedidas na condenação a Moraes. Mesmo assim, é possível avaliar essa possibilidade, com base na legislação norte-americana.

DOIS OBJETIVOS – Moraes está em péssima situação e surpreendeu o país ao pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, que seja representado oficialmente pela Advocacia-Geral da União no processo a que responde na Flórida. Com isso, mostrou claramente ter dois objetivos.

O primeiro é deixar de contratar um escritório de advocacia americano e assim economizar um punhado de dólares na fortuna familiar, hoje calculada por volta de R$ 120 milhões, apesar de sua mulher, Viviane Barci, não ter conseguido receber os últimos R$ 50 milhões que restavam serem pagos pelo Banco Master.

E o segundo objetivo é engajar a Presidência da República na questão, como se fosse um processo contra a nação brasileira, embora isso nem possa ser cogitado, pois a ação é feita exclusivamente em nome de Moraes. Mesmo assim, ele insiste em que cabe à AGU contratar advogados na Flórida, e o prazo de 21 dias para contestação está correndo desde o dia 30 de maio.

CRIMES VARIADOS – As duas empresas americanas processam Moraes por abuso de autoridade ao silenciar  oposicionistas, por meio de ordens sigilosas para obrigar plataformas de vídeos e redes sociais americanas a banir contas, interferindo no funcionamento das empresas em território americano, com agravante de violações à liberdade de expressão e aos direitos humanos, incluindo pedidos de detenções arbitrárias sem garantia de julgamento justo. 

Nos Estados Unidos, esses delitos são considerados crimes graves, com penas de prisão, multa e indenização por prejuízos causados pelas ordens ilegais.

Além disso, em outro processo federal, Moraes está respondendo à Ordem Executiva 13818, que impõe a Lei Magnitsky, de responsabilização pelos direitos humanos, cujos efeitos (bloqueio de bens) estão suspensos, mas podem ser restabelecidos.

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P.S.
Pelo rito processual americano, as empresas que denunciaram Moraes são obrigadas a solicitar parecer da Procuradoria-Geral, e isso pode agravar a questão. Caso a PGR americana decida participar da ação judicial, isso pode significar condenação de até 10 anos de prisão, devido à gravidade da violação acintosa de direitos humanos e empresariais. Mas essa aceitação pela Procuradoria somente será conhecida quando o processo seguir adiante, após a contestação a ser feita
até o dia 20 pelos advogados a serem contratados pela AGU, para evitar que ele seja condenado sumariamente à revelia. Vamos aguardar. (C.N.)

Entenda por que Flavio Bolsonaro está entregando novamente a eleição a Lula

Flávio é Bolsonaro, Flávio é Rachadinha… #flaviorachadinha #bolsonaronacadeia #familicia #charge #desenholadino

Charge do Bruno Struzani (Instagram)

Roberto Nascimento

Os Estados Unidos, sob a gestão catastrófica de Donald Trump, estão se dando conta da progressiva perda de seu protagonismo político e econômico para a China. O Leão do Norte demonstra estar cansado, desdentado, mas busca a todo custo voltar a comandar sozinho a floresta.

Então, está rugindo para o mundo, porque ainda tem poderio econômico e um arsenal militar e nuclear suficiente para impor a força e o medo nos quatro cantos do globo terrestre.

FORTE CONCORRENTE – No meio dessa briga de gigantes, o Brasil acabou virando alvo de Trump, porque está se transformando num forte concorrente comercial, principalmente nas commodities agrícolas: soja, carne, laranja, açúcar, café, frutas e exportações de alimentos industrializados, além de produtos siderúrgicos, como aço e alumínio, assim como minerais estratégicos, notadamente o ferro e as terras raras.

Ideologia, eu quero uma para viver, como dizia o genial cantor e poeta Cazuxa, mas hoje em dia esses paradoxismos político-partidários são o que menos importa.

O X da questão é a economia, através do comércio mundial, que começa a ser liderado pela China, com a nova Rota da Seda e os investimentos na América Latina, na África e na Ásia.

