Lula abre dez pontos sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno, aponta Datafolha

“Desilusão, desilusão… Danço eu, dança você, na dança da solidão”   

Desilusão, desilusão, na dança da solidão

O cantor e compositor carioca Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, é tido como um dos mais talentosos representantes da MPB. A letra de “Dança da Solidão” retrata quando a pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento, ou seja, quando ela percebe a sua condição humana de ser ou ficar sozinha em seus sentimentos e em seus pensamentos.

A música foi gravada por Paulinho da Viola no LP A Dança da Solidão, em 1972, pela Odeon.

DANÇA DA SOLIDÃO
Paulinho da Viola

Solidão é lava
que cobre tudo,
amargura em minha boca
sorri seus dentes de chumbo
Solidão, palavra
cavada no coração,
resignado e mudo
no compasso da desilusão.

Desilusão, desilusão.
Danço eu, dança você
na dança da solidão

Carmélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte
por causa do seu amor.
Meu pai sempre me dizia
meu filho tome cuidado,
quando penso no futuro
não esqueço meu passado.

Desilusão, desilusão.
Danço eu, dança você
na dança da solidão.

Quando chega a madrugada
meu pensamento vagueia,
corro os dedos na viola
contemplando a lua cheia.
Apesar de tudo existe
uma fonte de água pura,
quem beber daquela água
não terá mais amargura.

Desilusão, desilusão.
Danço eu, dança você
na dança da solidão.   

Após fracasso da delação, André Mendonça avalia manter Daniel Vorcaro na PF

Damares Alves quer ver Moraes bem longe do Brasil e poderia ir junto com ele

Durante sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado, realizada nesta quarta-feira (30/4), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) causou polêmica ao sugerir que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (

A senadora bolsonariana poderia pegar carona 

Vicente Limongi Netto 

A colunista Denise Rothenburg (Correio Braziliense – 17/06) informa que a senadora Damares Alves jogou praga no ministro Alexandre de Moraes, depois de saber da condenação de Eduardo Bolsonaro. Para Damares, frisou Denise,  o relator do STF precisa fazer exame de saúde mental.

A parlamentar diz que “a única saída para Alexandre de Moraes é se afastar do Supremo e do Brasil, de preferência para uma ilha bem longe”.

Bem, na minha opinião, acredito que a senadora bolsonariana poderia pegar carona com o ministro Alexandre de Moraes e ir embora junto com ele.

MENSAGEM DE IGNÁCIO – Sobre o apodrecimento dos Três Poderes e as imundícies que caracterizam hoje a política brasileira, recebi nova mensagem do escritor Ignácio de Loyola Brandão, da Academia Brasileira de Letras, mostrando sua revolta em relação à crise ética que atinge o país:

“Vicente, não tenho mais o que vomitar. Começaram a sair e fugir de mim os órgãos vitais – fígado, estômago, pâncreas, rins, intestinos, estou me esvaziando.  No entanto, como tudo que nos causa enjoo e repulsa física e emocional acaba sendo expelido, espero que esses políticos que dizem representar os eleitores sejam atirados aos esgotos da vida, que no Brasil estão quase explodindo de tanta sujeirada.”

Após recado de Lula, Trump reage e chama presidente brasileiro de “volátil”

O escândalo do Banco Master aumenta a corrosão da representação política

Investigações da PF atingiram o senador Jaques Wagner

Pedro do Coutto

A democracia não se sustenta apenas pelo voto. Ela depende, sobretudo, da confiança de que os representantes eleitos atuam em nome do interesse público e não em benefício de grupos econômicos específicos. Quando surgem suspeitas de que o poder político pode ter sido colocado a serviço de interesses privados mediante vantagens indevidas, o dano ultrapassa a esfera criminal. Atinge diretamente a credibilidade das instituições e alimenta a percepção de que a influência financeira passou a ocupar um espaço cada vez maior na definição dos rumos do Estado.

As investigações que envolvem o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, inserem-se exatamente nesse contexto. A Polícia Federal sustenta que há indícios de que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas, entre elas um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões, em troca de atuação favorável aos interesses do Banco Master durante a tramitação de matérias legislativas.

CONSISTÊNCIA – A apuração foi considerada suficientemente consistente para justificar mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. O senador, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que jamais recebeu propina ou atuou em benefício do banco.

Independentemente do desfecho judicial, que deve respeitar integralmente o devido processo legal e a presunção de inocência, o episódio lança luz sobre um problema estrutural da política brasileira: a crescente capacidade de grandes grupos econômicos de influenciar decisões públicas. O risco não reside apenas na existência de corrupção comprovada, mas também na simples possibilidade de que agentes privados possam adquirir acesso privilegiado aos centros de decisão política.

