Moraes autoriza general Braga Netto a estudar para obter redução de sua pena

PF denuncia a quadrilha que desviou R$ 708 milhões de aposentados do INSS

Sem poder falar com Bolsonaro, Flávio pretende se comunicar por correspondência

Vídeo de desabafo de Michelle a Flávio obtém engajamento 132% maior que carta aberta de Bolsonaro, aponta Nexus

Orgulhoso, Flávio exibe a carta que recebeu do seu pai

Vicente Limongi Netto

Por ter divulgado a carta que recebeu de Jair Bolsonaro, o pré-candidato Flávio, filho Zero Um, está impedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de visitar o pai Jair Bolsonaro por 90 dias, na prisão domiciliar.

Mais uma vez,  Flávio Rachadinha ficou atordoado. Não acerta uma. É sempre tiro no pé.  Por isso, resolveu dar o troco e dizem que decidiu ele próprio escrever uma carta para o pai amado e aguardar a repercussão.

SERÁ IMORTAL? –  Há quem diga que Flávio chocolate tem pendores literários para vir a ser colega de Merval Pereira e Miriam Leitão, na Academia Brasileira de Letras. Outros dizem que seus textos não valem uma barra de chocolate.

UMA CARTA COMOVENTE – Assim, para melhor avaliação, vamos à comovente carta que ele teria escrito:

É demais, papai. Xandão não dá trégua para nós dois. Tenho evitado falar bobagens, mas a campanha política é dura. Puxei seu temperamento. Chuto a barraca. Depois do mal feito, peço desculpas e boto a culpa nos outros.

Papai, sei que não deveria ter tornada pública a carta que você fez para mim. Achei que ajudaria a melhorar minha campanha. Também sei que sou fraco, fraquíssimo, sem condições de disputar a Presidência da República. Deveria me contentar com o Senado.  Onde também sou inútil.

 Ocorre que fui empurrado por você e pelo Valdemar, que levavam fé no meu taco. Estou tentando dar tudo de mim. Errar menos. Deixar a arrogância e a prepotência em casa. Mas, convenhamos, este temperamento explosivo ganhei de você.

Papai, como estou impedido de visitar você, não esqueça de tomar os remédios. Muito cuidado ao tomar banho, porque você pode cair.  Nada de mexer na tornozeleira. Não piore as coisas.    Cuide-se bem.

Beijos do filho que ama você, Flávio. 

Brasilia, 14 de julho.

Começa a virada! Postura mais agressiva faz Caiado ganhar espaço em redes sociais

Jantar, palestra e lançamento de pré-campanha: o fim de semana de Ronaldo  Caiado no RS

Críticas a Flávio Bolsonaro impulsionam Caiado nas redes

Bianca Gomes
Estadão

A estratégia do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) de subir o tom contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez o volume de menções ao seu nome nas redes sociais crescer 446,3% na média dos últimos cinco dias.

É o que mostra levantamento da AP Exata obtido com exclusividade pelo Estadão. Segundo a consultoria, o aumento da exposição do pré-candidato do PSD não foi acompanhado por crescimento proporcional das menções negativas.

BATENDO GERAL – Até então mais comedido nas críticas ao senador Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Goiás passou a fazer uma série de ataques ao adversário bolsonarista nos últimos dias. Disse que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “farinha do mesmo saco”, classificou como “inaceitável” a proposta de adiar o tarifaço para depois das eleições e afirmou que a candidatura do senador está “afundando”. N

o sábado, Caiado também criticou a carta em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirma apoio à candidatura do filho.

“O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria”, escreveu Caiado, afirmando ainda que “liderança não se herda, se demonstra”.

MAIOR VISIBILIDADE – A mudança de postura, que contrasta com a cautela adotada pelo ex-governador goiano diante das revelações sobre a relação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, levou a um salto na visibilidade do pré-candidato do PSD, que tem o baixo nível de conhecimento como uma das principais barreiras à sua candidatura.

No domingo, 12, segundo dados da AP Exata, Caiado foi o segundo nome mais citado nas redes entre os presidenciáveis, com 26,2% do volume de menções, atrás apenas de Lula, com 34,3%, e à frente de Flávio, que registrou 25,6%. O ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) apareceu com 4,8% e Renan Santos, da Missão, com 4,7%.

