Gilmar Mendes envia garantias à Itália e reforça pedido de extradição de Carla Zambelli

Justiça da Itália analisará novo pedido de extradição

Márcio Falcão
G1

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta terça-feira (23) à Advocacia-Geral da União garantias exigidas pela Itália para uma eventual extradição da ex-deputada Carla Zambelli e defendeu a validade da condenação por ampla maioria da Corte no caso da perseguição armada nas ruas de São Paulo.

No dia 1º de julho, a Justiça da Itália volta a julgar um segundo pedido de extradição de Zambelli que envolve a condenação a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

PERSEGUIÇÃO – O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a então deputada perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo (SP), após uma discussão política. Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou a extradição no caso da condenação a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A Corte de Cassação afirmou que identificou “diversos elementos” capazes de gerar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do Supremo Tribunal Federal, que condenou Carla Zambelli.

ACÚMULO DE FUNÇÕES – Segundo os magistrados, Alexandre de Moraes acumulou diferentes funções ao longo do processo e atuou simultaneamente como integrante do colegiado julgador e como pessoa considerada prejudicada por um dos crimes atribuídos à deputada.

A TV Globo apurou que nas informações enviadas à AGU no caso da perseguição armada, o ministro Gilmar Mendes afirma que a condenação, por ampla maioria, da ex-parlamentar Carla Zambelli, foi pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, pela mais alta instância da justiça brasileira.

PLACAR – O placar foi de 9 votos a 2 em relação ao crime de porte ilegal de arma de fogo e por dez votos a um em relação ao delito de constrangimento ilegal. De acordo com o ministro, o “processo em questão tramitou de forma hígida e regular, sem qualquer vício ou nulidade no processo de conhecimento que impeça a extradição de cidadã brasileira por crime cometido no país e para o qual se aplica, na sua integralidade, a lei brasileira”.

Mendes afirma que é possível assegurar que: A execução da pena será na Penitenciária Feminina de Brasília (DF); a ex-deputada terá garantia de acesso a advogados, familiares e à representação diplomática italiana; informações trimestrais ou imediatas à representação diplomática italiana, desde que tais pedidos sejam devidamente formulados ao STF e encaminhados à autoridade estrangeira por meio dos órgãos de representação oficial do país.

Pressionado por investigação da PF, Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado

Senador afirmou que a decisão foi de ‘comum acordo’

Jeniffer Gularte
Bruna Lessa
Sérgio Roxo
Victoria Azevedo
O Globo

Após quase uma semana de crise e pressão pela saída, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado. A mudança foi acertada em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada e representa a tentativa de estancar o impacto na campanha à reeleição da investigação sobre a suposta atuação do parlamentar a favor do Banco Master em troca de “vantagens indevidas”. O encontro durou cerca de duas horas.

Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi de “comum acordo” e chamou a reunião com Lula de “conversa entre amigos”. O parlamentar foi aconselhado nos últimos dias por aliados próximos, especialmente do PT da Bahia, a deixar o posto para focar em sua defesa e preservar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de desgaste político maior às vésperas da eleição. Interlocutores de Lula afirmam que o senador pediu para deixar o cargo, como desejava o presidente.

CONSTRANGIMENTO – Desde a operação da PF, na última quinta-feira, aliados de Lula no Congresso e no Palácio do Planalto passaram a defender que o senador deixasse a liderança no Senado. Governistas apontaram o “constrangimento” com o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o que incluiu a divulgação de uma foto de US$ 49 mil em espécie encontrados em um endereço ligado a Wagner em Brasília. Ao todo, levando-se em conta também o montante em dólares e euros encontrados em um endereço do senador em Salvador, os agentes da PF recolheram o equivalente a R$ 482 mil, de acordo com a cotação atual.

Um integrante do governo que despacha no Planalto afirma que a operação PF tornou “praticamente insustentável” a permanência de Wagner no posto de confiança. Ele afirma que não haverá, por parte do governo federal, uma postura hostil contra o petista, já que ele é um aliado de longa data. Mas poderá ser necessário o afastamento para evitar maior prejuízo à imagem do governo como um todo e da própria campanha à reeleição de Lula.