AVANÇO CHINÊS – Os Estados Unidos estão assustados com o avanço da diplomacia e do comércio da China, que se tornou o maior mercado do mundo. Por essa razão, Donald Trump impõe tarifas absurdas a todos os concorrentes e a países estratégicos que tem comércio robusto com a China, caso do Brasil.

Nada do que ocorre na política externa é por mera coincidência. Trump tem de pressionar, devido às ligações com os Brics, grupo de países não-alinhados com os EUA e com a Europa, do qual o Brasil é fundador, junto com a China, a Rússia e a Índia.

Por essas circunstâncias é que a atuação dos irmãos Bolsonaro, ao se alinharem preferencialmente aos Estados Unidos, primeiro eles e nós, depois, significa uma traição nacional, pois o ideal seria uma postura brasileira de não-alinhamento político e comercial, porque não podemos perder exportações para os Estados Unidos nem para a China.

TODAS AS ARMAS – O momento é de grande preocupação, porque o governo Trump está usando todas as armas possíveis e imagináveis para forçar o alinhamento entre Brasília e Washington.

Mas não podemos adotar essa política ansiada pela despreparada família Bolsonaro, que age movida exclusivamente por motivos pessoais e ideológicos, sem analisar quais seriam os interesses do Brasil no intrincado xadrez da política internacional.

Se perdermos o comércio com a China e os 30 bilhões de dólares no superávit comercial, os Estados Unidos não comprarão nossos produtos na mesma proporção dos chineses e o Brasil entrará numa gravíssima crise econômica.

APOIO A LULA – Agindo com essa falta de visão econômica e de patriotismo, a família Bolsorano fará com que as classes produtoras da agricultura, da indústria e dos serviços apoiem a reeleição de Lula, por falta de alternativa.  Isso já aconteceu em 2022 e pode voltar a ocorrer agora.

Lembrem que em 2018, quando venceu a eleição, Bolsonaro tinha o economista conservador Paulo Guedes como conselheiro, apelidado de “Posto Ipiranga”.

Agora, o inexperiente e desqualificado filho Flávio se apresenta sozinho, sem ter apoio de um administrador político-econômico de experiência e confiabilidade. E isso fará com que as classes produtoras desistam de apoiá-lo, preferindo novamente Lula, que é um líder que se diz socialista mas sempre foi aliado aos banqueiros.

Piada do Ano! Fachin cria grupo para revisar os penduricalhos ilegais concedidos a juízes

Procuradoria diz que não há indícios de venda de sentenças no Supremo

Caso da venda de decisões no STJ é esvaziado

José Marques
Folha

A Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República) descartaram nos últimos meses suspeitas sobre autoridades com foro especial no STF (Supremo Tribunal Federal) em alguns dos principais inquéritos que tratam de vendas de decisões judiciais no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e em outras cortes do país.

O caso, porém, foi mantido no Supremo porque há apurações paralelas que podem envolver essas autoridades — como ministros de tribunais superiores e parlamentares—, embora os inquéritos mais avançados rejeitem essa possibilidade. Uma parte dos inquéritos foi enviada pelo ministro Cristiano Zanin, relator do caso, a outros tribunais. Outra parte continua no Supremo, mas esvaziada e sem avançar em novas frentes.

DENÚNCIA – No dia 27 de maio, a PGR denunciou nove pessoas sob acusação de participarem de um esquema de acesso indevido e comercialização de decisões do STJ. Entre os acusados estão um lobista, um ex-chefe de gabinete e um ex-servidor da corte. Nenhum deles tem foro especial.

Essa é a primeira denúncia na investigação da Operação Sisamnes, iniciada em 2024 e que trata de suspeitas relacionadas ao segundo tribunal mais importante do país. Essa organização, afirmou a Procuradoria, era “voltada a pagamento e obtenção de vantagens pecuniárias ilícitas, em troca de interferências no resultado de decisões judiciais proferidas no bojo de processos com tramitação no Superior Tribunal de Justiça, mediante o concurso de funcionário público, valendo-se a organização criminosa dessa condição para a prática de infração penal”.