O poder econômico sempre exerceu influência sobre a política. Financiamentos eleitorais, lobby, relações empresariais e articulações institucionais fazem parte de qualquer democracia moderna. O problema surge quando essa influência deixa de ocorrer dentro de regras transparentes e passa a depender de benefícios ocultos, favores pessoais ou vantagens patrimoniais. Nesse cenário, o representante deixa de responder prioritariamente ao eleitor e passa a responder aos interesses daqueles capazes de oferecer contrapartidas.

RELEVÂNCIA DO CASO – A suspeita envolvendo um dos principais articuladores políticos do governo amplia ainda mais a relevância institucional do caso. O líder governista no Senado desempenha papel central na construção de consensos, na negociação de projetos estratégicos e na interlocução entre Executivo e Congresso. Qualquer investigação sobre eventual captura dessa função por interesses privados inevitavelmente produz reflexos sobre a imagem do próprio governo e sobre a confiança na atividade parlamentar.

Mais preocupante do que um episódio isolado é a percepção de recorrência. O Brasil convive há décadas com sucessivas operações policiais que revelam esquemas nos quais decisões públicas, contratos, medidas provisórias, projetos de lei ou benefícios regulatórios passam a integrar uma lógica de troca de favores. Mudam os personagens, mudam os partidos, mas permanece a sensação de que parte da política continua excessivamente vulnerável ao peso do dinheiro.

Esse fenômeno produz efeitos profundos sobre a democracia. O cidadão comum passa a acreditar que sua participação eleitoral vale menos do que a capacidade financeira de determinados grupos de exercer influência sobre autoridades públicas. A consequência natural é o crescimento da desconfiança institucional, da polarização e do descrédito nas próprias regras democráticas.

DESAFIO SISTÊMICO – É importante reconhecer que as investigações não atingem apenas integrantes da atual base governista. Nos últimos meses, a apuração sobre o Banco Master também alcançou figuras ligadas à oposição, demonstrando que o problema não pode ser reduzido a uma disputa entre esquerda e direita, mas deve ser compreendido como um desafio sistêmico à integridade das instituições.

Por isso, a resposta não pode limitar-se à responsabilização individual, caso as acusações venham a ser confirmadas. É necessário fortalecer mecanismos permanentes de transparência, ampliar o controle sobre conflitos de interesse, aperfeiçoar as regras de relacionamento entre agentes públicos e setores privados e garantir maior capacidade de fiscalização por parte dos órgãos de controle e da sociedade.

LIMITES – A política sempre exigirá diálogo com o setor produtivo, instituições financeiras, empresas e organizações da sociedade civil. O problema não é a interlocução em si, mas a ausência de limites claros que impeçam sua transformação em moeda de troca. Quando decisões públicas passam a ser percebidas como consequência do poder econômico, e não da deliberação democrática, instala-se uma crise silenciosa de legitimidade.

O caso envolvendo Jaques Wagner ainda será submetido ao crivo da Justiça, e somente uma decisão definitiva poderá estabelecer responsabilidades. Entretanto, independentemente da conclusão processual, a investigação já evidencia uma realidade que merece reflexão: em democracias fragilizadas pela desconfiança, a simples suspeita de que o dinheiro possa comprar influência política é suficiente para corroer um dos ativos mais valiosos de qualquer República — a confiança do cidadão de que seus representantes governam em nome do interesse público e não dos interesses daqueles que possuem maior capacidade de financiar poder.

Soberania é disputada antes do voto, no desentendimento entre Lula e Trump

No caso Master, ainda não é desta vez que o Brasil consegue se livrar da corrupção

MP realizará seminário alusivo à campanha “O que você tem a ver com a corrupção?"Hélio Schwartsman
Folha

Por que não conseguimos nos livrar da corrupção? A resposta curta é “porque ela funciona”. Para cada esquema que identificamos e desbaratamos, como o caso Master ou o Petrolão, é razoável supor que existam vários outros que permanecem abaixo do radar, satisfazendo as necessidades daqueles diretamente envolvidos, isto é, corruptores e corruptos.

Já o dano é coletivo e extrapola os rombos bilionários que os economistas se esforçam para calcular. Há prejuízos também para a eficiência econômica, pela via da redução da competição, e para a própria coesão social, já que muitos cidadãos se sentem, com razão, vilipendiados pela roubalheira com participação de agentes públicos.

COMPLICAÇÕES – O mundo, porém, é um lugar mais complicado do que nossas mentes gostam de imaginar. Por mais que amaldiçoemos a corrupção, ela ainda é, como gosto de afirmar aqui, a segunda melhor forma de organização da sociedade que existe.

É obviamente inferior a um sistema no qual tudo funcione direitinho, segundo regras impessoais previamente estabelecidas, mas é superior a um regime no qual empreendimentos e a prestação de serviços possam ser bloqueados apenas pelo capricho de autoridades ou, ainda pior, um esquema no qual as “concorrências” e outras disputas se resolvam à bala.