Aliados também apontam que o fato de Jaques Wagner ter dito diversas vezes que não havia possibilidade de vir à tona relações suas com o Banco Master, também o enfraqueceram no posto. Até mesmo o entorno do senador considerou desastrosa a entrevista de Wagner no dia da operação da PF. À Band News, o senador afirmou que iria continuar no cargo de líder do governo no Senado até decisão contrária de Lula. O parlamentar também disse que o presidente falou com ele para prestar solidariedade após o senador ser alvo de operação.

LOBBY – Em sinais de atuação a favor do Master, a PF citou que o senador do PT também teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) e no Senado pela aprovação de outra emenda, conhecida como “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP) e propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

Os investigadores suspeitam da atuação de Wagner no Congresso a favor do Master em três momentos: a apresentação de emenda a uma Medida Provisória, editada em 2022, sobre o aumento da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, com autorização para empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda; na tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, a “Emenda Master”, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); na fiscalização da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB);

REGALIAS – Além disso, segundo a PF, Wagner teria recebido um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, além de regalias como o uso de aeronaves particulares e o ingresso para o camarote de um show em Los Angeles, ao custo de R$ 63,3 mil.

O ponto de conexão de Wagner com a instituição financeira se dava por meio de um ex-sócio do banco, o empresário Augusto Lima, que também foi alvo da PF ontem e tem boa relação com petistas na Bahia. Além das benesses, uma empresa do núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima.

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Uma música de Luiz Gonzaga, para comemorarmos hoje a festa de São João

7 ideias de Luiz Gonzaga | luiz gonzaga, musicas trechos de, musicaPaulo Peres
Poemas & Canções

A festa de São João (24 de junho), o ápice dos festejos juninos, com a trezena de Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), inspirou o sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga do Nascimento (1912-1989), o popular Rei do Baião, a compor em parceria com José Fernandes a música “Olha Pro Céu Meu Amor”, cuja letra retrata uma estória de amor numa noite de São João.

Essa “marcha joanina” foi gravada por Luiz Gonzaga em 1951, pela RCA Victor. 

OLHA PRO CÉU MEU AMOR
José Fernandes e Luiz Gonzaga

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João

Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração!

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Primeira mulher general diz que mérito e preparo marcaram sua ascensão

Militar nega ter enfrentado resistência por ser mulher

Isadora Albernaz
Folha

“Quando fui promovida, talvez nem tivesse essa noção toda do que poderia representar”, afirma Claudia Lima Gusmão Cacho, 57, primeira mulher a alcançar o posto de general do Exército brasileiro, ao relatar encontros com jovens que dizem se inspirar nela para seguir a carreira militar. “Gente que sou eu 30 anos atrás”, diz.

Com três décadas na Força Terrestre, Claudia atribui sua ascensão pioneira ao generalato ao trabalho próprio e a uma adaptação das Forças Armadas para receber mulheres. “Existe uma combinação de fatores. Não foi uma coisa abrupta. Foi construída ao longo dos anos”, afirma em entrevista à Folha.

RESISTÊNCIA – A general nega ter enfrentado resistência de colegas no meio militar por ser mulher. Habituada a um ambiente meritocrático, diz nunca ter se considerado uma feminista, mas defende que todos devem ter oportunidades iguais. “E aí, cabe a cada um. Você tem opções, escolhas e vai lutar por aquilo que quer.”

A oficialização de Claudia como general de brigada, um dos principais postos da hierarquia da Força, aconteceu em cerimônia no dia 1º de abril. O Exército completou 378 anos semanas depois, no dia 19. O ingresso feminino em turmas oficiais da linha militar bélica, o que permite a promoção ao cargo, foi autorizado apenas em 2012.

A militar reconhece que o ineditismo abre portas para outras mulheres, mas diz que “não é porque é mulher”. “É porque trabalhou, estudou, teve competência e mérito para chegar até lá. Isso, sim, serve de inspiração para que outras venham e virão. Elas estão vindo, várias.”

MANIFESTAÇÕES – Natural do Recife, a médica pediatra passou também por Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Rio Grande do Norte e, em abril, assumiu a direção do Hospital Militar de Área de Brasília. A unidade fica localizada no Setor Militar Urbano, próximo ao Quartel-General do Exército. O local foi palco, após as últimas eleições, de manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que pediam golpe militar.

