PF prepara indiciamento de Vorcaro e avança sobre aliados do Banco Master

Guerra leva o Oriente Médio à beira de um choque energético global

Flávio cita informação falsa sobre urnas e pede observadores estrangeiros nas eleições

Novo tarifaço de Trump começa e ameaça US$ 11 bilhões em exportações brasileiras

O Globo lidera Operação Abafa, montada para “esfriar” os casos Master, INSS e STF

Doses de esperança – Cedhor

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Carlos Newton

Já revelamos aqui na Tribuna da Internet que os proprietários da Organização Globo estão arrependidos de terem possibilitado que o jornal e a rede de televisão denunciassem o escândalo do Banco Master e as gravíssimas fraudes de seu controlador Daniel Vorcaro.

Na época, os irmãos Marinho (Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto) ficaram até satisfeitos  com a visibilidade que a Organização Globo ganhou, mas em seguida começaram a se preocupar com a revelação das perigosas e íntimas ligações de Vorcaro com importantes nomes da política, que vão de Flávio Bolsonaro a Davi Alcolumbre, passando por Jaques Wagner, Ciro Nogueira, Rui Costa e muitos outros, até chegar ao próprio presidente Lula da Silva e aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

OPERAÇÃO ABAFA – Tudo começou em O Globo, pois o autor da primeira denúncia foi o jornalista Lauro Jardim, que abriu caminho a uma impressionante investigação pela equipe de Malu Gaspar, que levou a imprensa a devassar as ligações do banqueiro Vorcaro com as cúpulas dos Três Poderes.

Mas o escândalo foi ficando grave demais e os irmãos Marinho tiveram de liderar uma Operação Abafa, montada na imprensa para esfriar as investigações sobre os casos mais escabrosos que atingem os Três Poderes – Master, INSS e crise do STF.

É claro que os três megaempresários nem ligam para as denúncias sobre o Congresso. A principal preocupação deles é com o governo Lula, por ser o mais generoso distribuidor de verbas de publicidade para os cofres da família Marinho.

Mas eles também não querem desagradar  ao Judiciário, porque precisam de proteção processual, devido às fraudes e manobras tributárias que levaram a Organização Globo a trocar de CNPJ sucessivas vezes nos últimos anos.

CENSURA TOTAL – Assim, os herdeiros de Roberto Marinho estão liderando a Operação Abafa e não admitem que seus veículos de informação continuem a fazer qualquer denúncia de corrupção que desagrade a Lula e aos ministros do Supremo.

No jornal é mais fácil implantar a censura; basta ter um editor de Política que aceite a mordaça. Mas o problema é conter os renomados jornalistas que têm colunas e blogs, pois são independentes e não aceitam censura prévia.

A solução encontrada foi esconder o trabalho deles, dificultando o acesso dos leitores. Assim, os textos do grupo de jornalistas de escol – formado por Lauro Jardim, Malu Gaspar, Bernardo Mello Franco, Bela Megale e Merval Pereira – foram misturados a outros 109 colunistas.

NOTÍCIAS OCULTAS – Nesta terça-feira, dia 21, por exemplo, O Globo escondeu notícias importantes de Bela Megale. Um delas informa que o publicitário Thiago Miranda, cúmplice de Vorcaro no caso Master, diz que não vai cair sozinho e ameaça denunciar outras autoridades envolvidas.

Thiago Miranda era articulador do chamado “Projeto DV”, iniciativa que, segundo a corporação, contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao Master e críticos ao Banco Central, após a liquidação da instituição.

Bela Megale revela também o ultimato do pastor Silas Malafaia ao candidato Flávio Bolsonaro, dizendo que abandonará a campanha dele se houver outra denúncia de corrupção.

OUTRAS NOTÍCIAS – Por sua vez, Malu Gaspar revela que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou ao Ministério Público Eleitoral de Sergipe o pedido do ministro Gilmar Mendes para investigar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Assim, o parlamentar ficou livre da vingança de Gilmar e outros ministros do Supremo, cujo indiciamento ele pediu na CPI do Crime Organizado.

A jornalista informa também que é “absurda” a decisão de Moraes que impede Flávio Bolsonaro de falar com o pai até o primeiro turno.