Passar do estágio da corrupção generalizada, que é a marca dos países subdesenvolvidos, para um em que ela seja residual é um processo gradual e que exige a punição a casos identificados, a fim de que os efeitos dissuasórios da aplicação da lei possam se multiplicar. Mas isso vai acontecer agora?

DIFÍCIL ACREDITAR – Reservo-me o direito ao ceticismo. O caso Master é ecumênico. Atinge direita, esquerda e até instituições de controle como o próprio STF.

Nenhum dos atores principais tem, portanto, interesse em investigar o escândalo muito a fundo. E isso, obviamente, favorece um acordão, pelo qual as punições ficariam limitadas a alguns bodes expiatórios.

Não frequento bets, mas existem duas apostas em que é difícil perder dinheiro: guerra no Oriente Médio e pizza no Brasil.

Com Lula em idade avançada, petistas sonham em eliminar Alckmin da chapa

Quem inventa muito nome é porque não tem nenhum, afirma Lula sobre candidatos da direita para 2026 | Política | Valor Econômico

Janja esqueceu de mandar fazer uma plástica no pescoço de Lula

Carlos Newton

Lula da Silva é um nome na História e está disputando sua derradeira eleição. Se perder, ficará eternamente marcado pela rejeição dos brasileiros, porque o país se desenvolveu pouco durante o longo período sob administração do PT. Mas se vencer, ele terá mais quatro anos para reverter esse quadro.

Lula vai disputar o segundo turno com 81 anos, a mesma idade que fez o americano Joe Biden desistir da candidatura em 2024. Se vencer, será o mais velho político do mundo a desfrutar do poder, eleito em país tido como democrático.

FUTURO SOMBRIO – Por enquanto, Lula é favorito para ganhar a eleição, porque o principal adversário Flávio Bolsonaro é muito fraco e inexperiente, e o país precisa de um gestor que racionalize os gastos públicos e diminua o endividamento, o que jamais acontecerá caso Lula vença.

Caso o vencedor seja o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro, o futuro também será sombrio, porque o candidato do PL é tão inapto quanto Lula, com um passado tão nebuloso quando o dele, ambos envolvidos em corrupção e sem demonstrar condições de lutar contra a criminalidade e a insegurança.,

Lula não tem sucessor, porque jamais permitiu o surgimento de uma segunda liderança no PT, boicotando todos os que podiam se destacar, conforme as denúncias de dois importantes fundadores do partido – o jurista Hélio Bicudo e o sociólogo Francisco de Oliveira.

VICE DE DIREITA – O fato concreto é que Lula precisa de alguém de direita em sua chapa. Por isso, em 30 de março, confirmou o falso socialista Geraldo Alckmin (PSB) como vice, e desde então não fala no assunto, embora nos bastidores os dirigentes petistas rejeitem Alckmin, por temerem que Lula não tenha condições de saúde para mais quatro anos de mandato.

A maioria dos petistas acha que, se Lula deixar o cargo, Alckmin será presidente e pode trair o partido, que então entraria em processo de extinção.

Lula realmente está em fim de carreira. Em outubro, completa 81 anos, com histórico de comorbidades e desgaste da máquina, digamos assim. Portanto, a probabilidade de não completar o mandato é real e motiva os dirigentes petistas a pretender que Lula reconsidere a questão e um novo vice seja escolhido entre eles.

ALCKMIN NA MIRA – Lula chegou a confirmar Geraldo Alckmin em 30 de março, mas agora é pressionado para rever a posição, devido ao futuro incerto do partido. Os pretendentes são três ex-ministros: Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, da Articulação Política. 

O assunto, importantíssimo, tem de estar resolvido até 15 de agosto e vai depender da evolução das pesquisas.  Faltam dois meses, e a briga no galinheiro petista tem o mesmo valor da sucessão presidencial. Pensem nisso.

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P.S.
– Já existem mais de dez pré-candidatos dispostos a disputar o primeiro turno, daqui a três meses e meio. Se estiver correta a pesquisa Alfa, que indicou 14% para a dupla Caiado/Zema (ou vice-versa), pode será um primeiro turno eletrizante, com um duplo azarão atropelando por fora. Caso contrário, recairemos naquele velha e apodrecida polarização. (C.N.)    

Teimoso, Ancelotti repete a escalação equivocada, vence, mas não convence

SERÁ QUE TEREMOS ENDRICK CONTRA O HAITI? 👀 ⁣ ⁣ Questionado sobre a possibilidade de utilizar o atacante de 19 anos no jogo contra o Haiti, Carlo Ancelotti afirmou que todos precisamCarlos Newton

A torcida esperava um time ofensivo, com Endrich fortalecendo o ataque, mas o técnico Carlo Ancelotti mostrou novamente sua opção pela retranca e praticamente repetiu a fraca escalação do primeiro jogo, apenas trocando Igor Thiago por Matheus Cunha e Ibanez por Danilo.

