Ricardo Salles critica PL, rejeita Flávio e defende Michelle contra Lula

PF justifica afastamento do perito que vazou provas contra Toffoli e Moraes

Perito é alvo de operação por vazar conversas de Moraes - Opinião em Pauta

Perito João Nabas foi identificado como autor dos vazamentos

Carlos Newton

A imprensa livre faz a festa no caso do Banco Master e está atenta às manobras destinas a anular processos e condenações. É preciso que os jornalistas estejam atentos e fortes, para evitar o mesmo vexame que aconteceu na Lava Jato, que chegou a colocar um presidente da República na cadeia, mas tudo acabou numa macropizza, com o Supremo passando a borracha na corrupção e devolvendo bilhões de reais a empresários inescrupulosos.

Na Lava Jato, ficou demonstrado até onde vai a ousadia dos ministros do Supremo, porque a operação foi desfeita com base em provas ilícitas, extraídas de gravações feitas ilegalmente pelo hacker Walter Delgatti Neto.

VAZA JATO – Conhecido pelo apelido de “Vermelho”, por causa dos cabelos ruivos, o hacker ficou famoso em 2019 ao invadir os celulares de autoridades, incluindo o então juiz Sergio Moro e procuradores da operação.

Seus vazamentos, conhecidos como “Vaza Jato”, expuseram conversas que levantaram dúvidas sobre a imparcialidade dos investigadores e possibilitaram que o STF anulasse as condenações, embora em todos os países minimamente democráticas as provas obtidas ilegalmente não possam ser usadas em processos.

No caso, ocorreu um absurdo ainda maior, porque as gravações sequer foram periciadas, para que se soubesse se eram verdadeiras. O Supremo não quis nem saber, passou o rodo na Lava Jato e estancou a sangria, atendendo ao que sugeriu à época o senador Romero Jucá (MDB-RR), em conversa com o ex-presidente da Transpetro, o corruptíssimo Sérgio Machado.

PERITO DA PF – No caso atual da investigação sobre o Banco Master, a novidade surgiu nesta sexta-feira, dia 3, quando o Estadão deu como manchete do portal a seguinte notícia: “Perito da PF produziu arquivos ‘Moraes’ e ‘Toffoli’ a partir do celular de Vorcaro, diz investigação”.

Assinada por três excelentes jornalistas (Felipe de Paula, Aguirre Talento e Fausto Macedo), a matéria relata que a Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do STF, ter apurado que o perito criminal João Cláudio Nabas, lotado em Rondônia, produziu dois arquivos intitulados “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf” a partir de informações encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, e até sugeriu a colegas da própria PF o vazamento do material.

As informações fazem parte da investigação aberta por ordem de Mendonça para apurar vazamentos do celular de Vorcaro e que resultaram no cumprimento de busca e apreensão contra João Cláudio Nabas em maio, por suspeitas de violação do sigilo funcional. Ele foi afastado de suas funções após a operação.

SEM COMENTÁRIOS – A reportagem do Estadão entrou em contato com o escritório de advocacia que defende João Nabas e não houve manifestação. O espaço segue aberto e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também foram procurados, mas não responderam.

Especialista no combate a crimes financeiros, Nabas foi convocado para auxiliar a equipe da Operação Compliance Zero em novembro do ano passado. A investigação sobre o vazamento descobriu que ele acessou a extração do celular de Vorcaro em 1º de dezembro e, três dias depois, produziu dois arquivos intitulados “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf”, informa o Estadão.

Os documentos compilavam no celular do banqueiro os diálogos e as menções aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, assim como sua então mulher, Roberta Rangel . Um deles incluía trechos do contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Segundo o Estadão, um dos policiais da equipe relatou que Nabas realizou a análise dos dados de forma remota a partir de Vilhena (RO), onde é lotado, e de onde enviou, em 5 de dezembro de 2025, um arquivo em PDF sem identificação contendo um compilado de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro.

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P.S.
Quando a imprensa tem liberdade para atuar, fica mais fácil esclarecer os crimes, porque a sociedade pode acompanhar o transcorrer dos inquéritos e evitar favorecimentos. Essa matéria do Estadão é importantíssima e demonstra que as investigações estão avançando, embora ainda não se consiga saber como está a apuração dos atos ilegais envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cuja falta de transparência está sendo denunciada pelo próprio Estadão, em matéria do analista Carlos Andreazza. Vamos voltar ao assunto, amanhã, com informações adicionais, que a Tribuna da Internet está colhendo em Brasília. (C.N.)

Alvo da PF no caso Master, Ciro Nogueira elogia Lula e reforça mudança de postura

Aliados veem Flávio em “modo cercadinho” e alertam para isolamento da campanha

Bolsonarismo vê campanha de Flávio perder tração

Andréia Sadi
G1

A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta um diagnóstico cada vez mais frequente dentro do próprio bolsonarismo: entrou em “modo cercadinho”. A expressão, usada até por aliados como Fábio Wajngarten, descreve uma candidatura que se fecha sobre si mesma, acumulando ruídos internos e encontrando dificuldades para falar além da própria base.