Por fim, Merval Pereira comenta que o governador Tarcísio de Freitas perdeu uma grande oportunidade de ser presidente e dificilmente fará campanha para Flávio Bolsonaro num provável segundo turno contra Lula, mas terá mais quatro anos para ganhar luz própria e virar o candidato natural da direita nacional.

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P.S.
– São notícias importantes que ficaram escondidas em O Globo devido a essa insensata e odienta Operação Abafa. Assim, em homenagem aos colegas que estão enfrentando essa ”censura branca”, vamos ficar de olho e republicar o trabalho deles na Tribuna da Internet, para mostrar aos irmãos Marinho que eles não mandam mais neste país. (C.N.)

Após fraudes, partidos criam novas regras para ampliar candidaturas femininas

Partidos reforçam apoio à candidaturas femininas

Carlos Petrocilo
Folha

Dos oito partidos com mais assentos na Câmara dos Deputados, o MDB e o União Brasil criaram mecanismos para incentivar as candidaturas femininas e para fiscalizar as prestações de contas das campanhas, após casos de fraude à cota de gênero nas eleições.

Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou acordo com os dirigentes políticos, no qual se comprometeram, entre outros pontos, a cumprir as cotas para mulheres, pretos e indígenas.

PRESTAÇÃO DE CONTAS – O MDB definiu, em reunião da executiva nacional do dia 11 de junho, que irá contratar serviços especializados de contabilidade e de assessoria jurídica eleitoral para auxiliar as mulheres na elaboração da prestação de contas, inclusive com atendimento para orientações sobre acompanhamento da arrecadação e aplicação de recursos, além da emissão de pareceres.

O União, por sua vez, aposta em cursos de capacitação que vão abordar temas como financiamento de campanha, inteligência artificial, registro de candidatura, violência política, organização do tempo e da jornada de rua, entre outros.

TRANSPARÊNCIA – Além do MDB e do União, o Podemos afirmou que é “um defensor da transparência e a tem como um de seus pilares desde a fundação do partido”. O PSD disse que as candidaturas são definidas com autonomia pelas convenções estaduais e devem seguir as exigências estabelecidas pela legislação.

“As transferências financeiras serão feitas diretamente da instância nacional aos candidatos e candidatas habilitados”, diz o PSD, em nota. Já PL, PT, PP e Republicanos não se manifestaram até a publicação deste texto.

PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

Temer diz que Brasil precisa superar a polarização e reconstruir um pacto republicano

PT esconde a estrela vermelha e assume o verde e amarelo nas suas campanhas

Vermelho e a estrela do partido encolhem nas redes

Fabiano Lana
Estadão

A seleção brasileira foi um fiasco na Copa do Mundo. O tradicional uniforme verde-amarelo fracassou de maneira precoce em terras americanas. A verdade, como uma anedota que circulou nas redes, é que durante muito tempo, torcedores deixaram de utilizar o uniforme tradicional da seleção nas ruas com receio de serem confundidos com bolsonaristas. Agora, os próprios bolsonaristas evitam a camisa com temor de serem vistos como torcedores.

Mas, em certo grupo de políticos, as cores da seleção continuam bastante presentes: entre os candidatos do Partido dos Trabalhadores, por exemplo, principalmente para cargos majoritários. Praticamente sumiram com a tradicional estrela vermelha do partido e agora embalam suas campanhas em tonalidades, digamos, menos esquerdistas e tidas como mais nacionalistas.

UNIFORMIZADO – Tome-se o caso do ex-ministro da Fazenda, candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad. Em seu avatar no Instagram, aparece com o clássico uniforme do escrete canarinho, assim como toda sua chapa com as candidatas a senadoras e o pretendente a vice. Em outra postagem, aparecem com Haddad o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin, também trajando a camisa do bolsonarista Neymar.

Trata-se de um fenômeno nacional. Tome-se o caso do governador do maior Estado governado pelo PT, a Bahia, Jerônimo Rodrigues. Utiliza-se quase sempre de azul em suas propagandas. Apareceu de verde-amarelo certa vez. O vermelho é só, às vezes, a moldura de suas publicações. A estrela rubra de seu partido desapareceu.

