Ataque de Milei a Moraes provoca crise diplomática entre Brasil e Argentina

Se Caiado não decolar, Lula vai ganhar por culpa exclusiva de Jair Bolsonaro

Tribuna da Internet | O Centrão se afasta de Flávio Bolsonaro — e o bolsonarismo sente o golpe

Charge do Cláudio de Oliveira (Folha)

Carlos Newton

Os autointitulados “institutos de pesquisas”, que não são nada confiáveis, sempre influenciam as eleições. Nesta fase da campanha, percebe-se que há um esforço para esconder a subida do candidato Ronaldo Caiado, o único que tem condições de chegar ao segundo turno e derrotar Lula na grande final.

Constata-se que as pesquisas não são confiáveis, porque estão deixando de registrar o avanço das menções positivas a Caiado que está ocorrendo nas redes sociais, segundo levantamento da consultoria AP Exata, que apontou crescimento de 449% em apenas cinco dias.

SEM CAPTAR… – Estranhamente, os institutos não estão captando essa reação, como se pudesse acontecer esse tipo de contradição, com as redes sociais tendo um comportamento político oposto ao captado pelos institutos de pesquisas eleitorais. Ou seja, fica parecendo os viajantes das redes sociais não têm título de eleitor…

A única explicação para esse fenômeno paranormal é a força do dinheiro, que no mundo de hoje compra quase tudo, conforme se constata no cotidiano, onde honradez e dignidade são comportamentos cada vez mais raros.

Se depender das pesquisas, Lula ganhará com facilidade essas eleições aos 81 anos, consolidando-se como o governante mais velho do mundo, com Donald Trump em segundo lugar. É óbvio que Flávio Bolsonaro não tem condições de superá-lo, porque seu despreparo é tamanho que os eleitores de centro temem votar nele.

CULPA DE BOLSONARO – A culpa pela “reeeeleição” de Lula, desculpem o neologismo, é exclusivamente de Jair Bolsonaro, que demonstrou ser um líder de araque, capaz de entregar o país a seu maior inimigo, a pretexto de manter o poder sob controle de uma família sem preparo e sem honra, conforme está mais do que comprovado.

Flávio tem um passado encardido e um presente deplorável. Agora, apareceram as notas fiscais de seu altíssimo faturamento na advocacia, como se realmente trabalhasse nesse ramo.

São milhões de reais oriundos de empresas fantasmas, evidenciado farta lavagem de dinheiro através de iniciativas infantis e até grotescas, chega a ser inacreditável.

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P.S.
– Se cultivasse um mínimo de amor a esse país, Jair Bolsonaro teria escolhido o então governador paulista Tarcísio de Freitas para cabeça de chapa, indicando o filho Zero Um para vice, circunstância que lhe daria condições ideais  chegar ao Planalto em 2034, substituindo Tarcísio no fim do provável segundo mandato. Mas a vaidade e a soberba falaram mais alto. Agora, Flávio vai perder de Lula, ficará fora da política, igual ao pai, e o país mergulhará em grave crise econômica, conforme os maiores especialistas estão prevendo, devido à crescente dívida pública.

P.S. 2 – Portanto, essa nova crise será provocada por dois agentes – a prepotência de Jair Bolsonaro e a incompetência de Lula da Silva, dois perdidos numa política suja, como diria o dramaturgo Plínio Marcos. Todos sabem que Tarcísio venceria Lula no primeiro turno e poderia fazer um excelente governo, mas Bolsonaro está pouco ligando para o país. (C.N.)

Desinformação sobre deputados ajuda a perpetuar ciclo de poder no Congresso

Caiado se fortalece ao ganhar apoio de Eduardo Leite, Ratinho Jr e Aldo Rebelo

PSD oficializa Caiado como candidato à Presidência

Na Convenção, Caiado atacou durante Flávio e Lula

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O PSD realizou neste domingo, 26, a convenção partidária que confirmou a candidatura de Ronaldo Caiado a presidente da República e do presidente da sigla, Gilberto Kassab, como vice da chapa. Embora tenha tecido as já usuais críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador de Goiás mirou sua artilharia também no senador Flávio Bolsonaro (PL), consolidando a mudança de postura em relação ao pré-candidato de direita que havia iniciado nos últimos dias.

“Não é possível que o Brasil vai querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional”, disse o ex-governador de Goiás. “Me dê a chance, povo brasileiro, porque eu vou bater o Lula e nós vamos criar um país diferente e devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, discursou Caiado à militância do PSD.

MAIS ATAQUES – Caiado ainda afirmou que Flávio é o candidato “escolhido pelo Lula” para disputar o segundo turno. “Quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão”, acrescentou, atacando os petistas.

Em outro momento, o candidato do PSD disse que o filho de Jair Bolsonaro (PL) é “frango de granja” e depende do pai para guiar sua vida política. “Qualquer coisa fala assim ‘chama o papai, vou ler uma carta dele’. Não, o Caiado, é galo de terreiro. Sou acostumado na briga”, discursou.