A seleção venceu, mas a exibição deixou a desejar, digamos assim. O Brasil, que é atualmente o 5º colocado no ranking mundial da Fifa, conseguiu vencer o fraco Haiti, que está na 85ª colocação, mas não convenceu, apresentando um futebol sem condições de competitividade cem relação a outros fortes concorrentes.

“BOTA OS PONTAS” – Lembrando o personagem de Jô Soares que pedia ao técnico Zagallo para escalar pontas ofensivos, agora se repete o drama. Quando Raphinha, que não tem se apresentado bem, sentiu e teve de ser substituído, a torcida pensou que entraria Endrich ou Luiz Henrique, dois atacantes dribladores do maior gabarito, mas o retranqueiro Ancelotti preferiu Rayan, um bom jogador, mas com características menos ofensivas.

O grande craque Tostão já avisou que ninguém pode querer ganhar a Copa sem laterais que se lancem ao ataque, mas o treinador parece não concordar com essa realidade. Escalou na lateral direita o zagueiro Danilo, que é reserva no Flamengo e não apareceu em campo. O volante Éderson, improvisado, poderia ser uma melhor opção.

MAIS EQUÍVOCOS – Os zagueiros centrais – Marquinhos e Gabriel Magalhães – novamente cometeram erros bisonhos e essas posições na defesa precisam dar segurança ao time.  

Novamente, Casemiro também não apareceu em campo. Ao invés de tirá-lo para colocar Martinelli, que é brilhante no ataque e na defesa, o treinador preferiu substituir Lucas Paquetá, que também joga muito e corre o campo inteiro. No final, o fraco time do Haiti se agigantou e deu um sufoco no Brasil, conseguindo várias oportunidades de marcar.

Nossa torcida comemorou muito, por óbvio, porque o importante mesmo é a vitória, mas temos de rezar para o Ancelotti acordar e escalar os melhores, antes que seja tarde demais.

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Lembra deles? Brasileiros que viralizaram em 2014 recordam meme: 'Não nos conhecíamos' - Lance!O MELHOR DE TUDO É A ALEGRIA DO GOL
Vicente Limongi Netto

A alegria do gol é o espírito da alma navegando no vento. É a porta do céu recebendo sorrisos.  É o grito preso na garganta acenando para o abraço do desejo.  É a agonia saindo do peito.  É a emoção bailando entre flores.

A alegria do gol carrega gotas de emoção e amor. O pulo saudando o gol é o maior sentimento do futebol. A alegria do gol rejuvenesce o coração. A alegria do gol acena para o paraíso e passeia nas nuvens, de mãos dada com a ternura.  Na vibração que emociona, a alegria do gol é obra-prima dos anjos. 

Ainda sem a terceira via, a direita segue presa à candidatura de Flávio Bolsonaro

Contratos milionários de ministros e PGR ampliam pressão por regras de ética no STF

Gilmar diz que recebeu ‘pequena fração’ do valor do contrato

João Gabriel
Folha

Um consórcio de municípios do interior de São Paulo gastou R$ 1,6 milhão em 2025 com palestras e aulas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo documentos obtidos pela Folha, R$ 348.183,50 foram gastos com palestra conjunta de Gilmar Mendes, ministro do STF, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 28 de abril do ano passado, na sede do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo), em Barueri (SP).

O contrato para a palestra inclui, além da remuneração aos palestrantes, custos como hospedagem, passagem, equipe, despesas tributárias e previdenciárias, plataforma para inscrição, certificados e até bloco de notas e canetas, sem deixar explícito o valor de cada item.

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO – Outros R$ 1.228.665,78 foram pagos ao Instituto Iter —criado por André Mendonça, também ministro do Supremo. A empresa diz que foi contratada para realizar um programa de capacitação continuada de um ano de duração. Esse contrato foi noticiado no início de abril, pela revista Carta Capital.

As despesas dos municípios paulistas com as palestras de Gilmar e Gonet e as aulas do instituto ligado a Mendonça são raros exemplos em que essas informações se tornam públicas. A contratação não é irregular, uma vez que a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura permitem que ministros do Supremo e outras autoridades recebam para ministrar aulas e palestras.

Nenhum deles, no entanto, é obrigado a divulgar por quem são contratados e os valores recebidos. As exceções são casos de contratos públicos, como este. Procurados, os dois ministros e o procurador-geral negaram qualquer irregularidade nos pagamentos.

TRANSPARÊNCIA – Nos últimos meses, principalmente após o escândalo do Banco Master, cresceu a cobrança por mecanismos de transparência sobre esses pagamentos, em meio a questionamentos sobre conflitos de interesses que podem envolver ministros da corte.

Atualmente, o STF se divide sobre a criação de um novo código de ética, proposto pelo presidente da corte, Edson Fachin. O Cioeste é um consórcio formado por 14 municípios paulistas para realizar contratações e prestar serviços. As prefeituras financiam o funcionamento da entidade.