FIGURINOS AZUIS –  Em outro caso, o governador do Ceará, Elmano Freitas, candidato à reeleição, também prefere os figurinos azuis. Utilizou-se da inteligência artificial para aparecer com o uniforme tradicional da seleção em suas redes. Praticamente o único vermelho presente nas suas propagandas de rede é o vermelho da camisa do presidente Lula, em dia de visita ao Estado.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, desponta como um dos nomes mais promissores para o futuro do PT. É popular e tido como bom administrador. Ele é mais um que deixou de lado o vermelho de seu partido. Na sua página de redes sociais, veste-se do tradicional azul-marinho e nas legendas de sua postagem predomina o verde-amarelo.

Um desavisado ex-governador e atual ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, é quem aparece com uma camisa vermelha nas páginas do correligionário, assim como outro militante, mas nesse caso com a camisa do Flamengo.

CORES DA SELEÇÃO – No Distrito Federal, o candidato petista, Leandro Grass, trocou o vermelho por algo próximo ao lilás este mês. No avatar, traja as cores do time de Carlo Ancelotti. A estrela do PT, finalmente, aparece em uma de suas postagens, de meados de junho. A conferir qual a cor que irá prevalecer na sua campanha.

O fenômeno do sumiço do vermelho e da estrela petista é apenas um sintoma de um país em que eleitores que dizem ser de direita acabam por votar na esquerda durante as eleições. Daí a realpolitik, para se afastar do antipetismo e do que diz respeito ao fantasma do comunismo. Tudo indica que essas decisões são uma jabuticaba brasileira, incomum em outros países. O irônico é que das oito seleções classificadas para as quartas de final da Copa, seis possuem o vermelho como cores oficiais.

O movimento petista, entretanto, indica que o monopólio bolsonarista no uso da camisa verde-amarela das seleções pode estar em decadência. Queriam se apresentar como os únicos patriotas da nação. Mas, sinceramente, que vantagem traz vestir, neste momento, um uniforme que só trouxe dissabores recentes à população?

Lula provoca Marcos Rubio e diz que derrotará Flávio e aliados nas urnas

Flávio não tinha condições de ser escolhido candidato, diz Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto | CNN Brasil

Costa Neto diz que Bolsonaro não consultou ninguém no PL

Guilherme Matos
Estadão

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta terça-feira, 21, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não estava “preparado para ser candidato” à Presidência da República. Em dezembro, Flávio foi indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, para concorrer pelo grupo neste ano.

Ele foi escolhido pelo (Jair) Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Bolsonaro escolheu Flávio e agora que estamos conseguindo andar nesse assunto”, afirmou Valdemar em entrevista à CNN Brasil.

SEM VICE – O dirigente partidário fez a declaração enquanto falava sobre a construção de alianças com outros partidos para as eleições de 2026.

Valdemar descartou na entrevista o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro. O presidente do PL defendia o nome da parlamentar por seu “carisma” e capacidade de atrair votos.

O acordo com Tereza, porém, não vingou. Na entrevista, Valdemar disse que a parlamentar não tem interesse em compor a chapa pois busca a presidência do Senado Federal. Mesmo assim, o presidente do PL ainda acredita em um acordo com o partido da senadora para apoiar Flávio nas eleições.

FAZER ALIANÇAS – Valdemar afirmou que fará uma reunião ainda nesta terça-feira com o pré-candidato e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), para discutir as alianças com os partidos.

Até o momento, a federação União Progressista (que reúne o União Brasil e o PP) mantém uma postura neutra em nível nacional. Ou seja, cada Estado definirá qual candidato quer apoiar na corrida pelo Palácio do Planalto.

Na segunda-feira, 20, a federação em São Paulo declarou apoio a Flávio Bolsonaro, mas o senador ainda não tem definições no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – alguns dos principais colégios eleitorais do País.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Está acontecendo o que já era esperado. Flávio Bolsonaro tem um passado nebuloso. Ficou rico ilicitamente com rachadinhas, negócios imobiliários em dinheiro vivo e lavagem de dinheiro em franquia de chocolates. Além disso, foi um espanto a revelação de que tentou tirar R$ 134 milhões do banqueiro Vorcaro para fazer o filme sobre o pai. Assim, já se esperava que houvesse problemas com a candidatura dele. (C.N.)