Em uma entrevista coletiva antes do início da convenção, realizada na sede do PSD em São Paulo, ele disse que Flávio e Lula, que estão na frente nas pesquisas de intenção de voto, dependem de brigas e “crises inúteis” para alimentarem suas candidaturas e desviam o foco daquilo que realmente interessa à sociedade brasileira.

BRIGA COM TRUMP – O petista, segundo ele, busca provocar o presidente dos EUA, Donald Trump, com esse objetivo, enquanto o lado de Flávio insulta autoridades. “Um se retroalimenta da vaidade do outro”, afirmou.

“Para governar o país, precisa muito de independência moral e coragem pessoal. Coragem para poder, amanhã, libertar o País do sequestro do PT e das facções. De não ter um candidato que seja um ‘Kinder Ovo’, com uma surpresinha todo dia”, afirmou Caiado, em relação a Flávio.

Ele mencionou escândalos que envolvem seus rivais, como rachadinha, Mensalão, Petrolão, escândalo do Master e os desvios no INSS.

EXPLICAR DENÚNCIAS – Para Caiado, a direita não pode colocar alguém no segundo turno “que tenha tanto o que explicar da sua vida” e não tenha tempo de defender os interesses da população. “E hoje está aí às voltas com tantas denúncias em sua curta trajetória”, afirmou em seu discurso.

Inicialmente, Caiado evitou criticar Flávio, mesmo após a publicação do áudio em que o senador pede dinheiro ao ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. Recentemente, contudo, o ex-governador mudou o tom e passou a apontar discordâncias sobre o modo como o pré-candidato do PL atuou no mais recente tarifaço aplicado pelo governo Trump ao Brasil e também por Flávio ter colocado em dúvida a segurança das urnas eletrônicas.

No campo das propostas, o candidato do PSD adotou a já conhecida linha-dura na segurança pública e prometeu confiscar o patrimônio de agressores de mulheres, colocando os bens à disposição das vítimas.

RATINHO E LEITE – Caiado trocou o União Brasil pelo PSD no início do ano para ser candidato. Na nova sigla, enfrentou a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era o favorito, mas acabou desistindo da candidatura, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Apesar da disputa, Leite e Ratinho Jr. participaram da convenção e declararam apoio a Caiado, assim como o pré-candidato ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (PSD), e outros aliados políticos, como o atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

A escolha por Kassab como vice ocorreu após o partido não conseguir atrair outras siglas do Centrão, como a federação União Progressista, o Republicanos e o MDB, que devem optar pela neutralidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Além de Ratinho Jr., Eduardo Leite e Aldo Rebelo, outros políticos importantes também declaram apoio a Caiado, como Ciro Gomes e ACM Neto, candidatos a governador do Ceará e da Bahia. Mas as pesquisas somente indicam 3% de preferência para Caiado. Por que será? (C.N.)

Janja busca os evangélicos, mas enfrenta resistência por pauta da misoginia

Janja entra na disputa pelo voto evangélico

Sérgio Roxo
O Globo

Resistente ao longo de toda a corrida eleitoral de 2022 a gestos do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em direção aos evangélicos, a primeira-dama Janja da Silva mudou de postura na disputa atual e tem dialogado com segmentos religiosos. Ela planeja, inclusive, para as próximas semanas, quando a campanha já estiver começado oficialmente, uma “grande reunião” com eles em São Paulo. A nova posição em relação ao grupo chama a atenção de aliados do presidente.

Mas, apesar do esforço, posicionamentos de Janja, como a sua defesa da aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, ainda são empecilhos em sua tentativa de criar conexões com os evangélicos.

RESISTÊNCIA – Na disputa de quatro anos atrás, Janja foi apontada como uma das principais responsáveis por Lula ter resistido ao máximo a lançar uma carta voltada ao segmento. A apresentação de um documento em que era assumido compromisso com a liberdade de culto e religião era defendida por toda a cúpula da campanha, mas o então candidato protelou ao máximo e só o apresentou dez dias antes do segundo turno.

Lula cedeu após conversa com a senadora Eliziane Gama (PT-MA), que é evangélica e na época estava no PSD. Apesar de ter acompanhado o marido na maioria dos eventos da campanha de 2022, Janja não compareceu ao ato de lançamento da carta aos evangélicos, num hotel de São Paulo.

MUDANÇA DE POSTURA –  Lideranças petistas presentes nas duas campanhas dizem que é nítido que Janja mudou de postura em relação aos evangélicos. Indagada por meio de sua assessoria sobre a sua motivação para abrir diálogo com o grupo, a primeira-dama não respondeu.

Ao longo de 2025, Janja já havia feito uma série de viagens pelo país para encontros com evangélicas. Nas reuniões, ela chegou a cantar a música “Deus cuida de mim”, composta e interpretada pelo cantor Kleber Lucas.

