Sem renovação, PT resgata nomes históricos para enfrentar eleição de 2026

Lula calcula riscos dos debates, mas ausência pode fortalecer Flávio

Flávio não serve para nada e a direita pensa que Caiado poderá vencer Lula

A suposta ou real ignorância de Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado

Caiado desanca Flávio num dia sim e no outro, também

Vicente Limongi Netto

Setores da direita começaram a admitir que Ronaldo Caiado é o único que pode tentar vencer o Lula. Ou seja, é outro bolsonarista da extrema direita que entra em campo, porque Flávio Rachadinha segue mais sujo do que pau de galinheiro. Se tiver um pouco de tutano, é melhor fugir logo para as barras das calças de Trump, antes de ser preso. 

Caiado, porém, é aquele que também foi pedir a benção ao genocida Benjamin Netanyahu e assinou um memorando de entendimento com os Estados Unidos para cooperação e exploração de minérios críticos. Também viabilizou um acordo envolvendo a venda da mineradora privada Serra Verde, em Goiás, responsável por uma das estratégicas minas operacionais de terras raras no país. 

SUBSOLO TEM DONO – Ronaldo Caiado esqueceu que a Constituição estabelece que os recursos minerais do subsolo pertencem  à União e não aos Estados.

Esta lei foi criada por Getúlio Vargas, quando os americanos começaram  a abrir poços na Bahia para encontrar petróleo. Essa lei é uma espinha na garganta dos EUA até os dias de hoje.

Flavio, Tarcísio, Zema e Caiado jogam no mesmo time, têm os mesmos anseios políticos: fazer do Brasil colônia dos EUA. Ostentam felizes o complexo de vira latas. Quarteto nefasto. 

NOVENTÃO – No próximo dia 31, sexta-feira os universos culturais e acadêmicos do Brasil, saudarão felizes e orgulhosos  os 90 anos de idade do craque Ignácio de Loyola Brandão, um dos maiores escritores em língua portuguesa .

Saúde, amigo! 

Governo Lula teme escalada de interferência estrangeira na eleição brasileira

Eleitores acima de 60 anos lideram interesse pela eleição, aponta pesquisa

Idosos puxam engajamento eleitoral

Luciana Casemiro
O Globo

O interesse pelas eleições aumenta com a idade. A maior taxa de engajamento é registrada entre os brasileiros com mais de 60 anos: 60% afirmam ter muito interesse na eleição presidencial de outubro. O percentual está nove pontos acima da média nacional, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira.

No conjunto do eleitorado, 51% dizem ter muito interesse no pleito, enquanto 25% declaram ter um interesse razoável. Os 24% restantes somam os que declaram ter pouco ou nenhum interesse, ou não souberam responder.

ENGAJAMENTO – O menor índice de engajamento intenso foi registrado entre os eleitores de 25 a 40 anos: 43% afirmam ter muito interesse nas eleições. Na faixa de 16 a 24 anos, o percentual é ligeiramente maior, de 45%. Embora o interesse máximo seja inferior ao observado entre os eleitores mais velhos, os jovens apresentaram o menor índice de desinteresse: apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse nas eleições para presidente.

— Os dados indicam que o engajamento político consolidado cresce com a maturidade do eleitor, atingindo seu ápice entre a população idosa. Por outro lado, o eleitorado jovem não se mostra indiferente às eleições, mas sim cauteloso. Embora registre um interesse mais moderado neste momento, com 35% classificando seu interesse como razoável, é a faixa etária que apresenta a menor taxa de desinteresse absoluto, o que aponta para uma margem expressiva de mobilização ao longo da campanha eleitoral — analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Na campanha de Flávio, o protagonista continua sendo Bolsonaro

Orgulho torna-se o maior obstáculo para manter aceso o amor, dizia Olavo Bilac

Olavo BilacPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista e poeta carioca Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918) no soneto “Penetrália” fala dos sentimentos que o envolvem quando está amando, mas seu próprio orgulho o impede de  recuperar um amor perdido.

Bilac foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 15 e escolheu outro poeta, Gonçalves Dias, como seu padrinho.

