A silenciosa transformação do poder em Brasília, que é presidencialista, mas nem tanto

Brasil já venceu os EUA e poderia vencer novamente, mas Lula é ignorante demais

Tribuna da Internet | Lula se humilhou diante de Trump e mostrou ser  marionete de Joesley

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

Essa ridícula e perigosa crise diplomática com os Estados Unidos é de causar revolta em quem conhece a brilhante trajetória de nossa diplomacia, que soube travar e vencer disputas arriscadíssimas, como a anexação do Acre, em 1903, quando a então jovem república brasileira enfrentou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que era a maior potência mundial, onde o Sol jamais se punha, segundo seu orgulhoso lema imperialista.

Foi nessa época que se fortaleceu a cobiça internacional pela Amazônia, devido à estratégica importância da borracha, usada na fabricação de pneus para carros, caminhões, motos, bicicletas e aviões. Só existia borracha na região boliviana do Rio Acre, onde era extraída por colonos brasileiros e exportada pelo porto de Belém.

O OURO NEGRO – A riqueza produzida pela borracha era tanta que atraia cada vez mais migrantes brasileiros e do exterior. Nessa época, os Estados Unidos, com apoio do Império britânico, então fizeram um acordo com a Bolívia, pagando caro para criar chamado Bolivian Syndicate, destinado a gerir com leis norte-americanas a região, explorar a borracha e expulsar os brasileiros.

A reação foi fulminante. Liderados por Plácido de Castro, ex-major da Brigada Gaúcha, em 6 de agosto de 1902 os seringueiros atacaram a guarnição do Exército boliviano no principal vilarejo do Acre e assumiram o controle da situação.

A Bolívia mandou mais tropas e embarcações de sua Marinha, mas os seringueiros resistiram, apesar das numerosas baixas.

LUTA RENHIDA – Plácido de Castro era um grande estrategista e conduzia os seringueiros sem o menor apoio do Exército ou da Marinha do Brasil, que tentavam fazer com que se entregasse. Mas isso não aconteceu.

Após uma série de batalhas, Castro conseguiu dominar pontos estratégicos como Puerto Alonso (atual Porto Acre), e forçou a Bolívia a retirar suas tropas em 24 de janeiro de 1903.

A partir daí se iniciou a negociação diplomática, com mediação internacional, em que o Brasil foi representado  pelo Barão do Rio Branco, que saiu vitorioso ao conseguir um acordo de indenização à Bolívia, alternativa que teve ferrenha oposição dos governos dos EUA e da Grã-Bretanha, que foram derrotados no importante episódio.

NÃO ALINHAMENTO – O fato concreto é que os imperadores Pedro I e Pedro II souberam escolher grandes importantes para comandar a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, que depois passou a ser conhecida como Itamaraty, nome do belíssimo palácio-sede no Rio de Janeiro.

Poucos se dão conta disso, mas foram os diplomatas brasileiros que criaram a diplomacia do não-alinhamento, que depois viria a ser adotada por outros países, como Suíça e Uruguai. A estratégia foi consolidada por figuras históricas como José Bonifácio de Andrada e Silva, José Joaquim Carneiro de Campos e José Maria da Silva Paranhos, o visconde de Rio Branco, membro da Academia Brasileira de Letras e principal articulador da Lei do Ventre Livre.

O não-alinhamento floresceu na gestão do filho de Paranhos, que Dom Pedro II transformou no Barão do Rio Branco, reconhecidamente o gigante da diplomacia brasileira, que derrotou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha nas mesas de negociação em que fixou nossas fronteiras ocidentais.

TEMPOS MODERNOS – Essa independência na diplomacia foi preservada pelo regime militar e seguiu em frente, somente sendo desprezada a partir dos governos do PT. A culpa é do então ministro José Dirceu, que mandava em Lula no início do primeiro governo e entregou o Itamaraty aos chamados “barbudinhos”, liderados por Celso Amorim.

Desde então o Brasil abandonou o não-alinhamento e se uniu à Rússia, à China e à Índia no grupo BRICS, além de Cuba, Venezuela, Nicarágua etc.

O resultado é que o governo de Lula comprou uma briga dura com os Estados Unidos, ao invés de estar se beneficiando com uma diplomacia que defenda os interesses do Brasil, ao invés de se guiar por posições falsamente ideológicas.