DIÁLOGO – Em junho deste ano, a primeira-dama esteve no Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT, em Brasília. Em sua fala, disse que “a gente precisa ir para dentro das igrejas e conversar com as nossas irmãs”. Ao usar termo típico dos evangélicos, Janja se justificou.

“Eu já estou falando “nossas irmãs” porque eu me sinto um pouquinho. O pessoal fica falando: “Ela não é evangélica”, mas eu acredito em Deus e é isso que importa. Eu acredito em Cristo”, disse Janja, que se emocionou ao citar a música “Deus cuida de mim”.

“Quando escuto o Kleber cantando… Quando eu falo até me emociono, porque o Espírito Santo precisa tocar o nosso coração aonde quer que a gente esteja. Deus está em qualquer lugar”, acrescentou. Janja contou no encontro do PT que procurou as mulheres evangélicas porque o seu “coração estava mandando” e falou que não seria representante da esquerda no diálogo.

INTENÇÃO DE VOTO – Pesquisa da Genial/Quaest mostra melhora da intenção de voto em Lula entre os evangélicos, apesar de Flávio Bolsonaro (PL) ter maior vantagem. Ele soma 53% das intenções de voto contra 31% do petista. Em maio, a vantagem era de 61% a 24%.

Mas o esforço de Janja para se conectar aos evangélicos pode ser abalado. Em entrevista à Folha de São Paulo e ao Uol, classificou críticas que a qualificam como “gastadeira” em suas viagens ao exterior como misoginia. A Câmara discute projeto de lei, defendido por ela, que criminaliza a misoginia. A bancada evangélica pede mudanças no texto, sob alegação que pode ferir a liberdade religiosa.

Mudança de Nunes Marques em pesquisas eleitorais gera alerta sobre insegurança jurídica

Flávio recorre ao sobrenome, à família e a Milei para sustentar candidatura

Governo Trump nega interferência eleitoral após Itamaraty barrar enviados dos EUA

PF prevê gastar R$ 95 milhões para proteger presidenciáveis em 2026

TSE prepara reunião com embaixadores em meio a tensão com governo Trump

Milei deu um show de estupidez e não ajudou em nada a campanha de Flávio

Flávio lança candidatura ao Planalto com defesa do legado do pai e aceno  estratégico às mulheres - Estadão

Milei veio apoiar com bizarrices a campanha de Flávio

Vicente Limongi Netto

O sacripanta Javier Milei deu show de estupidez e canalhice, ao xingar autoridades brasileiras na convenção do Partido Liberal. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, fez bem em repudiar as patadas do destrambelhado argentino.

Para os bolsonaristas, Milei deixou o Brasil coberto de glórias. Para as relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Argentina, Milei deixou a certeza que é mesmo um cretino irrecuperável.

TETRA DE LULA – A atilada Thais Oyama, na sua excelente coluna do Globo, pergunta se Lula já levou o tetra. Creio que sim. Erra no varejo e acerta muito no atacado.  O maior feito de Lula foi tirar o Brasil do mapa da fome, de acordo com a FAO.

Enfrenta as fanfarrices de Donald Trump com firmeza. Está Inaugurando obras importantes e luta com um Congresso que joga sujo, inimigo do povo e que adora milionárias emendas parlamentares. Corja de malfeitores.

GANSO – O treinador do Fluminense não tem tratado o cerebral meia-armador Paulo Henrique Ganso com o respeito que ele merece. Ganso ainda tem muito bom futebol pela frente.

Diante da desagradável situação, Ganso deveria cuidar da vida em outro grande clube.

Oswald de Andrade, revolucionário até na tentativa poética de salvar o amor

Oswald de Andrade

Oswald, retratado por sua mulher, Tarsila do Amaral

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, escritor, ensaísta, dramaturgo e poeta paulista José Oswald de Souza Andrade (1890-1954) foi um dos principais articuladores do movimento modernista literário e da célebre Semana de Arte Moderna, marco divisório na história das artes brasileiras, realizada em São Paulo, em 1922.

A rebeldia de Oswald o levava a querer muito mais do que simplesmente revolucionar forma e conteúdo da criação artística. O que ele queria mesmo era uma revolução que transformasse a vida social dos brasileiros, suas instituições e costumes.

ALERTA
Oswald de Andrade

Lá vem o lança-chamas
Pega a garrafa de gasolina
Atira
Eles querem matar todo amor
Corromper o pólo
Estancar a sede que eu tenho doutro ser
Vem do flanco, de lado
Por cima, por trás
Atira
Atira
Resiste
Defende
De pé
De pé
De pé
O futuro será de toda a humanidade.

STJ julga em agosto caso de seu ministro acusado de assédio sexual

PGR defende aposentadoria compulsória de Buzzi

Rafael Moraes Moura
O Globo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, alvo de duas acusações de assédio sexual. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende a aposentadoria compulsória de Buzzi – penalidade máxima prevista atualmente na Lei Orgânica da Magistratura Nacional – dentro de uma sindicância interna do Tribunal. Buzzi nega as acusações.