Salles critica Flávio e diz que Eduardo e Michelle são melhores candidatos

Câmara nega irregularidades e diz a Dino que emendas seguem rito legal

Abin paralela: Moraes arquiva caso contra Ramagem, mas mantém investigação de Carluxo

Trump fracassa como presidente e quer se meter nos governos de outros países

01/08/2025 - Claudio Mor | Folha

Charge do Claudio Mor (Folha)

Vicente Limongi Netto

Donald Trump não cuida do próprio país e quer dar ordem no país dos outros. Ao dizer que houve uma química entre ele e Lula, foi uma maneira de explorar a vaidade infantil do presidente brasileiro. Mas Lula não caiu nessa e virou mais um inimigo do governante americano.

Aqui no Brasil, a extrema direita e o centrão se transformaram numa quadrilha, que aspira o poder a qualquer custo. Para não serem punidos, vendem até a pátria, se isso permitir livrar os golpistas e os envolvidos em corrupção. Eles são muitos.

O canalhão Eduardo Bolsonaro ganhou green card. Nova patifaria de Trump para insultar o Brasil. Depois de perder as eleições de outubro, o inútil candidato Flávio merece também o imundo presente de Trump. Ficando por aqui acaba preso. Que eles e os demais apodreçam por lá. No covil dos ratos.  Aqui não farão nenhuma falta. 

GOL DE PLACA – O craque Pedro fez mais um gol de placa. Desta vez não foi o Pedro que joga no Flamengo. O goleador é o Pedro Rogério jornalista e escritor. Acadêmico mineiro das boas letras, das belas e fascinantes histórias.

Mineiro radicado em Brasília, Pedro Rogério tem uma bela alma, é parceiro do bem, do amor, do lirismo e de emoções memoráveis.

Ele agora nos brinda com o livro “Que é isso, Vó?”, trazendo sonhos e memórias que guardava no peito, envolvendo política, jornalismo, literatura e prosas com deliciosas resenhas. Também sonho muito nas trilhas comoventes do charmoso Pedro, amigo dos amigos. Tenho mais idade do que o ele, mas falta-me a competência para transformar em saborosos livros meus devaneios de jornalista e peladeiro. 

O adeus do poeta Paulo Leminski, que viveu intensamente e morreu antes da hora

frases paulo leminski I - Só SergipePaulo Peres
Poemas & Canções

O crítico literário, tradutor, professor, escritor e poeta paranaense Paulo Leminski Filho (1944-1989) morreu cedo, aos 45 anos, quando já era um dos poetas contemporâneos mais conhecidos do país, e deixou a um poema de despedida a todos nós.

ADEUS
Paulo Leminski

Adeus, coisas que nunca tive,
dívidas externas, vaidades terrenas,
lupas de detetive, adeus.
Adeus, plenitudes inesperadas,
sustos, ímpetos e espetáculos, adeus.
Adeus, que lá se vão meus ais.
Um dia, quem sabe, sejam seus,
como um dia foram dos meus pais.

Adeus, mamãe, adeus, papai, adeus,
adeus, meus filhos, quem sabe um dia
todos os filhos serão meus.
Adeus, mundo cruel, fábula de papel,
sopro de vento, torre de babel,
adeus, coisas ao léu, adeus.

Chegou a hora da virada e Caiado já consegue ganhar de Lula no 2º turno

Iniciativa digna de aplauso”, diz Caiado sobre reunião com Lula

Ronaldo Caiado começa a se consolidar como a terceira via

Carlos Newton

Conforme informamos nesta segunda-feira, dia 20, a espantosa subida nas menções positivas a Ronaldo Caiado (PSD) nas redes sociais, com alta de 446,3, segundo levantamento do Instituto AP Exata, já começa a ser confirmada nas pesquisas eleitorais.  

Divulgado nesta terça-feira, dia 21, o novo levantamento do Instituto Real Time Big Data mostra que o ex-governador de Goiás já surge numericamente à frente do presidente Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

NA FRENTE – Na pesquisa, Caiado  aparece pela primeira vez na frente, com 44% das intenções de voto, enquanto Lula cai para 43%.