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P.S.
Com seu despreparo, Lula colocou o Brasil num caminho perigoso e acha que se trata de um problema de soberania, quando a causa é uma política diplomática totalmente equivocada. E ninguém sabe o que esses erros do governo do PT podem provocar. (C.N.)

Cadê os R$ 60 bilhões que Vorcaro disse que devolveria? Perguntar não ofende…

Tribuna da Internet | Líderes políticos e autoridades podem estar  envolvidos com o Banco Master

Charge do J.Caesar (Veja)

Duarte Bertolini

Muitas coisas mudam e, velozmente, no Brasil. Mas outras continuam imutáveis e guiando nossos dias. Por exemplo, o bordão de que “o Brasil não é para amadores”. Sempre que deparo com essa citação, fico tomado pela sensação de minha absoluta ignorância.

Agora, tomo conhecimento de que “a PF está pressionando Vorcaro a devolver 60 bilhões de reais aos fundos…”. Diante disso, sou tomado pelo estilo Eremildo, o eterno idiota do Elio Gaspari, e pergunto: Onde estão estes bilhões?

DÚVIDAS – Surgem, então, muitas dúvidas. Estes bilhões estariam no bolso interno da vestimenta de presidiário do banqueiro Vorcaro? Enterrados em lugar ermo com um mapa preciosíssimo que indicaria onde estão? Deveríamos ressuscitar Indiana Jones para achá-los? Ou estariam em alguma conta secreta, em nome de laranjas no Brasil?

É difícil saber… E há outras questões para que a gente possa entender. Como sabem que são R$ 60 milhões? Se estão no patrimônio pessoal ou de outras empresas ligadas à família Vorcaro, não estariam sob a guarda do Banco Central Se essa fortuna está à disposição do Vorcaro, como a PF ainda não achou?

Se o dinheiro está em paraíso fiscal, contas de laranjas, imóveis em nome de terceiros, bitcoins ou similares, os famosos rastreamentos da PF, TCU, AGU, BC, Coaf, Receita etc. não encontraram nenhum rastro?

E O INTERCEPT? – O sempre útil e necessário site Intercept, oráculo de todos os segredos favoráveis à esquerda, não poderia ajudar neste caso? Como o assunto está em toda mídia há sete meses, com atuação exemplar da PF, será que realmente precisamos negociar com o criminoso para que se digne a devolver essa parte do saque?

E o restante? As pesquisas e apreensões seriam somente para animar o telejornal amigo do dia? Se não concordar em devolver, o que vai acontecer com Vorcaro e com os bilhões?

E aí? Vamos ficar aguardando a libertação próxima e inevitável desse chefe de quadrilha, recompensa obvia por sua caridade e espírito cívico?

SISTEMA FALIDO – Poderíamos fazer muitas outras perguntas, mas fiquemos por aqui. Essa situação não pode ser explicada, porque é a demonstração cabal da falência, do servilismo, da incompetência e da corrupção de todo um sistema, seja de justiça, de polícia, de administração e de concepção moral da sociedade, como um todo?

Devemos esperar o próximo escândalo, para ir encobrindo os anteriores? Afinal, ninguém fala mais no resort luxuoso com um cassino embutido. A usurpação de dinheiro dos aposentados também está sendo esquecida. E por aí vamos.

Triste Brasil, sempre fomos uma nação suis generis, mas como chegamos a isto? Tenho algumas teorias, mas desenvolvê-las pode ser perigoso para nosso amor próprio e para nosso amor a esse país.

Flávio Tariflávio ganha concurso e será escolhido com sabujo preferido de Trump

TRUMP NÃO MANDA NO BRASIL! ⚠️ Nós acionamos a Procuradoria-Geral da  República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro. É inadmissível que  parlamentares brasileiros articulem com o governo dos Estados Unidos  medidas que

Charge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Ele atende por Flávio Rachadinha, também por Flávio Achocolatado, ainda por Flávio Golpista e, agora, pelo magistral, adequado e merecido Flávio Tariflávio.  Coberto de lama e esmerado em mentiras, o senador do PL ostenta feliz o título de sabujo favorito de Donald Trump.

Caiu a máscara do pretensioso senador. Novamente pisa na bola. Depois da burrada nada republicana, insiste em alegar que nunca pediu a Trump para novamente taxar produtos brasileiros. 