Gilmar afirmou que o valor empenhado pelo consórcio corresponde à palestra e a seus custos operacionais, e não ao “pagamento individual recebido pelo ministro, que foi uma pequena fração do valor indicado no documento”. Ele não quis informar qual seria essa fração e destacou que todos os valores recebidos por ele foram “devidamente declarados à Receita Federal”.

VALOR BAIXO – Sob reserva, dois integrantes do Supremo afirmaram à Folha que o pagamento efetivo por palestras não costuma ultrapassar os R$ 50 mil. Este valor, no entanto, foi avaliado como surpreendentemente baixo por uma pessoa do mercado de palestras ouvida pela reportagem, também de forma anônima, e que atua no ramo empresarial e do entretenimento.

Esse agenciador disse que executivos de empresas costumam cobrar entre R$ 100 mil e R$ 200 mil para participar deste tipo de agenda. Atores famosos e ex-participantes de reality shows cobram ao menos R$ 50 mil. Outras notas dão conta, por exemplo, que uma mestre de cerimônia recebeu R$ 48 mil para participar de um evento do consórcio.

Gonet foi questionado pela Folha diversas vezes, por meio de sua assessoria, desde o dia 24 de abril, mas não respondeu até a publicação deste texto. A palestra conjunta dos dois ocorreu no seminário “Os desafios do ente federativo municipal e a segurança jurídica”, para cerca de 200 pessoas.

DETALHAMENTO – A nota de pagamento registra repasse de R$ 348 mil para a realização do evento, sem detalhar valores destinados a Gilmar e Gonet. O pagamento foi feito à ABFP (Associação Brasileira de Formação e Pesquisa), que intermediou o negócio. A empresa atua no ramo de palestras e é presidida por Zilmar Santana. Ele também foi procurado desde abril, por celular e email, mas não respondeu sobre o valor dos repasses aos ministros.

No evento em Barueri, Gilmar defendeu a criação de guardas municipais e descreveu o seminário como “um proveitoso debate a propósito desta variada temática”. Gonet discursou sobre a relação entre o direito e a liberdade, a importância da segurança jurídica e da existência de leis claras para garantir estabilidade. Defendeu ainda uma atualização nas leis trabalhistas, que “já têm quase cem anos”, para contemplar os trabalhadores por aplicativo.

Tanto o contrato com Gonet e Gilmar como o com o instituto de Mendonça foram firmados em 2025, quando o consórcio era presidido pelo atual prefeito de São Roque, Guto Issa (PSD). “Todos os preços são compatíveis com valores praticados no mercado, considerando inclusive outras contratações realizadas. Foram seguidos rigorosamente os ditames legais, em especial as diretrizes da Lei de Licitações e Contratos para aferição da regularidade dos preços e dos demais aspectos da contratação dos serviços”, afirmou Issa.

AULA DE ABERTURA – Procurado, o instituto de Mendonça afirmou que o ministro participou apenas da aula de abertura do curso, pela qual não foi remunerado. De acordo com a instituição, já foram realizados dois seminários, seis cursos livres, um curso corporativo, mais de 3.000 horas-aula com cerca de 30 docentes, e é prevista a realização de mais dois cursos corporativos. No total, 423 profissionais já foram capacitados em direito e administração pública —com um custo de cerca de R$ 105 mil para a entidade.

O ministro disse que “exerce, ao lado de sua função jurisdicional, atividades de magistério, conforme expressamente permitido pela legislação brasileira aos integrantes da magistratura”. A Folha questionou se parte dos lucros do contrato de R$ 1,2 milhão do Iter com o consórcio haviam sido doados para a “consagração de um altar a Deus”, como prometeu o ministro em fevereiro deste ano.

“O instituto ainda se encontra em fase de estruturação de suas atividades e não apurou lucro até o momento, razão pela qual não houve distribuição de resultados nem doações a realizar”, respondeu o Iter.

Operação contra Jaques Wagner vira trunfo para Flávio Bolsonaro na corrida ao Planalto

Governistas temem impacto sobre Lula

Letícia Pille
O Globo

A operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), provocou desconforto entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas foi recebida com entusiasmo por integrantes do entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O entorno do pré-candidato à Presidência viu a ação da PF como uma oportunidade de explorar politicamente o caso do Banco Master, ainda que com cautela diante das próprias relações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, que vieram à tona no caso do filme Dark Horse.

PROBLEMA POLÍTICO – Reservadamente, governistas admitem que a operação cria um problema político para o Planalto ao atingir um dos quadros mais importantes do governo no Congresso justamente em uma investigação que vinha sendo usada por aliados de Lula para desgastar adversários. A avaliação é que a entrada de Jaques Wagner no caso dificulta a tentativa de associar o escândalo exclusivamente a personagens da oposição.

Aliados do governo argumentam que há diferenças entre o grau de envolvimento atribuído aos diversos investigados. Ainda assim, reconhecem que a operação contra Wagner reforça a percepção de que o caso atingiu diferentes grupos políticos.