A denúncia do procurador-geral Paulo Gonet destaca que não há sinais de envolvimentos em irregularidades de duas ministras cujos gabinetes são investigados, Nancy Andrighi e Isabel Gallotti. “O desenvolvimento das apurações afastou qualquer elemento de vinculação subjetiva das referidas autoridades aos fatos examinados”, diz Gonet em manifestação que acompanha a denúncia. “Não há referência a seus nomes nos registros telemáticos coligidos nem indício de participação na dinâmica financeira relacionada à circulação de valores ilícitos”, acrescenta.

PERSISTÊNCIA – Apesar dessa consideração, Gonet pede a Zanin que o caso continue no Supremo por “persistência do vínculo de conexão com investigações que envolvem autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função”.

Zanin acatou a solicitação e mantém o caso no STF. Inquéritos mais específicos sobre vendas de decisões em tribunais de Justiça foram enviados para análise de outras instâncias. Eles tratavam de eventuais irregularidades nas cortes estaduais de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e do Tocantins.

As investigações foram remetidas para o STJ, onde desembargadores têm foro especial, e estão com diferentes relatores. A última delas, do Tocantins, foi enviada por Zanin em março.

SUSPEITAS – Essa investigação havia chegado ao Supremo por dois motivos: 1) havia suspeitas de vazamento de informações sigilosas em gabinetes do STJ, mas não foram encontradas provas; 2) as investigações encontraram referências a senadores e a uma ex-ministra do governo Jair Bolsonaro (PL), embora não haja indícios de crimes ou de irregularidades nessas menções.

As outras duas investigações foram enviadas para o STJ há mais tempo. Elas estavam com Zanin por suspeita de conexões com o inquérito principal, mas o ministro entendeu que eles tratam de outros possíveis episódios de irregularidades.

A investigação sobre o TJ-MT foi enviada em julho do ano passado para o STJ. Elas envolviam trocas de mensagens entre os magistrados e o advogado Roberto Zampieri, assassinado no fim do ano de 2023, que levantaram suspeitas de que houve pagamentos em troca de decisões judiciais favoráveis.

INDÍCIOS – O ministro entendeu que, no momento, não há indícios de que suspeitas sobre os desembargadores sejam as mesmas do esquema que envolveu decisões do STJ. Já o caso de MS foi enviado para o STJ em setembro do ano passado. Ainda não há denúncias ou pedidos de arquivamento do Ministério Público Federal sobre esses inquéritos.

O caso que envolve o assassinato de Zampieri, que também estava com Zanin, foi enviado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Em maio, o Ministério Público de MT apresentou denúncia contra suspeitos de serem mandantes e executores do crime.

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O CASO EM QUATRO PONTOS

1. OPERAÇÃO SIAMNES

Deflagrada em 2024, é uma investigação da Polícia Federal, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, do STF, para apurar um esquema de venda de sentenças, envolvendo o STJ. Essa operação, que já teve ao menos nove fases, se iniciou em Cuiabá (MT), a partir do assassinato do advogado Roberto Zampieri, em 2023, por uma disputa de terras. A perícia de seu celular gerou suspeitas sobre a existência do esquema.

2. PRINCIPAIS ENVOLVIDOS

As diferentes fases da operação resultaram em dezenas de mandados de busca e apreensão e diversas prisões. Entre os principais envolvidos estão Andreson de Oliveira Gonçalves, conhecido como lobista dos tribunais, e sua mulher, Mirian Gonçalves. Andreson foi apontado pela PF como intermediário na venda de sentenças. Também integram o núcleo das investigações Márcio José Toledo Pinto, ex-servidor do STJ que trabalhou em diversos gabinetes, e Daimler Campos, ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti.

3. DENÚNCIA DA PGR

São quatro das nove pessoas que foram denunciadas, em maio, pela PGR. Gonçalves chegou a ser um dos presos na operação, mas, no momento, cumpre prisão domiciliar. Campos está afastado de suas funções e foi alvo de mandados de busca e apreensão. Em março, Pinto foi preso preventivamente pela PF. Em sua denúncia, Paulo Gonet destacou não haver indícios de envolvimento de ministras, cujos gabinetes são investigados, Isabel Galotti e Nancy Andrighi. Gonet pediu que o caso ficasse no STF.