DNA NÃO FALHA – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto está orgulhoso de ter um candidato desse nível no partido. O pai do Tariflávio, condenado e preso, Jair com pão e leite condensado, deixou para o Brasil a imorredoura e nojenta pecha de golpista. Desonrou as Forças Armadas.

Como o DNA não falha nunca, chegou a vez do filho mais velho, Tariflávio, desonrar o Brasil. Mente aos brasileiros, tenta passar perfil de ético e decente aos eleitores, mas a verdade é que está mais sujo do que pau de galinheiro.

Age contra as empresas brasileiras. O Tariflávio do PL ostenta vaidoso o papelão que ganhou de presente do patrão Donald Trump: uma pomposa e vergonhosa lavagem cerebral que deslustra a política brasileira.

Apesar de bandeira da segurança, Flávio não transformou projetos próprios em lei

Juiz federal retém sem julgar a ação que visa suspender apostas nas BETs 

Charges: Entra no ar hoje o maior sistema de pilantragem que uma nação pode  adotar!

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

O advogado Luiz Nogueira, que representa em juízo o ex-deputado Afanasio Jazadji, enviou ao presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, um pedido de preferência para julgamento da ação apresentada para suspender o funcionamento das empresas Bets de apostas, porque o processo judicial está paralisado nem qualquer justificativa.

“Há 70 dias tramita na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal ação popular, objetivando a imediata suspensão da jogatina denominada Bets, que está aniquilando a poupança popular, provocando endividamento incontrolável, desagregação familiar, agravamento de doenças mentais e psiquiátricas, com crescente prejuízo ao erário público em decorrência da maior demanda por socorro médico em hospitais públicos, afora a interminável propaganda pelos meios de comunicação incentivando crianças e jovens ao vício do jogo, que é ilegal e imoral, muito embora a Portaria SPA 1231/2024, do Ministério da Fazenda, tenha transformado o governo federal em sócio dessa anomalia”, diz o Dr. Luiz Nogueira.

DADOS OFICIAIS – Segundo o advogado paulista, dados oficiais apontam que essa modalidade de jogo, em sua maioria bancada por sites de apostas ligados a cassinos internacionais, está retirando do País cerca de R$ 20 bilhões mensais.

Projeções indicam que a jogatina desenfreada durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol captará, excepcionalmente, só no Brasil, cerca de US$ 3,5 bilhões, e no mundo, mais de US$ 35 bilhões.

A petição assinala que somente a justiça cautelar de urgência poderá pôr um fim a essa incomensurável usurpação de recursos familiares, mas até agora não houve uma resposta do Judiciário. E cita a opinião do Papa Leão XIV, que criticou o crescimento dos jogos de azar e das apostas online, chamando-os de um “flagelo” que está arruinando muitas famílias. 

DISSE O PAPA – Segundo Luiz Nogueira, o Papa destacou o problema como uma crise social e de saúde mental e não apenas um prejuízo financeiro.

“Para o Sumo Pontífice, a dependência em jogos de azar destrói laços familiares e enfraquece a confiança nas relações sociais. Ele classificou o vício como um grave problema educativo, de saúde mental e de confiança social, citando dados sobre a expansão das apostas. Reforçou a necessidade de atenção aos danos causados pelo jogo compulsivo”.

O advogado do ex-deputado Afanasio Javadji, enviou cópia da petição à presidência do TRF1, ao corregedor e ao juiz da 18ª Vara Cível Federal do Distrito Federal, Arthur Pinheiro Chaves, na qual tramita a ação, pedindo providências contra as BETs.

Pré-candidato do PT, Delúbio Soares recebe gesto de apoio de Lula em agenda oficial

Lula proíbe novas iniciativas e manda ministros focarem em entregas até a eleição

Após decisão de Trump, Brasil terá de demonstrar que enfrenta facções, diz analista

Eduardo Bolsonaro vai a julgamento por atuação nos EUA contra ministros do STF

Trump faz acenos ao bolsonarismo, mas seguirá apostando na relação com Lula, avaliam empresários

Apesar do momento de tensão, relação seguirá fluindo

Mônica Bergamo
Folha

A relação entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente Lula está novamente passando por um momento de teste e estresse, mas a aposta de empresários com trânsito na alta administração do governo dos EUA é a de que ela seguirá fluindo, apesar dos momentos de tensão.