DISPUTA DE NARRATIVAS – Na avaliação de um interlocutor governista, a investigação alimenta uma disputa de narrativas sobre quem estaria mais comprometido pelas apurações, mas acaba colocando todos os personagens envolvidos no “mesmo saco” perante a opinião pública.

A preocupação é especialmente grande porque, nas últimas semanas, governistas vinham explorando politicamente o caso Master para atacar Flávio Bolsonaro, principal rival do petistas nas eleições de outubro. O senador passou a ser alvo frequente de críticas após as revelações sobre sua atuação na busca de recursos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos bastidores, integrantes do PT reconhecem que o episódio teve impacto político para Flávio e ajudou a desgastar sua pré-campanha. Pesquisas divulgadas após a revelação do caso apontaram queda do senador nas intenções de voto, alimentando a percepção de que o tema havia se tornado um dos principais pontos vulneráveis de sua candidatura.

TEMA DELICADO – Interlocutores de Flávio afirmam que o tema continua delicado para o senador, que ainda enfrenta desgaste em decorrência da ligação de seu nome com o de Vorcaro. Ainda assim, avaliam que agora, pelo menos, ficou “mais fácil” discutir o assunto publicamente depois que a investigação passou a atingir também um dos nomes mais próximos de Lula.

Na visão desses aliados, a inclusão de Jaques Wagner na investigação enfraquece o discurso de que o caso Master estaria restrito ao entorno bolsonarista. Eles ressaltam que o senador baiano é aliado histórico de Lula, participou de seus governos, comandou ministérios e hoje ocupa a liderança do governo no Senado, sendo considerado um dos principais homens de confiança do presidente.

O próprio Flávio procurou explorar politicamente a operação poucas horas após a ação da PF. Em publicação nas redes sociais, o senador associou o caso ao governo Lula e voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. “Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu o parlamentar no X.

INSTALAÇÃO DE CPI – A defesa da CPI tem sido utilizada por parlamentares da oposição como forma de manter o caso em evidência no debate político. A instalação da comissão, no entanto, depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já sinalizou em diversas ocasiões que não pretende dar andamento ao pedido.

Publicamente, contudo, aliados do senador petista passaram a minimizar o caso e defendê-lo. Presidente nacional do PT, Edinho Silva, saiu em defesa do senador e afirmou que o partido mantém confiança em Wagner.

“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, disse em nota.

COMPARAÇÃO – O mesmo ocorre no Congresso, com deputados que rejeitam a comparação do suposto envolvimento de Jaques com o que já foi revelado no caso Dark Horse. “Confiamos no Jaques e não se pode comparar ele com Flávio Bolsonaro. Não tenho dúvida que Jaques dará as devidas explicações. E Flávio tem que continuar se explicando, afinal de contas, pediu dinheiro ao dono do Master”, disse o deputado Alencar Santana (PT-SP).

Nesta mesma manhã, também estava prevista a realização de uma sessão conjunta do Congresso para analisar vetos do presidente Lula, que foi cancelada por Alcolumbre depois da operação que mirou o senador do PT.

Ao anunciar o cancelamento da sessão, o presidente do Senado também comentou as ações da PF e criticou o que chamou de “execração pública”. Segundo o chefe do Legislativo, ninguém pode ser condenado antes do fim da tramitação do processo.

INOCÊNCIA – “Muitas autoridades já foram vítimas dessa execração pública e no passar do tempo a maioria delas provou, no decorrer das investigações, a sua inocência. Temos um problema gravíssimo no Brasil. Está todo mundo culpado até que se prove o contrário. Isso é muito triste, todo mundo é culpado antes de ser julgado”, disse.

A ação da PF teve como alvo Jaques Wagner no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master, na nona fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O senador é líder do governo no Senado e ocupa posição estratégica na articulação política do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.

APREENSÃO – Durante ações de busca e apreensão, foi apreendido um montante de US$ 49 mil (o equivalente a R$ 253 mil na cotação atual) em espécie em um endereço ligado ao senador em Brasília.

Segundo a decisão de Mendonça, Wagner foi o “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master em troca da sua atuação no Congresso Nacional em prol da instituição financeira. Entre esses benefícios identificadas pela PF, estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves particulares e ingressos para um show em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.

Gonet defende retirada do caso da “Abin paralela” das mãos de Alexandre de Moraes

Bispo aliado de Bolsonaro diz que caso Master prejudicou Flávio entre evangélicos

Eduardo Bolsonaro vira ‘camisa 10’ de Lula e amplia desgaste da candidatura de Flávio

O “DOTAPUDE”, UM DEPUTADO AO CONTRÁRIO! Eduardo Bolsonaro (PL/SP) é um antideputado. Agride sistematicamente o Código de Ética e Decoro Parlamentar. Entre os deveres fundamentais do deputado está o de “promover a

Charge do Nando Motta (Brasil 247)

Roseann Kennedy
Estadão

A história política do País registrou um capítulo irônico na última terça-feira, 16. Ao ser condenado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação de ministros no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) consolidou seu papel de “camisa 10” no time do presidente Lula.