4. ESVAZIAMENTO DO CASO

Zanin acatou o pedido de Gonet e manteve o caso no STF. Contudo, enviou inquéritos mais específicos para análise de outras instâncias. Uma outra parte continua Supremo, mas esvaziada e sem avançar em novas frentes. Ainda não há denúncias ou pedidos de arquivamentos do Ministério Público sobre esses inquéritos.

Fachin nega pedido de senadores e preserva Kassio na relatoria do caso Master

Senadores apontam relação de Nunes com Ciro Nogueira

Thaís Barcellos
O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou um pedido formulado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que pede a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.

O pedido foi apresentado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM), que sustentavam que Nunes Marques têm uma relação “pública, histórica e notória” com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal no caso Master.

ARGUMENTO – Na decisão, Fachin argumentou que a arguição é “manifestamente incabível”, pois foi apresentada mais de um mês depois do fim do prazo regimental, que é de 5 dias úteis após o sorteio do relator.

Segundo o presidente do STF, o processo foi distribuído a Nunes Marques no dia 26 de março, logo o prazo final para arguição de suspeição era 31 de março. No entanto, a ação só foi protocolada no dia 12 de maio. “Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, disse Fachin.

FATO GERADOR – O magistrado na decisão não analisou o mérito do pedido. Ciro Nogueira foi alvo da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, no dia 6 de maio. No pedido, os senadores argumentaram que “o fato gerador da suspeição — embora já existente em razão da pública e notória amizade entre o Ministro Relator e o Senador Ciro Nogueira (PP/PI) — adquiriu nova e definitiva dimensão jurídica em 06 de maio de 2026”.

Segundo a Polícia Federal, Ciro é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. Os parlamentares afirmaram ainda que a investigação não é fato lateral, porque revelaria que Ciro “é hoje, formal e materialmente, sujeito ativo de medidas cautelares decretadas por esta Suprema Corte, no exato núcleo fático que constitui o objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito cuja instalação se busca assegurar por meio do presente Mandado de Segurança”.

A fé sequestrada: o uso político da religião volta ao centro da disputa eleitoral

O sentimento clássico do amor que não se completa, na poesia de Moacyr Félix

Moacyr Felix — Vida e Obra — os poemas essenciais — Escritas.org

Moacyr Felix e seus poemas essenciais

Paulo Peres
Poemas & Canções

O editor, escritor e poeta carioca Moacyr Félix de Oliveira (1926-2005), no poema “Sentimento Clássico”, expõe a dor que colocamos em tudo e, calados, procuramos ser o que jamais seremos.

SENTIMENTO CLÁSSICO
Moacyr Félix

Pisados, os olhos com que pisaste
a soleira escura de minha face;
e por mais pontes que entre nós lançasse,
ao que de fato sou nunca chegaste.

Que distâncias lamento, e que contraste!
Gravando em cada ser o amor que nasce
não encontrei o amor que me encontrasse:
amaram sem me ver, como me amaste.

Tinha os olhos tristes como eu tenho,
e o pranto que eu te trouxe de onde venho
é o mesmo que te espera adonde vais.

Se a mesma sóbria dor em tudo pomos,
não vês o que me calo. E assim nós somos
o que não somos nem seremos mais.

A estratégia de Donald Trump para aumentar sua enorme influência no Brasil

No WhatsApp e no Telegram, Flávio leva a culpa por ameaça ao Pix e tarifaço

Ilustração do Metrópoles

Laura Intrieri
Folha

O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como culpado por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos EUA em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa de análise de dados Palver.

A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas desses grupos. A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto.

VIAGEM AOS EUA – O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio.

Desde então, aliados de Lula (PT) passaram a defender em grupos de mensageria e em redes sociais a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix, conteúdo reforçado a partir de segunda (1º), quando houve a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros —a decisão final depende do aval de Trump.

Apoiadores de Lula tentam emplacar nas redes sociais o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise. Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a imposição das novas tarifas é um revés para a campanha presidencial do senador.