Por essa análise, a decisão do governo norte-americano de designar o PCC e o PV como organizações terroristas já estaria tomada há mais de três meses, dentro de um novo contexto das relações dos Estados Unidos com a América Latina. Teria sido justamente a relação construída entre Trump e Lula que evitou que ela fosse anunciada antes da visita do brasileiro à Casa Branca, em maio.

CONCESSÃO – A foto de Flávio Bolsonaro com Trump, divulgada na semana passada, na visão desse mesmo empresário, teria sido uma concessão do presidente norte-americano aos seus falcões, ou seja, ao núcleo duro republicano de seu governo.

O grupo seria representado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e desejaria influir fortemente nas eleições brasileiras, criando situações que beneficiem a família Bolsonaro. Com a foto e o anúncio vinculado a ela, já estariam atuando no pleito do país. Esse mesmo grupo não estaria conformado, até hoje, com o estabelecimento de relações de Trump com Lula.

Por isso, teriam organizado para que o pré-candidato Flávio Bolsonaro pegasse carona em uma decisão que já estava tomada com antecedência, colocando-o ao lado de Trump para uma foto dois dias antes do anúncio. Por essa visão ainda, o presidente norte-americano estaria fazendo gestos para agradar ao grupo.

AÇÃO UNILATERAL – Um diplomata brasileiro ouvido pela coluna, no entanto, discorda da avaliação e diz que não é possível dourar a pílula, ainda mais diante de uma segunda ação unilateral contra o Brasil que acaba de ser divulgada: a conclusão de uma investigação comercial do governo Trump contra o país.

Nela, há ataques, por exemplo, ao Pix, e é feita a proposta de uma nova taxação, de 25%, contra produtos brasileiros. Apesar, portanto, de todo o diálogo, a situação estaria no mesmo patamar de quando Trump ameaçou impor um tarifaço ao Brasil sob o argumento de que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sendo perseguido pela Justiça brasileira.

Delação de Vorcaro não avança sobre Ciro Nogueira e mantém versão de relação pessoal

Vorcaro segue blindando Ciro Nogueira

Bela Megale
O Globo

Vão-se os anéis, ficam os dedos. Até o momento, Daniel Vorcaro não mudou o disco na nova rodada de negociação de sua delação premiada. Pelo menos quando o assunto é Ciro Nogueira.

O dono do Banco Master segue defendendo a tese de que não houve corrupção ou relação de “causa e efeito” nos pagamentos que fez ao senador. Vorcaro já havia sinalizado que pretendia trazer mais informações do que na tratativa inicial, mas ainda apostaria numa versão “light” de acordo, com contenção de danos.

RELAÇÃO DE AMIZADE – Segundo envolvidos nas negociações, Vorcaro insiste que os pagamentos que fez a Nogueira se deram pela relação de amizade. Sobre a emenda apresentada pelo parlamentar para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o dono do Master defende que o senador fez por amizade e que não houve favor em troca.

A Polícia Federal apontou que o texto foi redigido dentro do Banco Master, elaborado pela assessoria da instituição financeira, encaminhado a Daniel Vorcaro, impresso e entregue em um envelope destinado a “Ciro” na casa do parlamentar.

“OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO” – A aquisição da participação societária de uma empresa ligada a Vorcaro pela CNLF, companhia que tem Ciro como sócio e é administrada pelo irmão do senador, também tem sido descrita por Vorcaro como uma “oportunidade de negócio”. Ele nega que o fato de a aquisição ter sido feita por R$ 1 milhão, sendo que valia R$ 13 milhões, seria uma contrapartida por serviços prestados. A defesa de Nogueira afirma que ele não teve participação em atividades ilícitas.

Os advogados de Vorcaro pediram autorização para ter um regime especial de visitas ao cliente, que está preso, até a primeira quinzena deste mês para trabalhar no acordo de delação. A autorização foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, com aval da PF e do Ministério Público. A primeira proposta foi considerada fraca e rejeitada pela PF. Por ora, Vorcaro não deu sinais de que mudou de postura.