Em 2026, ano eleitoral, Claudia evita questões políticas. Questionada se episódios do tipo podem voltar a se repetir e se a trama golpista está superada dentro do Exército, ela afirma que a instituição é “permanente e apartidária”.

A ascensão como primeira general do Exército foi em maior parte resultado de seu trabalho ou também tiveram mudanças estruturais da Força que contribuíram para isso?
Existe uma combinação de fatores. Não foi uma coisa abrupta, foi construída ao longo dos anos. Casa a questão da carreira e, ao longo desse tempo, a Força foi também abrindo mais espaço para as mulheres. Foi se adaptando e, com a entrada cada vez maior do segmento feminino, as portas foram se abrindo.

Houve resistência, seja explícita ou velada, à sua ascensão, por ser mulher?
Não. Pelo contrário, a gente [homens e mulheres] tinha as mesmas ações a fazer, os mesmos direitos, os mesmos deveres. Todas éramos voluntárias. A gente estava lá porque a gente queria estar. Sempre fomos apresentadas às mesmas atividades.

O contingente feminino no Exército pode chegar a patamares maiores, como 20% ou 30%?
A diretriz do Serviço Militar Inicial Feminino foi muito bem recebida. A gente viu a quantidade de mulheres que se alistou e que foi selecionada. E hoje elas estão integradas. Vejo isso como muito positivo, pela aceitação e pela oportunidade. Esse aumento vai ser gradual, para chegar ao percentual estabelecido pelo Ministério da Defesa [de 20% até 2035].

O que era exceção quando eu entrei já virou natural. O Exército ganhou muito com a chegada das mulheres. Abriu seu leque de atrair, de captar recursos, valores.

No ano passado, um grupo de militares foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. A trama golpista está superada dentro do Exército? Manifestações no QG podem se repetir?
O Exército se mantém como uma instituição nacional permanente, que é apartidária e vem mantendo a sua missão constitucional, como sempre aconteceu. O Exército permanece como essa instituição que conhecemos, que presta serviço, tem entregas à sociedade e está em constante evolução.

Como militares temos a nossa missão constitucional, que está bem estabelecida: a defesa da pátria.

Quais são as suas prioridades à frente do Hospital Militar de Brasília?
A gestão de organizações militares de saúde é sempre muito complexa. Tem que agregar a parte técnica com a logística. A gente tem que estar preparado para uma necessidade operacional. A saúde se insere na dimensão humana da Força dentro dos projetos estratégicos. Os objetivos não são da general Claudia.

A senhora se vê como inspiração para outras jovens? Como é ser referência?
É uma coisa que tenho escutado bastante. Quando fui promovida, talvez nem tivesse essa noção toda do que poderia representar. [Ouvi] de muitas pessoas que eu não conhecia. Gente que sou eu há 30 anos. Achei muito interessante ver que você abre portas. Mulheres, de uma maneira geral, que chegam num patamar que antes ninguém havia chegado abrem porta para outras, inspiram.

Lembrando que não é por ser mulher. É porque trabalhou, estudou, teve competência e mérito para chegar até lá. Isso serve de inspiração para que outras venham e virão. Elas estão vindo, várias. Cheguei primeiro porque percorri o caminho necessário.

A senhora se considera feminista? Como vê esse debate por igualdade de gênero?
Nunca me considerei feminista. Acredito que a gente deve ter igualdade de oportunidades. E aí, cabe a cada um. Você tem opções, escolhas e vai lutar por aquilo. “Ah, eu quero chegar a…”. Então, vou me preparar, me capacitar, estudar, trabalhar e chegar ao objetivo.

Como foi conciliar a maternidade com a carreira militar? Houve desafios adicionais?
Quando eu entrei no Exército já tinha a minha filha mais velha. São 12 anos de diferença entre elas. Deu para conciliar, mas eu sempre tive muito apoio da minha família, do meu esposo, de amigos também. A gente acaba criando esse vínculo, porque, se não tiver esse apoio, realmente fica bem complicado. Tive tempo de licença-maternidade normal. O meu marido é militar.