CARTA – Flávio disse que enviou na terça-feira (2) uma carta ao governo Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil “atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”.

Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.

TRAIÇÃO – A decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula. Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira.

Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas. Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix, com publicações afirmando que o sistema não será bloqueado nem afetado; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado.

CRÍTICA – Essa última vertente também critica o governo Lula por reagir às medidas americanas e usar o tema para desgastar o pré-candidato do PL. “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”, diz uma das mensagens. “Fake news”, diz outro registro, desta vez defendendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “Lula acusa Flávio de pedir tarifa aos EUA. Sem prova. Motivo da mentira? Medo”.

O recorte do levantamento reuniu publicações que citam o Pix combinadas a menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos. O levantamento da Palver mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, não a opinião da população. Diferentemente de uma pesquisa eleitoral, não há amostra representativa do eleitorado nem margem de erro, e os números não servem de prognóstico.

A salvação do time brasileiro chama-se Neymar; sem ele, estamos mal na foto

VÍDEO - Ancelotti garante Neymar na Copa e dá resposta ríspida a repórter: "Se minha vó tivesse rodas"

Sem Neymar,  Ancelotti está meio perdido na seleção

Vicente Limongi Netto

Temos bons valores individuais. Mas falta time. Mantenho a torcida pelo hexa. Longe de ser pessimista. Sou realista. A safra é fraca. Muitos dos considerados craques e convocados pelo mister, são jogadores apenas de clubes. Na seleção não rendem o esperado.

O torcedor se desespera. Bate o desânimo. Egito e Panamá são seleções fracas. Mas foi um sufoco vencer do Egito. Ancelotti berrava, a goma de mascar quase caindo da boca, para o jogo acabar. Neymar é nossa salvação. Fique logo bom para lutar pelo nosso hexa.

BOLSONARISTAS – Tanto Ronaldo Caiado como Romeu Zema são bolsonaristas. Garantem que a primeira medida deles será libertar os presos da tentativa do golpe e claro, soltar Jair Bolsonaro, o pior e único presidente que tentou cometer o medonho crime contra uma nação democrática depois da ditadura.

Caiado e Zema são exatamente iguais ao asno  Tariflávio.  Defendem a classificação das facções de terroristas, privatizar tudo, inclusive a Petrobrás.

Dizem que vão combater as facções criminosas, mas foram contra a interação do governo federal com os estaduais, para combaterem juntos as facções do CV e PCC. Descaradamente culpam o governo atual pelo tarifaço do Trump e não os filhos de Bolsonaro. Farsantes da mesma laia. Meu voto não é latrina. 

O desafio brasileiro diante da nova política do governo dos EUA

Planalto analisa os efeitos das decisões de Trump

Pedro do Coutto

A decisão do governo de Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas inaugurou uma nova etapa nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Mais do que uma discussão jurídica ou policial, o tema rapidamente ganhou contornos diplomáticos, econômicos e eleitorais, transformando-se em um dos assuntos mais sensíveis da agenda bilateral entre os dois países.

A reação do governo do presidente Lula da Silva foi imediata. Brasília passou a articular uma estratégia para demonstrar que o Brasil já mantém mecanismos robustos de cooperação internacional no combate ao crime organizado, compartilhando informações, realizando operações conjuntas e firmando acordos permanentes com autoridades estrangeiras. O objetivo é evitar que a nova classificação seja interpretada como justificativa para qualquer tipo de interferência externa em assuntos considerados de competência exclusiva do Estado brasileiro.

REFLEXOS – A preocupação do Palácio do Planalto não se limita à nomenclatura adotada por Washington. O receio central está nas consequências políticas e jurídicas que podem decorrer dessa decisão. A legislação norte-americana prevê instrumentos mais amplos de sanção financeira, monitoramento internacional e restrições econômicas quando organizações são enquadradas como terroristas.

Autoridades brasileiras argumentam que PCC e Comando Vermelho são facções criminosas voltadas essencialmente para atividades ilícitas lucrativas, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando, sem possuírem objetivos ideológicos ou políticos que tradicionalmente caracterizam organizações terroristas.