Em parecer encaminhado ao STJ neste mês, a PGR endossou os depoimentos de duas mulheres contra Buzzi: uma jovem de 18 anos, que o acusa de tentar agarrá-la numa praia de Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do próprio ministro; e uma servidora que trabalhou no gabinete de Buzzi como secretária e relatou sete episódios de assédio e importunação sexual ocorridos entre 2023 e 2025.

ABORDAGENS – Os episódios de assédio incluem abordagens de Buzzi com toques físicos nas nádegas da servidora em ambientes como o corredor do gabinete e na própria sala do ministro, onde ela tentou ajudá-lo a colocar um pendrive no computador. O relato da vítima foi corroborado por familiares, um namorado, assessores e até a chefe de gabinete de Buzzi. Todos os nomes também foram omitidos da reportagem pelo fato do processo tramitar em sigilo e para preservar tanto a vítima quanto as testemunhas que colaboraram com as investigações.

Na avaliação de ministros do tribunal, o parecer da PGR é contundente, expõe a fragilidade dos argumentos de Buzzi e dá força à tese de punição disciplinar numa das maiores crises de imagem enfrentadas pelo tribunal em sua história, em um momento em que o STJ “frequenta” as páginas policiais por conta de outro escândalo – a investigação sobre um esquema de venda de sentenças judiciais. “Acho muito difícil o Buzzi escapar de uma consequência”, prevê um ministro do STJ ouvido em caráter reservado.

LAUDO MÉDICO –  No parecer em que pede a aposentadoria compulsória de Buzzi, a PGR rebateu o laudo médico de disfunção erétil apresentado pela defesa do magistrado e afirmou que a “disfunção sexual moderada” não exclui a possibilidade de assédio.

O laudo médico de “avaliação da função sexual” tem sido usado pela defesa de Buzzi para tentar colocar em xeque a versão das vítimas. Assinado em fevereiro por um especialista em urologia, o documento afirma que “o conjunto de evidências clínicas, laboratoriais e funcionais” do ministro não “respalda hipótese de função sexual exacerbada”.

“Ao contrário, o paciente apresenta comprometimento multifatorial da função sexual masculina, caracterizado por hipoandrogenismo, disfunção erétil moderada, ausência de ejaculação anterógrada e falta de adesão terapêutica e de seguimento médico recente”, afirma o médico Jairo Lyra de Andrade Filho, ao avaliar a o histórico clínico do magistrado.

ALEGAÇÃO – O argumento, no entanto, não convenceu o subprocurador-geral da República José Adonis, que assina o parecer de 57 páginas da PGR que pede a punição do magistrado com a aplicação de aposentadoria compulsória. “O documento, que conclui pela disfunção moderada apresentada pelo paciente, não traz qualquer referência que permita excluir a possibilidade da prática de assédio sexual pelo requerido”, rebateu o subprocurador.

A defesa de Buzzi disse que o laudo destacado pelo “ilustre membro do Ministério Público Federal foi mencionado como se prova única fosse, e não é”. “O processo tramita em segredo de justiça, o que impossibilita, infelizmente, a defesa de revelar detalhes mais apurados, os quais serão apresentados em alegações finais”, afirmaram os advogados de Buzzi.

ÍNTEGRA DA NOTA DA DEFESA DE MARCO BUZZI:

“1- A defesa respeita, embora discorde do parecer da PGR, conforme manifestará nas alegações finais;

2- O médico foi arrolado pela defesa, uma vez que indeferidos os sucessivos pedidos para realização de perícia médica;

3- A defesa está no encargo de comprovar fatos que nunca ocorreram. Para tanto, apresentou testemunhas, registros, vídeos e outros elementos concretos que, em conjunto, comprovam a inocência do ministro. O mencionado laudo destacado pelo ilustre membro do Ministério Público Federal foi mencionado como se prova única fosse, e não é.

O processo tramita em segredo de justiça, o que impossibilita, infelizmente, a defesa de revelar detalhes mais apurados, os quais serão apresentados em alegações finais.”

“Ninguém nos derrotará com mentiras”, diz Lula em artigo no Washington Post sobre tarifaço

Trump transforma o comércio em um labirinto de tarifas e incertezas

Trump cria um comércio de regras móveis

Pedro do Coutto

O novo ciclo de tarifas imposto por Donald Trump ao Brasil revela algo mais profundo do que uma disputa comercial. O problema para empresas e investidores não está apenas no tamanho da sobretaxa, mas na dificuldade de prever qual será a próxima medida, quais produtos serão atingidos e até onde poderá chegar a escalada protecionista de Washington.