PENETRÁLIA
Olavo Bilac

Falei tanto de amor!… de galanteio,
Vaidade e brinco, passatempo e graça,
Ou desejo fugaz, que brilha e passa
No relâmpago breve com que veio…

O verdadeiro amor, honra e desgraça,
Gozo ou suplício, no íntimo fechei-o:
Nunca o entreguei ao público recreio,
Nunca o expus indiscreto ao sol da praça.

Não proclamei os nomes, que baixinho,
Rezava… E ainda hoje, tímido, mergulho
Em funda sombra o meu melhor carinho.

Quando amo, amo e deliro sem barulho:
E quando sofro, calo-me e definho
Na ventura infeliz do meu orgulho.

Ataques de Milei a Lula provocam reação no Congresso argentino

Só um terço das falas de políticos foi considerado verdadeiro, aponta estudo

Quatro meses de silêncio: Nunes Marques segura ação que pode liberar a CPI do Banco Master

O pré-sal chega à maturidade e o Brasil precisa pensar no futuro

País deve repor reservas para manter autossuficiência

Pedro do Coutto

Vinte anos após a descoberta do pré-sal, o Brasil consolidou-se entre os grandes produtores mundiais de petróleo. A exploração em águas profundas transformou a economia nacional, ampliou as exportações e fortaleceu a posição estratégica do país no mercado internacional. Mas esse sucesso traz um desafio que não pode ser ignorado: como garantir que essa riqueza continue sustentando o desenvolvimento brasileiro nas próximas décadas?

A questão vai além do volume de petróleo disponível. O verdadeiro desafio é preservar reservas, assegurar o abastecimento interno e aproveitar economicamente um recurso que, por natureza, é finito.

DIMENSÃO – Os números mostram a dimensão dessa transformação. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Brasil produziu, em maio de 2026, cerca de 4,3 milhões de barris de petróleo por dia. O pré-sal respondeu por mais de 80% dessa produção, confirmando sua importância para a matriz energética nacional.

O desempenho, entretanto, esconde uma realidade importante. Quanto maior a produção atual, maior também é a necessidade de descobrir novas reservas capazes de substituir os campos que naturalmente perderão produtividade ao longo do tempo. Nenhuma província petrolífera é inesgotável.

Outro aspecto pouco compreendido é que produzir muito petróleo não significa independência total. O Brasil exporta grande parte do petróleo bruto, mas continua importando determinados derivados, como diesel e gasolina, em razão das características do parque de refino e das exigências do mercado. Isso evidencia que a segurança energética depende não apenas da extração, mas também da capacidade de transformar essa matéria-prima em produtos de maior valor agregado.

REPOSIÇÃO – Por isso, a reposição das reservas deve ocupar posição central na política energética brasileira. A continuidade da produção exige investimentos permanentes em pesquisa geológica, exploração de novas áreas e desenvolvimento tecnológico. Sem isso, a atual liderança pode se transformar, no futuro, em declínio produtivo.

Ao mesmo tempo, o debate precisa considerar a transição energética. O petróleo continuará sendo essencial por muitos anos, mas sua exploração deve servir para financiar a economia do futuro. Os recursos gerados pelo pré-sal podem impulsionar inovação, infraestrutura, educação, ciência e energias renováveis, reduzindo gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis.

Também é necessário ampliar a agregação de valor. Exportar petróleo bruto e importar derivados significa abrir mão de parte da riqueza que poderia ser gerada internamente. Fortalecer o refino, a petroquímica e a indústria associada aumenta a competitividade do país e reduz vulnerabilidades externas.

CONDIÇÕES RARAS – O Brasil reúne condições raras: grandes reservas, domínio tecnológico na exploração em águas profundas e uma matriz energética relativamente diversificada. A questão não é apenas produzir mais, mas definir uma estratégia capaz de transformar essa vantagem em desenvolvimento sustentável.

A discussão sobre novas fronteiras exploratórias também deve seguir critérios técnicos, econômicos e ambientais. Não se trata de escolher entre preservação e crescimento, mas de encontrar um equilíbrio que permita aproveitar os recursos naturais sem comprometer o futuro.