Na média dos últimos cinco dias, o volume de menções a Caiado cresceu 446,3%, passando de 2,85% para 15,57%. No mesmo período, a taxa de menções positivas recuou apenas 4,9 pontos porcentuais, para 45,7%.

ANÁLISE POSITIVA – “A redução é pequena diante do crescimento da exposição, uma vez que as menções negativas aumentaram em proporção muito inferior ao volume total, indicando resiliência da imagem, mesmo sob maior exposição”, diz Sergio Denicoli, CEO da AP Exata e cientista de dados.

“O avanço mostra que Caiado conseguiu furar a polarização, multiplicar sua exposição, sem sofrer desgaste proporcional”, afirma o analista, acrescentando:

“Tudo isso mostra também que o candidato Ronaldo Caiado tem iniciado um processo de diálogo maior com públicos do centro e também com eleitores mais moderados da direita“, acrescenta o especialista.

ATAQUES PESADOS – Segundo Denicoli, o crescimento de Caiado nas redes está diretamente ligado à estratégia, adotada entre os dias 6 e 11 de julho, de intensificar os ataques a Flávio e disputar de forma mais direta a liderança da direita.

Um dos episódios de maior repercussão, diz o CEO da AP Exata, foi a declaração em que o ex-governador comparou o senador a um “peru de Natal” que Lula estaria mantendo vivo no primeiro turno para derrotar no segundo.

Segundo o cientista de dados, a ofensiva de Caiado contra Flávio desencadeou uma reação bolsonarista nas redes, com militantes criticando principalmente a escolha do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como seu vice, o que seria uma demonstração de adesão ao Centrão e distanciamento da direita “raiz”.

RELEVÂNCIA MAIOR – “O efeito, porém, tem sido limitado porque essa narrativa permanece concentrada na base mais fiel a Flávio, enquanto Caiado também é mencionado por conservadores insatisfeitos com o bolsonarismo, por perfis que o apresentam como alternativa mais competitiva e por governistas interessados em repercutir suas críticas à família Bolsonaro”, afirma Denicoli.

O CEO da AP Exata diz ainda que o anúncio de Kassab como vice aumentou a relevância política da candidatura e ajudou a manter Caiado no centro da disputa presidencial nas redes.

Na avaliação dele, a rejeição ao dirigente partidário está mais restrita à bolha bolsonarista, sem grande apelo entre o público geral.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– É uma matéria da maior importância. Mostra que ainda há espaço para o crescimento da terceira via e Ronaldo Caiado é o mais experiente e qualificado para disputar com Flávio Bolsonaro os votos de direita e do centro. Depois voltaremos ao assunto, com mais detalhes. (C.N.)

Planalto teme que revogação da domiciliar fortaleça discurso do bolsonarismo

Após embate com Flávio, Michelle vira trunfo indispensável de Bolsonaro

Bolsonaro quer garantir ao menos um Michelle no Senado

Rafael Moraes Moura
O Globo

Após escancarar as fissuras do clã ao publicar um vídeo acusando Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de tê-la maltratado e “apunhalado pelas costas”, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ouviu dois apelos de Jair Bolsonaro.

O primeiro foi para a mulher não desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, onde sua eleição é considerada certa até mesmo por adversários do campo da esquerda.

O plano eleitoral de Michelle foi colocado em dúvida depois de a ex-primeira-dama ter uma dura conversa com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em que decidiu deixar o comando do PL Mulher. Mas, de acordo com um integrante do núcleo duro da campanha de Flávio, “Bolsonaro não quer Michelle só em casa cuidando dele, quer ela participando de eventos da campanha ao Senado”.

CÁLCULO POLÍTICO –  Por trás desse pedido está um cálculo político expresso por outro aliado da família: a necessidade de garantir pelo menos um Bolsonaro no Senado na próxima legislatura, já que o mandato de Flávio está se encerrando e a eleição de Carlos, o filho 03 do ex-presidente, não é considerada tão garantida como a de Michelle.

O ex-presidente também fez um segundo pedido à mulher: arrumar espaço na agenda para participar de eventos de campanha pelo Distrito Federal, ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e da governadora Celina Leão (PP). As duas são amigas próximas de Michelle e têm atuado nos bastidores como “bombeiras” da crise instalada no clã Bolsonaro.