Após fracasso inicial, Vorcaro apresenta nova proposta de delação à PF e à PGR

“Quando eu me chamar Saudade”, a despedida de Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Paulo Peres
Poemas & Canções

Nelson Cavaquinho: vida e obra do sambista de estilo único, morto há 40 anos | Stories | Flipar | O Dia

Nélson e Guilherme, dois amigos inseparáveis

O pintor, escultor, cantor e compositor carioca Guilherme de Brito Bollhorst (1922-2006), na letra de “Quando Eu Me Chamar Saudade”, parceria com Nelson Cavaquinho (1911-1986), pede aos amigos que façam tudo quanto quiserem fazer por ele, somente enquanto estiver vivo.

Este samba imortal foi gravado por Nora Ney no LP “Tire seu Sorriso do Caminho, que Eu Quero Passar com a Minha Dor”, título de outra grande parceria dos dois, em 1972, pela Som Livre.

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão

Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora

Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais

Mesmo após vitória da 6×1, PT não espera ganho imediato para Lula nas pesquisas

Seleção jogou melhor com seus reservas, que deixam menos vazios no meio-campo

Coutinho é cortado, e Tite convoca Lucas Paquetá para jogos da Seleção nas  Eliminatórias | Ge

Lucas Paquetá fez a diferença e foi o melhor em campo

Tostão
Folha

A goleada sobre o fraco Panamá serve para Carlo Ancelotti refletir sobre outras opções na escalação e formação tática da equipe. No primeiro tempo, a seleção repetiu a estratégia usada contra a Croácia com Matheus Cunha mais recuado, marcando pela esquerda, além de Luiz Henrique pela direita e a dupla de atacantes formada por Raphinha e Vinicius Junior.

No segundo tempo o time melhorou com os reservas. Os meio-campistas Paquetá e Danilo Santos formaram um trio no meio-campo, com Rayan.

HÁ DIFERENÇAS – Paquetá é diferente de Matheus Cunha. O jogador do United (Matheus) é um meia-atacante que volta para receber a bola e marcar, enquanto Paquetá, assim como Danilo, é um meio-campista que joga de uma área a outra e que inicia as jogadas de frente para o campo adversário.

Raphinha ficou um pouco perdido pelo centro, pois no Barcelona atua do lado para o meio, se movimentando por todo o ataque. Danilo, Rayan, Endrick e Igor Thiago também mostraram novamente que podem ser boas alternativas.

Independentemente da escalação e da formação tática, o time precisa pressionar mais a saída de bola do adversário e ser mais compacto, defendendo e atacando em bloco. Quando o meio-campo se adiantava, os zagueiros ficavam muito atrás, deixando grandes espaços entre os dois setores para o Panamá trocar passes e chegar à área. Esse posicionamento do time brasileiro contra fortes seleções poderá ser um desastre.

VAZIO NO MEIO – Desde os 7 x 1 contra a Alemanha, em 2014, o recente 4 x 1 contra a Argentina e outros momentos ruins, critico o vazio que existe no meio-campo, com apenas dois jogadores para marcar, construir e avançar, além da pouca valorização do setor no controle da bola. Seria melhor formar um trio no meio-campo, desde que tenham pelo menos dois meio-campistas que marcam, constroem e avançam.

É necessário, em uma mesma partida, alternar a transição rápida da defesa para o ataque com a troca de passes e o domínio da bola e do jogo. Contra as seleções mais fortes será importante, em muitos momentos, recuar a marcação, atrair o outro time e contra-atacar para aproveitar os velozes atacantes brasileiros e os espaços deixados pelos adversários.

Além das qualidades individuais, coletivas e físicas, a seleção terá de estar bem emocionalmente na Copa. O grupo conta com a ajuda da psicóloga Marisa Santiago, especialista em terapia cognitivo-comportamental e mestre em ciências do esporte pela UFMG.

TENSÃO BENÉFICA – A ansiedade é uma reação emocional quando se percebe uma situação ameaçadora, com ou sem a presença de um perigo real, objetivo. O receio é o fracasso na Copa. A tensão é benéfica, dentro de certos limites, pois ela estimula a produção de substâncias químicas, melhora a concentração, a capacidade muscular e aumenta o entusiasmo.

Se a ansiedade for excessiva, o corpo não obedece ao comando do cérebro e passa a ter ações inadequadas, impulsivas e, às vezes, violentas, que podem resultar em expulsões e derrotas.

