Michelle e Flávio mostram que a política brasileira vive uma fase de mediocridade

MICHELLE X FLÁVIO: BRIGA DE FOICE NO CLÃ Clãs, como as máfias, não operam por projetos de país, não debatem democraticamente programas e divergências, não se movem por ideias e causas. Tudo

Charge do Gilmar (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Comentarista político tem que ficar atento, ao analisar fatos significativos que contribuam para a grandeza da atividade pública.  O lado desagradável e penoso é que também não pode deixar de observar contornos rasteiros que desmascaram medíocres e hipócritas.

Há canastrões e idiotas que não merecem ser citados como personagens da boa política. Pois usam o espaço público para lavar a roupa suja de suas vidas. Como o senador Flávio Tariflávio e a deslumbrada madrasta Michelle.

TUDO EM FAMÍLIA – Em plena campanha, os dois resolveram mostrar as garras imundas. Michelle exige mais espaços. Não importa os meios. Se diz insultada pelo enteado, que se apressou a pedir desculpas. Percebeu ou foi alertado de mais uma burrada do estoque pessoal de asneiras. Que parece que não acabará nunca. 

Tudo indica que Michelle tenta convencer o maridão que ela é melhor candidata para disputar com Lula o pleito de outubro, do que o Flávio achocolatado.

Michelle agora não se satisfaz apenas com a disputa ao senado. Quer tirar Flávio do retrovisor.  Está em jogo o legado do medonho clã Bolsonaro.

PRODUÇÃO ESMERADA – O vídeo melodramático de Michele, na sede do PL, foi produzido por profissionais. Tudo medido e estudado. Mesa arrumada e elegante. Atrás de Michele, diplomas do maridão, golpista condenado e preso. O maior deles é o da omissão e deboche de Bolsonaro à importância das vacinas contra a Covid, pandemia que resultou na morte de 700 mil brasileiros.

Outro diploma significativo destaca os palavrões e insultos de Bolsonaro a jornalistas e deputadas. São muitos diplomas na parede iluminada atrás de Michelle.

Ela insiste em ser a figura principal para exaltar o estupendo legado do ex=presidente. Outro diploma memorável, para ser guardado no peito para quem aprecia imbecilidades, é o da reunião de Bolsonaro com embaixadores estrangeiros acusando fraudes nas eleições.

NA CAMPANHA – É notável a extensão do legado podre do clã Bolsonaro, que os candidatos da esquerda vão recordar nas eleições de outubro.

A próxima tarefa do presidente do PL, Waldemar Costa Neto, depois do estrago causado pelo vídeo de Michele, é unir os dois brigões. Abraçados com sorrisos de hienas e juras de amor e paz.

É mais um vídeo para a galeria dos cretinos. Será a água suja da lama escorrendo para o esgoto da farsa bolsonarista.

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“Por uns velhos vão motivos, somos cegos e cativos, no deserto do universo sem amor”

Taiguara: álbuns, músicas, shows | Deezer

Taiguara, um compositor de raro talento

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor Taiguara Chalar da Silva (1945-1996), nascido no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandoneonista e maestro Ubirajara Silva, foi um dos melhores compositores da MPB e considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar, tanto que teve, aproximadamente, 100 músicas vetadas, razão que o levou a se autoexilar na Inglaterra em meados de 1973.

UNIVERSO NO TEU CORPO
Taiguara

Eu desisto,
Não existe essa manhã que eu perseguia,
Um lugar que me dê trégua ou me sorria,
Uma gente que não viva só pra si.

Só encontro
Gente amarga, mergulhada no passado,
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi.

Por uns velhos vão motivos,
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor.
E é por isso que eu preciso
De você, como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor.

Vem comigo,
Meu pedaço de universo é no teu corpo.
Eu te abraço, corpo imerso no teu corpo,
E em teus braços se une em versos a canção.

Vem que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo.
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.

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Duas crises, um mesmo sintoma: o desgaste dos polos que dominam a política

Governo e oposição enfrentam simultaneamente crises

Pedro do Coutto

A política brasileira entrou em uma fase peculiar. Pela primeira vez em muitos meses, governo e oposição enfrentam simultaneamente crises capazes de produzir efeitos eleitorais relevantes. Embora de naturezas distintas, os episódios envolvendo o senador Jaques Wagner e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro revelam um problema comum: a dificuldade dos dois principais campos políticos do país em manter a unidade interna e preservar sua credibilidade diante do eleitorado.