O maior risco seria acreditar que a abundância atual garante segurança permanente. O pré-sal representou uma conquista extraordinária da engenharia brasileira, mas seu legado dependerá das decisões tomadas agora.

FORMA DE UTILIZAÇÃO – Mais importante do que perguntar quanto petróleo ainda existe é definir como essa riqueza será utilizada. Se servir apenas para ampliar exportações, o país desperdiçará uma oportunidade histórica. Se financiar inovação, industrialização e a transição energética, poderá deixar um legado que sobreviva ao próprio petróleo.

O pré-sal colocou o Brasil entre as grandes potências energéticas. O desafio dos próximos anos será provar que o país é capaz não apenas de extrair essa riqueza, mas de transformá-la em um projeto duradouro de desenvolvimento nacional.

Planalto já considera que PEC 6×1 pode ficar para depois da eleição

Lula pode levar o embate para as urnas

Victoria Azevedo
O Globo

O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já trabalha com a possibilidade de a votação de projetos de interesse do governo federal no Senado, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1, ocorram após a eleição de outubro.

São lembradas também a PEC da Segurança Pública e o projeto que cria regras e busca incentivar a indústria nacional na exploração dos minerais críticos. Esses temas são prioritários para o Planalto e considerados possíveis vitrines a serem exploradas na campanha do petista à reeleição.

SEM DIÁLOGO – De acordo com dois interlocutores frequentes do petista, a avaliação é que dificilmente essas propostas avançarão com o Congresso esvaziado e os parlamentares de olho nas eleições em seus estados, além da falta de diálogo entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Os dois políticos se afastaram após o Senado rejeitar o nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), impondo derrota histórica ao petista.

O Planalto acredita que o parlamentar orquestrou esse movimento e, desde então, as duas autoridades não se falam. Alcolumbre sinalizou a interlocutores de Lula que as propostas de interesse do governo só devem andar no Senado após uma conversa com o chefe do Executivo, o que ainda não ocorreu.

Um ministro do governo diz, sob reserva, que já chegou ao Planalto a intenção da cúpula do Congresso em deixar esses temas para serem apreciados após as eleições e que esse cenário tem sido dado como certo no entorno do presidente. Esse auxiliar do petista afirma, no entanto, que Lula poderá usar isso a seu favor na campanha, já que o presidente poderá usar discurso que o governo fez a sua parte, mas o Congresso não, reforçando crítica usada por aliados do petista e incentivada pelo Planalto de que o “Congresso é inimigo do povo”.

MOBILIZAÇÃO POPULAR – Por outro lado, há uma ala do governo que fala que é preciso forçar o debate e buscar a votação dessas propostas diante do que consideram riscos de que os textos sejam amplamente modificados após as eleições. Um auxiliar de Lula diz que o Planalto atuará para que isso ocorra na volta do recesso parlamentar, em agosto. Ele afirma que é preciso aproveitar a mobilização popular em torno da PEC da 6×1 e a projeção do assunto no contexto eleitoral, já que isso pressiona os parlamentares, para forçar a discussão do tema e sua aprovação sem grandes modificações ao texto.

Esse interlocutor frequente de Lula diz que o Planalto monitora a situação e avalia que há um risco de modificações em pontos-chave do texto, como por exemplo aumentar o período de transição para que a redução de jornada passe a valer. A proposta aprovada na Câmara prevê a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho em uma transição de um ano. Além disso, há o receio de que possam ser incluídas outras compensações no texto.

A PEC foi aprovada na Câmara, em dois turnos, no dia 27 de maio, mas não andou no Senado. Alcolumbre sequer despachou a matéria para ser analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que gerou queixa de ministros, aliados do presidente da República e da militância de partidos de esquerda. A avaliação de governistas é que o tema mobiliza o lobby do setor empresarial e é preciso manter a discussão junto à opinião pública para forçar o seu andamento no Congresso.

ESFORÇO CONCENTRADO – Historicamente, o Congresso fica esvaziado durante as eleições, já que parlamentares focam sua atuação em seus redutos eleitorais. A cúpula do Legislativo definiu duas semanas em que haverá um esforço concentrado para sessões deliberativas na Câmara e no Senado: entre 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.