Os jogadores, antes das partidas, criam hábitos, rituais para conviver melhor com a tensão emocional. Pelé chegava ao vestiário, deitava e fechava os olhos. Não sei se dormia e se sonhava com os lances magistrais que executaria em campo. Ele foi o maior de todos porque possuía, no mais alto nível, todas as qualidades técnicas, físicas e emocionais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Tostão tem razão. Com Paquetá e Danilo Santos, o meio-campo brasileiro é mais compacto e agressivo. Se Lancelotti não abrir o olho, a vaca vai para o brejo. Não existe segredo. É preciso escalar sempre os melhores e colocar o Neymar no segundo tempo, quando os adversários estiverem cansados. Isso, é claro, se nosso maior craque se recuperar a tempo… (C.N.)

Precisamos saber quantos parlamentares beneficiaram negócios de Daniel Vorcaro

Mensalão do Master no caso Vorcaro | Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Alexandre Garcia
Gazeta do Povo

 Quando eu falo em figura pública, ou funcionário público, eu me refiro àqueles que estão sob a observação e fiscalização da origem do poder, que é o povo. Quando pagamos impostos, estamos bancando a folha de pagamento de toda essa gente, e merecemos respeito. Eles precisam estar sempre sob o escrutínio do povo, e por isso ficamos de olho em ministro do Supremo, em presidente da Câmara, em senador, por isso acompanhamos esses casos de gente que vende emendas, recebe dinheiro para isso.

O senador Renan Calheiros fez uma denúncia impressionante: Hugo Motta, presidente da Câmara, teria incluído um “jabuti” em um projeto de lei para permitir que fundos de previdência – que hoje estão todos com um rombo imenso – pudessem aportar no Banco Master. Calheiros ainda disse que a cunhada de Motta recebeu um empréstimo do Master no valor de R$ 140 milhões, que nunca foi cobrado.

É muita corrupção, muita concussão – quando um funcionário público, em razão do seu cargo, pede alguma coisa direta ou indiretamente para si ou para outrem, um crime que dá até 12 anos de prisão.

AMIGA DE VORCARO – Para vermos o tamanho do problema da corrupção, basta ver a história da delegada federal Valéria Vieira da Silva, que tinha sido afastada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master.

Ela está impedida de sair do país, não pode mais acessar os sistemas da Polícia Federal como ela fazia, usando sua senha, para olhar coisas como o inquérito do Master.

Ela e o marido, o policial federal aposentado Francisco José da Silva, pegavam aquilo, sabe-se lá quanto recebiam por isso, e repassavam para aquela “turma”, o pessoal da pesada da máfia de Daniel Vorcaro. É triste vermos isso.

ABUSO DE AUTORIDADE – E também há os que cometem abuso de autoridade. Fiquei muito chocado só de ler, mas acho que quem ficou chocada mesmo, para toda a vida, foi uma menininha de 4 anos. Falo de um episódio ocorrido em Cuiabá (MT), em 2022, com um policial civil, delegado de polícia, que se envolveu em uma briga de condomínio – uma senhora havia xingado um enteado dele, ou algo parecido.

O delegado invadiu a casa dessa senhora sem mandado judicial, com dois policiais uniformizados, camuflados, de arma na mão; ele apontava a arma, dizendo que ia estourar a cabeça da mulher, e a criança ao lado vendo tudo. A mulher estava convalescendo de uma cirurgia, a menininha estava aos berros, foi chocante.

O delegado acabou de ser condenado a 2 anos e meio em regime semiaberto, mais multa de 20 vezes meio salário mínimo da época em que ocorreu a invasão. E o juiz lavou as mãos como Pilatos, dizendo que, se houver algo a mais, Corregedoria da Polícia Civil é que vai resolver. Decisões assim não dão um bom exemplo contra abuso de autoridade.

PAÍS VAI PARANDO – Nesta segunda um espanhol me perguntou se o Brasil não gosta de si próprio, se o brasileiro não gosta do Brasil. Eu tenho dito que o brasileiro é masoquista, porque durante 15 anos os prefeitos de Lavras do Sul brigaram para a cidade poder explorar o que está ali, à flor da terra: os fosfatados necessários para fazer a combinação do NPK, a base do fertilizante.