Qual seu objetivo dentro do Exército? Chegar ao Alto Comando?
O general médico só chega a general de divisão, seja homem ou mulher. O nosso objetivo é continuar fazendo o trabalho. Não vejo por que parar. Vestir a farda é um propósito. É servir o país e eu consigo fazer isso dentro da minha área, na direção do hospital. Tem esse período como general de brigada e posso, mais adiante, concorrer ao posto de diretor de saúde, mas não é o pensamento agora.

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RAIO-X

Claudia Lima Gusmão Cacho, 57

General de brigada do Exército brasileiro e diretora do Hospital Militar de Área de Brasília. É pediatra, ingressou na Força em 1996 como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Concluiu o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998. Já foi chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro, e diretora do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar de Área de Campo Grande.

Jacques Wagner amplia crise no Planalto e expõe novo desafio político para Lula

Lula e Jaques têm uma parceria política de mais de 40 anos

Pedro do Coutto

A sucessão de crises envolvendo integrantes do governo voltou a colocar o Palácio do Planalto diante de um problema que ultrapassa o campo jurídico e alcança diretamente a esfera política. A pressão crescente para que o senador Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado revela que, mais do que uma investigação policial, o Executivo enfrenta um desgaste de imagem capaz de influenciar sua estratégia para a disputa eleitoral de 2026.

A operação da Polícia Federal que cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar, no âmbito das investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte repercussão dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Embora Wagner negue qualquer irregularidade e sua defesa questione a legalidade das medidas adotadas, setores da legenda avaliam que sua permanência na liderança do governo tornou-se politicamente difícil de sustentar.

REUNIÃO – Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, parlamentares e dirigentes petistas passaram a defender reservadamente uma solução que reduza o desgaste para o presidente Lula da Silva. A expectativa gira em torno da reunião entre Lula e Jacques Wagner, interpretada por interlocutores como um momento decisivo para definir os próximos passos do governo diante da crise.

O aspecto mais delicado, contudo, não está apenas na investigação em si, mas na percepção pública produzida pelo episódio. Em política, a imagem frequentemente pesa tanto quanto os fatos juridicamente comprovados. Um líder do governo submetido a uma investigação dessa magnitude inevitavelmente passa a ocupar espaço negativo no noticiário, desviando o foco das pautas prioritárias do Executivo.

A estratégia adotada pela defesa do senador também enfrenta desafios. Os advogados recorreram ao Supremo Tribunal Federal buscando anular a operação da Polícia Federal, sustentando questionamentos sobre aspectos processuais da investigação. No entanto, especialistas costumam observar que, em casos dessa natureza, discussões exclusivamente sobre a forma dificilmente eliminam o impacto político causado pelo conteúdo das suspeitas. Ainda que eventuais irregularidades processuais possam ser reconhecidas pela Justiça, o desgaste perante a opinião pública tende a permanecer enquanto as investigações continuam em curso.

PARCERIA POLÍTICA – Outro fator relevante é a relação histórica entre Lula e Jacques Wagner. Os dois construíram uma parceria política ao longo de mais de quatro décadas, fazendo do senador um dos principais conselheiros e aliados do presidente. Essa proximidade torna qualquer decisão especialmente delicada. Um eventual afastamento poderia ser interpretado como um gesto de preservação institucional, mas também representaria um custo pessoal e político para Lula.

Ao mesmo tempo, manter Wagner na liderança do governo também traz riscos. A oposição encontra terreno fértil para associar o episódio ao discurso de combate à corrupção, enquanto aliados avaliam que o governo poderá enfrentar dificuldades adicionais na articulação política caso a crise permaneça ocupando espaço na agenda nacional.

O caso ganha ainda maior relevância porque ocorre pouco tempo depois de outra crise enfrentada pelo governo envolvendo denúncias de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Embora os episódios tenham naturezas distintas, ambos reforçam uma percepção de sucessivos desgastes administrativos justamente no momento em que o Planalto busca recuperar sua popularidade e reorganizar sua base parlamentar.

DESCONFIANÇA – As pesquisas de opinião mostram que esse cenário merece atenção. Levantamento recente do Instituto Ipsos-Ipec indica que mais da metade dos brasileiros afirma não confiar no presidente Lula, enquanto pouco mais de quatro em cada dez declaram manter confiança no chefe do Executivo. Embora tenha havido pequena recuperação em relação ao levantamento anterior, os índices permanecem elevados de desconfiança, sugerindo que novos episódios de crise podem dificultar a recuperação da imagem do governo.