A PEC da Segurança Pública era uma das apostas do governo Lula para a área, que deverá ser um dos principais temas discutidos nessas eleições. A PEC foi aprovada na Câmara em março deste ano e, desde então, não avançou no Senado. Cabe ao presidente da Casa despachar o tema para análise das comissões, o que ainda não foi feito.

A proposta das terras raras, por sua vez, é lembrada pela importância de discutir esse assunto num momento em que o governo Donald Trump, dos Estados Unidos, impôs novas tarifas aos produtos brasileiros. O projeto também foi aprovado por deputados, em maio, mas não teve andamento no Senado.

MEDIDAS PROVISÓRIAS – Além dessas propostas, o Planalto acompanha a tramitação de algumas medidas provisórias (MPs) editadas pelo governo e que estão próximas dos prazos em que perdem validade. A principal delas é a que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, a cobrança de 20% sobre compras internacionais, que tem validade até 8 de setembro. O tema precisa ser analisado numa comissão mista (formada por deputados e senadores) antes de ser votado nos plenários da Câmara e do Senado. Essa comissão ainda não foi instalada.

Esse foi um tema de desgaste ao Planalto e revertido neste ano após a avaliação de que essa cobrança poderia prejudicar eleitoralmente Lula. A avaliação de aliados do presidente é que o Congresso pode atuar para deixar essa MP perder a validade, impondo grande revés político a Lula às vésperas das eleições. Um integrante da articulação política do petista diz que haverá um esforço junto aos parlamentares para que esse tema seja tratado logo na volta dos trabalhos legislativos.

A desinformação ficou mais sofisticada: agora, a verdade também pode enganar

Se vivessem hoje, Marx e Engels estariam empolgados com o fim das ideologias

Karl Marx: conheça a vida e a obra do pensador alemão - Revista Galileu | História

Engels e Marx provocaram a humanização do capitalismo

Carlos Newton

Há muitos anos, na década de 80, ainda no regime militar, tive a honra de ser autor de uma série de artigos que motivaram debates entusiásticos na Escola Superior de Guerra. Publicada antes da queda do muro de Berlim e da derrocada da União Soviética, a série de artigos tinha um título profético – “O Fim das Ideologias”.

Infelizmente, não fui convidado a participar dos debates, porque minha ficha no Serviço Nacional de Informações (SNI) indicava que eu era membro do Partido Comunista”, ao qual jamais fui ligado, embora continue a ser ardoroso admirador de Karl Marx e Friedrich Engels, dois pensadores que conseguiram mudar o mundo.

GRANDES AMIGOS – Sem Engels, não existiria Marx, que era um intelectual pobretão, sem dinheiro para sustentar a família, enquanto Engels era de família rica e seu pai se tornara um dos primeiros empresários multinacionais, com fábricas de tecido na Alemanha e na Inglaterra.

Assim, sem o dinheiro de Engels, que o sustentou a vida inteira, Marx não teria tempo para estudar e desenvolver suas teorias humanitárias, junto com o amigo.

Engels era um intelectual de primeira linha, porém Marx se tornou muito mais importante do que ele, porque assinava como autor os estudos desenvolvidos em conjunto, cuja autoria Engels jamais poderia assumir, para não entrar em choque com os interesses de sua família, que enriquecia cada vez mais com indústria e comércio no ramo têxtil – linhas, fios e tecidos.

SEGUNDO PLANO – Engels tinha de ficar em segundo plano e só podia assinar ensaios que não defendessem diretamente as classes trabalhadoras, como a monumental obra “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, em 1884.

Na época, o trabalho ainda caminhava próximo à escravidão; o único direito trabalhista era a folga semanal aos domingos, adotada desde o Império Romano. E a possibilidade de descansar também aos sábados só viria a ser adotada no Século XX.

O sofrimento dos trabalhadores incomodava o capitalista Engels, que se transformou num grande defensor dos direitos humanos, quando a exploração do homem pelo homem era considerada normal, porque ocorria totalmente dentro da lei.