Nós importamos dois terços do fertilizante que consumimos, importamos da Rússia, da China, do Canadá, do Marrocos. Foram 15 anos brigando, e impediam a exploração por questões ambientais. Acho que somos loucos mesmo.

Mas finalmente saiu a licença ambiental, houve até cerimônia no palácio do governo do Rio Grande do Sul.

PIB EM QUEDA – Se não aparecer nenhum Ministério Público aí para impedir, uma empresa chamada Águia Fertilizantes pode tirar até 300 mil toneladas anuais de fosfato. É um investimento de R$ 180 milhões; comparando com os R$ 140 milhões que o Master teria pago à cunhada de Hugo Motta, parece pouco até.

É por essas e por outras que a prévia do Banco Central está indicando um PIB amarrado. Nos últimos 12 meses, nós crescemos 1,8%.

Agora, em março, houve queda de 0,8% nos serviços, 0,2% no agro, 0,2% na indústria. Esse é o nosso país.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente artigo de Alexandre Garcia, enviado por Mário Assis Causanilhas. O texto mostra por que o Brasil está hoje em adiantado processo de degeneração. (C.N.)

O novo embaixador de Trump e o desafio de reaproximar Brasil e Estados Unidos

Destruição ininterrupta de Gaza significa um desgaste moral de todo o Ocidente

Vulnerabilidade e impotência marcam o cotidiano em Gaza

Marcelo Copelli
Revista Visão (Portugal)

Quando ativistas europeus surgiram algemados após a interceptação israelense da flotilha humanitária que tentava se aproximar de Gaza, o impacto político das imagens foi imediato em diversas capitais europeias. Não apenas pelo incidente diplomático em si, mas porque aquele episódio expôs, de forma particularmente desconfortável para o Ocidente, uma realidade cada vez mais difícil de ignorar desde o início da guerra: a de que o conflito deixou há muito de ser apenas uma questão regional do Oriente Médio e passou a se transformar em um teste decisivo à credibilidade moral e política das democracias ocidentais.

Pela primeira vez em muitos meses, cidadãos europeus surgiam expostos, ainda que momentaneamente, à mesma lógica de vulnerabilidade e impotência que passou a marcar o cotidiano em Gaza. O episódio condensou simbolicamente uma inquietação crescente dentro da Europa, onde aumenta o receio de que o custo internacional da guerra já ultrapasse largamente os limites da dimensão militar e humanitária do conflito.

CONTRADIÇÕES – A verdadeira dimensão geopolítica da guerra talvez resida precisamente nesse ponto. Gaza transformou-se em um espelho desconfortável das contradições da ordem internacional construída pelos Estados Unidos e pela Europa após a Segunda Guerra Mundial.

Durante décadas, o poder ocidental não se apoiou apenas na superioridade militar, tecnológica ou financeira, mas sobretudo na capacidade de apresentar seus valores políticos como referências universais de legitimidade internacional. Direitos humanos, legalidade multilateral, proteção de civis, defesa da democracia liberal e respeito ao direito internacional converteram-se em instrumentos centrais de influência global. Foi essa autoridade moral que permitiu ao Ocidente condenar invasões, impor sanções e definir, em larga medida, os parâmetros éticos da política internacional contemporânea.

Existem momentos históricos em que a distância entre os princípios proclamados e a realidade observada se torna visível demais para continuar sendo administrada diplomaticamente. Gaza talvez esteja se tornando exatamente esse momento. A devastação humanitária acumulada ao longo dos últimos meses, o colapso da infraestrutura civil, a dimensão das mortes, os deslocamentos forçados e a percepção crescente de punição coletiva começaram a produzir um desgaste político internacional muito superior ao inicialmente previsto pelas principais capitais ocidentais.

DESTRUIÇÃO HUMANITÁRIA – A dificuldade tornou-se particularmente delicada porque o conflito expôs uma contradição estrutural profundamente desconfortável para as democracias liberais. Desde 7 de outubro de 2023, governos europeus e norte-americanos tentaram equilibrar duas realidades politicamente difíceis de conciliar: o reconhecimento do trauma provocado pelos ataques do Hamas e das preocupações de segurança israelenses e, ao mesmo tempo, a crescente incapacidade de justificar, diante de parte significativa da comunidade internacional, a dimensão da destruição humanitária produzida pela guerra.