Analistas políticos observam que investigações envolvendo figuras centrais do Executivo costumam produzir efeitos que vão além dos envolvidos diretamente. A repercussão afeta a capacidade de articulação do governo no Congresso, amplia o espaço para críticas da oposição e influencia a percepção dos eleitores sobre a condução da administração federal.

COPA DO MUNDO –  Outro elemento que reduziu momentaneamente o impacto político do episódio foi a concentração da atenção pública em grandes eventos esportivos internacionais. Ainda assim, esse efeito tende a ser passageiro. À medida que o ciclo de notícias esportivas perde intensidade, é provável que o foco volte para os desdobramentos das investigações e para as decisões que o governo precisará tomar.

No campo eleitoral, o episódio representa um desafio estratégico para Lula. Com pouco mais de um ano para o início efetivo da campanha presidencial, preservar a credibilidade da administração tornou-se uma prioridade. Qualquer percepção de tolerância com investigações envolvendo integrantes do núcleo político pode ser explorada pelos adversários e influenciar a formação da opinião pública.

PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA – É importante ressaltar, contudo, que Jacques Wagner não foi condenado e continua amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência. As investigações ainda estão em andamento e caberá às autoridades competentes apurar os fatos, garantindo o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

Independentemente do desfecho jurídico, a dimensão política da crise já está posta. A reunião entre Lula e Jacques Wagner poderá definir não apenas o futuro do senador na liderança do governo, mas também sinalizar qual estratégia o Palácio do Planalto pretende adotar para enfrentar uma crise que combina investigação policial, desgaste institucional e impacto eleitoral. Em um ambiente político cada vez mais polarizado, preservar a governabilidade sem ampliar o custo político tornou-se um dos maiores desafios do governo federal.

Primeiras-damas avançam nas urnas e ampliam o peso das famílias na política brasileira

Ex-presidente do BRB pede liberdade ao STF devido à demora da PGR em acordo de delação

É espantoso que ainda existam pessoas que acreditam nas pesquisas eleitorais

Pesquisas eleitorais - Espaço Vital

Charge do Newton Silva (Arquivo Google)

Carlos Newton

Em países como o Brasil, as pesquisas eleitorais são um ramo promissor no setor de serviços, não há dúvida. O faturamento cresce a cada eleição, batendo seguidos recordes. Basta dizer que até maio deste ano, foram feitos mais de 700 levantamentos sobre perspectivas das eleições de outubro, com investimentos de R$ 40 milhões.

É muito dinheiro rolando por baixo da ponte que conduz ao poder. O TSE informa que 2024, foram realizadas 14 mil pesquisas, com gastos quase R$ 172 milhões em levantamentos sobre intenção de voto para os cargos de prefeitos e vereadores. Estas são apenas as pesquisas oficiais, registradas na Justiça Eleitoral, mas existem milhares de outras que são feitas por baixo do pano… e que até custam muito mais caro.

EXCITAÇÃO – A imprensa contribui generosamente para o sucesso comercial dos institutos, que gostam de serem chamados assim, e divulgam os resultados como se fossem infalíveis, oriundos do Oráculo de Delfos, centro religioso mais importante e reverenciado da Grécia Antiga, nas encostas do Monte Parnaso.

Mas a realidade não é bem assim, e a melhor definição de pesquisa é a que define essa atividade como “a arte de torturar os números até que eles confessem os resultados pretendidos”.

O fato concreto é que toda eleição é marcada por erros grotescos, em que os resultados das urnas têm sido absurdamente diversos daqueles apontados às vésperas da votação.

ERROS BIZARROS – Lembrem o que ocorreu em 2018 com a vitória de três azarões em Estados importantes – Romeu Zema em Minas Gerais, Wilson Witzel no Rio de Janeiro, e Carlos Moisés em Santa Catarina.

Os disparates foram ainda piores na disputa para o Senado, quando favoritos absolutos, indicados por todas as pesquisas, acabaram chegando em terceiro ou quarto lugar, como Dilma Rousseff em Minas Gerais, Eduardo Suplicy em São Paulo, Roberto Requião e Beto Richa no Paraná, ou José Fogaça no Rio Grande do Sul.