Pela margem de erro, os possíveis adversários estariam tecnicamente empatados, mas o resultado é altamente animador para Caiado, pois a campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, já que somente é iniciada a 15 de agosto, com horário eleitoral no rádio e na televisão a partir de 26 de agosto, quando a disputa começa para valer

O instituto também testou eventuais embates entre o atual presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão).

OUTROS CENÁRIOS – Contra Flávio Bolsonaro, do PL, o presidente Lula ainda tem vantagem numérica, mas há empate técnico. Já contra Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, o petista venceria com facilidade.

Num eventual segundo turno, Lula tem 45% das intenções de voto e Flávio fica em 42%. Já em um cenário com o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), Lula registra 44% das intenções de voto, contra 38% do político mineiro. Contra Renan Santos, a vantagem de Lula aumenta para 44% a 35%.

O número de eleitores que declaram voto em branco ou nulo soma 11%, e os indecisos representam 7%.

P.S. – Em tradução simultânea, se insistirem na candidatura de Flávio Bolsonaro, Lula continua mais quatro anos no poder. Porém, se abrirem espaço para Ronaldo Caiado, a tendência é de que ele vença a eleição, porque sua campanha está em viés de alta e a de Lula demonstra viés de baixa. O resto é folclore, como dizia Sebastião Nery. (C.N.)

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes para liberar visitas de Flávio ao pai

Advogados sustentam que a proibição é “desproporcional”

Pepita Ortega
O Globo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes que reconsidere a decisão de barrar visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias. Os advogados sustentam que a proibição é “desproporcional” e “excessiva” por limitar o “convívio familiar” do ex-chefe do Executivo e ainda “impedir” o contato entre o ex-presidente e um de seus advogados. Flávio é listado como integrante da equipe que representa o pai perante ao STF.

Em petição assinada nesta segunda, a defesa de Bolsonaro voltou a afirmar que o ex-presidente “jamais teve ciência” de que o filho iria divulgar a carta que escreveu “aos brasileiros”. Além disso, os advogados recorreram a um outro episódio para argumentar que Bolsonaro não via a redação de uma carta como descumprimento de sua prisão domiciliar.

SEM QUESTIONAMENTO – O episódio em questão remonta a dezembro do ano passado, quando o ex-chefe do Executivo escreveu uma carta, posteriormente tornada pública por Flávio, na qual referendava o filho como seu escolhido à pré-candidatura para a Presidência. Segundo os advogados, não houve qualquer questionamento sobre o tema.

Sob esse argumento, a defesa argumenta que a divulgação pública de uma carta anteriormente redigida por Bolsonaro não foi entendida como violação às medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Por essa razão, o ex-chefe do Executivo não pensou que seria incompatível, com a domiciliar, a escrita de uma nova carta, alegam os representantes de Bolsonaro.

O pedido é para que Moraes reconsidere sua decisão ou então que envie a solicitação para a Primeira Turma do STF, para que o colegiado decida se libera ou não as visitas de Flávio ao pai.

RESTRIÇÕES – A vedação de visitas do senador, por 90 dias, consta de despacho que Moraes assinou na sexta-feira, mantendo a domiciliar humanitária do ex-chefe do Executivo, mas endurecendo as restrições impostas ao cumprimento da pena após a conclusão de que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de seu filho.

Na ocasião, Moraes também vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado. Segundo o ministro, a medida decorre do fato de o ex-presidente estar com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal definitiva.

VERSÃO INCOMPATÍVEL – O ministro rejeitou a alegação da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria divulgada publicamente. Para o ministro, a versão é incompatível com o próprio conteúdo do documento, dirigido “aos brasileiros”, no qual o ex-presidente apresenta Flávio Bolsonaro como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura presidencial.

O relator lembrou ainda que, desde julho de 2025, Bolsonaro já estava submetido à proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, e que o Supremo havia esclarecido, à época, que também seria vedada a utilização de “material pré-fabricado” destinado à divulgação por terceiros. Segundo Moraes, tanto Bolsonaro quanto Flávio tinham pleno conhecimento da extensão da restrição e das consequências de seu descumprimento.

Polícia Federal intima Jaques Wagner a depor na investigação do Banco Master

Defesa de Valdemar muda versão e diz ao Supremo que ele só sugeria emendas