Esse cenário se soma a uma crise que se desenrola em duas frentes. Na frente familiar, a disputa entre Michelle e Flávio Bolsonaro deixou de ser um assunto de bastidor. Michelle busca protagonismo, “risca o chão” e explicita divergências que antes permaneciam restritas ao ambiente doméstico.

ATIVOS ELEITORAIS – Com isso, acaba atingindo dois dos principais ativos eleitorais do bolsonarismo: o eleitorado feminino e o segmento evangélico. Além disso, desgasta a imagem de unidade familiar, um dos pilares da narrativa construída pelo grupo político.

Na frente externa, cresce a insatisfação com a falta de comando da campanha. A avaliação de integrantes do partido é que as principais decisões estratégicas vêm sendo tomadas a partir do núcleo instalado nos Estados Unidos, onde está Eduardo Bolsonaro.

Enquanto isso, lideranças que permanecem no Brasil cobram que Flávio enquadre ou desautorize a atuação do chamado “gabinete do ódio” no exterior. Desgastes recentes, como o tarifaço e os ataques a aliados, são atribuídos por aliados a essa condução.

DARK HORSE – Há ainda um elemento adicional de pressão: o caso da Dark Horse, investigado pela Polícia Federal para apurar se houve recursos destinados ao financiamento da permanência de Eduardo Bolsonaro no exterior.

O resultado é que o racha familiar transborda para a política. Afeta alianças, dificulta a coordenação da campanha e reforça a percepção de uma candidatura cada vez mais fechada sobre si mesma — o chamado “modo cercadinho” — justamente no momento em que precisaria ampliar sua base de apoio.

Vexame! Associação de juízes federais comemora decisão do STF sobre penduricalhos

Entidade defende o combate à verba irregular

Gabriela Echenique
Folha

A Ajufe (Associação dos Juízes Federais) comemorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar parte dos penduricalhos à magistratura. A entidade afirma que os pagamentos são fundamentados em necessidade do serviço prestado e que os juízes são essenciais ao país.

Nesta semana, o STF formou maioria para liberar o pagamento dos adicionais a juízes, promotores e procuradores. A corte tinha vetado o pagamento em março. A autorização vale para retroativos e outras verbas, como o adicional por tempo de serviço.

BASES TÉCNICAS – Para a presidente da Ajufe, Ana Lya Ferraz, o julgamento recoloca o debate em bases técnicas. “A transparência, a independência do Poder Judiciário e o respeito à Constituição são compromissos da magistratura”, disse.

A entidade defende o combate à verba irregular, mas diz que o debate público costuma ignorar que, em hipóteses específicas, o pagamento decorre de trabalho efetivamente prestado.

DIREITO  – Para a Ajufe, nem tudo que está no subsídio é ilegal. A associação cita, por exemplo, as férias não gozadas por necessidade de serviço, plantões cumpridos e direitos reconhecidos por lei. “Assim é indispensável distinguir o que é distorção do que é direito de quem cumpre uma função constitucional essencial ao país”, disse Ana Lya.

O STF manteve o entendimento de que as verbas indenizatórias não podem ultrapassar 35% do teto constitucional, que é de R$ 46.366,19. No entanto, os ministros permitiram que determinados pagamentos fiquem de fora do teto, como o pagamento do plantão judiciário e de custódia, por exemplo

Prolongamento da crise entre Michelle e Flávio permitirá que Lula “jogue parado”

PT amplia recursos para disputa ao Senado e reserva R$ 126 milhões à reeleição de Lula

Candidaturas ao Senado Federal se tornaram prioridade

Victoria Azevedo
O Globo

O PT definiu na última sexta-feira que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter R$ 126 milhões do Fundo Eleitoral, e reservou cerca de R$ 326 milhões para as campanhas de deputados e senadores. Para os candidatos a vagas no Senado o valor reservado é de R$ 61,9 milhões, o equivalente a 10,08% do total do Fundo Eleitoral — um aumento proporcional de quatro vezes se comparado ao reservado em 2022 (2,48% dos recursos naquele momento).

Neste ano, as candidaturas ao Senado Federal se tornaram prioridade entre os partidos políticos, pelo fato de que ⅔ das vagas estarão em disputa —em 2022, foi eleito um novo senador por estado. O aumento da fatia prevista do fundo para os concorrentes ao Senado entre uma eleição e outra é maior do que o crescimento das cadeiras que estarão abertas.

SINAL DE ALERTA – Aliados de Jair Bolsonaro (PL) têm atuado para aumentar a bancada de direita na Casa, mudando a correlação de forças atual, e pressionar para que avancem pautas que miram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), o que acendeu um sinal de alerta entre petistas.

Há também a avaliação que é preciso reforçar a bancada de aliados nas duas Casas para dar maior governabilidade a Lula num eventual quarto mandato. Desde que assumiu, em janeiro de 2023, a relação do Planalto com o Congresso foi marcada por alta instabilidade e momentos de maior e menor afastamento entre a cúpula do Legislativo e o governo federal.