GERENCIAMENTO DE CRISE – “É claro que Bolsonaro gostaria que a Michelle participasse da campanha do Flávio, mas é um pai gerenciando a crise entre esposa e os filhos. Não é algo simples”, afirmou um aliado de Flávio. O clã Bolsonaro aposta na ampliação da bancada do PL no Senado para destravar os mais de 100 pedidos de impeachment que tramitam contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos quais mais da metade mira Alexandre de Moraes, relator das principais investigações que fecharam o cerco contra o ex-presidente e seus aliados, como o inquérito das fake news e as ações penais da trama golpista.

Michelle sinalizou que vai tocar tanto a candidatura quanto a campanha no DF. Os planos de Michelle envolvem conciliar os cuidados médicos de Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar, com agendas de campanha em Brasília que seriam feitas entre duas e três vezes por semana.

Viajar para outros Estados é algo considerado praticamente descartado por conta dos tempos de deslocamento, questões logísticas e o monitoramento da saúde de Bolsonaro, que recebe medicação várias vezes ao longo do dia. No caso de aliadas que disputam eleições fora do DF, o mais provável é que Michelle grave vídeos de apoio.

MOBILIDADE – “No Distrito Federal, ela consegue participar de uma agenda e voltar para casa em 30, 40 minutos”, diz um aliado de Michelle. O Distrito Federal é um tradicional reduto bolsonarista – lá, Jair Bolsonaro obteve 58,81% dos votos válidos no segundo turno das eleições de 2022, ante 41,19% de Lula

A briga pública com Michelle ampliou a preocupação da pré-campanha de Flávio com o desgaste junto ao eleitorado feminino. O presidenciável tentou contornar a crise em um evento com mulheres do PL, mas a agenda acabou esvaziada com a ausência da ex-primeira-dama e de Damares.

Nesta quarta-feira, Flávio promove um novo evento com mulheres, em São Paulo, para apresentar um plano de governo para a população feminina, que contou com a colaboração de Damares. Mais uma vez, a ausência de Michelle deve ser sentida.

TCU julga proposta que pode abrir nova brecha para supersalários no serviço público

Janja diz que as críticas sobre os altos gastos em viagens são fruto de misoginia

Ninguém jamais expressou a dor de cotovelo como o gaúcho Lupicínio Rodrigues

Tribuna da Internet | A felicidade eterna com que Lupicínio sonhava, porém  jamais iria encontrarPaulo Peres
Poemas & Canções

O compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974), Lupe, como era chamado desde pequeno, sempre foi um mestre no emprego do lugar-comum, tal qual ele capta nos versos de “Volta” o imenso vazio das noites que a saudade torna insones. 

Ele era um especialista na chamada dor de cotovelo, como se diz quando alguém coloca os cotovelos sobre o balcão do bar e pede uma dose dupla para afastar a solidão.

A música fez enorme e duradouro sucesso, sendo gravada por muitos intérpretes, inclusive Gal Costa, no LP Índia, em 1973, pela Phonogram.

VOLTA
Lupicínio Rodrigues

Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama,
A sentir tantas coisas
Que a gente não pode explicar
Quando ama.

O calor das cobertas
Não me aquece direito…
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito.

Volta!
Vem viver outra vez ao meu lado!
Não consigo dormir sem teu braço,
Pois meu corpo está acostumado…

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Saída de Damares Alves expõe custo político da divisão no bolsonarismo

Damares foi alvo de ataques da própria direita

Pedro do Coutto

Em uma campanha presidencial, as perdas mais preocupantes nem sempre são as registradas nas pesquisas de intenção de voto. Muitas vezes, o maior dano ocorre nos bastidores, quando aliados estratégicos começam a se afastar, a coordenação perde coesão e a percepção de unidade dá lugar à narrativa de fragmentação. É nesse contexto que deve ser compreendida a decisão da senadora Damares Alves de deixar a equipe responsável pela elaboração do plano de governo do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ela diz que voltou atrás, mas a boataria continua.

A balançada de Damares vai além da substituição de um nome na estrutura da campanha. Ela simboliza uma crise que já ultrapassou o campo das divergências privadas e passou a afetar diretamente a construção política da candidatura. Ao justificar sua decisão, a senadora afirmou que “já fez o que era preciso no primeiro momento” e que poderia voltar a colaborar apenas em um eventual governo de transição. A declaração, longe de representar um rompimento definitivo, revela um claro distanciamento do núcleo da campanha justamente em seu momento mais delicado.