FINALIDADES – Essa distinção não é meramente semântica. No entendimento predominante entre especialistas em segurança pública e autoridades brasileiras, terrorismo pressupõe uma motivação política, religiosa ou ideológica destinada a influenciar governos, intimidar populações ou alterar estruturas de poder. Já o crime organizado busca essencialmente a expansão de mercados ilícitos e a maximização de lucros. Embora PCC e Comando Vermelho promovam violência extrema e imponham terror em diversas comunidades, sua finalidade principal permanece econômica.

O debate, entretanto, tornou-se ainda mais complexo ao ser incorporado à disputa política brasileira. A classificação anunciada por Marco Rubio ocorreu após contatos públicos de Flávio Bolsonaro com integrantes da administração Trump. O senador e pré-candidato presidencial apresentou a medida como uma resposta mais dura ao avanço das facções criminosas e como demonstração de alinhamento com a política de segurança adotada pelos Estados Unidos.

Para seus apoiadores, a iniciativa representa um reconhecimento internacional da gravidade do problema enfrentado pelo Brasil. Para seus críticos, contudo, a articulação abre espaço para questionamentos sobre soberania nacional e eventual influência estrangeira em questões internas brasileiras.

FLUXOS FINANCEIROS – O ponto mais relevante talvez esteja justamente naquilo que permanece fora dos holofotes políticos. O combate ao crime organizado depende menos de classificações simbólicas e mais da capacidade efetiva de interromper fluxos financeiros, redes de lavagem de dinheiro, rotas de narcotráfico e cadeias internacionais de abastecimento. Nesse aspecto, a cooperação entre Brasil e Estados Unidos já existe há décadas e pode ser fortalecida independentemente da controvérsia sobre o enquadramento jurídico das facções.

Outro aspecto frequentemente negligenciado envolve a dimensão transnacional do problema. As facções brasileiras não operam isoladamente. Elas dependem de redes internacionais de tráfico, contrabando e movimentação financeira que atravessam fronteiras.

Se Washington pretende ampliar sua participação no enfrentamento dessas organizações, um dos caminhos mais eficazes seria intensificar ações contra as estruturas que alimentam esses mercados ilícitos, rastreando recursos financeiros, identificando intermediários e fortalecendo mecanismos de inteligência compartilhada. O foco estratégico deveria estar menos na retórica política e mais na desarticulação concreta das cadeias criminosas que sustentam o poder econômico dessas organizações.

DESAFIO INTERNO – Ao mesmo tempo, o governo brasileiro enfrenta um desafio interno que não pode ser ignorado. A resistência à classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas não elimina a necessidade de demonstrar resultados concretos no enfrentamento ao crime organizado. O crescimento da influência dessas facções ao longo das últimas décadas alimenta uma percepção de insegurança que ultrapassa divisões ideológicas e afeta diretamente a confiança da população nas instituições públicas.

O episódio revela, portanto, uma questão maior do que a simples divergência entre Brasília e Washington. Trata-se de definir até que ponto a cooperação internacional pode avançar sem comprometer a soberania nacional e como o Brasil pretende enfrentar organizações criminosas que já operam em escala continental. Entre o risco da intervenção externa e a necessidade de uma ação cada vez mais coordenada contra o crime organizado, o desafio consiste em encontrar um equilíbrio capaz de preservar a autonomia brasileira sem abrir mão da colaboração internacional.

A discussão não deveria girar apenas em torno do nome atribuído ao PCC e ao Comando Vermelho. A verdadeira questão é saber quais instrumentos serão efetivamente capazes de reduzir seu poder econômico, limitar sua expansão territorial e proteger a população brasileira. A resposta para esse problema dificilmente será encontrada em disputas eleitorais ou em gestos simbólicos. Ela dependerá, sobretudo, de inteligência, cooperação internacional e capacidade institucional para enfrentar um fenômeno criminoso que há muito tempo deixou de respeitar fronteiras.