No encontro desta sexta-feira, o partido fixou o percentual do fundo que cada bloco de candidatos — governos estaduais, Senado, Câmara e Assembleias Legislativas — receberá neste ano. Ficou definido o seguinte rateio, segundo três petistas que acompanham a reunião: presidente (20,64% do Fundo Eleitoral), governos estaduais (11,70%), Senado Federal (10,08%), Câmara dos Deputados (43,06%) e Assembleias Legislativas (8,13%). Num segundo momento, os petistas deverão discutir as prioridades e a divisão desse montante dentro de cada um desses blocos.

DEFINIÇÃO DO TSE – Esses valores ainda poderão ser alterados, já que o PT aguarda definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre pedido formulado por partidos políticos para excluir algumas campanhas do cálculo da cota de recursos eleitorais para mulheres e pessoas negras.

A regra atual obriga os partidos a destinarem 30% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as candidaturas de pessoas negras e de mulheres. No entanto, não é especificado em qual nível das campanhas — se para vereador, deputado, senador, governador ou presidente — os recursos devem ser aplicados.

Assim, a não obrigação de aplicar os recursos em certas candidaturas pode favorecer o repasses para campanhas de homens e pessoas brancas para cargos majoritários. O pedido dos partidos ainda está sob análise do ministro Kassio Nunes Marques, que preside o TSE.

FUNDO DE RESERVA – Além disso, o PT também reservou uma fatia dos recursos para uma espécie de fundo de reserva (com 6,40% do total dos recursos do Fundo Eleitoral). A ideia é que esses valores sejam usados caso necessário remanejar essa divisão ao longo do processo eleitoral. Em 2022, o PT destinou 26,03% dos recursos totais do fundo para o custeio de gastos da campanha de Lula, o que representou cerca de R$ 131 milhões.

Até o momento, o PT terá sete representantes nessa disputa. Os governadores Rafael Fonteles, do Piauí, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará, buscarão a reeleição. Além deles, há Fernando Haddad, em São Paulo, Felipe Camarão, no Maranhão, Helder Salomão, no Espírito Santo, e Fábio Trad, em Mato Grosso do Sul. O PT também deverá lançar uma candidatura própria em Minas Gerais, mas ainda não há definição do nome. Marília Campos é favorita hoje, mas ela resiste a essa possibilidade e já declarou publicamente o desejo de manter sua pré-candidatura ao Senado.

A avaliação é que a eleição presidencial neste ano também será acirrada e é preciso aumentar a votação de Lula nos estados em que tradicionalmente a esquerda tem melhor desempenho e, sobretudo, diminuir a diferença de votos nas unidades da federação em que a direita tem melhor resultado nas urnas. O próprio Lula tem tratado em conversas com auxiliares e aliados da importância da eleição em São Paulo neste ano para o resultado nacional.

OTIMISMO – No estado o favorito é Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição, mas o petista tem demonstrado otimismo com a campanha de Haddad. Em 2022, o presidente teve 44,77% dos votos no estado, ante 55,23% de Jair Bolsonaro. Aliados de Lula falam que é importante manter esse patamar de votos. Um integrante do PT que acompanhou a reunião desta sexta diz que a definição de dar maior fatia dos recursos para candidatos a governadores ocorreu, principalmente, pela candidatura de Haddad, tida como prioridade na sigla.

O PT terá um total de R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral este ano para bancar todas as candidaturas do partido. O PL de Jair Bolsonaro ficará com a maior fatia do fundo, recebendo R$ 881,7 milhões. Nesta quarta, o TSE decidiu atender a um pedido dos partidos políticos e manter para as eleições gerais deste ano os mesmos limites de gastos de campanha adotados no pleito de 2022.

Diretor da PF diz que delação de Vorcaro não tem base técnica nem jurídica

Rodrigues diz que PF adota medidas de proteção das provas

Sarah Teófilo
O Globo

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira que a corporação não vê “interesse técnico” nem elementos jurídicos para celebrar um acordo de colaboração premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo ele, as informações apresentadas pela defesa do investigado não trazem fatos novos em relação ao que já foi apurado pela investigação. O chefe da corporação acrescentou que a PF adota medidas de proteção e sigilo das provas para evitar questionamentos e pedidos de anulação das investigações.

SEM INTERESSE TÉCNICO – “De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já são do nosso conhecimento”,afirmou.

A declaração reforça a posição adotada pela Polícia Federal após rejeitar, no mês passado, a segunda proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também rejeitou.

CUSTÓDIA – Em relação às provas, Andrei Rodrigues frisou que a custódia das provas e a preservação dos dados coletados pela PF é uma grande preocupação desta e de outras operações.