ATAQUES – O motivo apresentado também merece atenção. Damares afirmou ter sido alvo de ataques promovidos por integrantes da própria direita e revelou que Flávio Bolsonaro não a procurou diretamente após o agravamento da crise. Para uma liderança reconhecida como uma das principais pontes entre o bolsonarismo e segmentos expressivos do eleitorado evangélico e feminino, a ausência de uma tentativa pública de recomposição possui significado político evidente.

A situação ganha contornos ainda mais relevantes porque Damares não é apenas uma ex-ministra do governo Jair Bolsonaro. Ao longo dos últimos anos, consolidou-se como uma das figuras mais influentes do conservadorismo brasileiro, especialmente em pautas ligadas aos direitos das mulheres, infância, liberdade religiosa e políticas familiares. Sua participação na elaboração do programa de governo conferia legitimidade a uma área sensível da campanha, especialmente diante do desafio histórico da direita em ampliar sua aceitação entre o eleitorado feminino.

INSTABILIDADE INTERNA – Sua saída ocorre num ambiente de sucessivos episódios que alimentam a percepção de instabilidade interna. A crise envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro já havia produzido desgaste público, expondo divergências que anteriormente permaneciam restritas ao ambiente familiar e partidário. Damares, tradicionalmente próxima da ex-primeira-dama, acabou posicionada no centro desse conflito e tornou-se alvo de ataques nas redes sociais por parte de setores alinhados ao próprio campo conservador.

Outro aspecto relevante é a dimensão institucional do episódio. A senadora informou ter sido vítima de uma campanha coordenada de ataques e mencionou que a bancada feminina do Senado discute mecanismos institucionais para enfrentar episódios recentes de violência política contra mulheres, independentemente da formalização de denúncias individuais. O tema amplia o debate para além das disputas eleitorais, inserindo-o no contexto da proteção das mulheres que exercem mandato político e da crescente preocupação com campanhas de intimidação no ambiente digital.

Do ponto de vista eleitoral, o episódio alimenta uma narrativa difícil de administrar. Campanhas competitivas costumam buscar transmitir estabilidade, disciplina e capacidade de liderança. Quando figuras importantes passam a deixar a coordenação ou reduzem seu envolvimento, adversários encontram espaço para reforçar a ideia de enfraquecimento político, enquanto aliados passam a questionar os rumos estratégicos da candidatura.

DIFICULDADES – Isso não significa, necessariamente, que a candidatura de Flávio Bolsonaro esteja inviabilizada. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reconheceu publicamente que o senador enfrenta dificuldades políticas, mas afirmou não acreditar que ele deixará a disputa presidencial. A avaliação de Kassab sugere que, apesar do momento turbulento, ainda existe margem para reorganização da campanha e recomposição das alianças internas.

Historicamente, campanhas eleitorais conseguem sobreviver a crises quando demonstram capacidade de absorver conflitos, reconstruir pontes e reorganizar suas lideranças. O problema surge quando episódios isolados passam a formar um padrão recorrente. A sucessão de saídas, desentendimentos públicos e disputas internas tende a produzir um efeito cumulativo, reduzindo a confiança de apoiadores, lideranças regionais e potenciais aliados.

DIMENSÃO SIMBÓLICA – Há ainda uma dimensão simbólica particularmente sensível. Em política, a percepção frequentemente pesa tanto quanto os fatos objetivos. Quando uma liderança reconhecida afirma que foi atacada pelo próprio campo político e decide interromper sua colaboração com o programa de governo, transmite-se a imagem de que os conflitos internos deixaram de ser pontuais para se tornarem estruturais.

Independentemente dos desdobramentos eleitorais, o episódio revela um desafio que ultrapassa uma candidatura específica. Movimentos políticos fortemente personalizados dependem da manutenção permanente da unidade entre suas principais lideranças. Quando essa coesão se rompe, a disputa deixa de ser apenas contra adversários externos e passa a ocorrer também dentro da própria coalizão.