PGR e PF decidem nos próximos dias se mantêm tratativas com Daniel Vorcaro

Charge do Cláudio (Folha)

Deu no G1

PGR e PF devem decidir nesta semana se mantêm a negociação para um acordo de colaboração com Daniel Vorcaro após receberem um novo complemento da proposta de delação. O material, entregue na última segunda-feira pela defesa do empresário, ainda está sob análise de investigadores e procuradores. Eles avaliam se as informações apresentadas superam as deficiências apontadas na primeira versão.

Segundo fontes envolvidas na negociação, a nova versão não trouxe uma mudança radical de rumo. A avaliação preliminar é de que não houve um “cavalo de pau” na narrativa apresentada por Vorcaro. O material é visto, até agora, como um aprofundamento do que já havia sido colocado na mesa após a primeira rodada de negociações.

NOVAS INFORMAÇÕES – A análise ainda não foi concluída. Procuradores e investigadores da Polícia Federal estão relendo todo o material para verificar se as novas informações atendem às exigências feitas após a primeira proposta, considerada insuficiente para a celebração de um acordo. A expectativa é que a avaliação técnica seja concluída  nos próximos dias. Depois disso, representantes da PGR e da PF devem se reunir para definir os próximos passos.

Há três cenários possíveis: apontar novos ajustes necessários para a colaboração, reconhecer avanços e manter a negociação aberta ou, no limite, concluir que não há elementos suficientes para justificar a continuidade das tratativas. Reservadamente, integrantes envolvidos na análise afirmam que, até o momento, não identificaram fatos substancialmente novos. Ainda assim, ressaltam que a avaliação definitiva só será feita após o exame completo do material entregue.

COLABORAÇÃO – Caso a colaboração não avance, as investigações seguem normalmente. A eventual ausência de acordo não interrompe as apurações em curso. A defesa de Vorcaro sustenta que o empresário continua disposto a colaborar e acredita que os benefícios previstos na legislação para colaboradores podem ser aplicados ao seu caso.

Pela lei, acordos de colaboração podem prever redução de pena de até dois terços, desde que as informações prestadas sejam consideradas efetivas e relevantes para as investigações.

Polarização anestesia eleitorado e escândalos ainda não afetam favoritos de 2026

Eleitorado se acomodou na armadilha do amor e ódio

Dora Kramer
Folha

Mudanças na dinâmica da relação entre os políticos e o eleitorado criam dificuldades para a análise e exigem a adoção de novos critérios no exame do andamento de campanhas eleitorais. Daí decorrem circunstâncias aparentemente inexplicáveis. O que valia já não vale.

Na cena atual, dois fatores em tese fortes o bastante para abalar ou impulsionar as intenções de voto não foram suficientes para alterar de modo significativo o quadro retratado pelas pesquisas de opinião.

GASTOS E MENTIRAS – Tanto Luiz Inácio da Silva (PT) como Flávio Bolsonaro (PL) ficaram mais ou menos onde estavam em levantamentos anteriores, a despeito de o primeiro patrocinar gastança calculada em R$ 190 bilhões para captar eleitores e o segundo ter sido pego em mentiras reiteradas sobre o relacionamento com Daniel Vorcaro.

Houve uma mexida nos índices, mas o presidente não deslanchou nem o senador despencou. Do empate, a situação migrou para uma distância de nove a quatro pontos porcentuais com vantagem para Lula, segundo as medições de primeiro e segundo turnos registradas na última pesquisa Datafolha.

Tão amados quanto rejeitados, os dois consolidam torcidas movidas por amor e ódio, resultando numa paralisia do cenário. Bondades de um e malfeitorias do outro não abalaram o favoritismo de ambos, introduzindo uma incógnita e um dado concreto no exercício da interpretação.

POLARIZAÇÃO – Por que isso acontece? É a dúvida em princípio dirimida pelo fator polarização. Não explica tudo. A certeza que se extrai dessa situação é a impossibilidade de se estabelecer comparações com exemplos do passado.

Lula já não consegue se escorar na mítica do provedor dos desvalidos, como quando se safou do escândalo do mensalão. Flávio Bolsonaro não foi abatido como Roseana Sarney em 2002, quando a foto de dinheirama encontrada no escritório do marido interrompeu sua trajetória ascendente nas pesquisas para presidente.