Em 2022, também houve muitas mancadas dos institutos. Tarcísio Freitas, por exemplo, venceu o primeiro turno com 7 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, que liderava amplamente as pesquisas.

MAIS VEXAMES – Foi mais uma sucessão de vexames. No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro foi reeleito no primeiro turno, embora as pesquisas indicassem que haveria segundo turno contra Marcelo Freixo.

Para o Senado foi um festival. No Paraná, Sergio Moro venceu e o favorito Alvaro Dias ficou em terceiro lugar; e no Espírito Santo, Magno Malta derrotou a líder Rose de Freitas.

Em São Paulo, o astronauta Marcos Pontes venceu o líder Márcio França com 13,5 pontos de vantagem; e no Rio Grande do Sul o general Hamilton Mourão, que estava derrotado nas pesquisas, elegeu-se senador.

DATAFOLHA – Vejam agora a nova pesquisa Datafolha. O respeitado instituto quer nos convencer de que, entre cada grupo de 1.784 pessoas que encontrarmos nas ruas e irão mesmo votar, cerca 80% delas vão votar em Lula ou Flávio Bolsonaro, e apenas 20% delas estariam dispostas a sufragar algum dos outros 12 candidatos alternativos. Somado aos brancos e nulos, esse total chegaria a menos de 26%.

Mas não é isso que as pesquisas apresentam no quesito rejeição. Bolsonaro é repudiado por 48% dos eleitores e Lula por 46%, no próprio Datafolha. E pesquisa mais recente, do Instituto Ipsos-Ipec, indica que 56% dos brasileiros não confiam em Lula.

Apenas uma pesquisa, feita pelo Alfa Inteligência, independente e sem patrocinador, indica Ronaldo Caiado e Romeu Zema com 7 pontos cada. Todas as demais jogam no abismo os dois candidatos alternativos. Por que será?

P.S. Os números precisam ser torturados com arte. Caso contrário, entregam em choque entre si. Nas regras da probabilidade, é praticamente impossível que candidatos vençam o pleito tendo 48% (Flávio) ou 46% (Lula) de rejeição. Isso só acontece se eles forem os vencedores do primeiro turno. Porque qualquer outro candidato, com menos rejeição, pode derrotá-los no segundo turno. Justamente por isso, as pesquisas precisam manter a polarização, a qualquer custo.  Pense sobre isso, antes de acreditar em pesquisas eleitorais num país corrupto como o Brasil. (C.N.)

Decisão do governo sobre delegados da PF acende alerta no gabinete de Mendonça

Mendonça vê risco de interferência em investigações

Bela Megale
O Globo

O movimento do Ministério da Justiça de determinar que policiais federais cedidos a outros órgãos retornem às suas funções de origem levantou desconfianças do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e de alas da própria PF. O magistrado sinalizou a pessoas próximas que qualquer iniciativa que atinja integrantes de seu gabinete será vista como tentativa de embaraçar investigações dos processos dos quais é relator.

Desde abril, quando o presidente Lula afirmou que mandou o Ministério da Justiça convidar delegados da Polícia Federal que estão “fingindo” trabalhar fora da corporação a retornarem, um alerta acendeu em Mendonça e seus auxiliares. A fala foi vista como um recado velado que poderia culminar na retirada do delegado Thiago Marcantonio do gabinete de Mendonça.

DESVIOS DO INSS – Assessor do ministro desde 2025, Marcantonio auxilia Mendonça em todos seus casos, incluindo os desvios do INSS, que tem Lulinha entre os investigados, e o escândalo do Master. O ofício do Ministério da Justiça que determinou o retorno de profissionais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aos seus órgãos de origem causou estranheza especialmente pelo timing.

Chamou atenção entre alas da PF e do gabinete de Mendonça o governo federal ter suspendido as cessões em junho deste ano, já que a maior parte delas foi autorizada pelo próprio Executivo a partir de 2023.

Por ora, o STF ficou de fora da ordem do Ministério da Justiça. Se a determinação chegar à corte, além de Marcantonio, outros delegados cedidos aos gabinete de Alexandre de Moraes e Luiz Fux também terão que voltar à corporação. Mendonça já sinalizou que, se o caso atingir seu gabinete, o governo terá uma resposta.