Nos próximos meses, a capacidade de Flávio Bolsonaro de recompor sua base política será tão importante quanto sua estratégia para conquistar novos eleitores. Afinal, antes de convencer o eleitorado, toda candidatura precisa demonstrar que consegue manter unido o próprio grupo que pretende conduzir ao poder.

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Kassab acha que os evangélicos podem desistir de Flávio para votar em Caiado

Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, em imagens justapostas -- Metrópoles

Caiado é a melhor opção para quem não vota em Lula

Mário Sabino
Metrópoles

Quais são as alternativas a Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula? Eu só vejo uma séria: Ronaldo Caiado. Abro parênteses. Em algum momento, na minha pressa de colunista diário, tomei emprestado a luneta de petistas para observar o panorama circunstante e enxerguei alguma consistência em Romeu Zema. Prometo tomar mais cuidado daqui em diante. Fecho parênteses.

Caiado e Gilberto Kassab, vice na sua chapa e cacique do partido que o abrigou, o tangível e ao mesmo tempo etéreo PSD, martelam que são a única opção à reeleição do chefão petista. “Se Flávio passar ao segundo turno, Lula será reeleito”, dizem a quem quiser ouvir.

PIOR OPÇÃO – Nas atuais condições de temperatura e pressão e também nas que se prefiguram, não há como discordar que a pior opção para o antipetismo é o filho de Jair.

A candidatura de Flávio, no entanto, é pedra enorme no primeiro turno. Caiado e Kassab acham que ela está rolando para o brejo. Detectam, inclusive, um empurrão evangélico nesse sentido.

Segundo afirmam aos seus interlocutores, depois do caso Dark Horse e do rompimento protagonizado por Michelle, boa parte da base evangélica já não acreditaria mais que dá para segurar na mão de Deus e na do filho de Jair.

PARA O BREJO – Se a pedra de Flávio está mesmo rolando para o brejo, a rolagem precisa ganhar velocidade. Caiado e Kassab trabalham para chegar aos 10% das intenções de voto no primeiro turno em meados de agosto, ali pelo início da campanha eleitoral.

Acreditam que, a partir daí, a sua chapa engrenará a ascensão. As pesquisas já mostram que, em segundo turno, ela é bastante competitiva.

Dez por cento é o que Renan Santos já tem. Mas Caiado e Kassab acham que o candidato do Missão é fogo de palha. Tendo a concordar.

COM CUIDADO – Como Caiado pretende bater em Flávio? Com cuidado para não perder o voto bolsonarista no caso de ir para o segundo turno.

O candidato do PSD tem dois mandatos exitosos como governador de Goiás e pretende usar o ativo para fazer contraste com a total inexperiência administrativa do filho de Jair. Logicamente, para diferenciar-se dos seus maiores adversários, Caiado não deixará passar batido junto ao eleitorado que jamais esteve envolvido em mensalão, petrolão, rachadinhas e relações perigosas com Daniel Vorcaro.

Novato no PSD, o candidato do partido ao Palácio do Planalto não contará com o apoio explícito de candidatos do partido e de aliados que farão campanha aberta para Lula e para Flávio. Mas Kassab não vê isso como problema. Diz que as alianças regionais devem ter prioridade e que os seus benefícios superam os eventuais malefícios. É curioso.

O Globo se atrapalha e cita ministros que “desconhecem” o Regimento do STF

Como O Globo tratava os escândalos da era FHC - Vermelho

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Desde dezembro, em meio ao silêncio obsequioso e servil da grande imprensa, a Tribuna da Internet vinha anunciando, com absoluta exclusividade, que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria novamente julgado, desta vez pela Segunda Turma, com amplas possibilidades de ser descondenado e libertado, tal como aconteceu com o ex-presidente Lula da Silva em 2019 e 2021′.

As informações da Tribuna foram amplamente confirmadas em maio, quando o STF aceitou julgar a ação de revisão criminal apresentada pelos advogados de Bolsonaro. Mas somente agora o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, resolveu tocar no assunto, certamente para desviar a imprensa das acusações que ele está recebendo, por desvio de emendas parlamentares e outros crimes.

INFORMAÇÕES ERRADAS – Na quarta-feira passada, dia 9, Valdemar Costa Neto deu declarações a respeito da possível libertação de Bolsonaro, que o Globo se apressou a desmentir, afirmando que “há vários obstáculos jurídicos que tornam remota qualquer possibilidade de reviravolta no cumprimento da pena de Bolsonaro”.