O tempo passou, a política não se arejou e o eleitorado, pelo visto, se acomodou na armadilha das emoções dominadas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA campanha só começa depois que acabar a Copa. Por enquanto, nada está valendo, nada é definitivo. É a partir de agosto que o couro come, como se dizia antigamente. (C.N.)

Trump pouco se importa com Flávio Bolsonaro e Lula, sua preocupação é outra

Especialista avalia como 'lógica de desestabilização' atuação de Trump

Trump manda atacar o Brasil para ganhar eleições parlamentares

Carlos Newton

A imprensa amestrada faz um esforço comovente para mostrar que o presidente Donald Trump está preocupadíssimo com o Brasil e empenhado de corpo e alma em eleger Flávio Bolsonaro para presidente da República. Até parece verdade, pois comentaristas da GloboNews, Bandnews, SBT News e Record News aparecem dando chiliques e faniquitos diante das câmeras, mas é apenas conversa fiada.

Na realidade, tudo não passa de uma gigantesca fake news, plantada pelo próprio Trump, porque ele tem problemas muito mais sérios para resolver, e nada tem a ver com as disputaa eleitorais aqui debaixo do Equador.

ELEIÇÕES NOS EUA –  Trump está realmente preocupadíssimo, mas é em relação às  eleições parlamentares americanas, que serão realizadas no início de novembro, e a campanha eleitoral já está nas ruas, porque o povo americano é diferente do brasileiro e não dá importância desmedida à Copa do Mundo de Futebol.

Dentro de cinco meses, serão eleitos nos Estados Unidos os 435 deputados federais, 35 dos 100 senadores, 39 dos 50 governadores, além de mandatos políticos estaduais e locais.

Trump está inteiramente dedicado a essas eleições, porque o resultado definirá os últimos dois anos de seu mandato. Se o Partido Republicano não conseguir a maioria no Parlamento, Trump imediatamente vai se transformar no chamado pato manco (“lame duck”), expressão americana que define um presidente que não manda mais nada e não conseguirá eleger seu sucessor.

MOTIVOS DA REJEIÇÃO O problema se agravou devido ao efeito negativo de importantes atos de Trump, como o apoio ao massacre de civis na Palestina e os recentes ataques ao Irã. E assim a rejeição a seu governo já atingiu 62%, um recorde histórico lá na matriz USA.

 O crescimento da rejeição a Trump é causado também por razões  econômicas. A maioria dos americanos critica o governo pela alta no custo de vida e pela dificuldade de expansão do mercado de trabalho. Para conter o desgaste  Trump usa a caça a imigrantes ilegais, os tarifaços e até a invasão de Venezuela, a pretexto de reduzir o tráfico de drogas e o apoio a Cuba.
No caso do Brasil, é claro que Trump prefere um capacho como Flávio Bolsonaro a um insensato como Lula. No entanto, ao investir contra o país, sua intenção principal é agradar aos produtores agropecuários, às indústrias siderúrgicas e de autopeças, aos fabricantes de calçados e outros setores que não conseguem competir com as exportações brasileiras. 
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P.S. 1 Nessa empreitada, o governo Trump faz de tudo e se aproveita dos pontos fracos da filial Brazil, como o fato de o então deputado Eliseu Padilha (MDB-RS), que mandava e desmandava no governo Michel Temer, ter sido acusado  pelo Ministério Público de Mato Grosso, em 2016, por trabalhos escravos e invasão de parque ambiental. Isso não tem nada a vez com Flávio Bolsonaro e Lula da Silva, mas atende perfeitamente ao verdadeiro interesse de Trump e da matriz USA, que é levar vantagem em tudo. O resto são apenas chiliques e faniquitos.
P.S. 2 – Quando esteve recentemente com Trump, Lula não viajou a serviço dos interesses nacionais. Sua intenção era defender a caixa registradora dos irmãos Joesley e Wesley Batista, duramente atingidos por Trump. (C.N.)