É essa instabilidade que começa a alterar o comportamento das empresas. Exportadores precisam refazer contratos, recalcular margens e avaliar se ainda vale a pena manter determinados produtos no mercado americano. Importadores, por sua vez, não sabem se o custo de hoje será o mesmo daqui a alguns meses. O comércio deixa de ser organizado apenas pela lógica da competitividade e passa a incorporar uma variável cada vez mais importante: o risco político.

CAUTELA – A estratégia de Trump funciona justamente porque produz esse efeito. Uma tarifa conhecida pode ser incorporada ao planejamento. Uma tarifa que pode mudar a qualquer momento obriga empresas a agir com cautela. Investimentos são adiados, contratos são revistos e fornecedores começam a procurar alternativas. A incerteza, nesse cenário, torna-se uma espécie de imposto invisível sobre a economia.

O Brasil está particularmente exposto. Os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras e representam um mercado relevante para setores industriais e do agronegócio. Mesmo quando determinados produtos são preservados por exceções, a complexidade do sistema tarifário dificulta o planejamento. Empresas precisam entender não apenas a alíquota anunciada, mas também como ela se combina com outras cobranças, classificações e eventuais medidas futuras.

O efeito pode ser mais duradouro do que a própria tarifa. Um comprador americano que substitui um fornecedor brasileiro por outro país pode não retornar imediatamente quando as condições comerciais melhorarem. A perda de mercado, portanto, não acontece necessariamente no momento em que a tarifa entra em vigor. Ela pode se consolidar lentamente, à medida que cadeias de fornecimento são reorganizadas.

CONTRADIÇÃO – Há ainda uma contradição na política de Trump. Ao tentar proteger empresas e empregos americanos por meio de barreiras comerciais, Washington também aumenta os custos e a insegurança para empresas que dependem de cadeias internacionais. O protecionismo pode favorecer determinados setores no curto prazo, mas, quando aplicado de forma ampla e imprevisível, tende a criar distorções que ultrapassam as fronteiras dos Estados Unidos.

Para o Brasil, a resposta exige equilíbrio. Uma reação automática, baseada apenas em retaliação, pode ampliar o conflito e gerar custos adicionais para empresas e consumidores. Mas uma postura passiva também seria um erro. O governo precisa manter a negociação diplomática, buscar exceções e defender os interesses dos exportadores, ao mesmo tempo em que prepara uma estratégia para reduzir a vulnerabilidade externa.

Esse talvez seja o ponto mais importante da atual crise. O Brasil não deveria limitar sua política comercial à tentativa de adivinhar o próximo movimento de Trump. A questão estratégica é construir condições para que decisões tomadas em Washington tenham impacto cada vez menor sobre a economia brasileira.

DEPENDÊNCIA – Isso significa diversificar mercados, ampliar acordos comerciais, melhorar a infraestrutura de exportação e aumentar a capacidade de vender produtos de maior valor agregado. Não se trata de abandonar o mercado americano, mas de evitar que ele seja uma dependência.

A política tarifária de Trump também expõe uma transformação mais ampla na economia mundial. Comércio e geopolítica estão cada vez mais misturados. Tarifas podem ser utilizadas não apenas para proteger setores econômicos, mas como instrumentos de pressão política e diplomática.

Empresas, portanto, precisam incorporar ao planejamento uma realidade que antes parecia excepcional: decisões políticas podem alterar rapidamente a lógica de seus negócios. É por isso que a questão central não é saber apenas quanto o Brasil pagará para exportar aos Estados Unidos. O verdadeiro custo está na imprevisibilidade.

DESCONFIANÇA– Quando regras comerciais mudam constantemente, o investimento se torna mais cauteloso, a confiança diminui e as empresas começam a buscar segurança em outros mercados. Trump pode usar as tarifas para pressionar parceiros e defender seus interesses, mas também corre o risco de acelerar um movimento de diversificação que, no longo prazo, reduza a centralidade do próprio mercado americano.

Para o Brasil, a lição é evidente. A diplomacia precisa tentar reduzir os danos imediatos, mas a política econômica deve olhar além da crise. Se cada nova decisão de Washington obriga o país a refazer seus cálculos, o problema não está apenas na tarifa. Está na dependência. E essa é uma vulnerabilidade que nenhuma negociação pontual será capaz de resolver.

Diplomatas criticam fala de Flávio sobre urnas e temem questionamentos no TSE

Senador propagou informações falsas

Nathalia Garcia
Folha

Diplomatas presentes em evento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na última terça (21), avaliaram que a fala do presidenciável propagando informações falsas a respeito das urnas eletrônicas foi inadequada e pode jogar sombra sobre as eleições brasileiras.

À plateia estrangeira Flávio afirmou que as urnas utilizadas na Venezuela são da mesma empresa que fornece equipamentos ao Brasil, o que não é verdade. Ele disse também que, segundo um relatório da CIA (agência de inteligência dos EUA), a Smartmatic estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.