A matéria lançava informações erradas e sem base jurídica, dizendo que existe “dificuldade da revisão criminal prosperar no STF”, acrescentando que ”nem mesmo a anistia encampada pelo bolsonarismo no Congresso tornaria o ex-presidente livre de imediato”, para concluir que, na melhor das hipóteses, “Bolsonaro só deixaria o regime fechado em meados de 2028, como mostrou O Globo”.

No mesmo dia a Tribuna da Internet apontou os erros grotescos da reportagem, e a redação de O Globo, ao invés de corrigi-los, mandou fazer mais uma matéria para tentar desmentir nossas informações.

MINISTROS OCULTOS – Nesta nova reportagem, publicada sexta-feira, dia 9, o jornalão carioca deu um show de desinformação. Alegou que “ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram remotas as chances de a revisão criminal do ex-presidente ser acolhida pela Corte”, como se tivesse entrevistado os tais ministros, mas todos eles estão  viajando, apenas Edson Fachin ficou fazendo um plantão solitário.

Sempre sem citar nomes, a matéria segue dizendo que “segundo ministros ouvidos reservadamente pelo O Globo, dificilmente a Corte admitiria rever uma condenação construída ao longo de meses de instrução, com produção de provas, interrogatórios, ampla participação da defesa e análise de todos os recursos apresentados pelos advogados de Bolsonaro”.

Diz, ainda, que “na avaliação desses magistrados, acolher a revisão criminal significaria reconhecer um erro em julgamento conduzido pelo próprio Supremo — hipótese considerada extremamente improvável diante da dimensão do processo”.

TUDO ERRADO – Essas informações de O Globo estão erradas e demonstram que o jornal dos irmãos Marinho, no afã de agradar ao governo Lula, aceitou a missão de ser “porta-voz informal” de certos ministros do STF que não podem ser citados, até porque nem foram ouvidos.

Diz a matéria: “Mesmo na hipótese de uma decisão favorável de Kassio Nunes Marques, integrantes do STF afirmam que o alcance de uma eventual decisão individual seria limitado. Embora o relator conduza inicialmente o processo, o mérito da revisão criminal deverá ser analisado pelo Plenário da Corte, já que esse tipo de ação é de competência do Plenário, e não das Turmas”.

Está tudo errado. Os repórteres jamais leram o Regimento do STF. As regras são claras. O Plenário só examina revisão criminal de seus julgamentos. No caso de processos julgados por uma das Turmas, a revisão é feita pela outra Turma.

EM TRAMITAÇÃO – A manipulação das informações por O Globo salta às vistas, porque  desde maio a revisão criminal do processo contra Bolsonaro, condenado na Primeira Turma, já está tramitando na Segunda Turma, tendo o ministro Nunes Marques como relator.

E ação está avançando velozmente, porque, na forma da lei, em junho Nunes Marques encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República, com prazo de 20 dias, e a PGR já entregou seu parecer, pedindo arquivamento da causa. Porém, Marques não aceitou e vai apresentar seu relatório no princípio de agosto.

Após a distribuição do seu relatório aos outros ministros (André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes), o relator pedirá que seja marcado julgamento. E a decisão será definitiva, sem encaminhamento ao Plenário. A previsão é de 3 a 2, a favor de Bolsonaro, com Marques, Mendonça e Fux a favor, e Gilmar e Toffoli, contra. É um resultado que levará o Planalto à loucura, junto com o serviçal O Globo.

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P.S.
– Na próxima matéria, o jornalão carioca deveria citar os ministros que diz entrevistar e também indicar os dispositivos do Regimento do STF nos quais baseia suas informações despropositadas, porque na verdade não existem. (C.N.)

Lula empata com Flávio Bolsonaro no país, mas amplia vantagem nas capitais

Grandes cidades favorecem Lula da Silva

Luciana Casemiro
O Globo

Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados quando os eleitores são perguntados sobre qual candidato à Presidência tem mais capacidade para melhorar a vida dos brasileiros: 45% apontam o atual presidente, ante 42% que escolhem o pré-candidato do PL, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira. Lula, no entanto, abre vantagem de até oito pontos quando essa pergunta é feita aos moradores das capitais e das regiões metropolitanas.