De forma involuntária, o filho “Zero Três” do ex-presidente Jair Bolsonaro transformou-se em um grande cabo eleitoral do petista. Além de presentear Lula com o discurso em defesa da soberania nacional, ele ainda corre o risco de tirar a próprio família de campo.

AGENDA NO EXTERIOR – Curiosamente, enquanto Eduardo era sentenciado a 4 anos e 2 meses de prisão — acusado de articular, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil e ministros do STF —, o presidente Lula cumpria agenda no exterior justamente propagando a bandeira da soberania nacional.

O resultado do julgamento no STF tem potencial para prejudicar mais a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Eduardo sempre foi o principal fiador do nome do irmão no grupo político, a despeito de todas as críticas e das sinalizações de que uma chapa de centro-direita teria mais força para enfrentar Lula.

Vivendo em uma espécie de mundo paralelo nos Estados Unidos, Eduardo acabou colando a imagem do irmão às ameaças de um novo “tarifaço” americano contra produtos brasileiros, sobretudo após articular o recente encontro de Flávio com Donald Trump. Essa associação afasta o eleitor independente — que deve decidir o pleito deste ano —, uma vez que o teto dos votos radicais já está estabelecido.

SABOTAGEM INTERNA – Aliados que circulam no núcleo duro do bolsonarismo e da pré-campanha já identificam um movimento de sabotagem interna para que Flávio desista da disputa eleitoral de 2026.

É claro que a pressão está muito mais associada ao seu derretimento nas pesquisas após as revelações de conversas em que pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, além do temor de novos escândalos. Contudo, a condenação de Eduardo joga combustível na crise. Os primeiros passos, segundo apurou a Coluna, sinalizam uma tentativa de viabilizar o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) para substituí-lo.

Ou seja, embora a bolha bolsonarista aposte em uma espécie de “VAR” jurídico para virar o jogo — forçando um paralelo do caso de Eduardo com o desfecho do julgamento de Carla Zambelli na Corte italiana, que apontou a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes —, o risco real é de o grupo imitar a seleção da Itália: ver os Bolsonaros fora desta “Copa” eleitoral.

Após Ciro e Cláudio Castro, escândalo do Master chega ao coração do governo Lula

“Tô com saudade de tu, meu desejo; tô com saudade do beijo e do mel…”

Nando Cordel - Pesquisa Escolar

Nando Cordel, grande músico pernambucano

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, instrumentista e compositor pernambucano Fernando Manoel Correia, nome artístico Nando Cordel, expressa o que acarreta a saudade de um amor na letra de “Gostoso Demais”, parceria com Dominguinhos. A música foi gravada por Maria Bethânia no LP Dezembros, em 1987, pela Universal Music.

GOSTOSO DEMAIS
Dominguinhos e Nando Cordel

Tô com saudade de tu, meu desejo.
Tô com saudade do beijo e do mel,
Do teu olhar carinhoso,
Do teu abraço gostoso,
De passear no teu céu.

É tão difícil ficar sem você,
O teu amor é gostoso demais.
Teu cheiro me dá prazer,
Quando estou com você,
Estou nos braços da paz.

Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz assim
Tem dó de mim,
O que eu posso fazer?                     

Rumble e empresa de Trump dizem que Moraes perdeu prazo e pedem revelia

Empresas afirmam que Moraes não respondeu dentro do prazo

Isabella Menon
Folha

A Rumble e a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediram nesta quinta-feira (18) que a Justiça da Flórida reconheça formalmente que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), não apresentou defesa dentro do prazo previsto em uma ação movida pelas companhias contra ele.

A medida representa um passo preliminar para um eventual julgamento à revelia. As empresas afirmam que Moraes foi citado por email em maio, por meio de um procedimento alternativo autorizado pela própria corte, e que o prazo para resposta terminou em 15 de junho sem manifestação do ministro.

POR EMAIL – Segundo os advogados da Rumble e da Trump Media, os documentos da ação foram enviados por meio de dois emails. Embora uma das mensagens tenha retornado com aviso de que a caixa não estava habilitada para receber emails, os autores afirmam ter recebido confirmação de entrega da mensagem enviada ao endereço vinculado ao gabinete do ministro.

Na petição, as empresas sustentam que Moraes “não compareceu, respondeu, solicitou prazo adicional ou apresentou qualquer defesa” após a citação. Com base nisso, pedem que a secretaria da corte registre formalmente o descumprimento do prazo processual pelo réu.

O pedido foi apresentado três dias após a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressar no processo. A Rumble argumenta que a iniciativa do governo brasileiro não impede o reconhecimento de que Moraes deixou transcorrer o prazo sem apresentar defesa.