IMPRUDÊNCIA – Para um embaixador participante, ouvido pela Folha sob condição de anonimato, a declaração de Flávio não foi ideal, ainda que o senador tenha ponderado não ter a intenção de questionar a legitimidade do processo eleitoral brasileiro. Na visão desse interlocutor, não caberia ao pré-candidato fazer comparações entre a situação da Venezuela e do Brasil.

Ainda segundo ele, uma apresentação recente feita pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, a representantes de outros países deixou o sentimento de que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras.

A Folha já desmentiu boatos relativos à Smartmatic em 2020. A Justiça Eleitoral declarou, em uma nota naquele ano, que a empresa venezuelana nunca vendeu urnas ou softwares utilizados em urnas para o Brasil, apesar de ter fornecido outros serviços, como treinamento de pessoas para realizar suporte técnico e operacional para as urnas.

DESLEGITIMAÇÃO – Outro diplomata contou que, em um primeiro momento, pensou que Flávio tentou defender a posição de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deslegitimando as eleições de 2022 e sugerindo que Lula de alguma forma fora eleito injustamente.

Mas, em um segundo momento, disse ter se perguntado se o pré-candidato estava tentando deslegitimar as próximas eleições. Ele argumentou que, em caso de reeleição de Lula, Flávio poderia usar isso para afirmar que alertou sobre a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, o que lançaria uma sombra sobre o pleito de outubro.

PREOCUPAÇÃO – Para esse interlocutor, ambas as situações podem estar por trás da atitude. No entanto, ele vê a atitude do senador com preocupação. Questionar a confiabilidade do sistema de votação brasileiro, na visão dele, equivale a questionar a democracia, o que seria nocivo para o país.

Na terça, o senador afirmou que a fala “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro”. “O convite para a presença de observadores internacionais segue uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência no sistema eleitoral”, diz a nota.

Horas depois, a campanha dele divulgou outra nota, afirmando que “não é verdade” que o pré-candidato tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil e que ele se limitou a relatar fatos públicos, como o relatório da CIA. “Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro'”.

CONFIANÇA– A nota também diz que ele reafirma “sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas”.

Flávio participou na terça, em Brasília, de uma rodada de eventos com presidenciáveis promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report. A palestra reuniu “lideranças brasileiras e embaixadores, cônsules, chefes de missão e representantes diplomáticos” de mais de 40 países, segundo os organizadores.

Alguns dos presentes relataram que Flávio demonstrou não dominar muito bem os assuntos internacionais, dando ênfase apenas a questões voltadas para investimentos estrangeiros na economia brasileira. O tarifaço imposto pelos Estados Unidos não foi mencionado pelo senador durante o evento, segundo os participantes.

Modelo das escolas particulares já está servindo para melhorar ensino público

Leia as informações acerca dessa charge sobre educação. a)As imagens sugerem que o aluno em destaque - brainly.com.br

Charge do Junião (Arquivo Google)

Fernando Schüler
Estadão

Semanas atrás, escrevi aqui sobre o sucesso da parceria da Prefeitura de São Paulo com o Liceu Sagrado Coração de Jesus, no centro de São Paulo. A escola é confessional, católica, os alunos são bem atendidos, há disciplina, os professores não faltam e os resultados são bons. A escola é 100% privada, sem fins lucrativos, e sua função 100% pública. Um clássico ganha-ganha.

A prefeitura lançou agora um chamamento público para ampliar o modelo para mais três escolas. Uma em Parelheiros, outra no Jardim Bandeirantes e ainda outra no Jaraguá. É exatamente assim que se faz política pública. O modelo é testado, em menor escala. E vai avançando, se os resultados forem positivos.

CHANCE ÚNICA – De minha parte, vejo algo incrível aí: a chance única de permitir que crianças de famílias pobres possam estudar em escolas similares àquelas frequentadas por seus pares de classe média e maior renda. É isto que temos que fazer, se quisermos de verdade combater as desigualdades, no Brasil.

Dias atrás, escutava uma entrevista do professor Ricardo Paes de Barros sobre nossa educação. Ele foi direto ao ponto: nós planejamos, avaliamos, aumentamos os recursos da educação, mas os resultados são “desastrosos”. E não sabemos bem o porquê.

Paes de Barros e Laura Muller realizaram uma importante pesquisa mostrando que, no conjunto analisado, as escolas de tempo integral, vistas por muitos como uma espécie de “bala de prata” da educação brasileira, perderam desempenho entre 2019 e 2023. O Ideb médio dessas escolas caiu de 4,51 para 4,44, enquanto o das demais apresentou pequeno avanço.

ESTAGNAÇÃO – A conclusão mais prudente é a de estagnação. É um quadro semelhante ao revelado pelo Pisa. Considerando a média aritmética das três áreas avaliadas, o Brasil passou de aproximadamente 401 pontos em 2009 para 397 em 2022. Em matemática, a nota caiu de 386 para 379.