Nas regiões metropolitanas, o presidente mantém os 45% registrados no cenário nacional, enquanto o percentual dos que consideram Flávio Bolsonaro mais capacitado cai para 37%, uma diferença de oito pontos percentuais. O índice dos que afirmam que nenhum dos dois tem capacidade é de 11%, e 6% não souberam ou não responderam.

MAIS PREPARADO – Entre os moradores das capitais, 46% apontam Lula como o mais preparado para melhorar a vida dos brasileiros, enquanto 41% dizem ser Flávio Bolsonaro, uma vantagem de cinco pontos percentuais para o atual presidente. Outros 10% avaliam que nenhum dos dois tem capacidade, e 2% não responderam.

No interior, o cenário é o mais equilibrado: 45% afirmam que Lula tem mais condições de melhorar a vida dos brasileiros, contra 43% que atribuem essa aptidão a Flávio Bolsonaro. Outros 8% dos entrevistados optaram pela alternativa “nenhum dos dois”.

—Os dados demonstram uma estabilidade linear nos índices do presidente Lula, que sustenta entre 45% e 46% de avaliações favoráveis, independentemente do tamanho ou da localização do município do eleitor. A oscilação do cenário nacional ocorre em razão do comportamento da base de Flávio Bolsonaro, que encontra maior resistência nas regiões metropolitanas e nos grandes centros urbanos, mas recupera competitividade até o nível de empate técnico quando essa capacidade é avaliada pelo eleitorado do interior do país — afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

Quaest testa impacto da crise entre Michelle e Flávio na disputa presidencial

Amedrontado por Trump, presidente da Fifa deveria apresentar a renúncia

Fifa estuda aumento da Copa para 64 times e Infantino defende preços dos  ingressos

Infantino passou vergonha ao se curvar perante Trump

Vicente Limongi Netto

Com um telefonema, Donald Trump colocou de joelhos o medonho, patético e capacho presidente da Fifa, Gianni Infantino. Trump não gostou da expulsão de um jogador da seleção dos Estados Unidos. Não demorou o conselho de arbitragem da entidade anulou a suspensão do atleta.

Por culpa e falta de firmeza e autoridade de Infantino a copa de 2026 ficou desmoralizada. Perdeu o respeito do torcedor. Infantino jogou no lixo a isenção e o regulamento da maior competição de futebol do mundo.

DEBANDADA – Ameaçado de ser demitido do cargo, Infantino corre atrás de aliados, agora em coletiva debandada. Para exibir uma autoridade que não tem, o serviçal Infantino gosta de sentar ao lado de autoridades mundiais nos estádios.

Nunca teve moral nem autoridade para banir dirigentes esportivos. Age por vingança. Como esmerado pau mandado.

Trump desmascarou Infantino e jogou no lixo a credibilidade e respeitabilidade da copa do mundo de 2026. 

ARBITRAGENS – A copa do mundo tem mostrado que os árbitros deixam de marcar faltas e pênaltis claros para deixar o jogo rolar. Certamente orientados pela desmoralizada Fifa. Isso facilita os mais faltosos.  Empurrando, atropelando, roubando a bola com faltas.

A reação do jogador que perde a bola, para não dar o contra-ataque é correr para fazer uma falta intencional e parar a jogada. Sem que o árbitro dê um cartão amarelo. Com essa ideia de deixar o jogo rolar, além de incentivar as faltas, o futebol ficou parecendo um misto de futebol inglês com os pés, com o futebol americano, com as mãos.

O arbitro fica à vontade para prejudicar uma seleção, e abusar da liberdade de marcar o que bem entender.

DIZ O IGNÁCIO – Nova mensagem que recebi do respeitado amigo e acadêmico Ignácio de Loyola Brandão. Fico honrado com todas elas.

“Vicente, Aqui no sul de Minas, olhando o verde da Mantiqueira aos meus pés, é uma delÍcia te ler, irônico, mordaz, verdadeiro.  Lleio com o prazer com que lia Stanislaw Ponte Preta na Última Hora onde trabalhei – ele no Rio, eu em São Paulo.

P.S. – Vou comer pão de queijo quente, cujo aroma me vem do forno. Feito na hora. Quer?” 

A aposta de Malafaia: uma mulher nordestina para tentar levar Flávio ao Planalto