No campo governista, a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado era praticamente inevitável após a operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. Wagner não foi condenado nem denunciado formalmente, mas tornou-se alvo de uma investigação que passou a ocupar o centro do debate político nacional. A decisão de deixar a liderança ocorreu após reunião com o presidente Lula da Silva, numa tentativa evidente de reduzir os danos políticos provocados pelo caso.

PROXIMIDADE COM LULA –  O episódio é particularmente sensível para o Palácio do Planalto porque Wagner não é um aliado qualquer. Trata-se de um dos mais próximos colaboradores de Lula nas últimas décadas, figura central na construção política do PT na Bahia e peça estratégica na articulação do governo no Congresso. Sua saída representa mais do que uma mudança administrativa. É um reconhecimento tácito de que a investigação produziu um custo político elevado demais para ser ignorado.

Além disso, o caso possui uma dimensão simbólica importante. Até então, o escândalo envolvendo o Banco Master atingia figuras de diferentes correntes políticas. Quando um dos principais aliados do presidente passa a integrar o foco das investigações, a narrativa deixa de ser um problema periférico e passa a atingir diretamente o núcleo do poder. Mesmo que Wagner consiga comprovar sua inocência, o desgaste político já está instalado. Em ano eleitoral, a simples associação entre governo e suspeitas de favorecimento institucional produz efeitos que dificilmente podem ser neutralizados apenas por declarações de apoio.

Mas se a situação do governo é delicada, a crise da oposição talvez seja ainda mais complexa. A declaração de Michelle Bolsonaro de que é tratada “como se fosse idiota” e de que teria sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro expõe algo que o bolsonarismo sempre procurou esconder: a existência de disputas internas pela liderança do movimento conservador pós-Jair Bolsonaro.

QUESTIONAMENTOS – A gravidade da situação não está apenas no conflito familiar. Em política, divergências privadas podem ser administradas. O problema surge quando elas se tornam públicas e atingem diretamente a imagem de um candidato presidencial. Ao afirmar que foi maltratada e desrespeitada por Flávio Bolsonaro, Michelle não faz apenas uma crítica pessoal. Ela questiona atributos fundamentais para quem pretende ocupar o Palácio do Planalto: capacidade de liderança, habilidade de diálogo e equilíbrio político.

O impacto potencial dessa crise é significativo porque Michelle Bolsonaro não é uma figura secundária dentro do eleitorado conservador. Ao longo dos últimos anos, construiu uma base própria de apoio, especialmente entre mulheres, evangélicos e setores mais moderados da direita. Seu capital político transcende a condição de ex-primeira-dama. Por isso, qualquer atrito público entre ela e o principal nome do bolsonarismo para a sucessão presidencial pode produzir efeitos eleitorais concretos.

CONCILIAÇÃO – É verdade que Michelle posteriormente adotou um discurso conciliador, afirmando não ter raiva de ninguém e defendendo a união do grupo para enfrentar o governo Lula. Ainda assim, o episódio deixou evidente que as disputas internas existem e que a construção da candidatura de Flávio Bolsonaro está longe de ser um processo consensual.

O que torna o momento particularmente interessante é que nenhuma das duas crises oferece vantagens imediatas ao adversário. O desgaste de Jaques Wagner cria dificuldades para o governo, mas a turbulência no bolsonarismo impede que a oposição capitalize plenamente essa fragilidade. Da mesma forma, o conflito entre Michelle e Flávio expõe fissuras na direita, mas não elimina os problemas enfrentados pelo Palácio do Planalto.

O eleitor observa um cenário em que os dois principais polos da política nacional demonstram vulnerabilidades. O governo enfrenta questionamentos decorrentes de investigações que alcançam figuras centrais de sua estrutura. A oposição convive com disputas internas que colocam em dúvida sua capacidade de apresentar uma frente unificada para a disputa presidencial.

DESGASTE NATURAL – Talvez essa seja a principal mensagem dos acontecimentos recentes. Mais do que crises isoladas, eles revelam o desgaste natural de grupos políticos que passaram anos organizando a vida pública brasileira em torno de uma polarização intensa. Quando as disputas deixam de ocorrer apenas entre adversários e passam a surgir dentro dos próprios campos políticos, o sinal emitido ao eleitor é claro: a estabilidade interna, muitas vezes apresentada como força, pode ser mais frágil do que aparenta.