“Houve vazamento, por parte da CPI, de conversas até de foro íntimo. Nós temos essa cautela, essa preservação. Já fizemos inclusive busca e apreensão dentro da Polícia Federal para coibir esse tipo de ação. Havia uma suspeita e fizemos uma ação para identificar se houve vazamento. Isso vale para servidores da casa e para qualquer um, e reafirma o compromisso de nós termos com essa cadeia de custódia bem preservada, a compartimentação preservada, para que a gente não tenha, lá na frente, qualquer questionamento que possa levar à nulidade parcial em qualquer investigação nossa”, disse.

O chefe da PF se refere a uma operação contra um perito da corporação, em maio. Ele teria repassado informações sigilosas relacionadas ao início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Compliance Zero.

DELAÇÃO –  A avaliação dos investigadores é que os anexos apresentados pela defesa não contêm informações inéditas nem elementos de prova capazes de justificar um acordo de colaboração. A PF também entende que Vorcaro não conseguiu corroborar seus relatos com documentos e que parte dos fatos narrados já era de conhecimento da investigação, que tem acesso a oito celulares apreendidos do banqueiro, além de mensagens e documentos.

Investigadores afirmam que a proposta se concentrou mais em justificar a relação do empresário com agentes políticos do que em confessar crimes ou indicar novos caminhos para as investigações, requisito considerado essencial para a celebração de um acordo de delação premiada.

ESQUEMA DE FRAUDES – Vorcaro é investigado por suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, que teria causado prejuízos a correntistas, investidores e fundos de previdência de estados e municípios.

Esta foi a segunda tentativa frustrada de negociação entre a defesa de Vorcaro e a Polícia Federal. A primeira foi encerrada em maio e levou, inclusive, à troca da equipe de advogados do banqueiro. Pela legislação, um acordo de colaboração premiada exige, entre outros requisitos, a apresentação de informações novas e úteis para a investigação, além de provas que permitam confirmar os relatos do colaborador.

“É fim de noite, nossa estrela foi embora. Seu olhar me diz agora, que eu vá embora também”

IMMuB | Artista - Chico Feitosa

Ronaldo Bôscoli, um poeta extraordinário

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, produtor musical e compositor carioca Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli (1928-1994), na letra de “Fim de Noite”, fala do momento em que se separou do seu amor e, consequentemente, passou a sofrer.

A música foi gravada no LP Coral Ouro Petro, formado pelo maestro Ubirajara Cabral,  em 1962, pela Odeon. Fez tanto sucesso que o parceiro de Bôscoli passou a ser conhecido como “Chico Fim de Noite”.

FIM DE NOITE
Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli

É fim de noite
nossa estrela foi embora.
Seu olhar me diz agora
Que eu vá embora também

Num fim de noite
nossas mãos se separaram
Nossos rumos se trocaram
Nunca mais eu vi você

E cada dia
toda noite eu sofri
Numa estrela da manhã
Eu me perdi

Direita avança na América Latina e pressão dos EUA sobre o Brasil entra no radar eleitoral

Histórias do cônsul sequestrado e do Papa Francisco, que tinha um amigo no Brasil

Lembranças libertas - Quatro cinco um

Aloysio Gomide e Maria Aparecida, felizes de volta ao Rio

Carlos Newton

No dia de hoje, 4 de julho, há 55 anos (4.7.1971) a Igreja Bom Jesus do Calvário da Via Sacra, que fica na Rua Conde de Bonfim 50, Tijuca, bem perto do “Alzirão”, estava superlotada.  Na rua, uma multidão se aglomerava. Não, para ver os noivos que subiriam ao altar às 8 da noite para o casamento que seria celebrado pelo cônego Olympio de Melo, que foi prefeito do Distrito Federal, quando o Rio era a capital da República.

A multidão queria ver o cônsul Aloysio Gomide e sua esposa Maria Aparecida Gomide. Era a primeira vez que o cônsul aparecia em público depois de passar sete meses no cativeiro em Montevidéu, sequestrado pelos guerrilheiros tupamaros.

DEU NO JORNAL – Tudo isso aconteceu porque naquele domingo, 4 de julho de 1971, O Globo publicou na primeira. página a notícia que o casal Aloysio e  Aparecida Gomide seria padrinho de casamento do então repórter Jorge Béja, que foi o primeiro a doar dinheiro para arrecadar 1 milhão de dólares e entregar aos tupamaros como pagamento do resgate do diplomata.

Então, pelo seu gesto, o repórter da Rádio Nacional, Béja foi contemplado com a promessa de dona Aparecida: “quando o Aloysio for libertado, ele e eu  queremos ser padrinhos do seu casamento “. 

O dinheiro arrecadado foi levado de ônibus para o Uruguai, entregue aos tupamaros, que soltaram o cônsul foi libertado. De volta ao Rio, ele cumpriu a promessa feita pela esposa,

MULTIDÃO – Era muita gente, muita gente mesmo, pessoas do povo e repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Afinal, todos queriam ver, fotografar e ouvir o diplomata e sua esposa. A multidão era tanta que lembrou o que décadas depois veio a ser o “alzirão” das Copas do Mundo de Futebol.

Béja depois deixou a Rádio Nacional e, já formado em Direito e inscrito na OAB, foi ser diretor jurídico da Estrada de Ferro do Corcovado, cargo que ocupou por dois anos. Depois, começou a advogar com escritório próprio, sempre defendendo vítimas de danos.