Esse equilíbrio se deteriorou à medida que bairros inteiros reduzidos a ruínas, civis encurralados e hospitais colapsados passaram a dominar o espaço midiático internacional. O problema deixou então de ser exclusivamente militar ou diplomático. Tornou-se moral, narrativo e civilizacional.

SELETIVIDADE – Em grande parte do Sul Global — especialmente em países africanos, árabes, asiáticos e latino-americanos — consolidou-se a percepção de que o Ocidente aplica os princípios do direito internacional de forma seletiva, condicionando frequentemente a defesa dos direitos humanos a seus interesses estratégicos e alianças políticas.

Essa leitura não se disseminou apenas entre governos tradicionalmente hostis a Washington ou Bruxelas. Espalhou-se também por universidades, organizações internacionais, fóruns diplomáticos e setores da sociedade civil que durante décadas olharam para a Europa e para os Estados Unidos como referências relativamente estáveis de legitimidade democrática.

A crescente pressão no espaço político europeu pelo reconhecimento formal do Estado palestino reflete precisamente esse desconforto. Nos bastidores de Bruxelas tornou-se evidente o receio de que a continuidade do conflito provoque um dano estrutural à imagem internacional do continente, sobretudo diante das novas gerações e dos países emergentes.

CREDIBILIDADE – O reconhecimento da Palestina deixou gradualmente de ser encarado apenas como uma questão diplomática ligada ao Oriente Médio e começou a assumir, em várias capitais ocidentais, o significado político de uma tentativa de recuperar parte da credibilidade internacional perdida ao longo da guerra.

Essa erosão de legitimidade tornou-se ainda mais sensível porque ocorre em um momento de fragilidade crescente das próprias democracias ocidentais. A polarização política, a ascensão dos populismos, a radicalização digital e a perda de confiança institucional já fragilizavam a autoridade moral do Ocidente muito antes de Gaza ocupar o centro do debate internacional. A guerra funcionou, nesse contexto, como um acelerador brutal de tendências que já estavam em curso.

QUESTIONAMENTO –  Pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria, parte significativa da opinião pública internacional começou a questionar não apenas decisões concretas da política externa ocidental, mas a própria coerência do modelo político e moral que sustentou durante décadas a liderança internacional dos Estados Unidos e da Europa.

A China percebeu rapidamente o alcance estratégico dessa transformação. A Rússia também. Pequim explora de forma sistemática o desgaste moral do Ocidente para reforçar a ideia de uma ordem internacional multipolar menos subordinada aos critérios políticos definidos por Washington.

Moscou utiliza o conflito para denunciar aquilo que descreve como incoerência estrutural das democracias liberais sempre que interesses estratégicos entram em colisão com princípios humanitários. Ambos compreenderam que, em um sistema internacional cada vez mais fragmentado, a perda de legitimidade narrativa pode produzir efeitos geopolíticos tão relevantes quanto crises econômicas ou derrotas militares.

RUPTURA GERACIONAL – Mas talvez o aspecto mais significativo dessa transformação esteja ocorrendo dentro das próprias sociedades ocidentais. Entre setores mais jovens das elites acadêmicas, midiáticas e políticas, Gaza passou gradualmente a simbolizar uma ruptura geracional mais profunda: a erosão da convicção de que o Ocidente atuaria, apesar de suas contradições, como referência relativamente coerente da ordem liberal internacional construída após a Guerra Fria.

O poder internacional nunca depende apenas de força militar ou capacidade econômica. Depende também da confiança que uma potência consegue projetar sobre os valores que afirma defender. Quando essa confiança começa a se deteriorar, o desgaste ultrapassa rapidamente o plano diplomático e se instala no próprio imaginário político internacional. É precisamente esse tipo de fragilidade que o conflito em Gaza parece hoje expor de maneira particularmente incômoda para o Ocidente.

Gaza talvez venha a ser lembrada não apenas pela dimensão da devastação humanitária que produziu, mas pelo impacto político e moral que esse conflito provocou na percepção global sobre o Ocidente. À medida que a guerra avançava, tornou-se progressivamente mais difícil para os Estados Unidos e para a Europa convencerem parte significativa da comunidade internacional da coerência dos princípios que durante décadas sustentaram sua influência política e diplomática.

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