À medida que a campanha eleitoral se aproxima, a questão central deixa de ser qual dos lados atravessa a maior crise. A pergunta que realmente importa é qual deles conseguirá administrar melhor suas próprias contradições. E, neste momento, a resposta ainda está em aberto.

Gonet rejeita delação de ex-presidente do BRB por falta de provas inéditas

PGR determinou o arquivamento do pedido

Mariana Muniz
O Globo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, um dos investigados na Operação Compliance Zero. Em decisão assinada nesta quinta-feira, Gonet concluiu que a colaboração não atenderia aos requisitos legais por não trazer elementos relevantes para o avanço das investigações.

Segundo o procurador-geral, a proposta possui “reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir”. Para ele, os fatos apresentados pelo investigado não têm caráter inédito e, em sua maior parte, já são de conhecimento das autoridades responsáveis pela apuração.

REUNIÃO RESERVADA – Na decisão, Gonet afirma que Paulo Henrique Costa apresentou, por meio de seus advogados, uma proposta de esclarecimentos sobre diferentes frentes investigativas, alegando que seriam desconhecidas das autoridades e úteis à investigação. O ex-presidente do BRB também pediu a realização de uma reunião reservada para dar início às tratativas do acordo.

Ao analisar o pedido, porém, o chefe da PGR concluiu que os tópicos apresentados “já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo, na sua parte mais expressiva”. Segundo ele, mesmo considerando que a proposta foi apresentada de forma superficial em razão da inexistência de termo de confidencialidade, ela não revelou fatos capazes de justificar a celebração de um acordo de colaboração premiada.

RESSARCIMENTO – Outro ponto destacado por Gonet é que a proposta não apresenta sequer uma sinalização mínima de recuperação de ativos ou ressarcimento aos cofres públicos que a diferencie dos resultados patrimoniais já obtidos pelas autoridades cíveis e criminais que atuam no caso.

Para o procurador-geral, a colaboração premiada deve servir como um instrumento para obtenção de provas relevantes, capazes de identificar autores de crimes, esclarecer infrações penais e contribuir de forma efetiva para a aplicação da lei penal, além de possibilitar a recuperação do produto dos crimes quando for o caso. Na avaliação de Gonet, a proposta apresentada por Paulo Henrique Costa não atende a esses requisitos.

Diante desse cenário, o procurador-geral indeferiu sumariamente o pedido e determinou o arquivamento do procedimento, ressaltando que expôs apenas os fundamentos indispensáveis para evitar prejuízo às investigações em curso.

Digimais tem roteiro de fraudes e omissões na fiscalização do mercado financeiro

EUA e a Europa, ao boicotar o Brasil, obrigam Lula a se aproximar da China

Trump revela mensagem de Macron em ofensiva pré-Davos - Bloomberg

Macron e Trump tentam boicotar as exportações do Brasil

Carlos Newton

Os militares ficaram ditatorialmente no poder por 21 anos. Fizeram muita coisa errada, especialmente ao torturar e matar os opositores do regime. Mas fizeram também muita coisa boa, em termos de energia, telecomunicações e rodovias, que alavancaram um invulgar desenvolvimento, chamado à época de milagre brasileiro, e chegamos a ser o país com maior crescimento do PIB no século passado, entre 1930 e 1980, acredite se quiser.

O feito mais importante da ditadura, porém, foi a criação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) pelo mais jovem ministro do país, Luiz Fernando Cirne Lima, que assumiu o cargo com apenas 36 anos.

CIRNE LIMA – Engenheiro agrônomo formado em Porto Alegre, Cirne Lima fez especialização nos Estados Unidos e na Argentina. Conduzia as fazendas da família e em 1968 tornou-se presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Em 1969, foi nomeado ministro da Agricultura pelo presidente Garrastazu Médici, que lhe pediu sugestões para ocupar o cerrado do Centro Oeste e também o entorno da Amazônia, áreas que o governo pretendia colonizar.

Cirne Lima sabia que especialistas brasileiros estudavam como desenvolver a agricultura brasileira, através da ABCAR (Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural).

ESPECIALISTAS – Os líderes da iniciativa eram o sociólogo José Pastore; o professor Fernando Rocha, da Faculdade de Agronomia de Viçosa; e os agrônomos Renato Simplício Lopes e Eliseu Alves, que trabalham na ACAR-Minas.