DIREITOS HUMANOS – Os criadores do comunismo se conheceram em Colônia, capital da Renânia (antiga Prússia e hoje Alemanha), onde Marx nasceu e a família de Engels instalara uma de suas fábricas.

Engels tinha alma de jornalista, colaborou ativamente na “Gazeta Renana” onde Max trabalhava e depois fundou com ele a “Nova Gazeta Renana”. Assim, desde sempre foi ele quem sustentou Marx  e assim seguiram pelo resto da vida na Alemanha e depois em Paris, Bruxelas (onde escreveram o Manifesto Comunista) e Londres.

Portanto, Engels usou o dinheiro do capitalismo para patrocinar e criar o comunismo, regime político que ele e Marx julgavam mais humano, sem saber que poderia ser desvirtuado por líderes ditatoriais, tão exploradores quanto os capitalistas.

GRANDES PREVISÕES – Juntos, os dois pensadores previram em detalhes o que aconteceria ao capitalismo, inclusive o surgimento dos “rentistas”, termo criado por eles para designar as pessoas que hoje vivem da renda do dinheiro investido, como é comum aqui no Brasil, onde quem possui R$ 2 milhões aplicados pode viver com renda superior a R$ 20 mil mensais, e sob proteção de bancos estatais, que não têm risco de ir à falência.

O que não poderiam prever é que os profundos estudos que realizaram fossem utilizados para humanizar o capitalismo e garantir a defesa dos direitos humanos em todos os sentidos, de tal forma que tornou totalmente inviável aquele comunismo com o qual os dois sonhavam.

Hoje, os principais países que se diziam comunistas não podem mais ser considerados assim. Rússia, China e Vietnã, por exemplo, tiveram de adotar o capitalismo de estado e hoje caminham para a social democracia, a alternativa ideal seguida pelos  escandinavos, que se tornaram os países mais desenvolvidos do mundo, através do Estado do Bem-Estar Social.

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P.S. 1 –
Sempre que faço reflexões sobre a morte das ideologias, fico entusiasmado com a obra de Marx e Engels (ou de Engels e Marx, conforme prefiro), que redundou na abençoada Social Democracia.

P.S. 2 – Embora tanta gente hoje despreze Engels e Marx, eu cada vez os admiro mais. E fico orgulhoso quando me chamam de comunista, como aconteceu no regime militar, quando o coronel Costa Júnior, que trabalhara no Serviço Nacional de Informações (SNI), ofereceu-se para limpar minha ficha e eu recusei, dizendo-lhe que todo jornalista de verdade se orgulhava de ser fichado. E vida que segue, como dizia meu amigo João Saldanha, que também era fichado como comunista. (C.N.)

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STF cobra reação mais dura de Nunes Marques contra ataques às urnas

Nota divulgada por Marques foi considerada tímida 

Valdo Cruz
G1

O episódio dos vistos negados pelo Itamaraty a dois assessores do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, gerou uma reação muito negativa dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ministros das duas Cortes defendem que o presidente do TSE, Nunes Marques, condene duramente os últimos ataques às urnas eletrônicas e à missão dos Estados Unidos que viria ao Brasil para minar o sistema eleitoral brasileiro.

NOTA TÍMIDA – Na avaliação destes magistrados, a nota divulgada pela equipe de Nunes Marques foi considerada tímida e fraca, que não refletiria a gravidade do momento. A expectativa é que o presidente do TSE também mande esse recado na reunião com embaixadores, agendada para depois do recesso do Judiciário.

Segundo reportagem do jornal americano “The Washington Post”, os dois funcionários de alto nível do Departamento de Estado dos EUA viriam ao Brasil para levantar dúvidas sobre a integridade e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Os dois pediram audiência com Nunes Marques, mas que não foi agendada por causa do recesso do Judiciário. Mesmo assim, mantiveram a viagem para encontros com lideranças políticas e religiosas. Os dois são jovens de extrema-direita. Um deles já foi enviado em missão a outros países para apoiar candidaturas de diretas e tentar influenciar no processo eleitoral local.