O problema começa quando se tenta entender o porquê disso. Em regra, agimos de um modo algo estranho. Admitimos as mais diversas hipóteses, menos uma. Nos recusamos a considerar que possa haver um problema estrutural com o sistema estatal. Rejeitamos uma pergunta bastante simples: não estaríamos basicamente fazendo a mesma coisa e esperando resultados diferentes?

Faz sentido dobrar sempre a aposta e colocar mais dinheiro em um sistema que não funciona? E não porque há um problema com os professores, com os diretores, com o currículo ou o que seja. Não funciona porque insistimos em ignorar a lógica mais elementar dos incentivos.

SEM COMPETIÇÃO – Em primeiro lugar, não há competição. Uma escola privada capricha na gestão por uma razão simples: porque do contrário os alunos vão embora. A segunda questão trata do que os americanos chamam de “accountability”. O fato elementar de que raramente alguém é responsabilizado se os resultados não aparecerem. Os professores podem faltar 15% dos dias letivos que “não dá nada”.

Se os alunos não aprendem ou os pais estão insatisfeitos, a escola não perde nada com isso. Isso vale para diretores, secretários ou governadores, visto que a retórica política é sempre capaz de explicar qualquer coisa.

Há centenas de institutos, fundações e “especialistas” dando sugestões sobre como melhorar o sistema. Mas se ele não melhora, depois de 20 ou 30 anos, ninguém perde uma só noite de sono por causa disso.

ECOSSISTEMA SINDICAL – A verdade é que nossa educação há muito foi capturada por um ecossistema sindical, político e acadêmico cuja obsessão é manter intocado o monopólio estatal sobre a educação pública. O resto, sendo bem direto, importa muito pouco.

É o que vemos agora, a partir da iniciativa da prefeitura de São Paulo. Bastou abrir o modelo e permitir que os estudantes possam estudar em boas escolas de gestão privada, com mais diversidade e resultados significativamente melhores, que o ecossistema do monopólio estatal se põe em movimento.

O PSOL, espécie de porta-voz do grupo, entrou com uma ação na Justiça que simplesmente pode inviabilizar todo o processo. A ação diz que o programa é “ilegal”. Não é. O art. 213 da Constituição é claríssimo ao dizer que os recursos públicos serão aplicados às escolas públicas, “podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas”.

SISTEMA MISTO – Nossa educação básica é um sistema misto – estatal e não estatal. Esse é o espírito da Constituição, bem desenhado no processo constituinte. Não fosse assim, por que teríamos uma lei, aprovada pelo Congresso, à época da ex-Presidente Dilma, o chamado “Marco Regulatório da Sociedade Civil”, autorizando as parcerias com o setor privado sem fins lucrativos? Exatamente a legislação que a Prefeitura de São Paulo utiliza agora para levar adiante estas parcerias.

O fato é que nossas crianças de menor renda merecem esta oportunidade. A mesma que seus pares de maior renda. Elas não têm lobby, em lugar nenhum, diferentemente da incrível rede corporativa que orbita no entorno do sistema estatal.

O que deveríamos estar discutindo é como fazer com que as parcerias ofereçam o melhor resultado. Na experiência americana com as charter schools, que são modelos de parceria, há dois dados fundamentais, revelados pelo National Charter School Study, feito em Stanford: o modelo como um todo oferece resultados melhores do que o das escolas públicas tradicionais, e há um ganho ainda mais robusto quando as parcerias são feitas com redes de ensino de maior porte, com experiência e capacidade de investir em qualidade.

OLHAR PARA FRENTE – É sobre isto que deveríamos estar discutindo. Olhando para frente, e não para trás. Rompendo com a prisão ideológica em que nos encontramos, e cuja conta é paga por mais de 80% dos alunos brasileiros que dependem das redes públicas.

São Paulo está nos oferecendo uma rara oportunidade de avançar. Trata-se de um avanço voltado não aos filhos de juízes, promotores, políticos e pessoas com renda para matricular os filhos em boas escolas, mas às crianças de Parelheiros e do Jaraguá. E por nada deveríamos retirar delas esta oportunidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Mais um artigo magnífico de Fernando Schüler, que está se firmando como um dos mais preparados intelectuais do país. A verdade é que a escola estatal é uma vergonha, embora possua profissionais da melhor qualidade, porque o problema é político e não apenas administrativo. Portanto, está na hora disso acabar e todos fazerem a coisa certa, para melhorar o ensino público no país. (C.N.)

Era só o que faltava! Trump quer imitar Lula e se candidatar a um novo mandato

A 'química' entre Trump e Lula | Diário do Grande ABC - Notícias e  informações

Charge do Gilmar (Diário do Grande ABC)

Carlos Newton

A imprensa noticiou nesta sexta-feira, dia 25, que o presidente americano Donald Trump, “em tom de brincadeira”, afirmou que pretende disputar um novo mandato na presidência do país. A declaração foi dada diante de jornalistas e autoridades em um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington.