Liderados pelo jovem ministro Cirne Lima, em 1973 esse grupo implantou a Embrapa, que viria a revolucionar a agricultura e conseguir tornar o Brasil o maior exportador de alimentos.

Devido à extensão das áreas agricultáveis, à abundância de água para irrigação e às condições de luminosidade, que permitem seguidas safras em várias culturas, tudo indica que o Brasil logo se tornará o maior produtor mundial, superando os concorrentes EUA, China e Índia.

BOICOTE AO BRASIL – Como não conseguem enfrentar a produtividade brasileira, Estados Unidos e União Europeia estão boicotando abertamente o Brasil. E isso não tem nada a ver com ideologia, direita ou esquerda.

O americano Donald Trump está prejudicando o Brasil propositadamente, e o francês Emmanuel Macron segue o mesmo caminho. Em sua ignorância, Lula não entende essas jogadas da política internacional, que estão afetando os exportadores brasileiros.

Portanto, não importa se o vencedor da eleição for Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Joaquim Barbosa. Qualquer um deles terá de se aproximar cada vez mais do grupo dos Brics, em defesa da economia brasileira, ligando-se especialmente à China e à Rússia, pois a Índia é nossa rival na exportação de alimentos.

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P.S. 1 –
A situação é inquietante, e Trump acaba de visitar a China, na tentativa de aumentar as exportações. Se Lula tivesse mais jogo de cintura, saberia atender a gregos e troianos, como se dizia antigamente. Mas desde sempre ele insiste em apoiar ditaduras sinistras, como Cuba, Venezuela, Nicarágua e Irã, agindo contra os interesses dos Estados Unidos. E assim a situação tende a se complicar ainda mais.

P.S. 2 – Se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, vai virar as costas aos Brics e entregar o país aos EUA, porque ele consegue ser mais ignorante do que Lula. E o resto é folclore, como dizia Sebastião Nery. (C.N.)

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Ex-prefeita de Contagem desponta como favorita

Victoria Azevedo
Sérgio Roxo
Bruna Lessa
O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval para que o partido tenha uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais. O petista se reuniu na manhã desta quarta-feira com integrantes do diretório mineiro e o presidente do PT, Edinho Silva, para encaminhar o palanque no estado, considerado crucial para a campanha. A expectativa, agora, é que inicie um processo interno de diálogo no PT para definir o nome que representará a chapa.

“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, afirmou a presidente do PT estadual, Leninha, em nota divulgada à imprensa após o encontro.

FAVORITA – Desponta como favorita para encabeçar a chapa a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, até então pré-candidata ao Senado. De acordo com interlocutores dela, Marília enfrenta resistência a essa possibilidade, já que teria um caminho considerado mais fácil para ser eleita ao Senado.

A expectativa é que o partido bata o martelo no prazo de uma semana. Marília é considerada favorita por ter tido o melhor desempenho em pesquisas internas. Lideranças petistas consideraram que não há um outro nome do partido que possa garantir um palanque forte para Lula. A definição depende agora de conversas com a ex-prefeita de Contagem.

A conversa nesta quarta destrava o processo de definição do cenário no segundo maior colégio eleitoral do país. A opção preferida de Lula era que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) fosse o candidato ao governo estadual. A tentativa de convencimento do petista, no entanto, foi frustrada e Pacheco indicou que deverá deixar a vida pública ao final de seu mandato, neste ano.

COBRANÇA – Como O Globo mostrou, integrantes do PT vinham cobrando atuação mais incisiva de Lula nesse processo de definição da chapa diante da demora em buscar uma solução. Historicamente, o candidato à presidência que vence no estado costuma ser eleito presidente.

O presidente do PT, Edinho Silva, vinha conduzindo as conversas para a montagem dos palanques. Ele se reuniu com nomes do PSB que passaram a ser considerados alternativas, diante da resistência apresentada por Pacheco. Ele esteve, por exemplo, com o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar e que recentemente se filiou à sigla.

Além de Minas, ainda há indefinições em outros palanques do petista, principalmente São Paulo. Lula está previsto para se reunir ainda hoje com os ex-ministros Márcio França, Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva —todos cotados para a chapa encabeçada por Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é que haja uma definição sobre a vice e as duas candidaturas ao Senado.

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