AFRONTA À SOBERANIA – Ao anunciar a medida, a AGU afirmou que a ação representa uma tentativa de submeter atos praticados por um integrante da Suprema Corte brasileira à jurisdição de um tribunal estrangeiro, o que configuraria afronta à soberania nacional e à independência do Judiciário.

Na manifestação protocolada nesta quinta, porém, os advogados da Rumble afirmam que a atuação do governo brasileiro não substitui uma resposta de Moraes. Segundo eles, a República Federativa do Brasil não representa o ministro individualmente no processo e não possui autoridade para responder em seu nome.

Os autores destacam ainda que, embora o governo brasileiro tenha pedido para intervir na ação e solicitado seu arquivamento, Moraes não apresentou defesa própria nem pediu prorrogação do prazo para se manifestar.

NOVA FASE – A medida solicitada pelas empresas não encerra o processo nem representa uma vitória automática dos autores. Caso o pedido seja aceito, a ação seguirá para uma nova fase processual, na qual a Rumble e a Trump Media poderão buscar uma decisão favorável com base na ausência de defesa apresentada pelo réu.

A disputa judicial teve início após a Rumble e a Trump Media contestarem decisões de Moraes relacionadas à moderação de conteúdo e ao bloqueio de contas em plataformas digitais.

Em 22 de maio, a Justiça dos EUA autorizou a citação do magistrado por email. Segundo a decisão, foram frustradas as tentativas de notificação formal por meio de cooperação internacional entre os dois países. Com a citação efetivada, passa a correr prazo de 21 dias para apresentação de resposta, sob pena de decretação de revelia. As empresas alegam que as determinações do ministro produzem efeitos nos Estados Unidos e violam garantias previstas na Constituição americana.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Cansamos de avisar que Alexandre de Moraes ia perder o prazo de defesa e ser condenado à revelia. Mas ele quis bancar o espertinho, economizar a contratação de advogado americano e fingir que a acusação era contra o Brasil. Em sua arrogância e prepotência, Moraes se julgava o máximo, a ponto de enviar ordens da filial Brazil para serem cumpridas na matriz USA. O resultado aí está. A soberba é um pecado capital, mas Moraes não liga para essas bobagens. (C.N.)

Cadé os bilhões de reais que a PF diz ainda estarem disponíveis a  Vorcaro?

Vorcaro segue preso sem prazo definido e terá destino julgado pela Segunda  Turma do STF #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Duarte Bertolini

Muitas coisas mudam – e velozmente – no Brasil. Mas outras continuam imutáveis e guiando nossos dias. Por exemplo, o bordão “O Brasil não é para amadores”. Sempre que é citado, percebo minha absoluta ignorância. Foi o que aconteceu ao ler esta manchete: “PF está pressionando Vorcaro a devolver bilhões de reais aos fundos…”

A grande imprensa publica uma notícia desse teor, mas ninguém pergunta aonde foram parar estes bilhões. Se ainda restam no patrimônio ou estão disponíveis de Vorcaro, não deveriam estar sob a guarda do Banco Central?

MAIS DÚVIDAS – Se continuam à disposição do Vorcaro, como a PF ainda não encontrou essa fortuna? Ou as espalhafatosas buscas e apreensões seriam só para animar os telejornais e aumentar o prestígio do PF?

Se estão em paraíso fiscal, em contas de laranjas no exterior, em imóveis registrados por cúmplices, em bitcoins ou similares, por que os famosos rastreamentos da PF, Receita Federal, Coaf, Banco Central e Tribunal de Contas da União não encontraram qualquer rastro? O sempre útil e necessário site Intercept, oráculo de todos os segredos favoráveis à esquerda, não poderia ajudar neste caso?

Essas inquietantes dúvidas vêm confirmar o bordão celebrizado por Tom Jobim mostrando que o Brasil realmente não é para amadores.

TERCEIRA TENTATIVA – Os bilhões podem até sumir, mas uma coisa é certa – a delação de Vorcaro vai acontecer. Lembrem que na Lava Jato as delações possibilitaram a devolução de bilhões aos cofres públicos, mas depois os empresários corruptos recuperaram tudo, devido ao apoio entusiasmado do Supremo.

No caso da trama do golpe que não houve, a delação foi coisa de profissionais. O tenente-coronel Mauro Cid, brilhante oficial que era orgulho do Exército, foi moldando seus depoimentos às necessidades da relatoria até chegar ao que interessava aos grandes atores/defensores da democracia desta vibrante nação.

Somente depois de prestar nove depoimentos, Mauro Cid deixou de ser pressionado e sua delação foi aprovada com aplausos. Quanto a Daniel Vorcaro, o banqueiro está apenas no terceiro depoimento. Ainda faltam seis, pelo menos. Enquanto isso, os bilhões do banqueiro vão se evaporando, num país que não é mesmo para amadores.