Donald Trump colocou um boné com os dizeres “Trump 2028” e brincou que disputaria um novo mandato, imitando o presidente Lula da Silva, que se aproveitou de uma brecha existente na legislação e conseguiu se candidatar não somente a um terceiro mandato, como também a uma quarta, gestão conforme está acontecendo este ano nas eleições brasileiras.

TOM DE BRINCADEIRA? – A notícia não traz nada de novo, porque Trump já falou antes sobre essa possibilidade. Mas a imprensa internacional, não se sabe o motivo, acrescentou que foi “em tom de brincadeira”.

Os jornalistas entenderam assim, porque a Constituição dos Estados Unidos limita o presidente a dois mandatos, o que impediria de disputar novamente a eleição de 2028. 

“Nenhuma pessoa poderá ser eleita para o cargo de Presidente mais de duas vezes”, declara a 22ª Emenda, aprovada em 1947, devido aos quatro mandatos de Franklin Roosevelt.

IGUAL A LULA – No caso de Lula, o texto da Constituição brasileira é semelhante, no artigo 14, parágrafo 5º – “O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente”.

Os advogados do PT aproveitaram a expressão “subsequente” para alegar que Lula poderia ser candidato para “um terceiro mandato sem subsequência”, e ele voltou ao poder.

Nos EUA, existe discussão semelhante. Em artigo publicado em 1999, os juristas Scott E. Gant e Bruce G. Peabody levantaram a questão de que a linguagem da 22ª Emenda sobre limites de mandato para um presidente se restringia apenas ao período em que ele foi eleito.

É TUDO VERDADE – Bem, brincadeira tem hora. Quando Trump sugere pela segunda vez essa possibilidade de buscar a nova candidatura, nunca esteve falando tão sério na vida. Ele é uma ameaça aos Estados Unidos e ao mundo.

Por essas e outras, em 30 de abril um grupo de renomados médicos e pesquisadores entregou ao Congresso um documento que pede o impeachment de Trump, reafirmando a advertência feita em 2024 sobre o desequilíbrio mental que ele demonstra.

O documento foi assinado por psiquiatras, neurologistas, psicólogos e especialistas em saúde mental ligados a universidades prestigiadas, como Harvard, Columbia e George Washington. A conclusão é de que Trump sofre de uma grave doença psiquiátrica, a PPN (Paranoid Psychopathic Narcissist). Ou seja, Psicose Paranoide Narcisista, que significa ser um psicopata, a necessitar de tratamento rigoroso.

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P.S. 1 –
Trump ameaça o mundo e Lula ameaça o Brasil. Ambos têm 80 anos e são os governantes mais velhos da atualidade. Nos Estados Unidos, é preciso votar o impeachment de Trump, mas isso só pode acontecer no ano que vem, devido às eleições parlamentares de novembro, se os democratas fizerem maioria na Câmara no Senado.

P.S. 2 – No Brasil, Lula pode chegar facilmente à reeleição, se for para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, devido a essa sinistra polarização que está impedindo o surgimento de uma terceira vida. Em tradução simultânea, quem vota em Flávio Bolsonaro na verdade está elegendo Lula. E o resto é folclore, diria Sebastião Nery. (C.N.)

Pix faz Casa da Moeda perder R$ 63 milhões com a queda na impressão de cédulas

Trabalhadores falam em risco institucional e financeiro

Gabriela Echenique
Folha

Do ano passado para cá, a Casa da Moeda do Brasil (CMB) perdeu cerca de R$ 63 milhões de reais devido à queda da produção do papel-moeda. A redução é referente ao contrato com o Banco Central, o que significa uma média de 7,5%.

Em meio à redução, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da empresa pública cobra uma atuação mais firme da direção em defesa de projetos estratégicos. O vice-presidente da entidade, Roni Oliveira, disse que existe um processo de desarticulação de iniciativas que ampliariam receitas.

PRODUÇÃO DE CÉDULAS – A grande preocupação é a redução da principal atividade da empresa, que é a produção de cédulas para o BC, impulsionada pela expansão dos meios digitais de pagamento, como o Pix.

Por isso, o sindicato defende que a empresa amplie a atuação em novos mercados e fortaleça contratos no Brasil e no exterior. Mas, para a entidade, a atual gestão tem desperdiçado oportunidades.

PERDA DE CONTRATO – Um dos exemplos é a perda do contrato com a Argentina. Segundo Roni, a atual direção tem deixado de lado discussões e projetos capazes de ampliar o alcance da estatal em áreas como rastreabilidade, certificação e controle fiscal.

Em junho, os trabalhadores da Casa da Moeda aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas adotadas pela direção da estatal. O sindicato quer que o governo federal cobre da atual administração uma estratégia clara de fortalecimento da empresa, com foco na geração de receitas e na conquista de novos mercados.

Entorno de Lula articula com Centrão para deixar Flávio Bolsonaro isolado na eleição