Casou-se com uma grande historiadora, Clarinda Béja, que estudou com ele em Paris, na Sorbonne, e se tornou um dos maiores juristas brasileiros;

CASAL PERFEITO – Tenha uma admiração enorme por Jorge Béja e Clarinda, que formam um casal perfeito. Sou mais ligado a ele, com quem convivo desde os velhos tempos, quando o advogado era sempre convocado a dar entrevistas, devido à importância das causas que defendia.

É um profissional raro, que comparo a Sobral Pinto, vizinho de minha família em Laranjeiras, com quem também convivi muito e sou amigo de seu neto e das duas bisnetas. Dr. Sobral tinha muita coisa em comum com Béja, como o saber jurídico, a honra e a religiosidade. Além disso, os dois jamais cobraram um tostão para defender suas causas.

E há outro detalhe: em sua carreira singular, Béja se especializou em defender vítimas de negligência estatal ou privada e suas famílias, como os náufragos do Bateau Mouche, os adolescentes chacinados na Candelária, os soterrados no desabamento do Elevado Paulo de Frontin e no edifício Palace II, é um nunca-acabar de casos humanitários. Sempre me emociono quando escrevo sobre ele.

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P.S. –
Outro detalhe: Jorge Béja é um pianista clássico de primeira categoria. Numa certa noite, em Buenos Aires, ele estava se apresentando num evento, quando recebeu um bilhete, pedindo que tocasse “Clair de Lune”, de Debussy. Ele atendeu. Na recepção que se seguiu, o cardeal Jorge Bergoglio, autor do pedido, agradeceu a gentileza e ficaram amigos, passando a se corresponder, inclusive depois que Bergoglio se tornou o Papa Francisco, uma honra realmente extraordinária. (C.N.)

Moraes autoriza transferência das joias sauditas apreendidas com aliados de Bolsonaro

Michelle elogia programa de Lula e provoca revolta na base bolsonarista

Michelle chamou programa de “sonho realizado”

Deu na CNN

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) elogiou nesta sexta-feira (3) a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação. Ela chamou o programa de “sonho realizado” e foi criticada nas redes sociais pela base bolsonarista.

O programa tem como objetivo garantir oferta, acesso e permanência de alunos que usam essa modalidade de ensino. A ex-primeira-dama fez uma publicação nas redes sociais reforçando que seguia trabalhando por um Brasil mais acessível e parabenizou a “comunidade” pelo programa.

PAUTA DEFENDIDA – Segundo aliados de Michelle, a ex-primeira-dama parabenizou a comunidade surda por considerar que a medida atende a uma pauta defendida por ela desde o governo Bolsonaro, quando articulou a criação de uma diretoria voltada à educação bilíngue de surdos.

Nas redes sociais, uma parcela significativa da base bolsonarista se colocou contra Michelle. Deputados, senadores e figuras importantes do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha da ex-primeira-dama com a camisa do PT. Militantes bolsonaristas também compartilharam reportagens destacando o elogio de Michelle ao programa seguido de frases como “traidora”.

Esse é mais um episódio em uma crise que cresceu na semana passada. A ex-primeira-dama publicou um vídeo afirmando ter levado uma “punhalada” e decidiu expor publicamente o atrito que vive há meses com o enteado Flávio Bolsonaro.

“CORAÇÃO ABERTO” – O senador respondeu na mesma noite às acusações de que teria desrespeitado e humilhado Michelle durante uma ligação telefônica. Em suas redes sociais, o pré-candidato pediu desculpas públicas à esposa do pai e disse que está “de coração aberto” para ela.

A publicação gerou um debate interno e dividiu o PL entre congressistas que estavam a favor de Flávio aqueles pró-Michelle. Depois de uma série de críticas, Michelle anunciou na terça a saída do comando do PL Mulher e deixou em aberto a disputa.

CONVERSA SOBRE A CRISE – Flávio e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se encontraram nesta sexta-feira (3) no Rio de Janeiro, durante um seminário do Partido Liberal. De acordo com apuração do âncora Gustavo Uribe, o encontro foi marcado por uma conversa sobre a crise gerada pelo vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, no qual ela expôs atritos com Flávio.

Valdemar tem defendido que Michelle e Flávio se reúnam pessoalmente para superar o mal-estar. No entanto, a ex-primeira-dama tem resistido à proposta. “Ela inclusive tem indicado que não vai subir no palanque de Flávio durante o processo eleitoral”, ressaltou Uribe durante o Bastidores CNN desta sexta-feira.

O tarifaço, Flávio Bolsonaro e os limites da política internacional como estratégia eleitoral

Aumento dos preços fortalecerá discurso do governo federal

Pedro do Coutto

A carta enviada por Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo o adiamento da entrada em vigor de novas tarifas sobre produtos brasileiros, representa um episódio politicamente revelador. Mais do que uma tentativa de influenciar uma decisão comercial de Washington, ela expõe como disputas eleitorais domésticas passaram a dialogar diretamente com a política econômica internacional, produzindo dilemas que dificilmente encontram soluções simples.