Em depoimento, Bolsonaro afirma que pistola apreendida estava a caminho da manutenção

Pistola foi apreendida em blitz no Distrito Federal

Deu no O Globo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal e afirmou que pediu ajuda ao militar que posteriormente teve a arma apreendida em uma blitz ao perceber que a pistola não funcionava e necessitava de conserto, informou a defesa de Bolsonaro. As informações são do portal G1.

O depoimento durou cinco minutos, de acordo com os advogados, e Bolsonaro prestou as informações que já haviam sido apresentadas pela defesa na peça entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF).

DEPOIMENTO EM CASA – A oitiva ocorreu na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar, após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas o ministro determinou que os investigadores se deslocassem até o endereço do ex-presidente.

O depoimento faz parte do inquérito aberto pela Polícia Civil após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. A arma estava em um veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente.

Segundo a investigação, o armamento foi recolhido durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal porque não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte da arma. Em depoimento prestado à polícia, o militar afirmou que a pistola estava sendo levada para manutenção e que seria posteriormente devolvida a Bolsonaro.

INTIMAÇÃO – Ao autorizar a oitiva, Moraes também registrou que uma tentativa anterior de intimar pessoalmente o ex-presidente não foi concluída. Segundo ofício encaminhado ao STF, a equipe policial não conseguiu efetivar a intimação porque integrantes da escolta responsável pela segurança de Bolsonaro impediram o cumprimento do ato.

As informações produzidas no inquérito serão compartilhadas com o gabinete de Moraes, responsável pela execução penal do ex-presidente. Na quinta-feira, termina o prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro do STF em março para que o ex-presidente se recuperasse de um quadro de broncopneumonia.

Na peça apresentada ao STF, a defesa de Bolsonaro afirmou que a equipe de segurança do ex-presidente retirou um item da arma de fogo que ele tinha em casa com o objetivo de torná-la inoperante. Os advogados afirmam que a medida foi adotada porque os medicamentos psiquiátricos que Bolsonaro toma afetam sua “cognição”.

ALEGAÇÃO – “Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário (Bolsonaro), capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, diz a peça apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no STF. Percussor é um componente que atua no disparo da arma de fogo. A defesa também negou haver irregularidades na posse, pelo ex-chefe do Executivo

Os advogados de Bolsonaro sustentam que, recentemente, o ex-presidente percebeu, pelo “simples acionamento do ferrolho e sem qualquer necessidade de disparo”, que o mecanismo da pistola não estava funcionando regularmente. O ex-chefe do Executivo não conseguiu identificar a causa do problema e então entregou o armamento para um segundo-sargento do Exército, para que ele verificasse o ocorrido, sustentou a defesa.

Governo e STF temem derrota em pedido de extradição de Eduardo Bolsonaro

Moraes ainda não enviou pedido ao Ministério da Justiça

Patrícia Campos Mello
Folha

O desgaste político de o Brasil ter um pedido de extradição de Eduardo Bolsonaro negado pelos Estados Unidos gera preocupação dentro do governo brasileiro e do STF (Supremo Tribunal Federal), na esteira da negativa da Justiça da Itália de extraditar a ex-deputada Carla Zambelli.

Eduardo foi condenado pelo STF  na última semana, a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos, que resultou em sanções contra ministros do Supremo durante o julgamento da trama golpista. O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

CHANCES MÍNIMAS – A avaliação no governo e no STF, semelhante à de advogados ouvidos pela Folha, é que seriam mínimas as chances de o governo Donald Trump aceitar o pedido de extradição de Eduardo.

No trâmite normal de um processo de extradição ativa, o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, enviaria um mandado de prisão e pedido de extradição ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça. Após confirmada pelo departamento a admissibilidade do pedido de extradição, o documento seria enviado ao Itamaraty ou ao governo americano.

A percepção no governo, no entanto, é que mais uma negativa de extradição por parte de um governo estrangeiro fortaleceria as críticas de que o sistema judicial brasileiro não é imparcial.

VIOLAÇÃO – Na decisão divulgada em 12 de junho, a Corte de Cassação da Itália afirmou que houve violação no direito de defesa de Zambelli, porque, entre outros fatores citados, Moraes assumiu “dupla função”, de julgador e vítima. A mesma interpretação poderia ser usada no caso de Eduardo Bolsonaro, condenado por sua interferência junto ao governo estrangeiro para impor sanções da Lei Magnitsky contra o ministro do STF.