O argumento apresentado pelo senador parte de uma lógica essencialmente eleitoral. Se o aumento das tarifas elevar os custos de exportação brasileiros e produzir efeitos indiretos sobre preços, emprego, renda e expectativas econômicas, parte desse impacto poderá ser percebida pelos eleitores antes da eleição presidencial.

FORTALECIMENTO DO DISCURSO – Em um cenário de inflação mais elevada ou de desaceleração da atividade econômica, cresce a possibilidade de o governo federal atribuir parte dessas dificuldades às pressões externas, fortalecendo o discurso de defesa da economia nacional. Ao mesmo tempo, adversários da família Bolsonaro poderão explorar o fato de que a proximidade política construída ao longo dos últimos anos com Donald Trump não foi suficiente para evitar medidas prejudiciais ao Brasil.

Trata-se, portanto, de uma preocupação compreensível do ponto de vista eleitoral. A economia continua sendo um dos principais fatores que influenciam o comportamento do eleitor. Diversos estudos da ciência política demonstram que governos costumam ser premiados quando a população percebe melhora em indicadores como emprego, renda e inflação, enquanto enfrentam maior desgaste quando o custo de vida aumenta. Nesse contexto, qualquer choque externo que altere preços ou reduza o dinamismo econômico passa inevitavelmente a integrar o debate político interno.

Entretanto, o pedido dirigido a Trump também revela uma contradição difícil de ignorar. Ao solicitar que a aplicação das tarifas seja postergada para não produzir efeitos eleitorais no Brasil, Flávio Bolsonaro reconhece, ainda que indiretamente, que decisões econômicas tomadas por uma potência estrangeira podem influenciar o resultado de uma eleição brasileira. Em outras palavras, admite que a política internacional produz impactos concretos sobre a disputa doméstica, justamente um dos argumentos frequentemente utilizados para defender maior autonomia nacional diante das grandes potências.

PRESSÃO – Há ainda um aspecto prático que torna o pleito de difícil execução. A política comercial dos Estados Unidos raramente é construída para atender exclusivamente aos interesses eleitorais de outros países. Tarifas fazem parte de estratégias mais amplas de proteção da indústria nacional, de negociação comercial e, muitas vezes, de pressão diplomática. Mesmo quando produzem efeitos colaterais relevantes sobre parceiros econômicos, sua revisão normalmente depende de cálculos internos da administração americana, envolvendo Congresso, setor produtivo e interesses estratégicos dos próprios Estados Unidos.

Caso Trump decidisse recuar apenas para evitar consequências eleitorais no Brasil, abriria espaço para questionamentos internos sobre a coerência de sua política comercial. Afinal, boa parte de seu discurso político sempre esteve associada justamente à defesa de medidas protecionistas e da indústria americana. Uma mudança motivada predominantemente pelo calendário eleitoral brasileiro poderia ser interpretada como uma exceção difícil de justificar perante seu próprio eleitorado.

O episódio também evidencia uma característica cada vez mais marcante da economia contemporânea: a crescente interdependência entre os países. Em um mercado globalizado, tarifas, sanções econômicas, alterações cambiais, conflitos geopolíticos e mudanças nas cadeias produtivas ultrapassam rapidamente as fronteiras nacionais. Uma decisão tomada em Washington pode alterar preços em São Paulo; uma crise energética na Europa afeta custos industriais na América Latina; tensões comerciais entre grandes economias repercutem sobre exportadores de países emergentes.

RUMOS DA ECONOMIA – Essa realidade reduz a capacidade de qualquer governo controlar isoladamente os rumos da economia. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de coordenação internacional e de diplomacia econômica consistente. Não se trata apenas de negociar acordos comerciais, mas de compreender que decisões externas podem redefinir cenários políticos internos em questão de semanas.

Nesse ambiente, estratégias eleitorais baseadas exclusivamente em alinhamentos ideológicos internacionais tornam-se mais complexas. Relações pessoais entre líderes podem facilitar canais de diálogo, mas dificilmente substituem os interesses permanentes dos Estados nacionais. Governos mudam; prioridades econômicas permanecem. A história das relações internacionais mostra que mesmo países aliados frequentemente entram em conflito quando seus interesses comerciais deixam de convergir.

Por isso, a carta de Flávio Bolsonaro possui um significado que ultrapassa seu resultado prático. Independentemente de Trump acolher ou não o pedido, o episódio ilustra como a política doméstica brasileira passou a incorporar variáveis externas de maneira muito mais intensa do que em décadas anteriores. As fronteiras entre política interna e política internacional tornaram-se mais permeáveis, especialmente em temas ligados ao comércio, à tecnologia, à segurança e às finanças.

LIMITES DO INTERNACIONALISMO – Ao mesmo tempo, a iniciativa revela os limites do internacionalismo quando aplicado às disputas eleitorais. A cooperação entre lideranças conservadoras de diferentes países pode produzir afinidades políticas e ideológicas, mas dificilmente elimina os conflitos decorrentes dos interesses econômicos nacionais. Cada governo responde, em primeiro lugar, às demandas de seu próprio eleitorado.

O caso demonstra, em última análise, que a economia globalizada produz uma cadeia de efeitos muitas vezes impossível de ser controlada por um único ator político. Tarifas destinadas a proteger determinados setores econômicos acabam influenciando inflação, investimentos, emprego, popularidade de governos e estratégias eleitorais em diversos países simultaneamente. É precisamente essa interdependência que torna a política internacional um terreno cada vez mais decisivo — e, ao mesmo tempo, mais imprevisível — para quem disputa o poder.

A carta de Flávio Bolsonaro sintetiza essa nova realidade. Ao buscar em Washington uma solução para um problema que pode afetar a eleição brasileira, o senador evidencia que, na política contemporânea, decisões econômicas internacionais já não permanecem restritas às relações entre Estados. Elas passaram a integrar, de forma direta, o cálculo eleitoral, tornando cada vez mais difícil separar política externa, economia e democracia em um mundo profundamente interligado.

Caso Vorcaro: PF aponta que perito tentou vazar à imprensa documentos sobre Moraes e Toffoli

Datafolha: direita ultrapassa esquerda pela primeira vez em mais de uma década

Caso Master comprova: a imprensa livre é fundamental para limpar este país

Janaina Paschoal teme prisão de Malu Gaspar, do O Globo – Portal Vale  Evangélico

Vorcaro tentou destruir Malu Gaspar, mas foi derrotado

Carlos Newton

No século 16, quando os maiores intelectuais da época criaram o movimento que passou a ser chamado de Iluminismo, eles deram enorme impulso ao desenvolvimento político e social da Europa, e uma de suas principais metas era impor que todos fossem iguais perante a lei, um imenso desafio que até hoje não se concretizou.

Esse objetivo continua a ser uma utopia, como costumava dizer Lord Kenneth Clark, um dos maiores historiadores e filósofos do século 20. “Civilização? Até hoje ainda não encontrei nenhuma. Mas tenho certeza de que, se algum dia a encontrar, saberei reconhecê-la”, afirmava o pensador britânico.

META UTÓPICA? – Clark morreu em 1983, ainda sem ter encontrado nenhuma civilização. É possível que sua utopia se concretize, mas isso somente poderá acontecer se a imprensa cumprir seu papel de atuar como fiscal dos governantes e das instituições.

Essa tem sido a função da imprensa desde o século 15, quando o alemão Johannes Gutenberg criou o sistema de tipos móveis, revolucionando a difusão do conhecimento na Europa, permitindo a produção em massa de livros e jornais.

Assim, três séculos depois, quando o nobre francês Charles-Louis de Secondat, barão de Montesquieu, desenvolveu a teoria dos Três Poderes, independentes e harmônicos, tese que possibilitaria a difusão da democracia, já estava implícita a fundamental função da imprensa.

ARMA DEMOCRÁTICA – Sem imprensa livre, não há democracia – simples assim. Mas os insistentes usurpadores de recursos públicos, que desgraçadamente existem em todos os países, não pensam assim, como é o caso do banqueiro Daniel Vorcaro.

Na última quarta-feira, O Globo publicou importantíssima reportagem, denunciando que o dono do Banco Master e o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi, vasculharam a vida privada da jornalista Malu Gaspar, para impedir que fizesse novas denúncias sobre o Master.

O celular de Vorcaro mostra que Miranda “revirou a vida” da jornalista e repassou ao ex-banqueiro informações sobre familiares, contas bancárias e a vida pessoal dela.

NADA CONSTA – Foi um esforço inútil. Nada consta contra a jornalista Malu Gaspar, nem mesmo multas de trânsito. Essa constatação foi um desespero para Vorcaro.

Acostumado a privar da intimidade não somente do presidente Lula e da família Bolsonaro, mas também de governadores, prefeitos, parlamentares, magistrados, ministros do Supremo e diretores do Banco Central, de repente o banqueiro fraudador encontrou uma pessoa honrada. E era justamente uma jornalista.

Foi o que bastou para destruir o maior esquema de corrupção já montado no Brasil desde o escândalo da Petrobras, que ficou conhecido como Lava Jato. E isso só aconteceu porque Malu Gaspar sabe honrar a profissão que escolheu.

AQUI NA TRIBUNA – É preciso destacar que a excepcional repórter conseguiu destruir o esquema do Master apesar de trabalhar em O Globo, um jornal que apoia todos os governos e não incentiva a publicação de denúncias que atinjam as elites dos três Poderes e do setor empresarial. Mas ela soube contornar as dificuldades e publicam as gravíssimas revelações.

Na verdade, os jornalistas carecem de veículos em que possam fazer denúncias livremente, como a Tribuna da Internet. Desde 2009 estamos circulando diariamente, publicando reportagens próprias e de outros veículos de comunicação, e não fomos processos. Todas as informações eram verdadeiras.