Nos Estados Unidos, o pedido de extradição seria examinado primeiro por um tribunal federal, que determinaria a admissibilidade do pedido à luz do acordo de extradição entre os dois países e da legislação americana. Depois, seria direcionado ao secretário de Estado, Marco Rubio.

Advogados veem risco de um pedido de extradição de Eduardo não sobreviver nem à avaliação pelo Judiciário americano. Isso porque o tratado de extradição assinado por Estados Unidos e Brasil em 1965 veda a extradição quando o crime que ocasionou o pedido “for de caráter político”.

CRIME POLÍTICO – Não existe, no entanto, uma definição taxativa sobre o que configuraria um crime político. “O juiz americano pode entender que houve motivação política no crime de coação”, diz Raphael Rocha, professor de direito internacional da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Mas, ainda que passe por esse primeiro filtro, é improvável passar pelo segundo. Cabe ao secretário de Estado, de forma discricionária, a última palavra em relação à extradição. Rubio é próximo da família Bolsonaro –recebeu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recentemente em Washington. Além disso, é crítico contumaz de Moraes.

“As perseguições políticas por parte do violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros ministros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”, postou Rubio em rede social em setembro passado.

REQUISITOS LEGAIS – “A decisão final é sempre política, mesmo em casos em que estão presentes todos os requisitos legais previstos em tratado”, diz Elaini Silva, doutora em direito internacional pela USP e professora da PUC-SP. Uma ideia em discussão seria desacelerar o processo de envio do pedido de extradição ao Ministério da Justiça, a análise na pasta e comunicação ao governo Trump, como forma de adiar o desgaste político.

Os EUA, sob Trump, já negaram o pedido de extradição do influenciador bolsonarista Allan dos Santos, em 2024. O governo dos EUA informou ao Brasil que não extraditaria Santos por delitos que os americanos veem como crimes de opinião, que estariam garantidos no direito à liberdade de expressão. Esses crimes não teriam correspondente no ordenamento jurídico americano e os crimes de calúnia, injúria e difamação não constam da lista de passíveis de extradição do acordo entre os dois países.

Em dezembro passado, Moraes determinou a abertura do processo de extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado pela trama golpista, que atualmente vive na Flórida. E a Justiça da Espanha decidiu, em abril de 2025, negar o pedido de extradição do influenciador bolsonarista Oswaldo Eustáquio. Ele é alvo de dois mandados de prisão do Supremo e é suspeito de crimes contra a democracia e corrupção de menores. Argumentou-se que a solicitação tinha motivação política e que não há acordo entre os dois países permitindo a extradição nesse tipo de situação.

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Vicente Limongi Netto

Sei que serei alvo da ira de alguns, mas se as tantas contusões não tivessem atrapalhado a carreira de Neymar, ele também alcançaria a altura técnica consagradora de Messi e Cristiano Ronaldo. Ambos conseguiram manter o alto nível técnico exatamente por este motivo,  poucas contusões.

Ao contrário de Neymar que apanha muito em campo. Só é parado com faltas violentas. Cada atleta reage de um jeito às lesões. Nesta Copa. não será diferente para Neymar. É claro que não será poupado pelos brutamontes.

A meu ver, Neymar é nosso único craque. Tem técnica refinada. Visão de jogo, excelente driblador. Cobra falta e pênalti com precisão. Respeitado pelos companheiros, técnicos e jogadores adversários. Acredito que não decepcionará. Entra um pouco contra a Escócia para ganhar ritmo. Depois vem com tudo para a etapa dura e mortal do mata-mata.

WAGNER AMEAÇA – O enrolado e santo de araque Jaques Wagner diz que vai entrar no STF contra os resultados das investigações da Policia Federal sobre dele. O mau caratismo e a cretinice de tipos imundos como o senador baiano é uma afronta aos cidadãos decentes.

Evidente que o senador venal quer ganhar tempo. Ele pensa que as roubalheiras dele cairão no esquecimento. A exemplo de outros desprezíveis da política, igualmente capachos de Daniel Vorcaro, como o também senador  Ciro Nogueira.

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