Em minha carreira, que vai completar 60 anos em dezembro, somente fui processado quatro vezes – pela Mitra Diocesana do Rio (corrupção nas obras da Catedral), pela indústria Bayer, (morte de operário na linha de produção), pelo empresário, armador e banqueiro José Carlos Fragoso Pires (crimes do colarinho branco); e pelo Partido Verde (desvio do Fundo Partidário). Em todos os processos, fui inocentado.

BALANÇO DE JUNHO – Como fazemos todos os meses, vamos divulgar o balanço das contribuições feitas por comentaristas deste blog. De início, os depósitos na Caixa Econômica Federal:

DIA  REGISTRO   OPERAÇÃO                 VALOR
03    031145       DEP. DIN. LOTERIA…..100,00
11    111551       DEP. DIN. LOTERIA…..200,00
11    021100       DEP. DIN. AGENCIA……76,14
19    191346       DEP. DIN. LOTERIA…..100,00
23    231506       DEP. DIN. LOTERIA…..200,00

Agora, as contribuições feitas no Banco Itaú/Unibanco:

01    PIX TRANSF JOSE FR01/06………..150,00
01    PIX TRANSF PAULO R01/06……….100,00
02    TED 001.5977.JOSE A P J…………..352,06
15    TED 001.4416.MARIO ACRO……..300,00
30    TED 033.3591.ROBERTO SD………200,00

Agradecendo muito as contribuições que nos permitem exercitar diariamente essas utopias de imprensa livre, de democracia e de civilização, lembramos aqui na Tribuna que o exemplo de Malu Gaspar precisa ser seguido em todas as redações. (C.N.)           

Mendonça mantém gabinete de prontidão no recesso por avanço do Caso Master

Avanço das investigações faz Mendonça cancelar descanso

Tainá Falcão
CNN

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu manter parte da equipe do gabinete de prontidão durante o recesso do Judiciário, neste mês. A decisão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações sobre o Master, que recentemente atingiu o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Assessores de Mendonça e o próprio ministro permanecerão trabalhando para analisar eventuais medidas urgentes encaminhadas, durante o recesso, pela Polícia Federal ou pela PGR (Procuradoria-Geral da República). A avaliação é de que o inquérito tem evoluído, com novas frentes de investigação e a expectativa de novos pedidos ao Supremo.

NOVAS ETAPAS – Nas últimas semanas, a Polícia Federal deflagrou novas etapas da apuração do Master, com operações que alcançaram diferentes núcleos políticos. As mais recentes envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Agora, entra no radar de Mendonça a possibilidade de abrir uma investigação dos recursos enviados por Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.

Além do inquérito do Master, André Mendonça também é relator das investigações sobre as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS. As duas apurações passaram a concentrar grande parte da atuação do gabinete do ministro nos últimos meses.

Os dois escândalos se conectam em alguma medida. Informações obtidas pela Polícia Federal no caso Master passaram a subsidiar linhas de investigação da CPMI do INSS. Por isso, a decisão de manter a equipe mobilizada durante o recesso reflete justamente a avaliação de que os dois inquéritos permanecem em estágio sensível e podem demandar providências urgentes nas próximas semanas.

Moraes manda apreender arsenal de Bolsonaro e revoga porte de armas

No desespero, Tariflávio vai recorrer a Trump, num gesto de submissão

30/05/2026 - Cláudio de Oliveira | Folha

Charge do Cláudio de Oliveira (Folha)

Vicente Limongi Netto

O candidato Flávio Achocolatado Bolsonaro decidiu chutar o balde, a mesa, o vento e tudo o mais que vier pela frente. Nem tenta esconder o nervosismo. Suas recentes declarações são impulsivas e inacreditáveis.  Insultam o bom senso.  Incontáveis tiros no pé. 

O chute no pau da barraca, desferido por madame Michelle veio agravar e azedar ainda mais o clima no clã. Parece indicar que o desespero bate na porta dos arraiais do bolsonarismo. 

Na aflição, Flávio mandou carta longa e aflita ao governo Donald Trump, pedindo, quase ajoelhado, que adie as novas taxações para depois das eleições, sob pena de Lula vencer o pleito de outubro. Não satisfeito com essa oceânica, deplorável e cansativa patetice, Flávio Rachadinha vai pessoalmente beijar a mão de Trump na próxima semana. É inacreditável.

TORTURAS – As chamadas dos programas medonhos de política no canal GloboNews torturam os ouvidos e a paciência dos assinantes. Duro saber qual o mais chato e desagradável, se o Estúdio 1 ou o Mais.

Outra tortura é ver o apedeuta Paulo Figueiredo, arvorado de guru do Tariflávio Bolsonaro, jogando as patas imundas nas mulheres brasileiras, ao afirmar que não sabem votar. O pobre diabo mora nos Estados Unidos, de onde dispara asneiras contra o Brasil.

Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo (“Prendo e arrebento”) deveria aprender a ser homem e não rato. Ou  seja, tentar honrar as calças que veste.